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Novo estudo conclui que o jejum intermitente aumenta risco de diabetes

22/05/2018 | Fonte: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/21/jejum-intermitente-aumenta-risco-de-diabetes-tipo-2-diz-estudo-da-usp.htm

Segundo uma reportagem publicada no portal Viva Bem, uma nova pesquisa, apresentada na reunião anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia, em Barcelona, na Espanha, sugeriu que a dieta do jejum intermitente pode ter sérias consequências para o metabolismo dos seres humanos e elevar o risco de diabetes tipo 2. Nos últimos anos, esse tipo de dieta vem ganhando cada vez mais adeptos entre os indivíduos que desejam perder peso rapidamente e obter benefícios para a saúde. Esses resultados são derivantes de conclusões de estudos já publicados em importantes periódicos científicos, que, por exemplo, revelaram que o jejum intermitente pode diminuir o risco de doenças cardíacas. O novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo - USP, encontrou que o jejum intermitente pode prejudicar a atividade normal do pâncreas e a produção de insulina. Alguns estudos anteriores já haviam sugerido que o jejum por um curto período de tempo aumentaria o estresse oxidativo e a produção de radicais livres, acelerando o processo de envelhecimento e danificando o DNA. Os autores do estudo apresentado na Espanha, analisaram se o jejum intermitente realmente poderia gerar radicais livres. Eles submeteram ratos adultos saudáveis a seguirem essa dieta por um período de três meses. Os pesquisadores mediram e monitoraram os níveis de insulina e a função dos roedores, seu peso corporal e seus níveis de radicais livres. Ao término dos três meses, os ratos haviam perdido peso, como esperado. Porém, a distribuição de gordura corporal mudou inesperadamente. Os ratos apresentaram um aumento na quantidade de tecido adiposo abdominal. Recentes estudos têm relacionado este tipo de gordura com o diabetes tipo 2, por meio de um mecanismo molecular. Os cientistas também encontraram danos nas células pancreáticas secretoras de insulina, bem como níveis mais elevados de radicais livres e sinais de resistência à insulina. Os autores explicam na reportagem que, se bem o jejum intermitente pode levar a uma rápida perda de peso, a longo prazo podem haver sérios efeitos prejudiciais à saúde, como o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Eles ainda revelam que este é o primeiro estudo a mostrar que o jejum intermitente pode realmente danificar o pâncreas e afetar a função da insulina em indivíduos saudáveis normais, o que poderia levar ao diabetes e a sérios problemas de saúde. Futuramente, os pesquisadores querem analisar mais detalhadamente os efeitos prejudiciais do jejum intermitente no funcionamento normal do pâncreas e do hormônio insulina. O estudo “Intermittent fasting for three months decreases pancreatic islet mass and increases insulin resistance in Wistar rats”, pode ser verificado aqui: https://www.endocrine-abstracts.org/ea/0056/ea0056p519 Ana Cláudia Munhoz Bonassa & Angelo Rafael Carpinelli

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Força de preensão é eficiente para avaliar a saúde em qualquer idade

22/05/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-grip-strength/strong-grip-may-predict-longer-life-at-all-ages-idUSKCN1IM1TA

Um novo estudo sugere que a força de preensão manual pode ser um melhor preditor da saúde futura do que algumas medições que os médicos usam atualmente para avaliar o risco. Embora a força de preensão seja um bom indicador de fragilidade ou de saúde em pessoas idosas, o método também pode ajudar os médicos a avaliar o perfil de risco em adultos de todas as idades, inclusive com relação às chances de doenças cardíacas e pulmonares, câncer e mortalidade geral. Os autores do estudo comentaram em uma reportagem publicada no portal Reuters Health, que a força de preensão mostrou uma associação mais forte com as doenças cardiovasculares do que a pressão arterial e a atividade física. No estudo, publicado no periódico BMJ, foram analisados mais de meio milhão de participantes do projeto Biobank do Reino Unido, que tinham entre 40 e 69 anos de idade quando foram recrutados. Periodicamente, ao longo dos anos, os participantes foram submetidos a exames médicos, fornecendo amostras e respondendo a amplos questionários sobre saúde e estilo de vida. Os participantes também foram acompanhados por meio de registros médicos durante uma média de sete anos. Durante esse período, mais de 13.000 participantes, quase 3%, morreram, cerca de 6% desenvolveram doenças cardíacas, cerca de 2% desenvolveram doença respiratória e cerca de 6% foram diagnosticados com câncer. Depois de contabilizar a idade e uma ampla gama de outros fatores, como dieta, tempo sedentário e status socioeconômico, os pesquisadores descobriram que a fraqueza muscular, definida como uma força de menos de 26 kg para homens e menos de 16 kg para mulheres, foi associada com um maior risco geral de morte e maior risco para doenças específicas. Cada redução de 5 kg na força de preensão, abaixo desses limiares, foi vinculada a um aumento de 20% para as mulheres e de 16% para os homens no risco de morte por todas as causas. Para morte por doenças cardíacas, o risco aumentou 19% para as mulheres e 22% para os homens. Para a morte por doenças respiratórias, o aumento foi de 31% para as mulheres e 24% para os homens, e para as mortes por todos os tipos de câncer o aumento foi de 17% para as mulheres e 10% para os homens. Uma diminuição da força de preensão não foi associada ao risco de morte por câncer de próstata em homens, câncer de cólon entre mulheres ou câncer de pulmão em ambos os sexos. No geral, os pesquisadores observam que as pessoas com as menores forças de preensão tendiam a ter um menor nível socioeconômico e eram mais propensas a fumar, ser obesas, ter maior circunferência da cintura e percentual de gordura corporal. Eles também comiam menos frutas e verduras, se exercitavam menos e assistiam mais TV. Os autores alertam que o papel crítico do músculo esquelético é frequentemente subestimado. Ele controla os movimentos do corpo, serve como o principal repositório de proteína e desempenha um papel importante na regulação da glicemia. O estudo “Associations of grip strength with cardiovascular, respiratory, and cancer outcomes and all cause mortality: prospective cohort study of half a million UK Biobank participants”, pode ser verificado aqui: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29739772

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OMS corre para frear o surto de Ebola

18/05/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-ebola/congo-and-who-race-to-prevent-runaway-ebola-outbreak-idUSKCN1II1JW

Esta é a nona epidemia de ebola na República Democrática do Congo desde que a doença foi identificada na década de 1970, confome publicado no portal Reuters Health. Porém, esta é considerada a mais alarmante de todas devido ao risco da transmissão por transporte fluvial regular entre a região afetada e a capital Kinshasa, uma cidade de 10 milhões de habitantes. Até o momento já foram relatados 44 casos suspeitos, prováveis ou confirmados de Ebola, destes, 23 pessoas evoluiram a obito. O ocorrência mais preocupante é a de um caso confirmado em Mbandaka, uma cidade de cerca de 1 milhão de habitantes ligada a Kinshasa pelo rio Congo. Os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmaram na reportagem que Mbandaka tornou-se a prioridade número um para evitar que o surto fique fora de controle, já que os outros casos estão espalhados em áreas remotas, onde a doença pode não viajar rapidamente. Uma vacina experimental está sendo implantada, com os profissionais de saúde sendo vacinados primeiramente, porém as vacinas precisam ser mantidas a uma temperatura inferior a 80 graus Celsius em uma região úmida e com altas temperaturas. Após o enorme surto de Ebola na África Ocidental, que matou pelo menos 11.300 pessoas na Guiné, Serra Leoa e Libéria entre 2014 e 2016, a OMS está agindo rapidamente neste surto do Congo, que foi relatado em 8 de maio, um dia depois de duas amostras terem apresentado resultado positivo. A entidade enxerga como o pior cenário, um possível surto em Kinshasa, uma cidade populosa onde milhões de pessoas vivem em moradias precárias e sem sistema de esgoto. Vários barcos de transporte público partem de Mbandaka todos os dias até a capital. Essas embarcações muitas vezes estão superlotadas e possuem instalações sanitárias pouco apropriadas. A OMS já emitiu um comunicado alertando que existe um risco regional “moderado”, já que a doença poderia ser transmitida ao longo do rio até a República Centro-Africana e a República do Congo, países vizinhos à República Democrática do Congo. Porém, afirmam que o risco global é baixo devido ao afastamento da área e à rápida resposta lançada pela entidade.

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Habilidades dos cirurgiões melhoram com a idade

18/05/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-surgeons-age/surgeons-skills-improve-with-age-idUSKBN1I528G

Um recente estudo publicado no British Medical Journal revelou que as habilidades dos cirurgiões podem melhorar com o a idade. Segundo apurou uma reportagem do portal Reuter Health, o estudo concluiu que o risco de morte de pacientes no mês seguinte após a realização de uma cirurgia diminuiu constantemente com o aumento da idade do cirurgião. Adicionalmente, os autores constataram que os pacientes tratados por cirurgiãs em seus 50 anos tiveram a menor taxa de mortalidade em todos os grupos. Os autores explicaram na reportagem que pouco se sabe sobre como a idade e o sexo influenciam a qualidade do trabalho de um cirurgião. Especula-se que as habilidades poderiam melhorar ao longo do tempo, através da experiência, mas igualmente o cirurgião poderia perder a destreza com o envelhecimento ou ter dificuldade em acompanhar as mudanças tecnológicas. Na investigação, os pesquisadores analisaram a mortalidade em 30 dias após a cirurgia em beneficiários do Medicare (Sistema de Saúde dos EUA), que realizaram uma das 20 principais operações entre 2011 e 2014. As operações eram todas de emergência. Entre os cerca de 892.200 pacientes tratados por quase 46.000 cirurgiões, o risco total de morrer dentro de 30 dias após uma cirurgia foi de 6,4%. Após o ajuste para outros fatores de confusão, as taxas de mortalidade foram de 6,6% com cirurgiões abaixo dos 40 anos; 6,5% com cirurgiões entre 40 e 50 anos; 6,4% com cirurgiões entre 50 e 60 anos e 6,3% para aqueles com 60 anos ou mais. O risco de mortalidade foi de 6,3% em geral com cirurgiãs versus 6,5% com cirurgiões do sexo masculino, o que não foi uma diferença estatisticamente significativa. O estudo também sugere que o aumento do treinamento, educação e supervisão de cirurgiões jovens poderia ser uma abordagem para reduzir a mortalidade operatória neste grupo. Você pode ter acesso ao resumo deste estudo em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29695473

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