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Distúrbios do sono podem afetar o desempenho acadêmico ainda mais do que álcool ou drogas

18/09/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-health-college-sleep/sleep-may-impact-college-grades-more-than-drinking-or-drugs-idUSKCN1LR28U

Um novo estudo, publicado na revista científica Sleep Health, sugere que a falta de sono pode ser tão ruim para o sucesso acadêmico quanto ingerir álcool em excesso ou usar drogas. Os resultados da pesquisa apontaram que, cada noite da semana em que os estudantes universitários tiveram problemas de sono foi associada a uma queda de 0,02 ponto na sua média de notas (cumulative grade point average ou GPA) e a chances 10% maiores de desistir de um curso. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal Reuters, explicaram que os alunos que estão rotineiramente bem descansados têm uma vantagem de 0,14 GPA sobre alunos constantemente sonolentos. Essa vantagem é suficiente para provocar uma grande diferença na vida acadêmica dos alunos. Segundo os pesquisadores, quando o aluno desempenha uma tarefa acadêmica bem descansado pode conseguir realizar um trabalho ou a resolução de problemas complexos com muito mais eficiência. Quando ocorre a privação de sono, o aluno tem mais probabilidade que experimente sentimentos de ansiedade, depressão e doenças físicas que podem prejudicar sua eficácia. Os resultados do estudo foram conseguidos através da análise de 55.322 estudantes universitários dos EUA que foram pesquisados em 2009. No geral, os alunos tiveram uma média de 3,21 GPA e relataram uma média de 2,4 noites por semana com dificuldades durante o sono, dificuldade para adormecer ou ficar adormecido, acordar sem se sentir descansado, ou sentir-se cansado durante o dia. Segundo o estudo, os alunos do primeiro ano pareceram mais vulneráveis a notas ruins relacionadas ao sono. Entre esses calouros, o impacto de cada dia adicional por semana com problemas de sono foi o mesmo que o consumo excessivo de álcool e o uso de drogas. Para os veteranos, o efeito foi tão prejudicial quanto estar em um relacionamento abusivo. Apenas as dificuldades de aprendizagem, depressão ou ansiedade diagnosticadas pareceram ter um impacto maior sobre o sucesso acadêmico do que o sono. Os alunos do primeiro ano tinham 14% mais probabilidade de perder uma aula por cada dia da semana que não dormiam o suficiente. A educação sobre o sono não faz parte dos programas padrão de orientação para o primeiro ano, que geralmente cobrem uma série de tópicos de saúde como estresse, consumo excessivo de álcool, abuso de drogas, sexo seguro e violência praticada pelo parceiro íntimo. Mais de dois terços dos estudantes entrevistados disseram que não receberam informações de suas universidades sobre distúrbios e dificuldades do sono. Em contraste, 83% obtiveram informações sobre abuso de drogas e álcool. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.sleephealthjournal.org/article/S2352-7218(18)30119-0/abstractCalculating the contribution of sleep problems to undergraduates' academic success

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Filtro de veia cava inferior para TEV aumenta mortalidade em pacientes com contraindicação de anticoagulantes

18/09/2018 | Fonte: JAMA Network Open. 2018;1(3):e180452

Associação entre colocação de filtro de veia cava inferior para doença tromboembólica venosa e a contraindicação de anticoagulantes com mortalidade de 30 dias As sociedades médicas tendem a recomendar a utilização de filtros de veia cava inferior (VCI) para pacientes com doença tromboembólica venosa (TEV) que possuem contraindicações para a terapia com anticoagulantes, embora a literatura ainda não apresente resultados consistentes através de dados de ensaios clínicos randomizados. Estudos prévios observacionais sobre a utilização de filtros VCI sugeriram um benefício em relação aos resultados de mortalidade associada à inserção do filtro. Porém, tais estudos falharam em relação ao controle dos ajustes dos dados para o viés immortal time, ou seja, o tempo antes da inserção do filtro VCI, durante o qual a morte só pode ocorrer no grupo controle. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of the American Medical Association, foi verificar a associação da colocação do filtro VCI com a mortalidade em 30 dias, após ajuste para viés immortal time. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo de eficácia comparativa. Foi utilizada uma amostra populacional de pacientes hospitalizados com TEV e contraindicação para terapia com anticoagulantes. Foram utilizados os seguintes bancos de dados: State Inpatient Database; State Emergency Department Database; parte dos dados do Healthcare Cost e Utilization Project da Agency for Healthcare Research and Quality, de alguns hospitais da Califórnia (1 de janeiro de 2005 até 31 de dezembro de 2011), Flórida (1 de janeiro de 2005 até 31 de dezembro de 2013), e Nova Iorque (1 de janeiro, 2005 até 31 de dezembro de 2012). A análise dos dados foi realizada entre 15 de setembro de 2015 e 14 de março de 2018. Foram utilizados modelos de risco proporcional de Cox, tendo “filtros VCI” como variável dependente do tempo que foi ajustada para o viés immortal time. O modelo de Cox foi, ainda, foi ajustado por escore de propensão como variável de ajuste. Dos 126.030 pacientes com TEV, 61.281 (48,6%) eram do sexo masculino e a média (DP) de idade foi de 66,9 (16,6) anos. Nesta coorte, 45.771 (36,3%) pacientes foram tratados com filtro VCI, enquanto outros 80.259 (63,7%) não receberam o filtro. No modelo de Cox com o status do filtro VCI analisado como variável dependente do tempo para explicar o viés immortal time, a colocação do filtro foi associada a um risco significativamente maior de mortalidade em 30 dias (1,18; IC 95%, 1,13-1,22; P <0,001). Quando o escore de propensão foi incluído no modelo de Cox, a colocação do filtro de VCI permaneceu associada a uma taxa de risco aumentada de mortalidade em 30 dias (1,18; IC 95%, 1,13-1,22; P <0,001). Os pesquisadores concluíram que após o ajuste para o viés immortal time, a colocação do filtro VCI foi associada ao aumento da mortalidade em 30 dias em pacientes com TEV e contraindicação para a terapia com anticoagulantes. Os autores destacam que são necessários ensaios clínicos randomizados para determinar a eficácia da colocação do filtro VCI em pacientes com TEV e contraindicações para a terapia com anticoagulantes. Autores: Turner TE, Saeed MJ, Novak E et al.

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Pediatras alteram diretrizes para o uso de cadeirinhas infantis nos EUA

17/09/2018 | Fonte: https://medicalxpress.com/news/2018-08-pediatricians-child-car-seat-guidelines.html

A Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics - AAP) alterou recentemente as diretrizes sobre como as crianças devem utilizar os assentos de segurança em automóveis. Segundo as novas diretrizes, publicadas na revista científica Pediatrics, as crianças devem andar em assentos de segurança voltados para a traseira do veículo até alcançarem a maior altura e peso que esse tipo de assento possa suportar. A orientação anterior era parar utilizar o assento voltado para trás até os 2 anos de idade. Os autores da nova diretriz, ouvidos em uma reportagem do portal Medical Xpress, explicaram que os fabricantes criaram assentos que permitem que as crianças permaneçam voltadas para trás até pesarem 18 quilos ou mais, o que significa que a maioria das crianças pode permanecer nesse tipo de assentos até depois de seu segundo aniversário. Os especialistas acreditam ser melhor manter as crianças sentadas voltadas para trás o maior tempo possível, pois esta é considerada a maneira mais segura para andarem de carro. Uma vez que as crianças não possam mais usar o assento voltado para trás, elas devem passar a utilizar um assento de segurança voltado para a frente com cinto de segurança de vários pontos de fixação até que atinjam os limites de altura e peso correspondentes. Muitos destes assentos podem acomodar crianças de até 30 quilos ou mais. Depois disso, as crianças devem usar um assento de elevação (booster) até que o cinto do veículo se encaixe corretamente no quadril e ombro. Isto ocorre normalmente quando atingem 145 centímetros de altura e estão entre 8 e 12 anos de idade. Os acidentes de carro são uma das principais causas de morte de crianças. Utilizar o assento correto reduz o risco de morte ou ferimentos graves em crianças, em mais de 70%. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30166368 Child Passenger Safety

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Consumo de fast-food está relacionado às doenças alérgicas em crianças e adolescentes

14/09/2018 | Fonte: https://www.medicalnewsbulletin.com/fast-food-diets-asthma-allergic-diseases/

Um estudo recente, publicado na revista científica Respirology, revelou que o consumo de fast-food, especialmente hambúrgueres, por três ou mais vezes por semana, aumenta a probabilidade de um indivíduo, inclusive crianças e adolescentes, de apresentar diversas doenças alérgicas, como rinite alérgica e asma. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal The American Journal of Managed Care, explicaram que fast-food são alimentos caloricamente densos, ricos em carboidratos refinados, sódio, açúcar, colesterol, aditivos, conservantes, corantes e possuem altas concentrações de gordura saturada. Por isso, há tempos tem sido levantada a hipótese de que o consumo de fast-food poderia exacerbar o desenvolvimento e a progressão de doenças alérgicas e asma. Os pesquisadores realizaram uma análise realizando buscas em bancos de dados científicos, que incluíram as bases MEDLINE, EMBASE e Cochrane Central Register of Controlled Trials. Os autores utilizaram uma estratégia de busca relacionada a fast-food, asma/sibilância e doenças alérgicas. Também foi realizada uma pesquisa entre estudos não publicados. Todos os estudos de coorte, transversais ou caso-controle, que exploraram se o consumo de fast-food estava relacionado às alergias, foram incluídos. O estudo definiu fast-food como alimentos que foram produzidos em massa, preparados e servidos muito rapidamente, com baixa qualidade nutricional. No total, 16 estudos foram incluídos na análise, 13 estudos transversais e 3 estudos de caso-controle, sendo quase a totalidade realizados em crianças e adolescentes. Os resultados da análise revelaram que o consumo de fast-food foi significativamente relacionado à rinite alérgica, eczema grave, rinoconjuntivite e rinoconjuntivite grave diagnosticadas por médicos. Além disso, a pesquisa também revelou que a asma grave esteve associada ao consumo de fast-food. Especificamente, a ingestão de hambúrguer foi mais proeminentemente associada com as doenças alérgicas de uma maneira dependente de dose, independentemente da renda dos consumidores. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29974559Is the consumption of fast foods associated with asthma or other allergic diseases?

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