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Estudo VITAL – Uso de Suplementos para prevenção do Câncer e Doenças Cardíacas

13/11/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-antibiotics/who-uncovers-big-national-variations-in-antibiotics-consumption-idUSKCN1NH0XN

Um grande estudo norte-americano, projetado para avaliar os benefícios de vitamina D e do óleo de peixe conclui que o óleo ômega-3 pode reduzir drasticamente as chances de um ataque cardíaco, enquanto que os benefícios da vitamina D parecem vir da redução do risco de morte por câncer. No estudo, nem a vitamina D ou o óleo de peixe diminuíram as chances de ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC) ou câncer. Porém, a taxa de incidência de infarto em indivíduos que receberam o óleo de peixe foi 28% menor do que entre aqueles que receberam placebo, e entre as pessoas que receberam vitamina D e que desenvolveram câncer, a taxa de mortalidade por câncer foi 25% menor. A relação entre a vitamina D e a diminuição da mortalidade por câncer possivelmente seja devido a que a vitamina pode afetar a biologia do tumor e por isso tornar menos provável que se torne metastático, explicaram os autores do estudo em uma entrevista publicado no portal Reuters. Os resultados do estudo foram relatados na reunião da American Scientific Association em Chicago e publicados na revista científica The New England Journal of Medicine. Ambos os suplementos já tinham a reputação de serem benéficos, porém estes dados eram baseados em testes em animais e em estudos observacionais que envolveram grandes populações ou grupos étnicos diversos. Por outro lado, grandes estudos que testaram diretamente os benefícios da vitamina D e do óleo de peixe na forma de suplementos deram resultados inconsistentes. Entretanto, a maioria destas pesquisas anteriores se concentraram em voluntários com risco elevado de ataque cardíaco, AVC e/ou câncer. O novo estudo, conhecido como VITAL, é o primeiro grande teste de ambos suplementos na população em geral. Neste estudo, os pesquisadores forneceram diariamente 2.000 UI de vitamina D e 1 grama de ácidos graxos ômega-3 marinhos ou suplementos de placebo para 25.871 voluntários com 50 anos ou mais. Nenhum dos participantes possuía histórico de câncer, infarto de miocárdio ou AVC. Ao menos metade dos participantes permaneceram no estudo por mais de cinco anos. Entre os indivíduos que receberam o suplemento de óleo de peixe, as taxas de morte por qualquer causa, por câncer ou por doença cardíaca em geral não foram significativamente diferentes do que nas pessoas que não tomaram o suplemento. Além disso, as chances coletivas de ter um infarto de miocárdio, AVC ou morte por qualquer causa cardiovascular foram essencialmente as mesmas, independentemente das pessoas estarem tomando óleo de peixe ou placebo. Foi apenas quando os pesquisadores revelaram elementos individuais de doenças cardíacas, como as taxas de infarto de miocárdio, infarto de miocárdio fatal e necessidade de angioplastia, que um benefício se destacou. Até mesmo pouca quantidade de óleo de peixe pareceu demonstrar resultados positivos. Voluntários que consumiram menos peixe do que a média, menos de uma porção e meia por semana, e que receberam a suplementação de ômega-3 tiveram uma redução de 40% no risco de um infarto de miocárdio. No estudo da vitamina D, que foi o maior ensaio randomizado mundial de alta dose de vitamina D, os indivíduos que receberam ou não o suplemento, tiveram taxas similares de infarto de miocárdio, AVC, infarto de miocárdio fatal, câncer de mama, próstata ou colorretal. Apenas as chances de morte por câncer foram reduzidas. Os pesquisadores informaram que nos próximos meses irão publicar os resultados do estudo para outros desfechos importantes, como diabetes, função cognitiva, depressão e doenças autoimunes. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1811403 Marine n−3 Fatty Acids and Prevention of Cardiovascular Disease and Cancer

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Anestesia na primeira infância não está relacionada a problemas de desenvolvimento

12/11/2018 | Fonte: https://medicalxpress.com/news/2018-11-pediatric-anesthesia-affect-outcomes.html

Um recente estudo revelou que as crianças que foram submetidas a algum procedimento cirúrgico sob anestesia geral não tiveram maior probabilidade do que seus irmãos, que não foram expostos à anestesia, de enfrentar problemas de desenvolvimento que prejudicassem a capacidade de estarem prontos para iniciarem os estudos escolares. Alguns estudos anteriores haviam sugerido justamente o oposto, ou seja, que o cérebro em desenvolvimento pode ser afetado por drogas anestésicas no início da vida, mas muitas dessas pesquisas foram baseadas em estudos feitos em animais e em laboratórios, e não em crianças submetidas à cirurgias. Para o estudo atual, que foi publicado na revista científica JAMA Pediatrics, os pesquisadores examinaram dados de quase 11.000 pares de irmãos, incluindo cerca de 370 pares com ambos os irmãos expostos a uma cirurgia sob anestesia geral, e aproximadamente 2.350 pares com apenas um irmão com exposição anestésica. Embora as crianças expostas à anestesia parecessem ter um risco ligeiramente maior de desenvolver problemas de saúde física ou de habilidades sociais, emocionais ou de comunicação do que seus irmãos que não passaram por cirurgia, essas diferenças foram pequenas demais para descartar a possibilidade de que fossem relacionadas ao acaso, uma vez que os pesquisadores levaram em conta a idade das crianças durante a cirurgia e outros fatores que também poderiam afetar o desenvolvimento. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportágem do portal Medical Xpress, explicaram que as conclusões do estudo atual devem tranquilizar os pais de crianças pequenas que necessitam de anestesia para procedimentos cirúrgicos. No entanto, interpretar as implicações clínicas da neurotoxicidade relacionada à anestesia é desafiador, e estudos clínicos mais definitivos que forneçam evidências de alta qualidade da relação entre a exposição à anestesia e lesões neurológicas ainda são necessários para orientar as decisões de tratamento. Na pesquisa, a maioria das crianças analisadas, cerca de 60%, tinham pelo menos dois anos de idade no momento de suas cirurgias e a grande maioria, quase 80%, não permaneceram internadas durante a noite. Os procedimentos mais comuns incluíram operações para corrigir problemas otorrinolaringológicos, de órgãos genitais masculinos ou do sistema músculo-esquelético. Nos pares em que um irmão fez uma cirurgia e outro não, não houve diferença na proporção de crianças que tiveram atrasos no desenvolvimento cognitivo e de linguagem, habilidades sociais, saúde emocional, maturidade ou habilidades de comunicação. O estudo incluiu todas as crianças elegíveis para escolas públicas ou católicas em Ontário, Canadá, de 2004 a 2012. Os pesquisadores examinaram dados de um questionário que os professores preencheram para avaliar o desenvolvimento infantil antes que as crianças entrassem na escola primária, entre cinco e seis anos de idade. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2712362 Influence of Surgical Procedures and General Anesthesia on Child Development Before Primary School Entry Among Matched Sibling Pairs

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A forma como o médico explica os riscos cardíacos pode afetar a disposição do paciente para aderir à medicação

09/11/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-heart-risk-education/how-doctors-describe-heart-risk-can-affect-patient-willingness-to-act-idUSKCN1NC2G3

Os pacientes muitas vezes entendem mal as próprias chances de apresentar doenças cardíacas e as potenciais consequências, e isto significa, segundo um estudo publicado na revista científica JAMA Cardiology, que os médicos podem precisar repensar como explicar os riscos. Os pesquisadores descobriram que os pacientes ficam mais preocupados com as doenças cardíacas e mais dispostos a tomar medicações preventivas quando são informadas as chances a longo prazo, e não a curto prazo, de ter problemas como ataques cardíacos ou derrames. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportágem do portal Reuters, explicaram que isso é mais provável porque o risco a longo prazo geralmente possui um número maior. Assim, por exemplo, quando um paciente é informado que tem risco de 50% de desenvolver doenças cardíacas durante o resto de sua vida, ele pode estar mais preocupado do que ter 4% de risco de morrer de um ataque cardíaco nos próximos 10 anos, embora ambos possam ser verdadeiros. Os pesquisadores também descobriram que os pacientes levam o risco mais a sério quando transmitidos em números simples ou em gráficos de barras, e que certas ferramentas podem acabar minimizando a gravidade do risco. Para examinar mais de perto como o método que os médicos utilizam para comunicar o risco pode interferir na compreensão, os pesquisadores recrutaram 2.708 pacientes de 140 clínicas norte-americanas de cardiologia, endocrinologia e cuidados primários. Primeiramente, foi dito aos pacientes que imaginassem que seu médico havia dito a eles que eles tinham 15% de risco de ter um ataque cardíaco ou derrame cerebral nos próximos 10 anos. Eles foram então solicitados a avaliar a gravidade de seu risco utilizando uma escala móvel (muito baixa, baixa, média, alta, muito alta) e para indicar sua disposição de tomar uma medicação, como uma estatina ou uma droga de pressão arterial, que reduziria seu risco em aproximadamente um terço (muito pouco disposto, pouco disposto, possivelmente, um pouco disposto ou muito disposto). O mesmo procedimento foi seguido com os pacientes imaginando que eles tinham um risco de morte de 4% nos próximos 10 anos e, em seguida, que eles tinham um risco de 50% ao longo da vida de ter um acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco. Essas estimativas de risco descreveram o mesmo paciente hipotético: uma pessoa com um risco de 4% de morte por doença cardíaca em 10 anos, um risco de 15% de ter um ataque cardíaco ou derrame em 10 anos e 50% risco vitalício de ter um derrame ou ataque cardíaco. Embora os números fossem todos reflexos do mesmo risco geral de doenças cardíacas, os voluntários do estudo não os viram da mesma maneira: 70,1% sentiam que um risco de vida de 50% era "alto” ou “muito alto", em comparação com 31,4% que atribuíram um “alto risco” quando se chegou a uma chance de 15% de ter um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral em 10 anos, e 25,7% percebem “alto risco” para um risco de 4% de uma morte por doença cardíaca em 10 anos. Em todos os cenários, os pacientes que disseram ter percebido risco “alto” ou “muito alto” também eram de duas a três vezes mais propensos a dizer que estariam dispostos a tomar alguma medicação para reduzir esse risco. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://jamanetwork.com/journals/jamacardiology/article-abstract/2711641Influence of Cardiovascular Risk Communication Tools and Presentation Formats on Patient Perceptions and Preferences

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O apêndice pode ser um fator de risco para o Mal de Parkinson

07/11/2018 | Fonte: https://www.bbc.com/news/health-46050744

Um recente estudo, publicado na revista científica Science Translational Medicine, revelou que as pessoas que passaram por uma apendicectomia tiveram uma redução de quase 20% no risco de desenvolver o mal de Parkinson, assim como um retardo no início em pessoas que desenvolveram a doença. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal da BBC, relataram que o estudo também mostrou que o apêndice humano parece funcionar como um reservatório de agregados de alfa-sinucleína nas pessoas saudáveis. Os pesquisadores explicaram que, ao examinar o apêndice de indivíduos saudáveis eles descobriram uma quantidade abundante de formas de alfa-sinucleína. Isso é importante porque estudos anteriores já relacionaram a alfa-sinucleína agregada à doença de Parkinson, e agora os pesquisadores descobriram que, no apêndice, a alfa-sinucleína não é uma característica presente unicamente nos pacientes que tem a doença de Parkinson, mas que está presente em todos os indivíduos. Os pesquisadores explicaram que o que pode distinguir uma pessoa com Parkinson de um indivíduo saudável não é a presença desses aglomerados agregados, mas sim a capacidade de gerenciá-los, e que enquanto a relação entre o apêndice e o mal de Parkinson é desconhecida, pode ser que o apêndice seja uma fonte de agregados de “semeadura” de alfa-sinucleína que poderiam migrar para o sistema nervoso central através do nervo vago. Para o estudo, os autores utilizaram três fontes de dados: o Registro Nacional de Pacientes da Suécia, com 1.698.000 pessoas acompanhadas por até 52 anos; a coorte da Iniciativa de Marcador de Progressão de Parkinson (PPMI) de 849 pacientes com diagnóstico de doença de Parkinson; ea análise do tecido do apêndice de 48 pessoas saudáveis que não tinham Parkinson e seis pacientes com Parkinson. No registro sueco, os pesquisadores identificaram 551.647 pessoas que fizeram uma apendicectomia, e cada indivíduo foi comparado a duas pessoas controle que não tiveram apendicectomia. A equipe também identificou 2.252 pacientes com doença de Parkinson em registros de acompanhamento. A incidência de doença de Parkinson foi de 1,60 por 100.000 pessoas-ano entre os indivíduos que tiveram uma apendicectomia em comparação com 1,98 para os controles, resultando em uma diminuição no risco de 19,3%. A redução do risco foi aparente apenas quando o apêndice foi removido na juventude. Como os estudos epidemiológicos anteriores relacionaram a vida rural a um risco mais alto de Parkinson, provavelmente devido à exposição a pesticidas, os pesquisadores analisaram áreas rurais versus áreas urbanas da Suécia e descobriram que os residentes rurais com apendicectomia tinham uma diminuição ainda maior, alcançando 25,4% de menos risco de doença de Parkinson. No estudo PPMI, os pesquisadores compararam a idade do início de Parkinson entre pacientes com (n = 54) e sem (n = 795) uma história prévia de apendicectomia e descobriram que o início da doença foi retardado em 3,6 anos em pessoas que tiveram uma apendicectomia pelo menos 30 anos antes. Aos inspecionar o tecido do apêndice, os pesquisadores encontraram abundantes agregados de alfa-sinucleína na mucosa, plexos submucosos, plexos mioentéricos e fibras nervosas em 46 dos 48 tecidos do apêndice de pessoas saudáveis, jovens e idosos. A equipe também observou que os apêndices de ambos os pacientes com mal de Parkinson (n = 6) e os controles saudáveis (n = 8) continham formas anormalmente clivadas e agregadas de alfa-sinucleína, semelhantes às encontradas em tecido cerebral post-mortem de pacientes com Parkinson. Os pesquisadores concluíram que, à luz de pesquisas recentes ligando a inflamação intestinal ao mal de Parkinson e o papel do apêndice na vigilância imunológica, é possível que o apêndice contribua para o mal de Parkinson por meio de inflamações e alterações no microbioma. Tenha acesso ao estudo científico realizado: http://stm.sciencemag.org/content/10/465/eaar5280 The vermiform appendix impacts the risk of developing Parkinson’s disease

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