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Participação em atividades ao longo da vida, desde o início, meio e final da idade adulta, como determinantes do envelhecimento cognitivo: The Lothian Birth Cohort 1921

25/04/2018 | Fonte: J Gerontol B Psychol Sci Soc Sci. 2017 Jan;72(1):25-37

O objetivo deste estudo, publicado no Journals of Gerontology.Series B, Psychological Sciences and Social Sciences, foi investigar períodos potencialmente sensíveis para a participação em atividades (físicas, sócio-intelectuais, laborais e de lazer) ao longo de toda a vida adulta na redução do declínio cognitivo, e determinar se estas associações persistem após levar em consideração a estabilidade vitalícia da capacidade cognitiva. A Lothian Birth Cohort 1921 é um estudo longitudinal sobre o envelhecimento cognitivo. Os participantes nasceram em 1921 e a maioria completou um teste de habilidade mental aos 11 anos de idade. As idades médias dos participantes na conclusão das avaliações cognitivas foram: 79 (N = 550), 83 (N = 321), 87 (N = 235) e 90 anos (N = 129). Os participantes forneceram detalhes retrospectivos de sua participação em diversas atividades enquanto jovens (20-35 anos), durante a meia idade (40-55 anos), ao final da idade adulta (60-75 anos) e contemporaneamente aos 79 anos. As associações entre a atividade com o nível e a mudança na capacidade cognitiva na velhice foram examinadas com modelos de curva de crescimento latente. A demografia e a capacidade cognitiva na infância, e o envolvimento em atividades de lazer na meia idade foram positivamente associados ao nível de habilidade cognitiva (coeficiente de trajetória = 0,32), ao passo que níveis elevados de atividade física ao final da idade adulta foram associados a um menor declínio cognitivo (0,27). Os pesquisadores concluíram que os achados do presente estudo apoiam uma abordagem do curso da vida na identificação de determinantes do envelhecimento cognitivo. Segundo os autores, o lazer e a atividade física durante diferentes períodos na idade adulta podem aumentar as habilidades cognitivas ou diminuir o declínio cognitivo. Autores: Gow AJ, Pattie A, Deary IJ.

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Níveis elevados de proteína C-reativa prediz a incidência, duração e gravidade do delirium pós-cirurgia não cardíaca maior

25/04/2018 | Fonte: J Am Geriatr Soc. 2017 Aug;65(8):e109-e116

O objetivo deste estudo, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, foi investigar as associações entre a proteína C-reativa (PCR), enquanto marcador inflamatório, mensurado no pré e no pós-operatório (dia 2; POD2) e a incidência, duração e características da gravidade do delirium. Trata-se de um estudo prospectivo de coorte realizado em 2 centros médicos acadêmicos. Foram selecionados adultos de 70 anos ou mais submetidos à cirurgia não cardíaca maior (N = 560). A PCR plasmática foi mensurada por ensaio imunoenzimático. O Delirium, por sua vez, foi avaliado utilizando o CAM (Confusion Assessment Method) e revisão de prontuários, enquanto que a duração do delirium foi mensurada de acordo com o número de internações hospitalares com delirium. As características de gravidade de delirium foram definidas como a soma dos escores CAM-Severity (CAM-S) em todos os dias de internação pós-operatória. Foram utilizados modelos lineares generalizados para avaliar associações independentes entre a PCR (pré-operatório e POD2 separadamente) e incidência, duração e características da gravidade do delirium; duração da internação hospitalar (LOS, >5 dias); e disposição de alta. Foi observada ocorrência de delirium pós-operatório em 24% dos participantes, sendo que 12% tiveram 2 ou mais dias de delirium e a média ± desvio padrão da soma CAM-S foi de 9,3 ± 11,4. Após ajustes para a idade, sexo, tipo de cirurgia, via de anestesia, comorbidades médicas e complicações infecciosas pós-operatórias, os participantes com PCR pré-operatório de 3 mg/L ou mais, comparados àqueles com PCR inferior a 3 mg/L, apresentaram risco de delirium 1,5 vezes maior [intervalo de confiança (IC) de 95% = 1,1-2,1], 0,4 dias de delirium (P <0,001), delirium mais grave (3,6 pontos maiores no CAM-S, P <0,001), além de um risco de LOS prolongado, que foi 1,4 vezes maior (95% IC = 1,1-1,8). Com base nos valores de PCR POD2, os participantes no quartil mais alto (≥235,73 mg/L) comparado àqueles no quartil mais baixo (≤127,53 mg/L), foram 1,5 vezes mais propensos a desenvolver delirium (IC 95% = 1,0-2,4), tiveram 0,2 mais dias de delirium (P <0,05) e tiveram delirium mais grave (4,5 pontos maiores no CAM-S, P <0,001). Os pesquisadores concluíram que níveis elevados de PCR pré-operatória e no POD2 foram independentemente associados com a incidência, duração e característica de gravidade do delirium. Os autores destacam que a PCR pode ser útil para identificar indivíduos em risco de desenvolver delirium. Autores: Vasunilashorn SM3, Dillon ST, Inouye SK et al.

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Padrão de marcha, prevalência de quedas e medo de cair em idosas ativas e sedentárias

25/04/2018 | Fonte: Rev Bras Med Esporte [online]. 2017, vol.23, n.1, pp.26-30

O envelhecimento desencadeia alterações da marcha e aumenta o risco de quedas e o medo de cair, comprometendo a saúde e a capacidade funcional do idoso. Estudos anteriores investigaram a prática de exercício físico como possível fator de redução desses problemas, porém os resultados encontrados até o momento são inconclusivos. O objetivo deste estudo, publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte, foi analisar os parâmetros da marcha, a prevalência de quedas e o medo de cair em idosas ativas e sedentárias. Trinta e cinco mulheres com idades entre 60 e 75 anos foram divididas em dois grupos: grupo sedentárias (GS), que não praticavam exercícios físicos regularmente no último ano e grupo ativas (GA), que praticavam exercício físico em um projeto de extensão de uma universidade pública, há pelo menos seis meses. Os dados referentes aos parâmetros espaço-temporais da marcha foram coletados por meio de um tapete (4,88 m) com sensores de pressão. As idosas caminharam sobre o tapete em duas condições experimentais: velocidade preferida e maior velocidade possível. Foram realizadas três tentativas em cada condição de forma aleatória, totalizando seis tentativas. As voluntárias também responderam dois questionários: questionário de Baecke, para avaliar a aptidão física, e questionário de quedas para avaliar a ocorrência e consequências das quedas. A velocidade da marcha, a cadência, e o comprimento da passada foram significativamente maiores nas idosas ativas, enquanto o tempo em duplo suporte foi significativamente maior nas idosas sedentárias em ambas as condições analisadas. Além disso, as idosas ativas apresentaram menor prevalência de quedas (22%) e de medo de cair (22%) comparadas às idosas sedentárias (58% e 70%, respectivamente). Os pesquisadores concluíram que a prática de exercícios físicos realizados de forma sistemática em programas de educação física para idosos parece ser uma estratégia interessante para minimizar os efeitos do processo de envelhecimento na marcha, no risco de quedas e no medo de cair em mulheres idosas. Autores: Abdala, Roberta Pellá; Barbieri Junior, William; Bueno Junior, Carlos Roberto e Gomes, Matheus Machado.

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Surto de toxoplasmose no Sul é investigado

23/04/2018 | Fonte: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2018/04/19/santa-maria-rs-investiga-surto-de-toxoplasmose-entenda-causa-e-prevencao.htm

Uma investigação sobre a ocorrência de 14 casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, foi iniciada. Segundo uma reportagem publicada pela repórter Fabiana Marchezi para o Portal UOL, existem outros 45 casos clínicos suspeitos de ligação com a doença. Foi criada uma força-tarefa envolvendo as secretarias de Saúde municipal e estadual para adotar as medidas de investigação, prevenção e controle da doença. As autoridades explicam que neste momento procuram definir a magnitude deste evento e encontrar a fonte comum de contaminação dessas pessoas, que ainda é desconhecida. Uma das hipóteses é de que a contaminação esteja ocorrendo por meio da água distribuída no município. Porém, até o momento, todas as análises feitas confirmam que a água se encontra dentro dos padrões recomendados. Outra suspeita investigada está relacionada com os alimentos ingeridos pela população. A toxoplasmose é uma doença parasitária, transmitida pela ingestão do protozoário Toxoplasma gondii em água ou alimentos contaminados, geralmente encontrado em fezes de gato e outros felinos. Os especialistas ouvidos na reportagem explicam que não há motivo para pânico, já que a maioria dos casos evolui para cura. A toxoplasmose, geralmente, é uma doença assintomática, mas a principal preocupação é com as gestantes. Esta doença pode ser transmitida para o bebê caso não tratada e, em casos graves, pode levar ao aborto, má-formação fetal e provocar cegueira no bebê. Outros grupos de risco incluem as crianças menores de dois anos de idade e pessoas com baixa imunidade. O tratamento se dá por meio de antibióticos. Geralmente, na maioria das ocorrências, as pessoas contaminadas nem se dão conta da contaminação, já que podem não apresenta nenhum sintoma. As principais medidas para a prevenção da toxoplasmose são evitar o consumo de carnes cruas ou mal cozidas, comer vegetais e frutas bem lavados em água corrente, e evitar contato direto com fezes de gatos.

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