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Inteligência artificial ajuda a encontrar a melhor terapia contra o câncer

24/05/2018 | Fonte: http://cadeacura.blogfolha.uol.com.br/2018/05/22/cancer-ia/

Pacientes com câncer que não tiveram sucesso com o tratamento podem ter uma nova chance utilizando uma nova análise baseada em inteligência artificial. Segundo uma reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, o exame em questão é recomendado para pacientes oncológicos que estão em fase de metástase ou com recidiva, e que não estão respondendo aos tratamentos convencionais. A análise é realizada através de grandes bancos de dados (big data), acessados e interpretados com base nas informações do tumor e de estudos clínicos já realizados. O procedimento se inicia com a realização de uma biópsia onde o DNA tumoral é sequenciado, para identificar suas características genéticas. A informação coletada é inserida em um banco de dados que analisa todos os artigos científicos existentes relacionados, especificamente para aquele caso. Desta forma, a inteligência artificial apresenta os resultados, baseados nas informações genéticas do tumor, gerando uma lista de possíveis fármacos e terapias aos quais o paciente poderia ser submetido, mesmo que os estudos ainda estejam em fase testes. A análise resultante, que é concretizada em segundos pelo algoritmo computacional, necessitaria de muitas horas de pesquisa, caso fosse realizada por um ser humano, para alcançar um resultado semelhante. Após a realização da pesquisa pela inteligência artificial, uma junta de médicos e cientistas interpretam essas conclusões e elaboram o laudo final, que finalmente será encaminhado para o médico e seu paciente tomarem a decisão terapêutica mais apropriada. O custo dos exames é de R$ 5.200,00 para a versão básica que avalia 72 genes da amostra do tumor, e de R$ 8.000,00 para a versão ampliada, que analisa 366 genes.

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Crono-nutrição. A hora certa de nos alimentarmos

24/05/2018 | Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-44205304

Estudos alertam com frequência sobre os perigos de estar fora de sincronia com nosso ciclo circadiano. Segundo uma reportagem publicada no portal da BBC, alguns cientistas acreditam que comer mais calorias diárias no início do dia, ou fazer as refeições mais cedo, pode melhorar nossa saúde. Estudos revelaram que mulheres conseguiram perder mais peso quando almoçavam mais cedo, enquanto outro estudo relacionou o consumo do café da manhã mais tarde com um índice de massa corporal mais alto. Os cientistas agora estão tentando descobrir mais sobre o que está levando a esses resultados, e relacionar a alimentação com o ciclo circadiano. Este ciclo que, além de influenciar no período do sono, também regula a pressão sanguínea, temperatura corporal e níveis de hormônios, pode ser prejudicado quando fazemos refeições irregulares ou comemos muito tarde. Os especialistas ouvidos na reportagem explicam que os seres vivos possuem um relógio biológico que determina a cada 24 horas o momento ideal de cada processo metabólico acontecer. Por tanto, fazer uma grande refeição à noite é metabolicamente incorreto, já que nesse período o corpo já está cansado. Segundo os cientistas, ainda há muito para descobrir sobre a crono-nutrição, mas até o momento as evidências sugerem que as recomendações mais apropriadas são as que devemos consumir a maior parte das calorias no início do dia, fazendo do almoço a maior refeição. Tenha acesso aos estudos científicos realizados: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23357955 Timing of food intake predicts weight loss effectiveness https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24094031 The relationship between breakfast skipping, chronotype, and glycemic control in type 2 diabetes

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Novo estudo conclui que o jejum intermitente aumenta risco de diabetes

22/05/2018 | Fonte: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/05/21/jejum-intermitente-aumenta-risco-de-diabetes-tipo-2-diz-estudo-da-usp.htm

Segundo uma reportagem publicada no portal Viva Bem, uma nova pesquisa, apresentada na reunião anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia, em Barcelona, na Espanha, sugeriu que a dieta do jejum intermitente pode ter sérias consequências para o metabolismo dos seres humanos e elevar o risco de diabetes tipo 2. Nos últimos anos, esse tipo de dieta vem ganhando cada vez mais adeptos entre os indivíduos que desejam perder peso rapidamente e obter benefícios para a saúde. Esses resultados são derivantes de conclusões de estudos já publicados em importantes periódicos científicos, que, por exemplo, revelaram que o jejum intermitente pode diminuir o risco de doenças cardíacas. O novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo - USP, encontrou que o jejum intermitente pode prejudicar a atividade normal do pâncreas e a produção de insulina. Alguns estudos anteriores já haviam sugerido que o jejum por um curto período de tempo aumentaria o estresse oxidativo e a produção de radicais livres, acelerando o processo de envelhecimento e danificando o DNA. Os autores do estudo apresentado na Espanha, analisaram se o jejum intermitente realmente poderia gerar radicais livres. Eles submeteram ratos adultos saudáveis a seguirem essa dieta por um período de três meses. Os pesquisadores mediram e monitoraram os níveis de insulina e a função dos roedores, seu peso corporal e seus níveis de radicais livres. Ao término dos três meses, os ratos haviam perdido peso, como esperado. Porém, a distribuição de gordura corporal mudou inesperadamente. Os ratos apresentaram um aumento na quantidade de tecido adiposo abdominal. Recentes estudos têm relacionado este tipo de gordura com o diabetes tipo 2, por meio de um mecanismo molecular. Os cientistas também encontraram danos nas células pancreáticas secretoras de insulina, bem como níveis mais elevados de radicais livres e sinais de resistência à insulina. Os autores explicam na reportagem que, se bem o jejum intermitente pode levar a uma rápida perda de peso, a longo prazo podem haver sérios efeitos prejudiciais à saúde, como o desenvolvimento de diabetes tipo 2. Eles ainda revelam que este é o primeiro estudo a mostrar que o jejum intermitente pode realmente danificar o pâncreas e afetar a função da insulina em indivíduos saudáveis normais, o que poderia levar ao diabetes e a sérios problemas de saúde. Futuramente, os pesquisadores querem analisar mais detalhadamente os efeitos prejudiciais do jejum intermitente no funcionamento normal do pâncreas e do hormônio insulina. O estudo “Intermittent fasting for three months decreases pancreatic islet mass and increases insulin resistance in Wistar rats”, pode ser verificado aqui: https://www.endocrine-abstracts.org/ea/0056/ea0056p519 Ana Cláudia Munhoz Bonassa & Angelo Rafael Carpinelli

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Força de preensão é eficiente para avaliar a saúde em qualquer idade

22/05/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-grip-strength/strong-grip-may-predict-longer-life-at-all-ages-idUSKCN1IM1TA

Um novo estudo sugere que a força de preensão manual pode ser um melhor preditor da saúde futura do que algumas medições que os médicos usam atualmente para avaliar o risco. Embora a força de preensão seja um bom indicador de fragilidade ou de saúde em pessoas idosas, o método também pode ajudar os médicos a avaliar o perfil de risco em adultos de todas as idades, inclusive com relação às chances de doenças cardíacas e pulmonares, câncer e mortalidade geral. Os autores do estudo comentaram em uma reportagem publicada no portal Reuters Health, que a força de preensão mostrou uma associação mais forte com as doenças cardiovasculares do que a pressão arterial e a atividade física. No estudo, publicado no periódico BMJ, foram analisados mais de meio milhão de participantes do projeto Biobank do Reino Unido, que tinham entre 40 e 69 anos de idade quando foram recrutados. Periodicamente, ao longo dos anos, os participantes foram submetidos a exames médicos, fornecendo amostras e respondendo a amplos questionários sobre saúde e estilo de vida. Os participantes também foram acompanhados por meio de registros médicos durante uma média de sete anos. Durante esse período, mais de 13.000 participantes, quase 3%, morreram, cerca de 6% desenvolveram doenças cardíacas, cerca de 2% desenvolveram doença respiratória e cerca de 6% foram diagnosticados com câncer. Depois de contabilizar a idade e uma ampla gama de outros fatores, como dieta, tempo sedentário e status socioeconômico, os pesquisadores descobriram que a fraqueza muscular, definida como uma força de menos de 26 kg para homens e menos de 16 kg para mulheres, foi associada com um maior risco geral de morte e maior risco para doenças específicas. Cada redução de 5 kg na força de preensão, abaixo desses limiares, foi vinculada a um aumento de 20% para as mulheres e de 16% para os homens no risco de morte por todas as causas. Para morte por doenças cardíacas, o risco aumentou 19% para as mulheres e 22% para os homens. Para a morte por doenças respiratórias, o aumento foi de 31% para as mulheres e 24% para os homens, e para as mortes por todos os tipos de câncer o aumento foi de 17% para as mulheres e 10% para os homens. Uma diminuição da força de preensão não foi associada ao risco de morte por câncer de próstata em homens, câncer de cólon entre mulheres ou câncer de pulmão em ambos os sexos. No geral, os pesquisadores observam que as pessoas com as menores forças de preensão tendiam a ter um menor nível socioeconômico e eram mais propensas a fumar, ser obesas, ter maior circunferência da cintura e percentual de gordura corporal. Eles também comiam menos frutas e verduras, se exercitavam menos e assistiam mais TV. Os autores alertam que o papel crítico do músculo esquelético é frequentemente subestimado. Ele controla os movimentos do corpo, serve como o principal repositório de proteína e desempenha um papel importante na regulação da glicemia. O estudo “Associations of grip strength with cardiovascular, respiratory, and cancer outcomes and all cause mortality: prospective cohort study of half a million UK Biobank participants”, pode ser verificado aqui: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29739772

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