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Estudo relaciona sintomas de TDAH ao uso frequente de mídias digitais em adolescentes

19/07/2018 | Fonte: https://edition.cnn.com/2018/07/17/health/adhd-symptoms-digital-media-study/index.html

Um recente estudo, publicado no JAMA, mostrou que quanto mais tempo os adolescentes ficam nas mídias digitais, como redes sociais e streaming de vídeos, se torna mais provável o desenvolvimento de sintomas relacionados com o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Os sintomas de TDAH incluem desatenção, hiperatividade, inquietação ou impulsividade, que são mais graves, frequentes ou debilitantes do que o normal. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o distúrbio, que é mais comum em meninos do que em meninas, afeta cerca de 5% de todas as crianças. A prevalência de TDAH também é estimada em 5% em todo o mundo. As opções de tratamento incluem terapia comportamental, medicação e adaptações escolares. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do Portal CNN, disseram que o TDAH tem sido associado com diversas causas, e que a identificação de fatores de riscos potenciais que possam estar implicados no transtorno é de extrema importância, especialmente aqueles que podem ser modificados, como é o caso das mídias digitais. O estudo em questão envolveu 2.587 estudantes, com idade entre 15 e 16 anos, de 10 escolas de ensino médio que não apresentavam sintomas significativos de TDAH no início do estudo. A duração do estudo foi de 24 meses e os dados foram coletados a cada 6 meses. A cada coleta, os estudantes autopreencheram um formulário que media os sintomas de TDAH, incluindo nove sintomas de desatenção e nove sintomas de hiperatividade-impulsividade. No início do estudo os alunos relataram a frequência com que participavam de 14 atividades de mídia digital, como redes sociais, aplicativos de mensagens de texto, jogos digitais, compras on-line, bate-papo por vídeo, leitura de conteúdo on-line e streaming de vídeos ou música. A cada coleta de dados, os alunos indicaram se o uso das mídias digitais era de alta frequência, ou seja, muitas vezes por dia, ou de outros níveis de frequência, como zero vezes por semana, uma ou duas vezes por semana, ou uma ou duas vezes por dia. Após a análise dos sintomas autorrelatados e das respostas da pesquisa sobre as mídias digitais, os autores descobriram que cada reposta adicional de alta frequência de atividade em uma mídia digital estava associada a maiores probabilidades de ter sintomas de TDAH, em cada ponto de acompanhamento. Os autores encontraram que, em média, 9,5% dos estudantes que tinham alta frequência de envolvimento em metade das atividades de mídia digital, e 10,5% dos participantes que tinham alta frequência de envolvimento em todas atividades de mídia digital, relataram sintomas de TDAH. Entre os estudantes que não participaram de qualquer atividade de mídia digital, apenas 4,6% relataram sintomas de TDAH ao longo do estudo. Os pesquisadores ouvidos na reportagem relataram que a associação entre o uso de mídias digitais e a prevalência de sintomas de TDAH foi persistente durante todo o período de acompanhamento, mas alertam que ainda são necessárias mais pesquisas para determinar se essa relação é causal. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2687861 Association of Digital Media Use With Subsequent Symptoms of Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder Among Adolescents

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Depressão pré-natal aumenta 50% em mulheres mais jovens

18/07/2018 | Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/depressao-na-gravidez-cresce-entre-mulheres-mais-jovens-segundo-pesquisa-feita-na-inglaterra.ghtml

A depressão durante a gravidez está em ascensão, e o aumento da presença das mulheres no mercado de trabalho combinada com a pressão das mídias sociais e dificuldades financeiras podem ser as causas desse aumento. Um recente estudo, publicado no JAMA Network Open, revelou um aumento de 50% nos níveis de depressão pré-natal em apenas uma única geração. Os autores do estudo acreditam que, enquanto muitas mulheres continuam trabalhando durante a maior parte da gestação, devido a aspirações na carreira, outras são forçadas a permanecer em seus empregos por mais tempo do que gostariam, devido as demandas financeiras. Ambos fatores podem estar contribuindo para um aumento da ansiedade entre as mulheres grávidas, que juntamente com a cultura de se comparar e competir com outros dentro das redes sociais, pode piorar essa tendência. O presente estudo questionou gestantes, com idade entre 19 e 24 anos, em dois períodos. Entre 1990 e 1992 e entre 2012 e 2016. Os pesquisadores utilizaram as Escalas de Depressão de Edimburgo para medir os sintomas de depressão e ansiedade. Foram realizadas 10 perguntas escritas, cada uma com uma pontuação de 0 a 3, para revelar risco de depressão durante e após a gravidez. Uma pontuação combinada de 13 ou mais sinaliza altos níveis de sintomas depressivos. Entre 1990 e 1992, 2.390 mulheres com idades entre 19 e 24 anos responderam essa pesquisa durante a gravidez. Destas mulheres, 408 (17%) tiveram resultados que indicaram níveis preocupantes de depressão ou ansiedade. As mulheres da segunda geração, formada por filhas das participantes originais e as parceiras de seus filhos entre 19 a 24 anos, tiveram números ainda mais altos. Das 180 mulheres grávidas analisadas entre 2012 a 2016, 45 delas (25%) marcaram 13 ou mais pontos. A depressão pré-natal também tem sido associada a um maior risco de dificuldades emocionais, comportamentais e cognitivas entre os filhos. Os pesquisadores, ouvidos em uma reportagem do Portal G1, relataram que a gravidez está ficando cada vez mais difícil. Segundo os autores, o emprego entre as mulheres jovens aumentou enormemente de uma geração para a outra, tanto porque elas querem trabalhar, mas também porque não podem se dar ao luxo de não fazê-lo. Hoje em dia, geralmente, existe a necessidade de ter duas rendas para manutenção de um lar. Esse fator pode estar aumentando os níveis de ansiedade. A coorte de 2012 a 2016 foi mais informativa porque eram da primeira geração que participou nas redes sociais. Essa geração teria começado a utilizar esse tipo de plataforma durante a adolescência. Na atualidade, muitos casais anunciam a gravidez nas redes sociais, publicando fotos de alguns exames, e esperam por curtidas e comentários. Esse fator provavelmente está contribuindo para o aumento das taxas de depressão, segundo os autores, que ainda acrescentam que as mídias sociais dão a falsa impressão de que outras mulheres grávidas estão lidando melhor com a situação. Entretanto, os pesquisadores explicam que o aumento da depressão pré-natal ocorre em meio ao aumento da depressão e ansiedade em geral entre as mulheres jovens. Estresse crônico, privação de sono, maus hábitos alimentares, sedentarismo e o ritmo acelerado da vida moderna podem estar contribuindo para uma crescente prevalência de depressão entre os jovens em geral. O impacto dessas mudanças pode ser amplificado quando uma mulher engravida. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2687389 Prevalence of Prenatal Depression Symptoms Among 2 Generations of Pregnant Mothers

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Escolhas alimentares estão associadas à demora para engravidar e infertilidade

17/07/2018 | Fonte: http://phcwomenscenter.com/food-for-thought-keys-to-fruitful-fertility/

Diversos fatores relacionados ao estilo de vida, como tabagismo e obesidade, têm sido consistentemente associados a uma maior demora para a concepção ou infertilidade, mas o papel da dieta pré-concepção nas mulheres permanece pouco estudado. Estudos anteriores já associaram o consumo de alimentos mais saudáveis e padrões alimentares à melhoria da fertilidade. No entanto, esses estudos se concentraram em mulheres já diagnosticadas ou que estavam recebendo tratamento para infertilidade, em vez de se concentrarem na população em geral. Um estudo multicêntrico, publicado no periódico científico Human Reproduction, que incluiu 5.598 mulheres nulíparas e que queriam engravidar, analisou se o tipo de alimento consumido influenciaria na fecundidade avaliada pelo tempo decorrido até a concepção. A pesquisa revelou que as mulheres que comiam menos frutas (até três vezes por mês) demoravam mais de um mês para engravidar do que aquelas que comiam frutas três ou mais vezes por dia. Por outro lado, as mulheres que comeram fast food quatro ou mais vezes por semana levaram quase um mês a mais para engravidar do que aquelas que nunca ou raramente comiam fast food. Na pesquisa, 8% dos casais foram classificados como inférteis, definidos como levar mais de um ano para conceber, enquanto que 39% conseguiram conceber dentro de um mês. Os autores identificaram que o risco de infertilidade entre as mulheres com a menor ingestão de frutas aumentou de 8% para 12%, e de 8% para 16% entre aquelas que consumiram fast food quatro ou mais vezes por semana. Em uma entrevista, que foi publicada no portal do Piedmont HealthCare Women’s Center, os autores do estudo explicaram que essas descobertas mostram que comer uma dieta de boa qualidade, que inclua frutas e minimize o consumo de fast food, melhora a fertilidade e reduz o tempo necessário para engravidar. Os pesquisadores alertam que os dados encontrados na pesquisa mostram que o consumo frequente de fast foods retarda a gravidez. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29733398 Pre-pregnancy fast food and fruit intake is associated with time to pregnancy

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Uso de probióticos durante a gravidez diminuem o risco de eczema em crianças

16/07/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-pregnancy-probiotics-eczema/probiotics-during-pregnancy-tied-to-lower-eczema-risk-for-kids-idUSKCN1GR29S

Um estudo, publicado no periódico PLoS One, revelou que as mulheres que ingerem probióticos durante a gravidez e a amamentação podem ter menos probabilidades de terem filhos com eczema, em comparação com as mães que não utilizaram probióticos. Segundo uma matéria do portal Reuters, que publicou os resultados do estudo, o uso de probióticos durante a gravidez e lactação esteve associado com um risco 22% menor de crianças desenvolvendo eczema. Os autores do estudo explicam que, apesar do estudo não ter sido projetado para avaliar como os probióticos interferem no eczema, é possível que estes microrganismos vivos modifiquem a composição do leite materno e influenciem no desenvolvimento do sistema imunológico e da pele das crianças. Segundo os pesquisadores, já existiam algumas evidências de que a exposição aos probióticos no início da vida poderiam reduzir o risco de eczema em crianças, mas o presente estudo deixa mais claro que o uso de probióticos maternos durante a gravidez e amamentação parece proteger as crianças do eczema, enquanto que o uso de probióticos adicionados à dieta das crianças não parece protegê-los do desenvolvimento de eczema. No estudo, os pesquisadores revisaram dados de mais de 400 estudos, incluindo cerca de 1,5 milhão de indivíduos. Vinte e oito deles avaliaram a utilização de probióticos durante a gravidez, envolvendo cerca de 6.000 mulheres. Nestas pesquisas, foi identificado um risco reduzido de eczema em crianças quando as mães tomaram probióticos durante as semanas finais de gravidez e nos primeiros seis meses de amamentação. A revisão também revelou que evitar alimentos potencialmente alergênicos, como nozes, laticínios e ovos durante a gravidez, não pareceu influenciar no risco de eczema das crianças. Além disso, na pesquisa, o óleo de peixe foi associado a um menor risco de alergias ao ovo nas crianças. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29489823 Diet during pregnancy and infancy and risk of allergic or autoimmune disease: A systematic review and meta-analysis

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