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Efeito de triglicerídeos séricos e níveis de colesterol lipoproteína de alta densidade pré-operatórios no prognóstico do câncer de mama

04/07/2017 | Fonte: Breast. 2017 Apr;32:1-6

Diversos estudos indicam uma relação estreita entre a dislipidemia e vários tipos de câncer, no entanto, o valor prognóstico das concentrações lipídicas séricas para o câncer de mama ainda permanece em debate. O objetivo deste estudo, publicado no Breast, foi investigar a associação entre o perfil lipídico pré-operatório e o prognóstico de pacientes com câncer de mama. Para a realização deste estudo, foram analisados dados clínicos retrospectivos de 1044 pacientes diagnosticados com câncer de mama e submetidas a cirurgia. Foram analisados os níveis de perfil lipídico no soro pré-operatório, incluindo: colesterol total, triglicerídeos, colesterol lipoproteína de alta densidade (HDL-C), colesterol lipoproteína de baixa densidade (LDL-C), apolipoproteína A e apolipoproteína B. As análises da sobrevida global e da sobrevida livre de doença foram realizadas pelo método de Kaplan-Meier e modelo de regressão proporcional de Cox. Os resultados combinados da análise da curva de característica de operação do receptor e a análise de Kaplan-Meier indicaram que os níveis de triglicerídeos e HDL-C pré-operatórios são fatores de risco para pacientes com câncer de mama. Em análises multivariadas, reduções nos níveis de HDL-C foram associados com uma pior sobrevida global (razão de risco: 0,528; IC 95%: 0,302-0,923; P = 0,025). Além disso, níveis menores de triglicerídeos estavam significativamente associados com uma pior sobrevida livre de doença (HR: 0,569; IC 95%: 0,370-0,873; P = 0,010). Os pesquisadores concluíram que os níveis séricos pré-operatórios de triglicerídeos e HDL-C podem ser fatores independentes na predição de desfechos clínicos em pacientes com câncer de mama. Autores: Li X, Tang H, Wang J, Xie X, Liu P, Kong Y, Ye F, Shuang Z, Xie Z, Xie X.

Mortalidade por diferentes causas associadas à ingestão de carne, ferro heme, nitratos e nitritos no estudo NIH-AARP Diet and Health: estudo de coorte baseado em população

04/07/2017 | Fonte: BMJ. 2017 May 9;357:j1957

O objetivo deste estudo, publicado no British Medical Journal, foi investigar a associação da ingestão de diferentes tipos de carne e compostos associados à carne com causas gerais e específicas de mortalidade. Neste estudo, foram analisados os dados alimentares da linha de base e aos 16 anos de acompanhamento (até 31 de dezembro de 2011) de 536.969 participantes com idade entre 51-71 anos da coorte NIH-AARP Diet and Health, constituída da população de 6 estados e 2 áreas metropolitanas nos EUA. O consumo total de carne vermelha processada ou não (carne bovina, cordeiro e carne de porco) e carne branca (aves e peixe) foi avaliada por meio de questionários alimentares. Também foi levada em consideração a ingestão de compostos associados à carne, tais como ferro heme e nitrito/nitrato. As análises foram realizadas por meio de modelos de regressão de riscos proporcionais de Cox ajustados com o menor quinto de ingestão de calorias. Foi adotado como resultado primário a mortalidade por qualquer causa durante o seguimento. Os resultados mostraram um aumento do risco de mortalidade por todas as causas associadas à ingestão de carne vermelha (razão de risco 1,26 - para o maior versus menor quinto de ingestão, intervalo de confiança de 95%, 1,23 a 1,29) e morte por nove causas diferentes. As ingestões de carne vermelha processada e não processada foram associadas a todas as causas e causaram mortalidade específica. A ingestão de ferro heme e de nitrito/nitrato provenientes de carne processada foram independentemente associados com maior risco de mortalidade por todas as causas e mortalidade específica. Nesse sentido, estima-se que o aumento da mortalidade associada à carne vermelha processada foi influenciado pela ingestão de nitrato (37,0-72,0%) e, em menor grau, pelo ferro heme (20,9-24,1%). Quando a ingestão total de carne foi constante, o maior quinto da ingestão de carne branca foi associada a uma redução de 25% no risco de mortalidade por todas as causas, em comparação com o menor nível de ingestão. Os resultados indicaram, ainda, uma associação inversa entre quase todas as causas de morte e a ingestão de carne branca. Os pesquisadores concluíram que há riscos aumentados de mortalidade por todas as causas e morte devido a nove causas diferentes associadas à carne vermelha processada e não processada. Esse risco, entretanto, é representado em parte pela ingestão de ferro heme e nitrito/nitrato da carne processada. Os autores destacam também que houve riscos reduzidos associados à substituição da carne vermelha pela carne branca, particularmente carne branca não processada. Autores: Etemadi A, Sinha R, Ward MH, Graubard BI, Inoue-Choi M, Dawsey SM, Abnet CC.

Pistas dermatoscópicas para o diagnóstico de melanomas que se assemelham à queratose seborreica

30/06/2017 | Fonte: JAMA Dermatology. 2017 Mar 29

Melanomas que clinicamente mimetizam a queratose seborreica (QS) podem atrasar o diagnóstico e tratamento adequado. No entanto, pouco se sabe sobre o valor da dermatoscopia no reconhecimento desses melanomas difíceis de diagnosticar. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of American Medical Association (JAMA Dermatology), foi descrever as características dermatoscópicas dos melanomas tipo QS para compreender sua morfologia clínica. Este estudo observacional retrospectivo utilizou 134 imagens clínicas e dermatoscópicas de melanomas comprovados histopatologicamente em 134 pacientes tratados em 9 centros de câncer de pele na Espanha, França, Itália e Áustria. Sem conhecimento de que o diagnóstico definitivo para todas as lesões foi melanoma, 2 observadores treinados em dermatoscopia avaliaram as descrições clínicas e 48 características dermatoscópicas (incluindo todos os critérios melanocíticos e não melanocíticos) de todas as 134 imagens, e as classificaram dermatoscopicamente como “QS” ou “não QS”. Foram avaliados o escore de dermoscopia total e o escore de check-list de 7 pontos. As imagens das lesões e os dados dos pacientes foram coletados desde 15 de julho de 2013 até 31 de julho de 2014. Foi avaliada a frequência de padrões morfológicos específicos de melanomas tipo QS (clinicamente e dermoscopicamente), a origem do paciente e a concordância dos critérios entre os observadores. Dos 134 casos coletados de 72 homens e 61 mulheres, todos brancos e com idade média (DP) de 55,6 (17,5) anos, 110 (82,1%) revelaram características dermatoscópicas sugestivas de melanoma, incluindo rede pigmentar (74 [55,2%]), véu azul-esbranquiçado (72 [53,7%]), glóbulos e pontos (68 [50,7%]), pseudópodes ou estrias (47 [35,1%]) e sinal preto-azulado (43 [32.3%]). Os restantes 24 casos (17,9%) foram considerados QS’s prováveis, mesmo por dermoscopia. Em geral, as lesões apresentaram superfície escamosa e hiperqueratósica (45 [33,6%]), queratina amarelada (42 [31,3%]), abertura semelhante a comedão (41 [30,5%]) e cistos tipo milium (30 [22,4%]). A totalidade da amostra obteve uma média de dermatoscopia total de 4,7 (1,6) e uma pontuação de 7 pontos de 4.4 (2,3), enquanto que os melanomas dermatoscópicos tipo QS obtiveram uma pontuação total de dermatoscopia de apenas 4,2 (1,3) e 7 de pontuação de 2,0 (1,9), ambos no intervalo de benignidade. Os critérios mais úteis para diagnosticar corretamente os melanomas tipo QS foram a presença de véu azul-esbranquicado, pseudópodes ou estrias e rede de pigmentos. A análise multivariada mostrou que apenas o sinal preto-azulado estava significativamente associado a um diagnóstico correto, enquanto que a hiperqueratose, as fissuras e sulcos eram marcadores de risco independentes de melanomas dermatoscópicos tipo QS. Os pesquisadores concluíram que os melanomas semelhantes à queratose seborreica podem ser dermoscopicamente desafiadores, mas a presença do sinal preto-azulado, da rede de pigmentos, pseudópodes e/ou véu azul-esbranquiçado, apesar da presença de outras características da QS, permite o diagnóstico correto da maioria dos casos difíceis de melanoma. Autores: Carrera C, Segura S, Aguilera P, Scalvenzi M, Longo C, Barreiro A, Broganelli P, Cavicchini S, Llambrich A, Zaballos P, Thomas L, Malvehy J, Puig S, Zalaudek I.

Preditores do desenvolvimento da síndrome pós-trombótica em pacientes com trombose venosa profunda do membro inferior: um estudo caso-controle

28/06/2017 | Fonte: Vascular. 2017 Feb;25(1):10-18. Epub 2016 Jul 10

A síndrome pós-trombótica é comumente incidente em pacientes que tiveram trombose venosa profunda do membro inferior. Contudo, as informações acerca dos fatores de risco, diagnóstico, prevenção e tratamento ainda são limitadas. O objetivo deste estudo, publicado no Vascular, foi investigar os principais preditores de síndrome pós-trombótica após a trombose venosa profunda do membro inferior. Trata-se de um estudo caso-controle que incluiu pacientes adultos internados com trombose venosa profunda de membros inferiores entre janeiro de 2005 e junho de 2012. Após exames preliminares, os pacientes com diagnóstico de síndrome pós-trombótica seguiram para tratamento e aqueles que não apresentaram síndrome pós-trombótica foram monitorados. O diagnóstico e a gravidade da síndrome pós-trombótica em ambos os grupos foram avaliados pela escala de Villalta. A análise do fator de risco de regressão de Cox foi realizada para identificar os preditores da síndrome pós-trombótica. Os resultados indicaram síndrome pós-trombótica em 49 dos 125 pacientes examinados. Dentre os principais fatores de risco significativamente relacionados incluem: índice de massa corporal superior a 35 kg/m2 (n = 13, p = 0,003), história de imobilização (n = 19, p = 0,003), um ou mais distúrbios hipercoaguláveis ??(n = 32, p = 0,02), trombose venosa profunda iliofemoral (n = 18, p = 0,001), obstrução completa no ultrassom (n = 26, p = 0,016), intervalo instável de razão normalizada internacional (n = 23, p = 0,041) e não conformidade com o uso de meias de compressão (n = 14, p = 0,001). Além disso, de acordo com a análise multivariada, um ou mais transtornos hipercoaguláveis, trombose venosa profunda iliofemoral e não conformidade com o uso de meias de compressão foram fatores de risco independentes para o desenvolvimento da síndrome pós-trombótica. Os pesquisadores concluíram que os principais preditores independentes de síndrome pós-trombótica após trombose venosa profunda foram: um ou mais distúrbios hipercoaguláveis, trombose venosa profunda iliofemoral e não conformidade ao uso de meias de compressão. Segundo os autores, esses achados são importantes no prognóstico e prevenção da síndrome pós-trombótica em populações de pacientes com características semelhantes à do presente estudo. Autores: Siddiqui NA, Sophie Z, Zafar F, Soares D, Naz I.

Infecção sintomática da dengue durante a gravidez e resultados de nascidos vivos no Brasil, 2007-2013: um estudo de coorte observacional retrospectivo.

27/06/2017 | Fonte: The Lancet. Infectious Diseases. 2017 May 18

A dengue é uma doença viral que se tornou um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Neste estudo, publicado no The Lancet. Infectious Diseases, os autores tiveram como objetivo investigar a relação entre a infecção sintomática por dengue durante a gravidez e os desfechos adversos no Brasil entre os anos de 2007 e 2013. Trata-se de um estudo de coorte observacional retrospectivo que avaliou dados disponíveis no Sistema Nacional De Informação De Doença Notificação Nacional (SINAN) de no banco de dados do Sistema De Informações de Nascidos Vivos (SINASC). Foram relacionadas probabilisticamente as gestações confirmadas dengue-positicas e dengue-negativas com partos vivos utilizando o software FRIL (Fine-Grained Record Integration and Linkage). Além disso, uma população de referência externa de recém-nascidos foi selecionada aleatoriamente para compor as análises. Os autores avaliaram a associação entre a infecção sintomática da dengue durante a gestação e os desfechos adversos ao nascimento. Para esta análise, foi utilizada regressão logística multivariada ajustada para covariáveis ??relevantes. Foram incluídas nas análises dados de um total de 3.898 mulheres grávidas e dengue-positivas, 3.165 mulheres dengue-negativas e 3.898 recém-nascidos da população de referência. O parto prematuro ocorreu em 322 (8,4%) de 3.821 casos no grupo dengue-positivo e 324 (10,4%) de 3.101 no grupo dengue-negativo (análise não ajustada: risco relativo [RR] 0,81, IC 95 %; 0,70-0,93; análise ajustada: odds ratio [OR] 1,26, IC 95%; 1,06-1,49, p = 0,006). Na população de referência, o parto prematuro ocorreu em 349 (9,1%) de 3.818 mulheres (RR 0,92, IC 95%; 0,80-1,07; OR 0,98, IC 95%; 0,83-1,16, p = 0,84). A prevalência de baixo peso ao nascer ( Os pesquisadores concluíram que, na análise ajustada, o risco de parto prematuro parece ser maior em mulheres com infecção sintomática por dengue durante a gravidez. Segundo os autores, a infecção sintomática por dengue durante a gravidez não parece estar associada a malformações congênitas ou ao baixo peso ao nascer. Autores: Nascimento LB, Siqueira CM, Coelho GE, Siqueira JB Jr.

Evidências psicométricas da adaptação transcultural do Vulnerability Abuse Screening Scale (VASS) para detecção de violência contra idosos

14/06/2017 | Fonte: Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [online]. 2016, vol.19, n.6, pp.958-969

O objetivo deste estudo, publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, foi apresentar evidências psicométricas preliminares da adaptação transcultural da Vulnerability Abuse Screening Scale (VASS). Foi realizado um estudo transversal e analítico. Os passos para adaptação transcultural verificaram a equivalência conceitual e de itens, a semântica e a de mensuração. Para a verificação de equivalência de mensuração e dos dados psicométricos do estudo participou uma amostra de 30 e 66 idosos, respectivamente. Para as análises dos resultados foi utilizada estatística descritiva e inferencial (KR-20, Teste t de Student, correlação de Pearson, ANOVA univariada e o índice Kappa de Fleiss). Verificou-se que a idade dos participantes variou entre 60 e 84 anos, prevalecendo respondentes idosas (n=38). O valor do KR-20 para o escore geral do instrumento foi de 0,688. Os valores encontrados para as quatro dimensões propostas pelos autores do estudo foram 0,528, 0,289, 0,552 e 0,303, respectivamente. Apenas os valores das subescalas Vulnerabilidade e Coerção mostraram-se aproximados aos do estudo original (0,550 e 0,390). Os pesquisadores concluíram queos valores de consistência interna encontrados no estudo variaram de moderados a bons, indicando que os resultados são satisfatórios ainda que iniciais. Autores: Maia, Rodrigo da Silva e Maia, Eulália Maria Chaves.

Avaliação da profilaxia secundária endoscópica em crianças e adolescentes com varizes de esôfago

07/06/2017 | Fonte: Arquivos de Gastroenterologia. [online]. 2017, vol.54, n.1, pp.21-26

Os episódios de sangramento das varizes esofágicas são a principal causa de morbidade e mortalidade em crianças e adultos com hipertensão porta e poucos são os estudos envolvendo a profilaxia secundária em crianças e adolescentes. O objetivo deste estudo, publicado nos Arquivos de Gastroenterologia, foi avaliar a eficácia da profilaxia endoscópica secundária na prevenção de hemorragia digestiva alta em crianças e adolescentes com varizes de esôfago. Foi realizado um estudo prospectivo com 85 pacientes menores de 18 anos com hipertensão porta, cirróticos e não cirróticos. A profilaxia secundária endoscópica foi realizada através de ligadura elástica ou escleroterapia. Foram avaliadas erradicação de varizes, incidência de ressangramento, número de sessões endoscópicas necessárias para a erradicação, incidência de surgimento de varizes gástricas e da gastropatia da hipertensão porta. A ligadura elástica foi realizada em 34 (40%) pacientes e escleroterapia em 51 (60%). As varizes de esôfago foram erradicadas em 81,2% após mediana de quatro sessões endoscópicas. Foi observada recidiva de varizes de esôfago em 38 (55,1%) pacientes. Ressangramento por ruptura de varizes de esôfago ocorreu em 36 (42,3%) pacientes e foi mais prevalente no grupo submetido à escleroterapia. O surgimento de varizes gástricas e gastropatia da hipertensão porta ocorreram em 38,7% e 57,9% respectivamente. Os pacientes submetidos à ligadura elástica apresentaram taxas menores de ressangramento (26,5% vs 52,9%) e número menor de sessões necessárias para erradicação das varizes de esôfago (3,5 vs 5). Os pesquisadores concluíram que a profilaxia secundária endoscópica se mostrou eficaz para erradicação de varizes de esôfago e evitar novos episódios de hemorragia digestiva alta secundária à ruptura de varizes de esôfago. A ligadura elástica endoscópica provavelmente apresenta menores taxas de ressangramento e número menor de sessões necessárias para erradicação das varizes de esôfago, quando comparada à escleroterapia. Autores: Pimenta, Júlio Rocha et al.

Imagem de alta resolução do câncer de colo uterino ponderada em T2: estudo da viabilidade da ressonância magnética de campo ultra-alto 7.0-T com antena monopolo endorretal

06/06/2017 | Fonte: European Radiology. 2017 Mar;27(3):938-945

O objetivo deste estudo, publicado no European Radiology, foi investigar a viabilidade de imagens de alta resolução do câncer de colo uterino ponderadas em T2 em um sistema de ressonância magnética (RM) de campo ultra-alto 7,0-T utilizando antena endorretal com espessura de 4,7 mm. Para a realização deste estudo foram investigadas pacientes com câncer de colo uterino, IB1-IIB, em 20 estágios. Todas as pacientes foram submetidas ao pré-tratamento com ressonância magnética de alto campo (1,5-T RM). Na resonância magnética de campo ultra-alto (7,0-T RM), foi utilizada uma antena de transmissão/recepção externa com sete antenas dipolo e uma única antena de recepção monopolar endorretal, com subsequente avaliação dos níveis de desconforto. Após a graduação individualizada com base em fase B1+, foram completadas sequências turbo spin-eco ponderadas em T2. Os resultados identificaram pacientes com câncer de colo uterino em diferentes estágios, sendo: estágio IB1 (n = 9), IB2 (n = 4), IIA1 (n = 1) ou IIB (n = 6). O desconforto (escala de dez pontos) foi mínimo na colocação e na remoção da antena endorretal com escore médio de 1 (intervalo, 0-5) e 0 (intervalo, 0-2), respectivamente. A utilização da antena não resultou em eventos adversos ou na interrupção da sessão. A viabilidade da imagem da 7,0-T RM ponderada em T2 foi comparada com a 1,5-T RM, sendo que os principais artefatos relacionados a 7,0-T RM foram, principalmente, o movimento da respiração, interferência localmente destrutiva de B1, níveis de B1 intrinsecamente muito mais elevados diretamente sob os elementos do conjunto de antena de transmissão/recepção externa e reconstrução de SENSE. Os pesquisadores concluíram que a realização da ressonância magnética de campo ultra-alto 7,0-T ponderada em T2 para imagens de alta resolução do câncer de colo uterino de estágios IB1-IIB é viável. E ainda, que a adição de uma antena endorretal é bem tolerada pelos pacientes e não provocou eventos adversos ou interrupção da sessão. Autores: Hoogendam JP, Kalleveen IM, de Castro CS, Raaijmakers AJ, Verheijen RH, van den Bosch MA, Klomp DW, Zweemer RP, Veldhuis WB.

Associação entre o tempo até a colonoscopia após resultado positivo do exame fecal, risco de câncer colorretal e estágio do câncer no diagnóstico

01/06/2017 | Fonte: JAMA. 2017 Apr 25;317(16):1631-1641

O teste imunoquímico fecal (FIT) é amplamente utilizado para rastreio do câncer colorretal. Em vista de resultados positivos do teste, é necessária a colonoscopia de seguimento. No entanto, especula-se que possa haver progressão neoplásica dependendo da variação temporal nos intervalos até a realização da colonoscopia. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of American Medical Association, foi avaliar o tempo até a colonoscopia após um resultado FIT positivo e sua associação com o risco de câncer colorretal e com o estágio da doença no diagnóstico. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, realizado entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2014. Foram selecionados cerca de 70.124 pacientes do consórcio médicoKaiser Permanentedo Norte e do Sul da Califórnia. Os participantes selecionados tinham idade entre 50 a 70 anos e eram elegíveis para o rastreio de câncer colorretal com resultado FIT positivo seguido de colonoscopia. Foi avaliado o tempo (dias) para colonoscopia após um resultado FIT positivo. Dentre os resultados obtidos, o risco de qualquer câncer colorretal e câncer em estágio avançado (definido como câncer de estágios III e IV), foram considerados como resultados primários. Odds ratios (ORs) e ICs 95% foram ajustados para os dados demográficos e fatores de risco de linha de base do paciente. Os resultados mostraram que entre os 70.124 pacientes com resultado FIT positivo, [mediana da idade de 61 anos (IQR, 55-67 anos), 52,7% de homens], foram diagnosticados cerca de 2.191 casos de câncer colorretal, sendo 601 em estágio avançado. Quando comparado ao acompanhamento de colonoscopia no período de 8 a 30 dias (n = 27.176), não houve diferença estatística entre o seguimento aos 2 meses (n = 24.644), 3 meses (n = 8.666), 4 a 6 meses n = 5.251), ou 7 a 9 meses (n = 1.335) considerando: o risco de qualquer câncer colorretal (casos por 1.000 pacientes: 8-30 dias, 30; 2 meses; 28; 3 meses; 31; 4-6 meses; 31; e 7-9 meses, 43) ou câncer em estágio avançado (casos por 1.000 pacientes: 8-30 dias, 8; 2 meses; 7; 3 meses; 7; 4-6 meses; 9; e 7-9 meses; 13). Os riscos foram significativamente maiores para os exames realizados entre 10 e 12 meses (n = 748) para qualquer câncer colorretal (OR, 1,48, IC 95%: 1,05-2,08, 49 casos por 1.000 pacientes) e câncer em estágio avançado (OR, 1,97, IC 95%, 1,14-3,42, 19 casos por 1.000 pacientes). Os valores correspondentes para os exames realizados depois de 12 meses (n = 747) foi de OR, 2,25 para qualquer câncer colorretal (IC 95%, 1,89-2,68, 76 casos por 1.000 pacientes) e de 3,22 (IC 95%, 2,44-4,25, 31 casos por 1.000 pacientes) para câncer em estágio avançado. Os pesquisadores concluíram que entre os pacientes com resultado imunoquímico fecal positivo, o acompanhamento após 10 meses foi associado com maior risco de câncer colorretal e câncer em estágio mais avançado no momento do diagnóstico, em comparação com a colonoscopia de seguimento entre 8 e 30 dias. No entanto, os autores salientam que pesquisas adicionais são necessárias para avaliar se essa relação é causal. Autores: Corley DA, Jensen CD, Quinn VP, Doubeni CA, Zauber AG, Lee JK, Schottinger JE, Marks AR, Zhao WK, Ghai NR, Lee AT, Contreras R,Quesenberry CP, Fireman BH, Levin TR.

Ensaio clínico randomizado sobre a análise comparativa entre excisão de nevos melanocítos intradérmicos por shaving versus excisão em elipse e sutura

02/05/2017 | Fonte: Surgical and Cosmetic Dermatology. Volume 8 Número 4

Apesar de os nevos melanocíticos intradérmicos serem lesões benignas, muitos pacientes recorrem ao dermatologista para sua exérese. Entretanto, não existem estudos sobre o melhor método para esse procedimento. O objetivo deste estudo, publicado no Surgical and Cosmetic Dermatology, foi comparar em um ensaio clínico randomizado a exérese de nevos melanocíticos intradérmicos na face, porshavinge excisão em elipse com sutura Foram selecionados pacientes com nevos melanocíticos intradérmicos na face para os dois métodos, randomicamente. Os resultados foram descritos quanto à satisfação do paciente e aos registros fotográficos avaliados por médico cegado. 18 pacientes foram submetidos à exérese de nevos melanocíticos intradérmicos. A média de tamanho da cicatriz após seis meses foi de 8,11mm para as lesões excisadas por fuso e de 2,92mm para as por shaving (p shaving) (p = 0,8). A média pelo médico cegado foi 7,78 (fuso) e 7,86 (shaving) (p = 0,91). Ocorreu recidiva da lesão em 28,6% dos pacientes submetidos ao shaving. Os pesquisadores concluíram que as duas formas de excisão se equivalem quanto à satisfação do paciente e nota dada pela equipe médica quanto aos resultados estéticos da cicatriz. Contudo, a exérese por fuso tem a vantagem de apresentar menor índice de recidiva. Autores: Andréa Santos Soares; Ana Paula Dornelles Manzoni; Carla Daniele Amorim de Souza; Magda Blessmann Weber; Tatiane Watanabe; Leandra Camini

Cefaleia pré-operatória em pacientes submetidos a pinçamento de aneurisma cerebral não roto

27/04/2017 | Fonte: Revista Dor. [online]. 2016, vol.17, n.1, pp.24-28

A cefaleia é um dos principais sintomas referidos por pacientes com aneurisma cerebral. Como outras dores são, frequentemente, ignoradas pela equipe multiprofissional. Apesar de importante, a avaliação da cefaleia no pré-operatório de pinçamento de aneurisma cerebral é um desafio para a equipe de saúde. O objetivo deste estudo, publicado na Revista Dor, foi avaliar a cefaleia pré-operatória em pacientes submetidos a pinçamento de aneurisma não roto. Foi realizado um estudo descritivo, exploratório, de abordagem quantitativa, realizado entre setembro de 2014 e maio de 2015 no setor de neurocirurgia e na unidade de terapia intensiva de um hospital de médio porte. A casuística foi constituída por 28 pacientes no pré-operatório de craniotomia eletiva para o tratamento de aneurisma cerebral não roto. Utilizaram-se os testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e Exato de Fisher e adotou-se nível de significância de 5%. Demonstrou-se que 78,6% dos pacientes eram do gênero feminino com média de idade de 46,7 anos. A cefaleia pulsátil de localização frontal e intensidade moderada foi a dor mais prevalente. Náuseas e vômitos também estiveram presentes, assim como a dor no globo ocular. A dor piorou com o esforço físico e balanço da cabeça. Houve diferença estatisticamente significativa para as variáveis: recorrência da dor e dor em globo ocular. Os pesquisadores concluíram que este estudo esclarece os principais itens a serem investigados na avaliação da cefaleia do paciente com aneurisma cerebral e suas características a fim de facilitar o diagnóstico precoce e a melhora antecipada na recuperação neurológica. Autores: Menezes, Míriam Geisa Virgens et al.

T1 GRE e T1 IR GRE na identificação das estruturas anatômicas da face lateral do cérebro

25/04/2017 | Fonte: Radiologia Brasileira. [online]. 2016, vol.49, n.6, pp.382-388

O objetivo deste estudo, publicado no periódico Radiologia Brasileira, foi comparar os resultados de identificação de estruturas cerebrais utilizando imagens volumétricas isotrópicas por ressonância magnética, nas aquisições T1 GRE e T1 IR GRE. Foram avaliados 120 blocos de imagens, de 30 indivíduos, com imagens extraídas dos hemisférios cerebrais esquerdo e direito, pelos dois métodos de aquisição: T1 GRE e T1 IR GRE. Com base no método de Naidich et al. para localização dos referenciais anatômicos, 27 estruturas anatômicas foram classificadas em duas categorias - identificável versus deixam dúvidas quanto à identificação somadas às não identificáveis - para análises de repetitividade (intraobservador) e reprodutibilidade (interobservadores). Foi utilizado o teste de McNemar para a avaliação do desempenho entre os dois métodos. Após confirmação de ter havido boa concordância na análise intraobservador e interobservadores (kappa médio > 0,60), a avaliação das imagens de cada referencial anatômico, testada entre T1 GRE e T1 IR GRE pelo teste de McNemar, indicou maior frequência de referenciais identificáveis pelo método T1 IR GRE do que pelo método T1 GRE. Os pesquisadores concluíram que o método de imagem T1 IR GRE apresentou desempenho levemente superior, porém estatisticamente significante, em relação ao método T1 GRE, na identificação dos referenciais anatômicos cerebrais. Autores: Georgeto, Sergio Murilo; Zicarelli, Carlos Alexandre Martins; Gariba, Munir Antônio E Aguiar, Luiz Roberto.

Avaliação funcional do reparo de lesões labrais circunferenciais da glenoide - Série de casos

25/04/2017 | Fonte: Revista Brasileira de Ortopedia. [online]. 2016, vol.51, n.5, pp.555-560

O objetivo deste estudo, publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, foi avaliar os resultados clínicos dos pacientes submetidos a reparo artroscópico de lesão labral circunferencial. Foi realizado um estudo retrospectivo de 10 pacientes submetidos ao reparo artroscópico de lesão labral circunferencial do ombro de setembro de 2012 a setembro de 2015. Os pacientes foram avaliados pelo escore de Carter-Rowe, pelo escore de Dash, pelo escore de Ucla, pela escala visual analógica de dor (EVA) e pelo Short-Form 36 (SF36). A média de idade na cirurgia foi de 29,6 anos. O seguimento médio foi de 27,44 (variação de 12-41,3) meses. A média dos escores foi de 16 pontos no Dash; 32 pontos no Ucla, seis (60%) resultados excelentes, três (30%) bons e um ruim (10%); 1,8 ponto na EVA, nove (90%) dores leves e um (10%) dores moderadas; SF-36 de 79,47; e na escala de Rowe 92,5 pontos, nove (90%) resultados excelentes e um (10%) bom. Degeneração articular esteve presente em um (10%) caso, de grau 1. Não foram observadas complicações significativas, a não ser a artrose glenoumeral grau 1, desenvolvida no pós-operatório de um paciente. Os pesquisadores concluíram que o reparo artroscópico da lesão labral circunferencial do ombro com o uso de âncoras absorvíveis é eficaz, com melhoria de todos escores aplicados, e apresenta baixos índices de complicação. Os casos associados a luxação glenoumeral apresentam menor dor residual em longo prazo. Autores: Nascimento, Alexandre Tadeu do e Claudio, Gustavo Kogake.

Versão reduzida da Depression Anxiety Stress Scale-21: ela é válida para a população brasileira adolescente?

30/03/2017 | Fonte: Einstein (São Paulo). [online]. 2016, vol.14, n.4, pp.486-493

O objetivo deste estudo, publicado no periódico Einstein (São Paulo), foi avaliar a reprodutibilidade interdias, a concordância e a validade do construto da versão reduzida daDepression Anxiety Stress Scale-21aplicada a adolescentes. A amostra foi composta por adolescentes de ambos os sexos, com idades entre 10 e 19 anos, recrutados de escolas e centros esportivos. A validade de construto foi realizada por análise fatorial exploratória, e a confiabilidade foi calculada para cada construto, por meio de coeficiente de correlação intraclasse, erro padrão de medida e mudança mínima detectável. A análise fatorial combinando os itens correspondentes a ansiedade e estresse em um único fator, e depressão em um segundo fator apresentou melhor adequação de todos os 21 itens, com cargas fatoriais mais altas em seus respectivos construtos. Os valores de reprodutibilidade para a depressão foram coeficiente de correlação intraclasse com 0,86, erros padrão de medida com 0,80 e mudança mínima detectável com 2,22 e, para a ansiedade/estresse, foram coeficiente de correlação intraclasse com 0,82, erro padrão de medida com 1,80 e mudança mínima detectável com 4,99. Os pesquisadores concluíram que aversão reduzida daDepression Anxiety Stress Scale-21apresentou excelentes valores de confiabilidade e também uma forte consistência interna. O modelo de dois fatores com a condensação dos construtos ansiedade e estresse em um único fator foi o mais aceitável para a população adolescente. Autores: Silva, Hítalo Andrade da et al.

Capacidade de produção de força de preensão isométrica máxima em mulheres com artrite reumatoide: um estudo piloto

18/12/2015 | Fonte: Fisioterapia e Pesquisa; [online]. 2015, vol.22, n.1, pp. 11-16

O objetivo deste estudo foi verificar a capacidade de produção de força de preensão manual máxima (FPMmax) em mulheres com artrite reumatoide (AR) e sua relação com a atividade da doença. Foram selecionadas nove mulheres com AR e dez mulheres saudáveis. Foram registrados dados demográficos de ambos os grupos, além de características clínicas das mulheres com AR. A determinação do nível da atividade da doença foi conduzida pelo protocolo Disease Activity Score (DAS-28) por meio da Proteína C-Reativa (PCR). Para aquisição da FPMmax, foi utilizado o dinamômetro do tipo extensômetro. Os resultados demonstraram diferença significativa da FPMmax entre as participantes (Artrite e Controle: 129,41±52,10 e 192,46±38,98 N). Em relação à dominância, as mulheres com AR não apresentaram diferença significativa na FPMmax. Os resultados obtidos da FPMmax para a mão dominante evidenciaram uma forte relação linear com a PCR (r=0,751). Também se constatou uma moderada relação não linear da FPMmax para a mão dominante e não-dominante com o número de articulações dolorosas e edemaciadas. Assim, fica evidente que mulheres com AR apresentam redução na capacidade de produzir a FPMmax ndependente da dominância, além do que este estudo demonstrou a relação direta que existe entre a FPMmax e o nível de atividade da doença. Palavras-chave: Artrite Reumatoide; Dinamômetro de Força Muscular; Proteína C-Reativa. Autores: IOP, Rodrigo da Rosa et al.

Efeito da estimulação contralateral nas medidas de reflectância acústica

11/12/2015 | Fonte: Brazilian Journal of Otorhinolaryngology; [online]. 2015, vol.81, n.5, pp. 466-472

Introdução: A reflectância acústica é citada como uma importante ferramenta na avaliação das afecções da orelha média, sendo um método considerado vantajoso em relação à timpanometria. Tem havido crescente interesse no estudo da estimulação acústica contralateral e seu efeito na ativação da via eferente auditiva. Estudos têm demonstrado que a introdução de estímulo simultâneo na orelha contralateral gera mudanças no padrão de respostas auditivas. Objetivo: Verificar a influência da estimulação contralateral nas medidas de reflectância acústica. Método: Estudo de casos de 30 sujeitos com audição normal, de os gêneros entre 18 a 30 anos. Foi realizado o teste e reteste de reflectância acústica no intervalo de frequência de 200 a 6000 Hz. O procedimento foi repetido com a presença simultânea de ruído branco contralateral à 30 dBNS. Resultados: A análise entre as condições de teste, reteste e teste com ruído contralateral apresentou diferença estatística na frequência de 2 kHz (p = 0,011 em teste e p = 0,002 em reteste) em orelha direita. Conclusão: A ativação da via auditiva eferente por meio da estimulação acústica contralateral produz mudanças nos padrões de respostas da reflectância acústica, aumentando a reflexão do som e, modificando a transferência de energia sonora da orelha média. Palavras-chave: Audição; Orelha média; Reflexo acústico; Testes Auditivos. Autores: PICHELLI, Tathiany Silva; SOARES, Jordana Costa; CIBIN, Bruna Carla e CARVALLO, Renata Mota Mamede.

Estimativa da função renal na população de 18 a 59 anos: Um estudo de base populacional

20/11/2015 | Fonte: Jornal Brasileiro de Nefrologia; [online]. 2015, vol.37, n.2, pp. 185-191

Introdução: O aumento das doenças crônico-degenerativas projetou a doença renal crônica (DRC) como um dos maiores desafios à saúde pública deste século. Objetivos: Estimar a função renal a partir de cálculos da taxa de filtração glomerular pela fórmula CKD-EPI em adultos de uma amostra populacional em Tubarão (SC) e identificar fatores associados com a taxa de filtração glomerular (TFG). Métodos: Estudo transversal de base populacional de adultos realizado no período de novembro de 2011 a março de 2012. Foram avaliados 371 indivíduos por amostragem aleatória simples. Foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos, e clínicos, além de exames laboratoriais. Para se verificar associação entre as variáveis, foi aplicado o teste de qui-quadrado de Pearson e comparação entre as médias pelo teste t-Student, o nível de significância adotado foi de 95%. Resultados: Foram estudados 371 adultos, sendo 63,8% mulheres e 86,3% brancos, a média de idade foi de 40,4 anos (DP ± 12,3). Do total, 76,8% tinha TFG normal, 21,8% discreta diminuição, 1,1% moderada diminuição e 0,3% grave diminuição da TFG. Verificou-se diferença significativa relacionada à idade e obesidade, sendo que quanto maior a idade ou quanto maior o índice de massa corporal, menor a TFG dos participantes. Indivíduos com hipertensão arterial sistêmica apresentaram tendência à queda da TFG em relação aos não hipertensos (p Conclusão: O presente estudo concluiu que a maior parte dos indivíduos estudados tinha TFG normal e que apenas 1,4% (IC 95% = 0,3 - 2,4) tinha disfunção de grau moderado ou superior. Palavras-chave: taxa de filtração glomerular; creatinina; insuficiência renal; testes de função renal. Autores: SCHAEFER, João Carlos Fantini et al.

Propranolol versus corticosteróides para hemangiomas infantis

16/01/2012 | Fonte: Archives of Dermatology; 2011;147(12):1371 – 1376

Pesquisadores publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que procuraram determinar se o tratamento com propranolol é seguro e eficaz e superior a corticosteróides orais para tratamento de hemangiomas infantis (HI). Foi realizada uma revisão multicêntrica retrospectiva de prontuários médicos, conduzida na Universidade de Miami e no Hospital Infantil de Miami, incluindo 110 pacientes com HI. O percentual de clareamento foi quantificado por fotografias globais seriadas para documentação e avaliações clínicas (tamanho, altura e espessura) para segregar pacientes em dois grupos: pacientes com clearance igual ou superior a 75% e pacientes com clearance inferior a 75%. A média da duração do tratamento foi de 7,9 meses para propranolol e de 5,2 meses para corticosteróides orais. No total, 56 de 68 pacientes (82%) que estavam em uso de propranolol obtiveram clearance igual ou superior a 75%, comparados a 12 de 42 pacientes (29%) que estavam em uso de corticosteróides orais (P P P Os pesquisadores concluíram que o tratamento com propranolol foi clinicamente mais eficaz e com melhor relação custo-eficácia que o tratamento com corticosteróides orais no tratamento de hemangiomas infantis. Ele também resultou em menor número de intervenções cirúrgicas e demonstrou melhor tolerância, com efeitos adversos mínimos, comparados aos corticosteróides orais. Portanto, propranolol deve ser considerado tratamento de primeira linha, dada sua eficácia e segurança no tratamento de hemangiomas infantis.

Adaptação e avaliação da consistência interna do Postpartum Thoughts and Behavior Checklist

03/01/2012 | Fonte: Jornal Brasileiro de Psiquiatria; [online]. 2011, vol.60, n.3, pp. 171-175

Objetivo: Traduzir, adaptar e avaliar a aplicabilidade, além de obter dados acerca da consistência interna do Postpartum Thoughts and Behavior Checklist. Esse instrumento foi elaborado especificamente para uso durante o pós-parto e identifica a presença e o conteúdo dos pensamentos intrusivos em relação ao bebê, assim como as estratégias de neutralização utilizadas após esses pensamentos. Método: A tradução do instrumento para o português foi feita por dois profissionais de saúde mental bilíngues. Posteriormente, houve uma retrotradução realizada por dois professores de inglês. A versão retrotraduzida foi avaliada pelo autor da escala e aplicada em 91 puérperas usuárias de um serviço da rede pública de saúde. Resultados: A versão traduzida do Postpartum Thoughts and Behavior Checklist foi considerada equivalente ao instrumento original em inglês. As participantes não apresentaram dificuldades na compreensão dos itens dochecklist. Sua consistência interna, medida pelo alfa de Cronbach, foi de 0,822. Conclusão: A versão em português do Postpartum Thoughts and Behavior Checklist pode ser considerada adequada para o uso na população estudada para avaliar pensamentos obsessivos em relação ao bebê durante o puerpério e possíveis estratégias de neutralização desses pensamentos. Ochecklist pode ainda trazer contribuições significativas para a prática clínica. Keywords: Pós-parto; comportamento obsessivo; comportamento compulsivo.

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Seroma indica um aumento do risco de linfedema após o tratamento do câncer de mama: um estudo de coorte retrospectivo

10/07/2017 | Fonte: Breast. 2017 Apr;32:102-104. Epub 2017 Jan 25

A principal complicação tardia no pós-operatório do câncer de mama é o desenvolvimento do linfedema. Embora a influência de diversos fatores de risco esteja descrita de forma bem consistente na literatura, o papel da formação do seroma ainda permanece inconsistente. O objetivo deste estudo, publicado no Breast, foi investigar a associação do seroma enquanto fator de risco para o desenvolvimento de linfedema em um dos maiores estudos retrospectivos de coorte. Para a realização deste estudo, os autores utilizaram dados de todos os pacientes com câncer de mama unilateral tratados no período de 2008 a 2014. Os dados relativos ao tratamento e às características do câncer de mama foram recuperados do registro nacional de câncer de mama. Os resultados mostraram que, de um total de 1822 pacientes incluídos, 291 desenvolveram linfedema. Os resultados da análise de regressão multivariada de Cox revelaram que o seroma foi um fator de risco independente (HR 1,92 IC 1,30-2,85, p = 0,001). Outros fatores de risco independentes incluíram: linfadenectomia, radioterapia, quimioterapia, IMC acima de 30, acima de 15 linfonodos totais removidos e maior número de linfonodos metastáticos. Os pesquisadores concluíram que o seroma pós-operatório duplica o risco de desenvolver linfedema. Segundo os autores, estudos futuros deverão examinar se as medidas de redução do seroma levam a um menor risco de linfedema. Autores: Toyserkani NM, Jørgensen MG, Haugaard K, Sørensen JA.

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Pneumomediastino espontâneo: experiência adquirida com 18 pacientes nos últimos 12 anos

07/07/2017 | Fonte: Jornal Brasileiro de Pneumologia. [online]. 2017, vol.43, n.2, pp.101-105

O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, foi caracterizar clinicamente todos os pacientes com pneumomediastino espontâneo (PME) admitidos em uma enfermaria de pneumologia para adultos em Lisboa, Portugal. Foi realizado um estudo descritivo retrospectivo no qual foram analisados todos os pacientes adultos (? 18 anos de idade) com diagnóstico de PME entre janeiro de 2004 e setembro de 2015. Pelo menos um fator predisponente foi identificado na maioria (isto é, em 88,9%) dos 18 pacientes que apresentaram PME durante o período de estudo. No tocante a fatores precipitantes, crises de tosse ocorreram em 50,0% dos pacientes. Outros fatores precipitantes foram um aumento repentino do consumo de tabaco, uso de drogas inalatórias, inalação ocupacional de vapores de vernizes, exercício intenso e vômitos. As queixas mais comuns foram dispneia (em 83,3%) e dor torácica (em 77,8%). Outras queixas foram tosse, cervicalgia, disfagia e odinofagia. Constatou-se a presença de enfisema subcutâneo na maioria dos pacientes. O diagnóstico de PME baseou-se na radiografia de tórax em 61,1% dos pacientes. Os pesquisadores concluíram que, embora seja uma doença rara, o PME deve ser levado em conta no diagnóstico diferencial de dor torácica e dispneia. O PME pode surgir sem um evento desencadeante e sem achados conclusivos na radiografia de tórax, que é geralmente suficiente para o diagnóstico. Autores: Dionisio, Patrícia et al.

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Hereditariedade e riscos associados à hipertensão de início precoce: análise multigeracional e prospectiva do Framingham Heart Study

07/07/2017 | Fonte: BMJ. 2017 May 12;357:j1949

O objetivo deste estudo, publicado no British Medical Journal, foi avaliar a hipertensão tardia ou precoce como fator de risco para a hipertensão e morte cardiovascular dos descendentes. Trata-se de um estudo prospectivo com desenho multigenerativo da coorte, Framingham Heart Study. Foram analisados os dados de duas gerações com medidas seriadas da pressão arterial, abrangendo seis décadas, sendo 3.614 participantes da primeira geração, com dados de mortalidade e 1635 participantes da segunda geração, inicialmente não hipertensos e com dados disponíveis sobre a pressão arterial dos pais. Foi considerado como resultado primário o resultado da análise de regressão da hipertensão parental de início precoce (idade Os resultados mostraram que o risco de hipertensão nos participantes da segunda geração de descendentes não aumentou com a presença de um ou ambos os pais com hipertensão tardia, em comparação com os pais sem hipertensão. Por outro lado, quando um ou ambos os pais apresentaram hipertensão precoce, a razão de risco para hipertensão foi, respectivamente, de 2,0 (intervalo de confiança 95% 1,2 a 3,5) e de 3,5 (1,9 a 6,1). Na primeira geração de descendentes, ocorreram 1151 mortes cardiovasculares, incluindo 630 mortes por doença coronariana. As chances de morte cardiovascular aumentaram linearmente com a diminuição da idade de início da hipertensão (P >65 anos, a odds ratio foi de 1,5 (1,2 a 1,9) para morte cardiovascular e de 1,4 (0,98 a 1,9) para morte por doença coronariana (P 0,002 para diferenças em odds ratios entre o início da hipertensão com idade > 65). Os pesquisadores concluíram que o início precoce da hipertensão parental foi fortemente associado à hipertensão nos descendentes, o que por sua vez, foi associado a maiores probabilidades de morte cardiovascular e, principalmente, coronariana em comparação à hipertensão parental tardia. Segundo os autores, esses achados sugerem que pode ser importante distinguir o início tardio do início precoce da hipertensão, como característica familiar na avaliação do risco de hipertensão de um indivíduo, e como um tipo específico de traço de pressão arterial ao estimar o risco de resultados cardiovasculares em adultos com hipertensão estabelecida. Autores: Niiranen TJ, McCabe EL, Larson MG, Henglin M, Lakdawala NK, Vasan RS, Cheng S.
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