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Crianças apresentam alta prevalência de tosse após doenças respiratórias

12/07/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-children-cough/kids-often-have-a-chronic-cough-after-respiratory-illness-idUSKCN1B91X5

Um estudo, publicado no periódico Archives of Disease in Childhood, revelou que as crianças que foram tratadas por algumas doenças respiratórias nos departamentos de emergência costumam apresentar tosse crônica, que pode perdurar por semanas. Os pesquisadores analisaram os dados de 839 crianças tratadas por doenças respiratórias agudas e constataram que cerca de três em cada quatro crianças apresentaram tosse uma semana depois, e após 28 dias, uma em cada quatro crianças teve tosse crônica. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal Reuters, explicaram que os pais devem levar as crianças para uma consulta caso apresentem tosse com duração superior a quatro semanas, ou que não esteja melhorando, especialmente quando se trate de uma tosse produtiva. Existem muitas causas para a tosse crônica em crianças, mas a mais comum está relacionada com os distúrbios do pulmão. No estudo, a maioria das crianças tiveram como causa da tosse crônica uma infecção pulmonar subjacente, especialmente bronquite bacteriana prolongada. Na pesquisa, metade tinha ao menos 2,3 anos de idade, embora a idade tenha variado de menos de um mês a quase 15 anos. As crianças foram acompanhadas semanalmente e examinadas por um pediatra após 28 dias. Entre as 171 crianças que ainda apresentavam tosse no final do estudo, 59 (35%), tinham tosse produtiva, enquanto que 45 (26%) apresentavam tosse seca. Os pneumologistas identificaram uma nova doença pulmonar crônica e grave em 36 crianças, e 55 tiveram bronquite bacteriana prolongada. Especialistas ouvidos na reportagem explicaram que o estudo não foi um experimento controlado, projetado para provar se ou como uma infecção respiratória aguda pode levar a uma tosse crônica ou a uma doença pulmonar. Também existe a possibilidade de que as crianças poderiam ter alguma condição pulmonar antes da consulta inicial ao departamento de emergência. Porém, a tosse crônica é um problema de saúde comum nas crianças, que geralmente é tratável e pode levar a sérias complicações quando não é diagnosticada e tratada adequadamente Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28814419 Chronic cough postacute respiratory illness in children: a cohort study

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Deficiência de iodo pode contribuir com a infertilidade em mulheres

10/07/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-iodine-fertility-women/iodine-deficiency-may-contribute-to-womens-fertility-problems-idUSKBN1FE365

Um estudo, publicado no periódico Human Reproduction, revelou que as mulheres com deficiência de iodo e que estão tentando engravidar podem ter quase 50% menos chances de terem sucesso, quando comparadas às mulheres com níveis saudáveis de iodo. Os autores do estudo acompanharam 501 mulheres que tentaram engravidar por cerca de cinco anos e descobriram que, em geral, as pacientes que apresentavam deficiência de iodo de moderada a grave, tinham 46% menos chances de engravidar. Em uma reportagem, publicada no portal Reuters, os pesquisadores explicaram que a descoberta da deficiência moderada de iodo estar associada à dificuldade de engravidar, tem implicações importantes na saúde pública. Eles ficaram surpresos em identificar que a deficiência moderada a grave de iodo fosse tão comum, e que reduzisse a chance de uma mulher engravidar em quase 50% a cada ciclo menstrual. O papel do iodo é vital para o desenvolvimento do cérebro do feto durante a gravidez, e pesquisas anteriores já haviam revelado que cerca de 30% das mulheres em idade fértil têm níveis sanguíneos de iodo abaixo da meta de 100 microgramas por litro. Nos EUA, as diretrizes atuais preconizam que as mulheres grávidas e que estejam amamentam tomem uma suplementação que contenha 150 microgramas de iodo, mas essas diretrizes não estabelecem nenhuma recomendação sobre o que as mulheres devem fazer antes de engravidar. Na pesquisa, entre 2005 a 2009 foram analisados dados de 501 mulheres que, no momento da inscrição no estudo, haviam interrompido recentemente a contracepção com o objetivo de engravidar. No início do estudo, os autores coletaram amostras de urina para análise de iodo. Durante os 12 meses seguintes, as participantes mantiveram diários e utilizaram monitores de fertilidade para mensurar as relações sexuais e a ovulação. Elas também utilizaram testes digitais de gravidez para identificar as gestações e os ciclos da menstruação. Os resultados constataram que 44% das amostras de urina estavam na faixa deficiente de iodo, e quase um quarto de todas as amostras estavam na faixa de deficiência moderada a grave, com menos da metade do nível recomendado. Após 12 meses do início do estudo, 332 mulheres (71%) engravidaram, 42 (10%) não tiveram sucesso, e o restante abandonou o estudo por diversas razões. Os pesquisadores comentaram que, embora seja difícil monitorar as mulheres que estão prestes a engravidar, é importante replicar as descobertas deste estudo. Eles ainda revelam que ainda são necessários novos estudos para que seja examinada a relação entre os níveis de iodo e outros aspectos da reprodução, tais como problemas de tireoide e desenvolvimento do feto. Especialistas ouvidos na reportagem comentaram que é difícil aconselhar às mulheres em relação aos níveis de iodo, exames e suplementos porque não existe nenhum método para avaliar o status do iodo em indivíduos, portanto as pessoas não podem fazer um teste para saber se eles têm uma quantidade adequada. O teste utilizado no estudo somente pode ser aplicado a grandes grupos. O estudo também não avaliou os efeitos da suplementação de iodo na concepção. Ele apenas realizou uma comparação entre um grupo de mulheres com iodo inadequado e um grupo com iodo adequado. Muitos especialistas acreditam que receitar vitaminas pré-natais que contêm iodo é uma boa ideia, mas altos níveis de iodo também pode ser um problema. A escolha de uma dieta com quantidades adequadas de iodo é fundamental. Podemos encontrar boas fontes desse mineral em peixes, especialmente os brancos, frutos do mar, leite e laticínios. Alguns sais contêm iodo, mas as mulheres não devem aumentar seu consumo apenas para obter mais iodo. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29340704 Delayed conception in women with low-urinary iodine concentrations: a population-based prospective cohort study

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Erradicação do H. Pylori diminui a incidência de câncer gástrico em idosos

10/07/2018 | Fonte: https://www.onconews.com.br/site/noticias/noticias/ultimas/3280-erradica%C3%A7%C3%A3o-do-h-pylori-e-incid%C3%AAncia-de-c%C3%A2ncer-g%C3%A1strico-em-idosos.html

Um recente artigo, publicado no periódico científico Gastroenterology, revelou que o tratamento da infecção por Helicobacter pylori (H. Pylori) está associado a um menor risco de câncer gástrico, especialmente em idosos que receberam o tratamento para a infecção há mais de dez anos. As conclusões do estudo foram resultado de uma análise do banco de dados de hospitais públicos de Hong Kong. Especialistas ouvidos em uma reportagem do portal Onconews, explicaram que o H. pylori é atualmente considerado o principal fator de risco para o desenvolvimento de câncer gástrico, e diversos estudos clínicos já demonstraram que a erradicação do H. pylori consegue prevenir o aparecimento dessa doença. A novidade que o estudo recém-publicado trouxe, é que até o momento haviam poucos dados disponíveis sobre os efeitos da erradicação da infecção por H. pylori na redução do risco de câncer gástrico em indivíduos idosos. Na pesquisa, os autores analisaram o banco de dados do Hospital Authority database of Hong Kong para identificar indivíduos com infecção por H. pylori que receberam um curso de terapia contendo claritromicina, entre janeiro de 2003 e dezembro de 2012. Com base nos dados obtidos, os pesquisadores buscaram compreender melhor os efeitos da erradicação da infecção por H. pylori na diminuição do risco de câncer gástrico. O objetivo primário do estudo foi a incidência de desenvolvimento de câncer gástrico nos indivíduos tratados para infecção por H. pylori, em comparação com o número esperado de casos de câncer gástrico na população geral. As análises foram realizadas em indivíduos com menos de 40 anos, entre 40-59 anos e acima dos 60 anos de idade. A análise compreendeu 73.237 indivíduos com infecção por H. pylori que receberam a terapia de erradicação. Destes, 200 (0,27%) desenvolveram câncer gástrico durante um tempo médio de acompanhamento de 7,6 anos. Em comparação com a população geral pareada para a idade e gênero, o risco de câncer gástrico foi significativamente menor no grupo de indivíduos com mais de 60 anos. Tendo como base a análise em relação ao tempo decorrido desde a erradicação do H. Pylori, os indivíduos com mais de 40 anos de idade que tiveram a erradicação há 10 anos ou mais tiveram um risco substancialmente menor na incidência de câncer gástrico do que a população em geral. Adicionalmente, a análise encontrou uma incidência ainda menor de câncer gástrico nos pacientes que conseguiram a erradicação do H. pylori em apenas um único tratamento. Os autores do estudo, consideraram esses achados consistentes com os resultados de estudos anteriores que já haviam encontrado um risco reduzido de câncer gástrico após 5 anos da erradicação do H. pylori. No presente estudo, os autores observaram que em idosos, que são um grupo onde as alterações atróficas são mais comuns, o tratamento de erradicação do H. pylori reduziu em 18% o risco de surgimento de câncer gástrico, especialmente na população que havia sido submetida à erradicação há pelo menos 10 anos. Os especialistas ouvidos na reportagem, explicaram que apesar de não ter sido observado o mesmo impacto na população mais jovem, existe uma baixa incidência do câncer gástrico em pacientes com menos de 40 anos, e que mesmo assim é possível considerar o efeito protetor da erradicação. Eles consideram que, devido ao impacto do tratamento ser tardio, existe a possibilidade de que o grupo mais jovem também obtenha benefícios com a erradicação. Os dados deste novo estudo sugerem que, ainda que a erradicação de H. pylori deva ser realizada preferencialmente antes do surgimento das alterações atróficas, as terapias mais tardias também podem ter seus benefícios. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29550592 Effects of Helicobacter pylori Treatment on Incidence of Gastric Cancer in Older Individuals

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Especialistas recomendam que os pais planejem as visitas aos pediatras

05/07/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-kids/plan-ahead-for-childs-doctor-visits-experts-say-idUSKBN1JU224

Um novo recurso, disponibilizado pelo JAMA Pediatrics, foi desenvolvido para que os pais realizem um planejamento antes da consulta ao pediatra. Dessa forma, poderiam otimizar ao máximo as visitas de rotina de seus filhos. O portal Reuters publicou a reportagem que apresenta o recurso, a qual aponta que a Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças sejam consultadas com um pediatra com regularidade durante os primeiros três anos de vida. Os autores da cartilha, que é destinada aos pais e cuidadores, explicam que como os pais têm cada vez menos tempo disponível, o planejamento pode ajudá-los a aproveitar o tempo durante as consultas. Por exemplo, uma das coisas mais importantes durante as consultas é a verificação da caderneta de vacinação. Antes das consultas, é importante que os pais saibam o que está atualizado para fazer as correções necessárias e indicar as próximas vacinas. O primeiro ponto recomendado é para que os pais conheçam bem o histórico dos filhos e de sua família, para garantir que os registros médicos sejam precisos e atualizados. Essa dica é fundamental especialmente quando se visita um pediatra pela primeira vez, inclusive pode ser preparada uma pasta com os registros da criança para a consulta. O pediatra realizará várias perguntas sobre a saúde da criança e da família, assim como sobre seu desenvolvimento a cada visita. Isso ajuda a se familiarizar com os pontos de desenvolvimento, como engatinhar, andar e as diferentes fases da fala. O médico pode solicitar aos pais o preenchimento de questionários sobre o desenvolvimento para poder avaliar a progressão da criança. Muitos pais nem sempre realizam a consulta para supervisão anual de saúde ou os “check-ups”, recomendados para crianças com mais de 3 anos. Quando as crianças são mais novas e realizam visitas frequentes ao pediatra, ir ao médico é uma das principais preocupações. Uma vez que as crianças iniciam o ensino nas escolas, esse hábito acaba se perdendo. Os especialistas recomendam que se leve para a consulta uma lista de perguntas sobre os tópicos de saúde e desenvolvimento. Para as questões sobre movimentos ou comportamentos, por exemplo, podem ser levados fotos ou vídeos. Para as crianças que utilizam medicações, incluindo os inaladores, é relevante levar os remédios na visita para confirmar as doses atuais e realizar perguntas. Também é importante conversar com a criança para prepará-la para a consulta. Isso pode depender da idade e da maturidade, mas, geralmente, é melhor ser o mais honesto possível sobre a visita e o que ela envolverá, inclusive exames que necessitem a retirada da roupa ou exames físicos. Deve-se conversar sobre a possibilidade de injeções ou exames que exijam a retirada de sangue, sempre explicando que se tratam de procedimentos normais. Programar uma atividade divertida após a consulta também ajudar a recompensar a criança por um comportamento apropriado, e sempre deve se evitar de descrever as consultas médicas ou vacinas como punições ou parte de negociações comportamentais. Para os momentos na sala de espera no consultório do médico, podem ser levadas bebidas, lanches, livros e brinquedos para tornar a experiência prazerosa. Alguns pediatras também encorajam os pais a escolherem uma época do ano que seja conveniente e fácil de lembrar, para que se torne uma rotina anual. Por exemplo, alguns pais gostam de levar seus filhos sempre durante as férias. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2685907 How to Prepare for Your Child’s Health Supervision Visit

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