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Fisioterapia pode ser tão eficiente quanto a cirurgia para lesões no menisco

12/10/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-knees-surgery/physical-therapy-often-as-good-as-surgery-for-one-type-of-knee-injury-idUSKCN1MC212

Um recente estudo, publicado na revista científica JAMA, revelou que para muitas pessoas com lesões no menisco, a fisioterapia pode funcionar tão bem quanto a cirurgia, em termos de diminuição da dor e retorno da função da articulação. Pesquisadores holandeses, após atender mais de 300 pacientes com lesões no menisco não graves o suficiente para incapacitar o joelho, descobriram que a função das articulações melhorou tanto com a cirurgia quanto com a fisioterapia. Segundo os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal Reuters, os resultados confirmam achados de estudos anteriores e justificam uma abordagem inicial conservadora com fisioterapia em pacientes com mais de 45 anos que apresentem uma ruptura meniscal não incapacitante. Caso a fisioterapia não melhore a função do joelho, os pacientes ainda podem optar mais tarde pela cirurgia. Os joelhos têm dois meniscos que se situam entre o fêmur e a tíbia e atuam como amortecedores da articulação ajudando a mantê-la estável. Quando um menisco é lesionado, pode causar dor, inchaço e rigidez na articulação. Se a lesão for severa, ele pode virar-se e travar o joelho em uma posição torta ou reta. No estudo, os pesquisadores distribuíram aleatoriamente 321 pacientes para receber cirurgia ou fisioterapia. Todos os pacientes foram encaminhados por clínicos gerais para um dos hospitais participantes para tratamento da dor no joelho. Os pacientes do estudo tinham entre 45 e 70 anos de idade. Os participantes foram excluídos caso tivessem lesões com bloqueio da articulação, índice de massa corporal (IMC) na categoria de obesos, problemas com os ligamentos do joelho, cirurgia prévia no joelho ou artrite grave. Durante o estudo, 47 dos pacientes, ou 29%, que tinham sido inicialmente inscritos para fisioterapia, realizaram a cirurgia devido a sintomas persistentes. Em última análise, porém, os pacientes que permaneceram com a fisioterapia relataram melhora comparável à que foi relatada por aqueles que foram operados. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2705186 Effect of Early Surgery vs Physical Therapy on Knee Function Among Patients With Nonobstructive Meniscal Tears

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Dieta saudável e rica em vegetais pode ajudar a prevenir a depressão

05/10/2018 | Fonte: https://www.bbc.com/news/health-45641628

De acordo com uma revisão sistemática abrangente de estudos anteriores que foi publicada na revista científica Nature – Molecular Psychiatry, uma dieta com vegetais, frutas, nozes, e peixes, típicos de uma dieta mediterrânea, poderia ajudar a diminuir o risco de depressão. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem no portal da BBC, explicaram que devido ao fato de que a depressão é o transtorno psiquiátrico que gera os maiores custos sociais nos países desenvolvidos, há a necessidade de reunir evidências sobre o papel da nutrição na depressão, para ajudar a desenvolver recomendações e orientar futuros cuidados psiquiátricos. O objetivo da revisão publicada foi sintetizar a ligação entre a qualidade da dieta, medida através de uma série de índices pré-definidos, e os resultados sobre a depressão. Os pesquisadores analisaram dados de um total de 20 estudos longitudinais e 21 estudos transversais, onde havia um padrão claro que, seguindo uma dieta antiinflamatória, rica em vegetais e saudável, poderia ajudar na prevenção da depressão. Dos 41 estudos incluídos na revisão, quatro analisaram especificamente a ligação entre uma dieta tradicional mediterrânica e depressão ao longo do tempo em 36.556 adultos. A equipe descobriu que, os participantes desses estudos longitudinais que apresentavam maior adesão a uma dieta mediterrânea tradicional, tinham um risco 33% menor de desenvolver depressão do que as pessoas cuja dieta se assemelhava menos a uma dieta mediterrânea. Os resultados também mostraram que uma dieta pró-inflamatória com alto teor de gorduras saturadas, açúcar e alimentos processados, foi associada a um maior risco de depressão em cinco estudos longitudinais com 32.908 adultos da França, Austrália, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido. Os cientistas descobriram que evitar alimentos pró-inflamatórios e favorecer alimentos anti-inflamatórios, ricos em fibras vegetais, vitaminas, minerais e polifenóis, como frutas, verduras, legumes, peixe, azeite e nozes, pode reduzir o risco de transtornos depressivos. A dieta pró-inflamatória pode induzir à inflamação sistêmica, e isso pode aumentar diretamente o risco de depressão, explicaram os autores da revisão. Existem também evidências emergentes que mostram que a relação entre o intestino e o cérebro desempenha um papel fundamental na saúde mental, e que esse eixo é modulado pelas bactérias gastrointestinais, que podem ser modificadas pela dieta. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.nature.com/articles/s41380-018-0237-8 Healthy dietary indices and risk of depressive outcomes: a systematic review and meta-analysis of observational studies

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Idosos também precisam de horário regular para dormir

04/10/2018 | Fonte: https://medicalxpress.com/news/2018-09-kidseven-adults-benefit-regular-bedtime.html

Um recente estudo, publicado na revista científica Nature- Scientific Reports, revelou que os adultos que têm um horário regular para dormir, pesam menos, tem menos açúcar no sangue e enfrentam riscos menores de doenças cardíacas e diabetes. Segundo os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal Medical Xpress, além da importância da duração e qualidade do sono, manter uma regularidade no horário de ir dormir também é igualmente importante. Os pesquisadores explicaram que os padrões irregulares de sono são comuns em pessoas de todas as idades, mas entre os adultos mais velhos, aposentados, esse problema pode ser exacerbado. A regularidade do sono, também chamada de higiene do sono, é ideal quando alguém dorme sempre no mesmo horário todas as noites e acorda também sempre na mesma hora todas as manhãs, inclusive nos finais de semana. Isso ajuda o ritmo circadiano do corpo a permanecer constante e a regular as outras funções do corpo, como apetite e digestão. No estudo, foram analisados os ciclos de sono de quase 2.000 adultos, com uma média de idade de 69 anos, utilizando uma nova métrica chamada Índice de Regularidade do Sono. O índice analisa a variação do sono em um dia de 24 horas e as compara com os outros dias para entender os períodos de sono e vigília regulares, bem como os cochilos no meio do dia. Os pesquisadores utilizaram dados de participantes de um grande estudo de longo prazo que usavam dispositivos de punho de actigrafia para registrar medidas de sono/vigília, atividade física e exposição à luz. Os participantes também completaram diários do sono e registraram a sonolência diurna. Os autores utilizaram outros dados para medir os fatores de risco cardiovascular e saúde psiquiátrica dos participantes. As pessoas com alta irregularidade do sono tendem a ir para a cama mais tarde, dormir mais durante o dia e menos à noite do que os indivíduos regulares. Os pesquisadores descobriram que a redução da exposição à luz aumenta a sonolência diurna. A maior irregularidade do sono também foi associada a um risco maior de 10 anos de doença cardíaca, bem como a maior obesidade, hipertensão, glicemia de jejum e diabetes. A irregularidade do sono também esteve ligada a um maior estresse e depressão, que também estão ligados ao risco de doença cardíaca. Os autores do estudo também observam que os afrodescendentes tinham uma maior probabilidade de ter mais irregularidades do sono. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.nature.com/articles/s41598-018-32402-5 Validation of the Sleep Regularity Index in Older Adults and Associations with Cardiometabolic Risk

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Excesso de tempo recreativo de tela pode prejudicar a cognição de crianças

03/10/2018 | Fonte: https://www.sciencedaily.com/releases/2018/09/180926192102.htm

Um recente estudo observacional, publicado na revista científica The Lancet Child & Adolescent Health, revelou que limitar o tempo recreativo de tela a menos de duas horas por dia, junto com um sono e atividade física suficientes, está associado a melhora da cognição em crianças. A pesquisa mostrou que, individualmente, o tempo de tela limitado e o sono melhorado estiveram associados à melhora na cognição, enquanto que a atividade física foi mais importante para a saúde física. Nos EUA, apenas uma em cada 20 crianças atende às três recomendações das Diretrizes de Movimento de 24 horas do Canadá para garantir um bom desenvolvimento cognitivo - 9 a 11 horas de sono, menos de duas horas de tempo recreativo de tela e pelo menos uma hora de atividade física todos os dias. O estudo mostrou que as crianças americanas gastam em média 3,6 horas por dia de tempo recreativo de tela. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal Science Daily, disseram que seus achados indicam que a adesão às diretrizes durante a infância e adolescência, particularmente em relação ao tempo de tela, são importantes para o desenvolvimento cognitivo. Segundo os pesquisadores, os comportamentos e as atividades cotidianas contribuem para o desenvolvimento cerebral e cognitivo das crianças, sendo que a atividade física, o comportamento sedentário e a qualidade do sono podem afetar independentemente e coletivamente a cognição. As evidências encontradas sugerem que o bom sono e a atividade física estão associados com um melhor desempenho acadêmico, enquanto que a atividade física também está relacionada a uma melhora no tempo de reação, atenção, memória e desinibição. No estudo, foram analisados dados de 4.520 crianças, com idade entre 8 e 11 anos, de 20 locais nos EUA. As crianças e os pais preencheram questionários para estimar a atividade física, sono e o tempo de tela. As crianças também completaram um teste de cognição, que avaliou habilidades de linguagem, memória episódica, função executiva, atenção, memória de trabalho e velocidade de processamento. O estudo levou em consideração a renda familiar, educação parental e infantil, etnia, desenvolvimento puberal, índice de massa corporal e se a criança teve alguma lesão cerebral traumática. Quase uma em cada três crianças (29% - 1.330/4.520) não cumpriu nenhuma das orientações, 41% (1.845/4.520) cumpriram apenas uma, 25% (1.129/4.520) cumpriram duas e 5% (216/4.520) cumpriram todas as três recomendações. Metade das crianças atendiam as recomendações de sono (51%, 2.303/4.520), 37% (1.655/4.520) atendiam a recomendação de tempo de tela e 18% (793/4.520) atendiam a recomendação de atividade física. Quanto mais recomendações individuais a criança cumprir, melhor será sua cognição. Além disso, atender unicamente à recomendação de tempo de tela ou às recomendações de tempo de tela e sono tiveram as associações mais fortes com o desenvolvimento cognitivo. Embora existam evidências substanciais para a associação entre a atividade física e desenvolvimento cognitivo, neste estudo a atividade física por si só não mostrou associação com a cognição. Os autores observam que a atividade física continua sendo o comportamento mais importante para os resultados da saúde física, e não há indicação de que ela afete negativamente a cognição. Apesar do estudo haver revelado que mais de duas horas de tempo recreativo de tela em crianças estava associada a um pior desenvolvimento cognitivo, é necessário analisar o efeito de diferentes tipos de tempo de tela, ou seja, se o tempo de tela com conteúdo educacional apresenta resultados diferentes. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.thelancet.com/journals/lanchi/article/PIIS2352-4642(18)30278-5/fulltext Associations between 24 hour movement behaviours and global cognition in US children: a cross-sectional observational study

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