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Escolhas alimentares estão associadas à demora para engravidar e infertilidade

17/07/2018 | Fonte: http://phcwomenscenter.com/food-for-thought-keys-to-fruitful-fertility/

Diversos fatores relacionados ao estilo de vida, como tabagismo e obesidade, têm sido consistentemente associados a uma maior demora para a concepção ou infertilidade, mas o papel da dieta pré-concepção nas mulheres permanece pouco estudado. Estudos anteriores já associaram o consumo de alimentos mais saudáveis e padrões alimentares à melhoria da fertilidade. No entanto, esses estudos se concentraram em mulheres já diagnosticadas ou que estavam recebendo tratamento para infertilidade, em vez de se concentrarem na população em geral. Um estudo multicêntrico, publicado no periódico científico Human Reproduction, que incluiu 5.598 mulheres nulíparas e que queriam engravidar, analisou se o tipo de alimento consumido influenciaria na fecundidade avaliada pelo tempo decorrido até a concepção. A pesquisa revelou que as mulheres que comiam menos frutas (até três vezes por mês) demoravam mais de um mês para engravidar do que aquelas que comiam frutas três ou mais vezes por dia. Por outro lado, as mulheres que comeram fast food quatro ou mais vezes por semana levaram quase um mês a mais para engravidar do que aquelas que nunca ou raramente comiam fast food. Na pesquisa, 8% dos casais foram classificados como inférteis, definidos como levar mais de um ano para conceber, enquanto que 39% conseguiram conceber dentro de um mês. Os autores identificaram que o risco de infertilidade entre as mulheres com a menor ingestão de frutas aumentou de 8% para 12%, e de 8% para 16% entre aquelas que consumiram fast food quatro ou mais vezes por semana. Em uma entrevista, que foi publicada no portal do Piedmont HealthCare Women’s Center, os autores do estudo explicaram que essas descobertas mostram que comer uma dieta de boa qualidade, que inclua frutas e minimize o consumo de fast food, melhora a fertilidade e reduz o tempo necessário para engravidar. Os pesquisadores alertam que os dados encontrados na pesquisa mostram que o consumo frequente de fast foods retarda a gravidez. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29733398 Pre-pregnancy fast food and fruit intake is associated with time to pregnancy

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Uso de probióticos durante a gravidez diminuem o risco de eczema em crianças

16/07/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-pregnancy-probiotics-eczema/probiotics-during-pregnancy-tied-to-lower-eczema-risk-for-kids-idUSKCN1GR29S

Um estudo, publicado no periódico PLoS One, revelou que as mulheres que ingerem probióticos durante a gravidez e a amamentação podem ter menos probabilidades de terem filhos com eczema, em comparação com as mães que não utilizaram probióticos. Segundo uma matéria do portal Reuters, que publicou os resultados do estudo, o uso de probióticos durante a gravidez e lactação esteve associado com um risco 22% menor de crianças desenvolvendo eczema. Os autores do estudo explicam que, apesar do estudo não ter sido projetado para avaliar como os probióticos interferem no eczema, é possível que estes microrganismos vivos modifiquem a composição do leite materno e influenciem no desenvolvimento do sistema imunológico e da pele das crianças. Segundo os pesquisadores, já existiam algumas evidências de que a exposição aos probióticos no início da vida poderiam reduzir o risco de eczema em crianças, mas o presente estudo deixa mais claro que o uso de probióticos maternos durante a gravidez e amamentação parece proteger as crianças do eczema, enquanto que o uso de probióticos adicionados à dieta das crianças não parece protegê-los do desenvolvimento de eczema. No estudo, os pesquisadores revisaram dados de mais de 400 estudos, incluindo cerca de 1,5 milhão de indivíduos. Vinte e oito deles avaliaram a utilização de probióticos durante a gravidez, envolvendo cerca de 6.000 mulheres. Nestas pesquisas, foi identificado um risco reduzido de eczema em crianças quando as mães tomaram probióticos durante as semanas finais de gravidez e nos primeiros seis meses de amamentação. A revisão também revelou que evitar alimentos potencialmente alergênicos, como nozes, laticínios e ovos durante a gravidez, não pareceu influenciar no risco de eczema das crianças. Além disso, na pesquisa, o óleo de peixe foi associado a um menor risco de alergias ao ovo nas crianças. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29489823 Diet during pregnancy and infancy and risk of allergic or autoimmune disease: A systematic review and meta-analysis

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Crianças apresentam alta prevalência de tosse após doenças respiratórias

12/07/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-children-cough/kids-often-have-a-chronic-cough-after-respiratory-illness-idUSKCN1B91X5

Um estudo, publicado no periódico Archives of Disease in Childhood, revelou que as crianças que foram tratadas por algumas doenças respiratórias nos departamentos de emergência costumam apresentar tosse crônica, que pode perdurar por semanas. Os pesquisadores analisaram os dados de 839 crianças tratadas por doenças respiratórias agudas e constataram que cerca de três em cada quatro crianças apresentaram tosse uma semana depois, e após 28 dias, uma em cada quatro crianças teve tosse crônica. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal Reuters, explicaram que os pais devem levar as crianças para uma consulta caso apresentem tosse com duração superior a quatro semanas, ou que não esteja melhorando, especialmente quando se trate de uma tosse produtiva. Existem muitas causas para a tosse crônica em crianças, mas a mais comum está relacionada com os distúrbios do pulmão. No estudo, a maioria das crianças tiveram como causa da tosse crônica uma infecção pulmonar subjacente, especialmente bronquite bacteriana prolongada. Na pesquisa, metade tinha ao menos 2,3 anos de idade, embora a idade tenha variado de menos de um mês a quase 15 anos. As crianças foram acompanhadas semanalmente e examinadas por um pediatra após 28 dias. Entre as 171 crianças que ainda apresentavam tosse no final do estudo, 59 (35%), tinham tosse produtiva, enquanto que 45 (26%) apresentavam tosse seca. Os pneumologistas identificaram uma nova doença pulmonar crônica e grave em 36 crianças, e 55 tiveram bronquite bacteriana prolongada. Especialistas ouvidos na reportagem explicaram que o estudo não foi um experimento controlado, projetado para provar se ou como uma infecção respiratória aguda pode levar a uma tosse crônica ou a uma doença pulmonar. Também existe a possibilidade de que as crianças poderiam ter alguma condição pulmonar antes da consulta inicial ao departamento de emergência. Porém, a tosse crônica é um problema de saúde comum nas crianças, que geralmente é tratável e pode levar a sérias complicações quando não é diagnosticada e tratada adequadamente Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28814419 Chronic cough postacute respiratory illness in children: a cohort study

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Deficiência de iodo pode contribuir com a infertilidade em mulheres

10/07/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-iodine-fertility-women/iodine-deficiency-may-contribute-to-womens-fertility-problems-idUSKBN1FE365

Um estudo, publicado no periódico Human Reproduction, revelou que as mulheres com deficiência de iodo e que estão tentando engravidar podem ter quase 50% menos chances de terem sucesso, quando comparadas às mulheres com níveis saudáveis de iodo. Os autores do estudo acompanharam 501 mulheres que tentaram engravidar por cerca de cinco anos e descobriram que, em geral, as pacientes que apresentavam deficiência de iodo de moderada a grave, tinham 46% menos chances de engravidar. Em uma reportagem, publicada no portal Reuters, os pesquisadores explicaram que a descoberta da deficiência moderada de iodo estar associada à dificuldade de engravidar, tem implicações importantes na saúde pública. Eles ficaram surpresos em identificar que a deficiência moderada a grave de iodo fosse tão comum, e que reduzisse a chance de uma mulher engravidar em quase 50% a cada ciclo menstrual. O papel do iodo é vital para o desenvolvimento do cérebro do feto durante a gravidez, e pesquisas anteriores já haviam revelado que cerca de 30% das mulheres em idade fértil têm níveis sanguíneos de iodo abaixo da meta de 100 microgramas por litro. Nos EUA, as diretrizes atuais preconizam que as mulheres grávidas e que estejam amamentam tomem uma suplementação que contenha 150 microgramas de iodo, mas essas diretrizes não estabelecem nenhuma recomendação sobre o que as mulheres devem fazer antes de engravidar. Na pesquisa, entre 2005 a 2009 foram analisados dados de 501 mulheres que, no momento da inscrição no estudo, haviam interrompido recentemente a contracepção com o objetivo de engravidar. No início do estudo, os autores coletaram amostras de urina para análise de iodo. Durante os 12 meses seguintes, as participantes mantiveram diários e utilizaram monitores de fertilidade para mensurar as relações sexuais e a ovulação. Elas também utilizaram testes digitais de gravidez para identificar as gestações e os ciclos da menstruação. Os resultados constataram que 44% das amostras de urina estavam na faixa deficiente de iodo, e quase um quarto de todas as amostras estavam na faixa de deficiência moderada a grave, com menos da metade do nível recomendado. Após 12 meses do início do estudo, 332 mulheres (71%) engravidaram, 42 (10%) não tiveram sucesso, e o restante abandonou o estudo por diversas razões. Os pesquisadores comentaram que, embora seja difícil monitorar as mulheres que estão prestes a engravidar, é importante replicar as descobertas deste estudo. Eles ainda revelam que ainda são necessários novos estudos para que seja examinada a relação entre os níveis de iodo e outros aspectos da reprodução, tais como problemas de tireoide e desenvolvimento do feto. Especialistas ouvidos na reportagem comentaram que é difícil aconselhar às mulheres em relação aos níveis de iodo, exames e suplementos porque não existe nenhum método para avaliar o status do iodo em indivíduos, portanto as pessoas não podem fazer um teste para saber se eles têm uma quantidade adequada. O teste utilizado no estudo somente pode ser aplicado a grandes grupos. O estudo também não avaliou os efeitos da suplementação de iodo na concepção. Ele apenas realizou uma comparação entre um grupo de mulheres com iodo inadequado e um grupo com iodo adequado. Muitos especialistas acreditam que receitar vitaminas pré-natais que contêm iodo é uma boa ideia, mas altos níveis de iodo também pode ser um problema. A escolha de uma dieta com quantidades adequadas de iodo é fundamental. Podemos encontrar boas fontes desse mineral em peixes, especialmente os brancos, frutos do mar, leite e laticínios. Alguns sais contêm iodo, mas as mulheres não devem aumentar seu consumo apenas para obter mais iodo. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29340704 Delayed conception in women with low-urinary iodine concentrations: a population-based prospective cohort study

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