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Os sintomas sutis dos distúrbios da tireoide

20/06/2018 | Fonte: https://www.nytimes.com/es/2017/07/27/los-sutiles-sintomas-de-los-trastornos-tiroideos/

Níveis anormais do hormônio tireoidiano são encontrados com maior frequência do que distúrbios de hormônios sexuais, estrogênio e testosterona, apesar de estes últimos tenderem a despertar um interesse maior do público em geral. Os distúrbios da tireoide podem afetar uma ampla gama de funções corporais e provocar uma série de sintomas confusos que muitas vezes dificultam o diagnóstico. A tiroide é responsável por regular a produção de energia e o metabolismo em todo o corpo, incluindo o coração, cérebro, pele, intestinos e temperatura corporal. O excesso ou escassez de seus hormônios pode ter um grande impacto na saúde e bem-estar. Apesar disso, em um número significativo de pessoas com deficiência de hormônios da tireoide, os exames de sangue de rotina não conseguem detectar a insuficiência, deixando os pacientes sem um diagnóstico preciso para os sintomas. Estes sintomas podem incluir fadiga excessiva, depressão, perda de cabelo, ganho de peso inexplicável, constipação, problemas do sono, confusão mental e ansiedade. As mulheres em idade reprodutiva, também podem apresentar dificuldades para engravidar. Apesar dos distúrbios da tireoide serem mais comuns em adultos, as crianças, cujo desenvolvimento cognitivo e físico depende da função tireoidiana normal, não estão livres desse problema. Em um artigo, publicado no periódico JAMA Pediatrics, médicos do Hospital Infantil da Filadélfia pediram para que os especialistas em cuidados primários identifiquem doenças da tireoide na infância e iniciem o tratamento desde a segunda semana de vida para garantir seu desenvolvimento normal. Os sintomas da disfunção tireoidiana variam amplamente de uma pessoa para outra e tendem a se desenvolver gradualmente, por isso é possível que os pacientes e até os médicos os reconheçam como um problema que deve ser estudado e tratado. Isso é particularmente verdadeiro no hipotireoidismo, onde encontramos níveis mais baixos de hormônios da tireoide, que pode ser diagnosticado erroneamente, já que os sintomas se assemelham aos de outras doenças ou são encarados como se fossem efeitos do envelhecimento. O risco de desenvolver hipotireoidismo, realmente, aumenta com a idade. 20% das pessoas com mais de 75 anos, especialmente as mulheres, não têm níveis suficientes de hormônio tireoidiano. Este, entre outros problemas, pode causar sintomas de confusão que são frequentemente relacionados à demência. Os exames laboratoriais completos para avaliar a função da tireoide são a tetraiodotironina (T4) e triiodotironina (T3), produzidos pela tireoide, e o hormônio estimulante da tireoide (TSH tirotrofina), produzido pela glândula pituitária para regular a tireoide. A produção dos hormônios da tireoide requer a presença de iodo na dieta, que é encontrado em grandes quantidades no sal iodado, ovos, algas, peixes e mariscos de água salgada, bem como os lacticínios não pasteurizados. O hipotireoidismo subclínico, onde os níveis dos hormônios da tireoide estão normais, mas os níveis de TSH estão elevados, pode levar ao aumento no risco de problemas cardíacos, especialmente em adultos jovens e de meia-idade. O tratamento desta condição, com o uso de levotiroxina pode reduzir esse risco, de acordo com um estudo publicado no periódico JAMA. Apesar da Força Trabalho de Serviços Preventivos dos Estados Unidos ainda não conseguir ter encontrado evidências suficientes que recomendem o controle rotineiro da tireoide para pessoas sem sintomas óbvios, a Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos acredita que os níveis de tireoide devam ser avaliados rotineiramente nos idosos, especialmente no caso das mulheres. Além disso, essa associação recomenda a realização de testes de TSH a partir dos 35 anos, repetidos a cada cinco anos. Especialistas acreditam que entre 40 e 60% das pessoas com doenças da tireoide desconhecem o fato. No entanto, mesmo em distúrbios subclínicos, um diagnóstico apropriado e tratamento relativamente simples dos níveis anormais de hormônios da tireoide podem melhorar a qualidade de vida. Os pacientes que são detectados com níveis baixos de hormônios da tireoide podem ser facilmente tratados com comprimidos de uso diário do hormônio sintético, levotiroxina, iniciando com uma dose baixa e ajustando a dose gradativamente com um monitoramento cuidadoso. Os pacientes geralmente mostram uma melhora nos sintomas após duas semanas de tratamento. No entanto, o diagnóstico do hipotireoidismo subclínico pode ser mais dificultoso. Um estudo, publicado no periódico The New England Journal of Medicine, revelou que cerca de 75% dos pacientes com esta doença tiveram resultados de exames laboratoriais sugestivos de uma leve falha tireoidiana, que os médicos podem não levar em consideração. Tenha acesso aos estudos científicos realizados: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27571216 Thyroid Disorders in Children and Adolescents: A Review. https://jamanetwork.com/journals/jamainternalmedicine/fullarticle/1149639 Levothyroxine Treatment of Subclinical Hypothyroidism, Fatal and Nonfatal Cardiovascular Events, and Mortality https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMcp1611144 Subclinical Hypothyroidism

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Identificando fatores de Risco para a polineuropatia diabética incidente

19/06/2018 | Fonte: Diabetes Care. 2018 Feb 27. pii: dc172062

Fatores de risco para polineuropatia diabética incidente em uma coorte com diagnóstico de diabetes tipo 2 realizado por triagem e seguidos por 13 anos: ADDITION-Denmark O objetivo deste estudo, publicado no Diabetes Care, foi investigar prospectivamente a polineuropatia diabética incidente (DPN) durante os 13 primeiros anos após um diagnóstico baseado em triagem de diabetes tipo 2, bem como avaliar os fatores de risco associados para o desenvolvimento de DPN. A DPN foi avaliada longitudinalmente no braço dinamarquês do ensaio ADDITION (Anglo-Danish-Dutch study of Intensive Treatment of Diabetes in Primary Care), por meio do questionário MNSIQ (Michigan Neuropathy Screening Instrument), no qual a DPN era caracteriza com escores iguais ou superiores a 4. Os fatores de risco presentes no diagnóstico de diabetes associado ao risco de DPN incidente foram estimados utilizando modelos de risco proporcional de Cox ajustados para o grupo de randomização, sexo e idade. Cerca de 1.445 indivíduos completaram o MNSIQ e 189 (13,1%) tiveram DPN no início do estudo, do total de 1.533 indivíduos da coorte. As 1.256 pessoas restantes sem DPN entraram neste estudo (mediana de idade 60,8 anos [intervalo interquartil 55,6; 65,6], 59% eram homens). Os resultados mostraram que a incidência cumulativa de DPN foi de 10% durante os 13 anos de diabetes. Os seguintes fatores no início do estudo estavam significativamente associados ao risco de DPN incidente: idade (razão de risco [HR] 1,03 [IC 95% 1,00; 1,07]) (unidade = 1 ano), peso corporal (HR 1,09 [IC 95% 1,03; 1,16]) (unidade = 5 kg), circunferência da cintura (HR 1,14 IC 95% 1,05; 1,24] (unidade = 5 cm), IMC (HR 1,14 [IC 95% 1,06; 1,23]) (unidade = 2 kg/m2), log2 metilglioxal (HR 1,45 [IC 95% 1,12; 1,89]) (unidade = duplicação), colesterol HDL (HR 0,82 [IC 95% 0,69; 0,99]) (unidade = 0,25 mmol/L) e colesterol LDL (HR 0,92 [IC 95% 0,86; 0,98]) (unidade = 0,25 mmol)/L). Os pesquisadores concluíram que o presente estudo fornece evidências epidemiológicas adicionais para obesidade como um fator de risco para DPN. Segundo os autores, níveis baixos de colesterol HDL e níveis mais altos de metilglioxal, um marcador de estresse por dicarbonila, são identificados como fatores de risco para o desenvolvimento de DPN. Autores: Andersen ST, Witte DR, Dalsgaard EM et al.

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Esquizofrenia aumenta o risco de câncer de mama

19/06/2018 | Fonte: JAMA Psychiatry. 2018 Mar 7. Epub ahead of print

Associação entre esquizofrenia e risco de incidência de câncer de mama: uma meta-análise Estudos sugerem que pacientes com esquizofrenia apresentam fatores de risco diversos para o desenvolvimento de câncer. Contudo, a incidência de câncer de mama em mulheres com esquizofrenia em comparação com a população geral ainda permanece incerta. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Psychiatry, foi realizar uma meta-análise atualizada para avaliação da associação entre a esquizofrenia e o risco de câncer de mama. Foram realizadas buscas sistemáticas nas bases de dados PubMed e EMBASE utilizando os seguintes termos: esquizofrenia, esquizofrênico, psicose, bem como a combinação destes termos com mama e câncer, tumor, neoplasia ou carcinoma. A pesquisa final da literatura foi realizada em 15 de agosto de 2017. Foram considerados na busca os estudos de coorte relatando a taxa de incidência padronizada para o risco de câncer de mama em mulheres com esquizofrenia em comparação com a população em geral. A meta-análise aderiu à Meta-análise de Estudos Observacionais em Epidemiologia e ao Manual Cochrane para Revisões Sistemáticas de Intervenções. A extração dos dados foi realizada de forma independente. Foi utilizado um modelo de efeitos aleatórios para agrupar os resultados. Além disso, um intervalo de previsão proposto recentemente foi calculado para descrever a heterogeneidade. Foi considerado como resultado primário a taxa de incidência padronizada (SIR) para o risco de câncer de mama em mulheres com esquizofrenia em comparação com a população geral ou aqueles sem esquizofrenia. Foram incluídas na meta-análise 12 coortes totalizando 125.760 mulheres. Os resultados da meta-análise mostraram que a esquizofrenia foi associada com um risco significativamente aumentado de incidência de câncer de mama em mulheres (SIR, 1,31; IC 95%, 1,14-1,50; P <0,001), com heterogeneidade significativa (P <0,001; I2 = 89%). Também foi sugerida variação substancial entre os estudos devido ao amplo intervalo de previsão (0,81-2,10), indicando que é possível que um estudo futuro mostre um risco diminuído de câncer de mama em mulheres com esquizofrenia em comparação com a população geral. Os resultados da análise de subgrupo revelaram que a associação não foi significativamente afetada pela exclusão dos casos de câncer de mama na linha de base ou de acordo com o tamanho da amostra dos estudos incluídos Os pesquisadores concluíram que a incidência de câncer de mama em mulheres com esquizofrenia é maior que a da população feminina geral, contudo, existe heterogeneidade significativa entre os estudos incluídos. Os autores destacam, ainda, que mulheres com esquizofrenia precisam de prevenção e de tratamento intensivo para o câncer de mama. Autores: Zhuo C, Triplett PT.

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Fatores que alteram a sobrevida na ataxia espinocerebelar

19/06/2018 | Fonte: Lancet Neurol. 2018 Apr;17(4):327-334

Sobrevida em pacientes com ataxia espinocerebelar dos tipos 1, 2, 3 e 6 (EUROSCA): estudo de coorte longitudinal As ataxias espinocerebelares são distúrbios de ataxia progressiva com característica hereditária dominante que podem levar à morte precoce. O objetivo deste estudo, publicado no Lancet Neurology, foi investigar a sobrevida global de pacientes com as ataxias espinocerebelares mais comuns (SCA1, SCA2, SCA3 e SCA6) e identificar os preditores mais fortes que afetam a sobrevida. Trata-se de um estudo de coorte longitudinal (EUROSCA), em que foram incluídos homens e mulheres, com 18 anos ou mais, pertencentes a 17 centros de referência de ataxia em 10 países europeus. Os participantes apresentaram resultados de testes genéticos positivos para SCA1, SCA2, SCA3 ou SCA6, além de ataxias progressivas não explicadas. A sobrevida foi definida como o tempo desde o registro no estudo até a morte por qualquer motivo. Foi adotado o modelo de regressão de Cox, ajustado para o fator “idade no início do estudo” para a análise dos dados de sobrevida. Também foram utilizados fatores prognósticos com um valor de p inferior a 0,05 de um modelo multivariado para elaboração de nomogramas e avaliar seu desempenho com base na discriminação e na calibração. Entre 1º de julho de 2005 e 31 de agosto de 2006, cerca de 525 pacientes, SCA1 (n = 117), SCA2 (n = 162), SCA3 (n = 139) ou SCA6 (n = 107) foram incluídos e acompanhados. Os resultados para a taxa de sobrevida de 10 anos foram: 57% (IC 95% 47-69) para SCA1, 74% (67-81) para SCA2, 73% (65-82) para SCA3 e 87% (80-94) para SCA6. Os seguintes fatores foram associados à menor sobrevida: disfagia (razão de risco 4,52, IC 95% 1,83-11,15) e um valor maior no escore SARA (Scale for the Assessment and Rating of Ataxia) (1,26, 1,19-1,33) para pacientes com SCA1; idade mais avançada no registro (1,04, 1,01-1,08), maior comprimento da repetição CAG (1,16, 1,03-1,31) e maior escore SARA (1,15, 1,10-1,20) para pacientes com SCA2; idade mais avançada no registro (1,44, 1,20-1,74), distonia (2,65, 1,21-5,53), maior escore SARA (1,26, 1,17-1,35), e interação negativa entre CAG e idade de registro (0,994, 0,991-0,997) para pacientes com SCA3; e maior escore SARA (1,17, 1,08-1,27) para pacientes com SCA6. A probabilidade prevista por nomograma de sobrevida em 10 anos mostrou boa discriminação (índice c 0,905 [DP 0,027] para SCA1, 0,822 [0,032] para SCA2, 0,891 [0,021] para SCA3, e 0,825 [0,054] para SCA6). Os pesquisadores concluíram que os resultados fornecem dados quantitativos a respeito da sobrevida de pacientes com as ataxias espinocerebelares mais comuns, com base em um longo período de acompanhamento. Segundo os autores, esses resultados têm implicações para o planejamento de futuros estudos intervencionistas de ataxias espinocerebelares; por exemplo, o nomograma de sobrevida prognóstico poderia ser útil para a seleção e a estratificação de pacientes. Por fim, os autores salientam que os achados precisam de validação em uma população externa prévia ao aconselhamento de pacientes e de suas famílias. Autores: Diallo A, Jacobi H, Cook A et al.

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