Notícias

Novidade

Índices de vacinação diminuem em crianças

22/06/2018 | Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2018/06/20/doencas-erradicadas-podem-voltar-por-falta-de-vacinacao.htm

Dados do Ministério da Saúde dão conta de que a quantidade de bebês e crianças vacinadas vem diminuindo ano a ano, atingindo em 2017 o número mais baixo dos últimos 16 anos. Os dados, publicados em uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo, ainda revelam que nenhuma das metas de vacinação indicadas para crianças com menos de um ano estão sendo alcançadas. Os dados para 2018, apesar de serem preliminares, já são preocupantes. Tomando como exemplo a vacina contra a poliomielite, o índice de crianças vacinadas no corrente ano está em 77%, projetando uma queda de 7,5% quando comparado com o de 2016, e 21% em relação ao de 2015, último ano em que o índice ficou acima dos 80%. Em relação à vacina quádrupla viral, o índice atual está em 70%, projetando uma queda de 8% em relação ao ano de 2016. O levantamento encontrou uma única alta no índice de vacinação em 2017. Foi a da vacina da Hepatite A, e está relacionada ao surto dessa doença durante o período. A coordenação do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, ouvida na reportagem, identifica como um dos principais problemas responsáveis por estes números a visão da população, que identifica a vacina como terapêutica, levando a uma busca pela imunização apenas quando as doenças aparecem, esquecendo que ela é preventiva. O PNI trabalha para estabelecer um calendário de vacinação que facilite o controle e a erradicação de doenças preveníveis por vacinas. O órgão nacional, criado em 1973, tem reconhecimento internacional por sua eficiência, tendo conseguido erradicar doenças importantes, como a poliomielite e rubéola. Outra causa apontada como responsável pela diminuição dos índices de vacinação é exatamente o sucesso que as estratégias do órgão tiveram na erradicação de doenças. A geração atual não conviveu com o receio de contrair essas doenças, e não tem a percepção da importância de manter a vacinação para a prevenção. O PNI também identifica como problema a falta de ajustes em relação aos horários que os pais podem levar seus filhos para serem vacinados. A rotina de trabalho atual, juntamente com o aumento da inserção das mulheres no mercado de trabalho, pode estar contribuindo para o agravamento do problema. Os resultados da queda nos índices de vacinação já estão surgindo. Doenças que já estavam controladas no Brasil estão voltando a apresentar surtos. Em Roraima, Amazonas e Rio Grande do Sul, por exemplo, está surgindo uma quantidade importante de casos confirmados de sarampo.

Novidade

Violência sexual na infância associa-se a qualidade de vida inferior

22/06/2018 | Fonte: J. bras. psiquiatr. [online]. 2018, vol.67, n.1, pp.10-17

Violência sexual na infância associa-se a qualidade de vida inferior em universitários O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Psiquiatria, foi analisar a existência de possível associação entre a exposição ao abuso sexual na infância e qualidade de vida inferior em universitários. Participaram da pesquisa 935 estudantes universitários que responderam ao questionário de prevalência de abuso sexual infantil e ao questionário abreviado de avaliação de qualidade de vida (WHOQOL-bref), bem como a questões sociodemográficas e sobre histórico de doenças clínicas. Utilizou-se o teste de associação do qui-quadrado e análise de regressão logística, tendo-se como desfecho a variável binária qualidade de vida (inferior; superior). No modelo final de regressão, aplicou-se o teste de sensibilidade para identificar o acerto entre os casos observados com qualidade de vida superior e o teste de especificidade aplicado aos casos observados com qualidade de vida inferior, bem como avaliou-se a eficiência global do modelo para um cutoff de 0,5. A maioria dos participantes eram: mulheres (55,6%, 520), pardas (52,3%, 489), solteiras (58,4%, 546). A idade média foi de 21 anos (SD = ± 5) e a renda familiar média, de R$ 3.875,00 (SD = ± 4.690,00). A partir da regressão logística, observou-se que aumentaram a associação com qualidade de vida inferior: necessidade de acompanhamento psicológico, estar solteiro, sofrer violência sexual na infância, não ser de raça branca, praticar atividade física três vezes ou mais na semana, nascer no interior e praticar religião. Segundo os pesquisadores, o estudo evidenciou que o abuso sexual infantil, mesmo transcorrido há muitos anos, associa-se negativamente à qualidade de vida de adultos. Autores: Matos, Karla Julianne Negreiros de; Pinto, Francisco José Maia e StelkoPereira, Ana Carina.

Novidade

Meninas apresentam mais pensamentos e comportamentos suicidas

21/06/2018 | Fonte: J. bras. psiquiatr. [online]. 2018, vol.67, n.1, pp.3-9

Prevalência de pensamentos e comportamentos suicidas e associação com a insatisfação corporal em adolescentes O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Psiquiatria, foi estimar a prevalência de pensamentos e comportamentos suicidas e a associação com a insatisfação corporal em adolescentes. Participaram do estudo 1.090 adolescentes (501 do sexo masculino e 589 do sexo feminino), com média de 16,2 (1,1) anos de idade, estudantes do ensino médio em São José-SC. Por meio de questionário autoadministrado, os adolescentes responderam a questões sociodemográficas (sexo, idade) e sobre maturação sexual, insatisfação corporal (escala de silhuetas) e pensamentos e comportamentos suicidas (ideação, planejamento e tentativa de suicídio), e tiveram as medidas de peso corporal e altura aferidas para cálculo do índice de massa corporal (IMC = peso corporal dividido pela altura ao quadrado). Empregou-se a regressão logística binária para análise dos dados. O sexo feminino apresentou maiores prevalências de pensamento, planejamento e tentativa de suicídio comparado ao masculino. Os adolescentes insatisfeitos pelo excesso de peso e pela magreza apresentaram maior chance de terem pensado e planejado suicídio. Não foram encontradas associações entre tentativa de suicídio e insatisfação corporal. Os pesquisadores concluíram que o sexo feminino apresentou maiores prevalências de pensamentos e comportamentos suicidas do que o masculino. Independentemente do sexo, idade, IMC e maturação sexual, os adolescentes insatisfeitos com o corpo (pelo excesso de peso e pela magreza) estiveram mais suscetíveis à ideação suicida e ao planejamento de suicídio, comparados aos satisfeitos. Por serem adolescentes em idade escolar, a escola pode ser um agente de discussão sobre a temática, auxiliando na prevenção da insatisfação corporal e desfechos suicidas. Outros profissionais envolvidos com essa população e os familiares precisam estar atentos a essas questões. Autores: Claumann, Gaia Salvador; Pinto, André de Araújo; Silva, Diego Augusto Santos e Pelegrini, Andreia.

Eventos

  • Legenda

  • Evento Nacional

  • Evento Internacional

Próximos Eventos

Veja Mais Eventos