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Propranolol versus corticosteróides para hemangiomas infantis

16/01/2012 | Fonte: Archives of Dermatology; 2011;147(12):1371 – 1376

Pesquisadores publicaram, recentemente, no Archives of Dermatology, um estudo em que procuraram determinar se o tratamento com propranolol é seguro e eficaz e superior a corticosteróides orais para tratamento de hemangiomas infantis (HI). Foi realizada uma revisão multicêntrica retrospectiva de prontuários médicos, conduzida na Universidade de Miami e no Hospital Infantil de Miami, incluindo 110 pacientes com HI. O percentual de clareamento foi quantificado por fotografias globais seriadas para documentação e avaliações clínicas (tamanho, altura e espessura) para segregar pacientes em dois grupos: pacientes com clearance igual ou superior a 75% e pacientes com clearance inferior a 75%. A média da duração do tratamento foi de 7,9 meses para propranolol e de 5,2 meses para corticosteróides orais. No total, 56 de 68 pacientes (82%) que estavam em uso de propranolol obtiveram clearance igual ou superior a 75%, comparados a 12 de 42 pacientes (29%) que estavam em uso de corticosteróides orais (P P P Os pesquisadores concluíram que o tratamento com propranolol foi clinicamente mais eficaz e com melhor relação custo-eficácia que o tratamento com corticosteróides orais no tratamento de hemangiomas infantis. Ele também resultou em menor número de intervenções cirúrgicas e demonstrou melhor tolerância, com efeitos adversos mínimos, comparados aos corticosteróides orais. Portanto, propranolol deve ser considerado tratamento de primeira linha, dada sua eficácia e segurança no tratamento de hemangiomas infantis.

Adaptação e avaliação da consistência interna do Postpartum Thoughts and Behavior Checklist

03/01/2012 | Fonte: Jornal Brasileiro de Psiquiatria; [online]. 2011, vol.60, n.3, pp. 171-175

Objetivo: Traduzir, adaptar e avaliar a aplicabilidade, além de obter dados acerca da consistência interna do Postpartum Thoughts and Behavior Checklist. Esse instrumento foi elaborado especificamente para uso durante o pós-parto e identifica a presença e o conteúdo dos pensamentos intrusivos em relação ao bebê, assim como as estratégias de neutralização utilizadas após esses pensamentos. Método: A tradução do instrumento para o português foi feita por dois profissionais de saúde mental bilíngues. Posteriormente, houve uma retrotradução realizada por dois professores de inglês. A versão retrotraduzida foi avaliada pelo autor da escala e aplicada em 91 puérperas usuárias de um serviço da rede pública de saúde. Resultados: A versão traduzida do Postpartum Thoughts and Behavior Checklist foi considerada equivalente ao instrumento original em inglês. As participantes não apresentaram dificuldades na compreensão dos itens dochecklist. Sua consistência interna, medida pelo alfa de Cronbach, foi de 0,822. Conclusão: A versão em português do Postpartum Thoughts and Behavior Checklist pode ser considerada adequada para o uso na população estudada para avaliar pensamentos obsessivos em relação ao bebê durante o puerpério e possíveis estratégias de neutralização desses pensamentos. Ochecklist pode ainda trazer contribuições significativas para a prática clínica. Keywords: Pós-parto; comportamento obsessivo; comportamento compulsivo.

Efeito de triglicerídeos séricos e níveis de colesterol lipoproteína de alta densidade pré-operatórios no prognóstico do câncer de mama

04/07/2017 | Fonte: Breast. 2017 Apr;32:1-6

Diversos estudos indicam uma relação estreita entre a dislipidemia e vários tipos de câncer, no entanto, o valor prognóstico das concentrações lipídicas séricas para o câncer de mama ainda permanece em debate. O objetivo deste estudo, publicado no Breast, foi investigar a associação entre o perfil lipídico pré-operatório e o prognóstico de pacientes com câncer de mama. Para a realização deste estudo, foram analisados dados clínicos retrospectivos de 1044 pacientes diagnosticados com câncer de mama e submetidas a cirurgia. Foram analisados os níveis de perfil lipídico no soro pré-operatório, incluindo: colesterol total, triglicerídeos, colesterol lipoproteína de alta densidade (HDL-C), colesterol lipoproteína de baixa densidade (LDL-C), apolipoproteína A e apolipoproteína B. As análises da sobrevida global e da sobrevida livre de doença foram realizadas pelo método de Kaplan-Meier e modelo de regressão proporcional de Cox. Os resultados combinados da análise da curva de característica de operação do receptor e a análise de Kaplan-Meier indicaram que os níveis de triglicerídeos e HDL-C pré-operatórios são fatores de risco para pacientes com câncer de mama. Em análises multivariadas, reduções nos níveis de HDL-C foram associados com uma pior sobrevida global (razão de risco: 0,528; IC 95%: 0,302-0,923; P = 0,025). Além disso, níveis menores de triglicerídeos estavam significativamente associados com uma pior sobrevida livre de doença (HR: 0,569; IC 95%: 0,370-0,873; P = 0,010). Os pesquisadores concluíram que os níveis séricos pré-operatórios de triglicerídeos e HDL-C podem ser fatores independentes na predição de desfechos clínicos em pacientes com câncer de mama. Autores: Li X, Tang H, Wang J, Xie X, Liu P, Kong Y, Ye F, Shuang Z, Xie Z, Xie X.

Mortalidade por diferentes causas associadas à ingestão de carne, ferro heme, nitratos e nitritos no estudo NIH-AARP Diet and Health: estudo de coorte baseado em população

04/07/2017 | Fonte: BMJ. 2017 May 9;357:j1957

O objetivo deste estudo, publicado no British Medical Journal, foi investigar a associação da ingestão de diferentes tipos de carne e compostos associados à carne com causas gerais e específicas de mortalidade. Neste estudo, foram analisados os dados alimentares da linha de base e aos 16 anos de acompanhamento (até 31 de dezembro de 2011) de 536.969 participantes com idade entre 51-71 anos da coorte NIH-AARP Diet and Health, constituída da população de 6 estados e 2 áreas metropolitanas nos EUA. O consumo total de carne vermelha processada ou não (carne bovina, cordeiro e carne de porco) e carne branca (aves e peixe) foi avaliada por meio de questionários alimentares. Também foi levada em consideração a ingestão de compostos associados à carne, tais como ferro heme e nitrito/nitrato. As análises foram realizadas por meio de modelos de regressão de riscos proporcionais de Cox ajustados com o menor quinto de ingestão de calorias. Foi adotado como resultado primário a mortalidade por qualquer causa durante o seguimento. Os resultados mostraram um aumento do risco de mortalidade por todas as causas associadas à ingestão de carne vermelha (razão de risco 1,26 - para o maior versus menor quinto de ingestão, intervalo de confiança de 95%, 1,23 a 1,29) e morte por nove causas diferentes. As ingestões de carne vermelha processada e não processada foram associadas a todas as causas e causaram mortalidade específica. A ingestão de ferro heme e de nitrito/nitrato provenientes de carne processada foram independentemente associados com maior risco de mortalidade por todas as causas e mortalidade específica. Nesse sentido, estima-se que o aumento da mortalidade associada à carne vermelha processada foi influenciado pela ingestão de nitrato (37,0-72,0%) e, em menor grau, pelo ferro heme (20,9-24,1%). Quando a ingestão total de carne foi constante, o maior quinto da ingestão de carne branca foi associada a uma redução de 25% no risco de mortalidade por todas as causas, em comparação com o menor nível de ingestão. Os resultados indicaram, ainda, uma associação inversa entre quase todas as causas de morte e a ingestão de carne branca. Os pesquisadores concluíram que há riscos aumentados de mortalidade por todas as causas e morte devido a nove causas diferentes associadas à carne vermelha processada e não processada. Esse risco, entretanto, é representado em parte pela ingestão de ferro heme e nitrito/nitrato da carne processada. Os autores destacam também que houve riscos reduzidos associados à substituição da carne vermelha pela carne branca, particularmente carne branca não processada. Autores: Etemadi A, Sinha R, Ward MH, Graubard BI, Inoue-Choi M, Dawsey SM, Abnet CC.

Pistas dermatoscópicas para o diagnóstico de melanomas que se assemelham à queratose seborreica

30/06/2017 | Fonte: JAMA Dermatology. 2017 Mar 29

Melanomas que clinicamente mimetizam a queratose seborreica (QS) podem atrasar o diagnóstico e tratamento adequado. No entanto, pouco se sabe sobre o valor da dermatoscopia no reconhecimento desses melanomas difíceis de diagnosticar. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of American Medical Association (JAMA Dermatology), foi descrever as características dermatoscópicas dos melanomas tipo QS para compreender sua morfologia clínica. Este estudo observacional retrospectivo utilizou 134 imagens clínicas e dermatoscópicas de melanomas comprovados histopatologicamente em 134 pacientes tratados em 9 centros de câncer de pele na Espanha, França, Itália e Áustria. Sem conhecimento de que o diagnóstico definitivo para todas as lesões foi melanoma, 2 observadores treinados em dermatoscopia avaliaram as descrições clínicas e 48 características dermatoscópicas (incluindo todos os critérios melanocíticos e não melanocíticos) de todas as 134 imagens, e as classificaram dermatoscopicamente como “QS” ou “não QS”. Foram avaliados o escore de dermoscopia total e o escore de check-list de 7 pontos. As imagens das lesões e os dados dos pacientes foram coletados desde 15 de julho de 2013 até 31 de julho de 2014. Foi avaliada a frequência de padrões morfológicos específicos de melanomas tipo QS (clinicamente e dermoscopicamente), a origem do paciente e a concordância dos critérios entre os observadores. Dos 134 casos coletados de 72 homens e 61 mulheres, todos brancos e com idade média (DP) de 55,6 (17,5) anos, 110 (82,1%) revelaram características dermatoscópicas sugestivas de melanoma, incluindo rede pigmentar (74 [55,2%]), véu azul-esbranquiçado (72 [53,7%]), glóbulos e pontos (68 [50,7%]), pseudópodes ou estrias (47 [35,1%]) e sinal preto-azulado (43 [32.3%]). Os restantes 24 casos (17,9%) foram considerados QS’s prováveis, mesmo por dermoscopia. Em geral, as lesões apresentaram superfície escamosa e hiperqueratósica (45 [33,6%]), queratina amarelada (42 [31,3%]), abertura semelhante a comedão (41 [30,5%]) e cistos tipo milium (30 [22,4%]). A totalidade da amostra obteve uma média de dermatoscopia total de 4,7 (1,6) e uma pontuação de 7 pontos de 4.4 (2,3), enquanto que os melanomas dermatoscópicos tipo QS obtiveram uma pontuação total de dermatoscopia de apenas 4,2 (1,3) e 7 de pontuação de 2,0 (1,9), ambos no intervalo de benignidade. Os critérios mais úteis para diagnosticar corretamente os melanomas tipo QS foram a presença de véu azul-esbranquicado, pseudópodes ou estrias e rede de pigmentos. A análise multivariada mostrou que apenas o sinal preto-azulado estava significativamente associado a um diagnóstico correto, enquanto que a hiperqueratose, as fissuras e sulcos eram marcadores de risco independentes de melanomas dermatoscópicos tipo QS. Os pesquisadores concluíram que os melanomas semelhantes à queratose seborreica podem ser dermoscopicamente desafiadores, mas a presença do sinal preto-azulado, da rede de pigmentos, pseudópodes e/ou véu azul-esbranquiçado, apesar da presença de outras características da QS, permite o diagnóstico correto da maioria dos casos difíceis de melanoma. Autores: Carrera C, Segura S, Aguilera P, Scalvenzi M, Longo C, Barreiro A, Broganelli P, Cavicchini S, Llambrich A, Zaballos P, Thomas L, Malvehy J, Puig S, Zalaudek I.

Infecção sintomática da dengue durante a gravidez e resultados de nascidos vivos no Brasil, 2007-2013: um estudo de coorte observacional retrospectivo.

27/06/2017 | Fonte: The Lancet. Infectious Diseases. 2017 May 18

A dengue é uma doença viral que se tornou um grande desafio para a saúde pública no Brasil. Neste estudo, publicado no The Lancet. Infectious Diseases, os autores tiveram como objetivo investigar a relação entre a infecção sintomática por dengue durante a gravidez e os desfechos adversos no Brasil entre os anos de 2007 e 2013. Trata-se de um estudo de coorte observacional retrospectivo que avaliou dados disponíveis no Sistema Nacional De Informação De Doença Notificação Nacional (SINAN) de no banco de dados do Sistema De Informações de Nascidos Vivos (SINASC). Foram relacionadas probabilisticamente as gestações confirmadas dengue-positicas e dengue-negativas com partos vivos utilizando o software FRIL (Fine-Grained Record Integration and Linkage). Além disso, uma população de referência externa de recém-nascidos foi selecionada aleatoriamente para compor as análises. Os autores avaliaram a associação entre a infecção sintomática da dengue durante a gestação e os desfechos adversos ao nascimento. Para esta análise, foi utilizada regressão logística multivariada ajustada para covariáveis ??relevantes. Foram incluídas nas análises dados de um total de 3.898 mulheres grávidas e dengue-positivas, 3.165 mulheres dengue-negativas e 3.898 recém-nascidos da população de referência. O parto prematuro ocorreu em 322 (8,4%) de 3.821 casos no grupo dengue-positivo e 324 (10,4%) de 3.101 no grupo dengue-negativo (análise não ajustada: risco relativo [RR] 0,81, IC 95 %; 0,70-0,93; análise ajustada: odds ratio [OR] 1,26, IC 95%; 1,06-1,49, p = 0,006). Na população de referência, o parto prematuro ocorreu em 349 (9,1%) de 3.818 mulheres (RR 0,92, IC 95%; 0,80-1,07; OR 0,98, IC 95%; 0,83-1,16, p = 0,84). A prevalência de baixo peso ao nascer ( Os pesquisadores concluíram que, na análise ajustada, o risco de parto prematuro parece ser maior em mulheres com infecção sintomática por dengue durante a gravidez. Segundo os autores, a infecção sintomática por dengue durante a gravidez não parece estar associada a malformações congênitas ou ao baixo peso ao nascer. Autores: Nascimento LB, Siqueira CM, Coelho GE, Siqueira JB Jr.

Preditores do desenvolvimento da síndrome pós-trombótica em pacientes com trombose venosa profunda do membro inferior: um estudo caso-controle

28/06/2017 | Fonte: Vascular. 2017 Feb;25(1):10-18. Epub 2016 Jul 10

A síndrome pós-trombótica é comumente incidente em pacientes que tiveram trombose venosa profunda do membro inferior. Contudo, as informações acerca dos fatores de risco, diagnóstico, prevenção e tratamento ainda são limitadas. O objetivo deste estudo, publicado no Vascular, foi investigar os principais preditores de síndrome pós-trombótica após a trombose venosa profunda do membro inferior. Trata-se de um estudo caso-controle que incluiu pacientes adultos internados com trombose venosa profunda de membros inferiores entre janeiro de 2005 e junho de 2012. Após exames preliminares, os pacientes com diagnóstico de síndrome pós-trombótica seguiram para tratamento e aqueles que não apresentaram síndrome pós-trombótica foram monitorados. O diagnóstico e a gravidade da síndrome pós-trombótica em ambos os grupos foram avaliados pela escala de Villalta. A análise do fator de risco de regressão de Cox foi realizada para identificar os preditores da síndrome pós-trombótica. Os resultados indicaram síndrome pós-trombótica em 49 dos 125 pacientes examinados. Dentre os principais fatores de risco significativamente relacionados incluem: índice de massa corporal superior a 35 kg/m2 (n = 13, p = 0,003), história de imobilização (n = 19, p = 0,003), um ou mais distúrbios hipercoaguláveis ??(n = 32, p = 0,02), trombose venosa profunda iliofemoral (n = 18, p = 0,001), obstrução completa no ultrassom (n = 26, p = 0,016), intervalo instável de razão normalizada internacional (n = 23, p = 0,041) e não conformidade com o uso de meias de compressão (n = 14, p = 0,001). Além disso, de acordo com a análise multivariada, um ou mais transtornos hipercoaguláveis, trombose venosa profunda iliofemoral e não conformidade com o uso de meias de compressão foram fatores de risco independentes para o desenvolvimento da síndrome pós-trombótica. Os pesquisadores concluíram que os principais preditores independentes de síndrome pós-trombótica após trombose venosa profunda foram: um ou mais distúrbios hipercoaguláveis, trombose venosa profunda iliofemoral e não conformidade ao uso de meias de compressão. Segundo os autores, esses achados são importantes no prognóstico e prevenção da síndrome pós-trombótica em populações de pacientes com características semelhantes à do presente estudo. Autores: Siddiqui NA, Sophie Z, Zafar F, Soares D, Naz I.

Evidências psicométricas da adaptação transcultural do Vulnerability Abuse Screening Scale (VASS) para detecção de violência contra idosos

14/06/2017 | Fonte: Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [online]. 2016, vol.19, n.6, pp.958-969

O objetivo deste estudo, publicado na Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, foi apresentar evidências psicométricas preliminares da adaptação transcultural da Vulnerability Abuse Screening Scale (VASS). Foi realizado um estudo transversal e analítico. Os passos para adaptação transcultural verificaram a equivalência conceitual e de itens, a semântica e a de mensuração. Para a verificação de equivalência de mensuração e dos dados psicométricos do estudo participou uma amostra de 30 e 66 idosos, respectivamente. Para as análises dos resultados foi utilizada estatística descritiva e inferencial (KR-20, Teste t de Student, correlação de Pearson, ANOVA univariada e o índice Kappa de Fleiss). Verificou-se que a idade dos participantes variou entre 60 e 84 anos, prevalecendo respondentes idosas (n=38). O valor do KR-20 para o escore geral do instrumento foi de 0,688. Os valores encontrados para as quatro dimensões propostas pelos autores do estudo foram 0,528, 0,289, 0,552 e 0,303, respectivamente. Apenas os valores das subescalas Vulnerabilidade e Coerção mostraram-se aproximados aos do estudo original (0,550 e 0,390). Os pesquisadores concluíram queos valores de consistência interna encontrados no estudo variaram de moderados a bons, indicando que os resultados são satisfatórios ainda que iniciais. Autores: Maia, Rodrigo da Silva e Maia, Eulália Maria Chaves.

Avaliação da profilaxia secundária endoscópica em crianças e adolescentes com varizes de esôfago

07/06/2017 | Fonte: Arquivos de Gastroenterologia. [online]. 2017, vol.54, n.1, pp.21-26

Os episódios de sangramento das varizes esofágicas são a principal causa de morbidade e mortalidade em crianças e adultos com hipertensão porta e poucos são os estudos envolvendo a profilaxia secundária em crianças e adolescentes. O objetivo deste estudo, publicado nos Arquivos de Gastroenterologia, foi avaliar a eficácia da profilaxia endoscópica secundária na prevenção de hemorragia digestiva alta em crianças e adolescentes com varizes de esôfago. Foi realizado um estudo prospectivo com 85 pacientes menores de 18 anos com hipertensão porta, cirróticos e não cirróticos. A profilaxia secundária endoscópica foi realizada através de ligadura elástica ou escleroterapia. Foram avaliadas erradicação de varizes, incidência de ressangramento, número de sessões endoscópicas necessárias para a erradicação, incidência de surgimento de varizes gástricas e da gastropatia da hipertensão porta. A ligadura elástica foi realizada em 34 (40%) pacientes e escleroterapia em 51 (60%). As varizes de esôfago foram erradicadas em 81,2% após mediana de quatro sessões endoscópicas. Foi observada recidiva de varizes de esôfago em 38 (55,1%) pacientes. Ressangramento por ruptura de varizes de esôfago ocorreu em 36 (42,3%) pacientes e foi mais prevalente no grupo submetido à escleroterapia. O surgimento de varizes gástricas e gastropatia da hipertensão porta ocorreram em 38,7% e 57,9% respectivamente. Os pacientes submetidos à ligadura elástica apresentaram taxas menores de ressangramento (26,5% vs 52,9%) e número menor de sessões necessárias para erradicação das varizes de esôfago (3,5 vs 5). Os pesquisadores concluíram que a profilaxia secundária endoscópica se mostrou eficaz para erradicação de varizes de esôfago e evitar novos episódios de hemorragia digestiva alta secundária à ruptura de varizes de esôfago. A ligadura elástica endoscópica provavelmente apresenta menores taxas de ressangramento e número menor de sessões necessárias para erradicação das varizes de esôfago, quando comparada à escleroterapia. Autores: Pimenta, Júlio Rocha et al.

Imagem de alta resolução do câncer de colo uterino ponderada em T2: estudo da viabilidade da ressonância magnética de campo ultra-alto 7.0-T com antena monopolo endorretal

06/06/2017 | Fonte: European Radiology. 2017 Mar;27(3):938-945

O objetivo deste estudo, publicado no European Radiology, foi investigar a viabilidade de imagens de alta resolução do câncer de colo uterino ponderadas em T2 em um sistema de ressonância magnética (RM) de campo ultra-alto 7,0-T utilizando antena endorretal com espessura de 4,7 mm. Para a realização deste estudo foram investigadas pacientes com câncer de colo uterino, IB1-IIB, em 20 estágios. Todas as pacientes foram submetidas ao pré-tratamento com ressonância magnética de alto campo (1,5-T RM). Na resonância magnética de campo ultra-alto (7,0-T RM), foi utilizada uma antena de transmissão/recepção externa com sete antenas dipolo e uma única antena de recepção monopolar endorretal, com subsequente avaliação dos níveis de desconforto. Após a graduação individualizada com base em fase B1+, foram completadas sequências turbo spin-eco ponderadas em T2. Os resultados identificaram pacientes com câncer de colo uterino em diferentes estágios, sendo: estágio IB1 (n = 9), IB2 (n = 4), IIA1 (n = 1) ou IIB (n = 6). O desconforto (escala de dez pontos) foi mínimo na colocação e na remoção da antena endorretal com escore médio de 1 (intervalo, 0-5) e 0 (intervalo, 0-2), respectivamente. A utilização da antena não resultou em eventos adversos ou na interrupção da sessão. A viabilidade da imagem da 7,0-T RM ponderada em T2 foi comparada com a 1,5-T RM, sendo que os principais artefatos relacionados a 7,0-T RM foram, principalmente, o movimento da respiração, interferência localmente destrutiva de B1, níveis de B1 intrinsecamente muito mais elevados diretamente sob os elementos do conjunto de antena de transmissão/recepção externa e reconstrução de SENSE. Os pesquisadores concluíram que a realização da ressonância magnética de campo ultra-alto 7,0-T ponderada em T2 para imagens de alta resolução do câncer de colo uterino de estágios IB1-IIB é viável. E ainda, que a adição de uma antena endorretal é bem tolerada pelos pacientes e não provocou eventos adversos ou interrupção da sessão. Autores: Hoogendam JP, Kalleveen IM, de Castro CS, Raaijmakers AJ, Verheijen RH, van den Bosch MA, Klomp DW, Zweemer RP, Veldhuis WB.

Associação entre o tempo até a colonoscopia após resultado positivo do exame fecal, risco de câncer colorretal e estágio do câncer no diagnóstico

01/06/2017 | Fonte: JAMA. 2017 Apr 25;317(16):1631-1641

O teste imunoquímico fecal (FIT) é amplamente utilizado para rastreio do câncer colorretal. Em vista de resultados positivos do teste, é necessária a colonoscopia de seguimento. No entanto, especula-se que possa haver progressão neoplásica dependendo da variação temporal nos intervalos até a realização da colonoscopia. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of American Medical Association, foi avaliar o tempo até a colonoscopia após um resultado FIT positivo e sua associação com o risco de câncer colorretal e com o estágio da doença no diagnóstico. Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo, realizado entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2014. Foram selecionados cerca de 70.124 pacientes do consórcio médicoKaiser Permanentedo Norte e do Sul da Califórnia. Os participantes selecionados tinham idade entre 50 a 70 anos e eram elegíveis para o rastreio de câncer colorretal com resultado FIT positivo seguido de colonoscopia. Foi avaliado o tempo (dias) para colonoscopia após um resultado FIT positivo. Dentre os resultados obtidos, o risco de qualquer câncer colorretal e câncer em estágio avançado (definido como câncer de estágios III e IV), foram considerados como resultados primários. Odds ratios (ORs) e ICs 95% foram ajustados para os dados demográficos e fatores de risco de linha de base do paciente. Os resultados mostraram que entre os 70.124 pacientes com resultado FIT positivo, [mediana da idade de 61 anos (IQR, 55-67 anos), 52,7% de homens], foram diagnosticados cerca de 2.191 casos de câncer colorretal, sendo 601 em estágio avançado. Quando comparado ao acompanhamento de colonoscopia no período de 8 a 30 dias (n = 27.176), não houve diferença estatística entre o seguimento aos 2 meses (n = 24.644), 3 meses (n = 8.666), 4 a 6 meses n = 5.251), ou 7 a 9 meses (n = 1.335) considerando: o risco de qualquer câncer colorretal (casos por 1.000 pacientes: 8-30 dias, 30; 2 meses; 28; 3 meses; 31; 4-6 meses; 31; e 7-9 meses, 43) ou câncer em estágio avançado (casos por 1.000 pacientes: 8-30 dias, 8; 2 meses; 7; 3 meses; 7; 4-6 meses; 9; e 7-9 meses; 13). Os riscos foram significativamente maiores para os exames realizados entre 10 e 12 meses (n = 748) para qualquer câncer colorretal (OR, 1,48, IC 95%: 1,05-2,08, 49 casos por 1.000 pacientes) e câncer em estágio avançado (OR, 1,97, IC 95%, 1,14-3,42, 19 casos por 1.000 pacientes). Os valores correspondentes para os exames realizados depois de 12 meses (n = 747) foi de OR, 2,25 para qualquer câncer colorretal (IC 95%, 1,89-2,68, 76 casos por 1.000 pacientes) e de 3,22 (IC 95%, 2,44-4,25, 31 casos por 1.000 pacientes) para câncer em estágio avançado. Os pesquisadores concluíram que entre os pacientes com resultado imunoquímico fecal positivo, o acompanhamento após 10 meses foi associado com maior risco de câncer colorretal e câncer em estágio mais avançado no momento do diagnóstico, em comparação com a colonoscopia de seguimento entre 8 e 30 dias. No entanto, os autores salientam que pesquisas adicionais são necessárias para avaliar se essa relação é causal. Autores: Corley DA, Jensen CD, Quinn VP, Doubeni CA, Zauber AG, Lee JK, Schottinger JE, Marks AR, Zhao WK, Ghai NR, Lee AT, Contreras R,Quesenberry CP, Fireman BH, Levin TR.

Ensaio clínico randomizado sobre a análise comparativa entre excisão de nevos melanocítos intradérmicos por shaving versus excisão em elipse e sutura

02/05/2017 | Fonte: Surgical and Cosmetic Dermatology. Volume 8 Número 4

Apesar de os nevos melanocíticos intradérmicos serem lesões benignas, muitos pacientes recorrem ao dermatologista para sua exérese. Entretanto, não existem estudos sobre o melhor método para esse procedimento. O objetivo deste estudo, publicado no Surgical and Cosmetic Dermatology, foi comparar em um ensaio clínico randomizado a exérese de nevos melanocíticos intradérmicos na face, porshavinge excisão em elipse com sutura Foram selecionados pacientes com nevos melanocíticos intradérmicos na face para os dois métodos, randomicamente. Os resultados foram descritos quanto à satisfação do paciente e aos registros fotográficos avaliados por médico cegado. 18 pacientes foram submetidos à exérese de nevos melanocíticos intradérmicos. A média de tamanho da cicatriz após seis meses foi de 8,11mm para as lesões excisadas por fuso e de 2,92mm para as por shaving (p shaving) (p = 0,8). A média pelo médico cegado foi 7,78 (fuso) e 7,86 (shaving) (p = 0,91). Ocorreu recidiva da lesão em 28,6% dos pacientes submetidos ao shaving. Os pesquisadores concluíram que as duas formas de excisão se equivalem quanto à satisfação do paciente e nota dada pela equipe médica quanto aos resultados estéticos da cicatriz. Contudo, a exérese por fuso tem a vantagem de apresentar menor índice de recidiva. Autores: Andréa Santos Soares; Ana Paula Dornelles Manzoni; Carla Daniele Amorim de Souza; Magda Blessmann Weber; Tatiane Watanabe; Leandra Camini

T1 GRE e T1 IR GRE na identificação das estruturas anatômicas da face lateral do cérebro

25/04/2017 | Fonte: Radiologia Brasileira. [online]. 2016, vol.49, n.6, pp.382-388

O objetivo deste estudo, publicado no periódico Radiologia Brasileira, foi comparar os resultados de identificação de estruturas cerebrais utilizando imagens volumétricas isotrópicas por ressonância magnética, nas aquisições T1 GRE e T1 IR GRE. Foram avaliados 120 blocos de imagens, de 30 indivíduos, com imagens extraídas dos hemisférios cerebrais esquerdo e direito, pelos dois métodos de aquisição: T1 GRE e T1 IR GRE. Com base no método de Naidich et al. para localização dos referenciais anatômicos, 27 estruturas anatômicas foram classificadas em duas categorias - identificável versus deixam dúvidas quanto à identificação somadas às não identificáveis - para análises de repetitividade (intraobservador) e reprodutibilidade (interobservadores). Foi utilizado o teste de McNemar para a avaliação do desempenho entre os dois métodos. Após confirmação de ter havido boa concordância na análise intraobservador e interobservadores (kappa médio > 0,60), a avaliação das imagens de cada referencial anatômico, testada entre T1 GRE e T1 IR GRE pelo teste de McNemar, indicou maior frequência de referenciais identificáveis pelo método T1 IR GRE do que pelo método T1 GRE. Os pesquisadores concluíram que o método de imagem T1 IR GRE apresentou desempenho levemente superior, porém estatisticamente significante, em relação ao método T1 GRE, na identificação dos referenciais anatômicos cerebrais. Autores: Georgeto, Sergio Murilo; Zicarelli, Carlos Alexandre Martins; Gariba, Munir Antônio E Aguiar, Luiz Roberto.

Avaliação funcional do reparo de lesões labrais circunferenciais da glenoide - Série de casos

25/04/2017 | Fonte: Revista Brasileira de Ortopedia. [online]. 2016, vol.51, n.5, pp.555-560

O objetivo deste estudo, publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, foi avaliar os resultados clínicos dos pacientes submetidos a reparo artroscópico de lesão labral circunferencial. Foi realizado um estudo retrospectivo de 10 pacientes submetidos ao reparo artroscópico de lesão labral circunferencial do ombro de setembro de 2012 a setembro de 2015. Os pacientes foram avaliados pelo escore de Carter-Rowe, pelo escore de Dash, pelo escore de Ucla, pela escala visual analógica de dor (EVA) e pelo Short-Form 36 (SF36). A média de idade na cirurgia foi de 29,6 anos. O seguimento médio foi de 27,44 (variação de 12-41,3) meses. A média dos escores foi de 16 pontos no Dash; 32 pontos no Ucla, seis (60%) resultados excelentes, três (30%) bons e um ruim (10%); 1,8 ponto na EVA, nove (90%) dores leves e um (10%) dores moderadas; SF-36 de 79,47; e na escala de Rowe 92,5 pontos, nove (90%) resultados excelentes e um (10%) bom. Degeneração articular esteve presente em um (10%) caso, de grau 1. Não foram observadas complicações significativas, a não ser a artrose glenoumeral grau 1, desenvolvida no pós-operatório de um paciente. Os pesquisadores concluíram que o reparo artroscópico da lesão labral circunferencial do ombro com o uso de âncoras absorvíveis é eficaz, com melhoria de todos escores aplicados, e apresenta baixos índices de complicação. Os casos associados a luxação glenoumeral apresentam menor dor residual em longo prazo. Autores: Nascimento, Alexandre Tadeu do e Claudio, Gustavo Kogake.

Cefaleia pré-operatória em pacientes submetidos a pinçamento de aneurisma cerebral não roto

27/04/2017 | Fonte: Revista Dor. [online]. 2016, vol.17, n.1, pp.24-28

A cefaleia é um dos principais sintomas referidos por pacientes com aneurisma cerebral. Como outras dores são, frequentemente, ignoradas pela equipe multiprofissional. Apesar de importante, a avaliação da cefaleia no pré-operatório de pinçamento de aneurisma cerebral é um desafio para a equipe de saúde. O objetivo deste estudo, publicado na Revista Dor, foi avaliar a cefaleia pré-operatória em pacientes submetidos a pinçamento de aneurisma não roto. Foi realizado um estudo descritivo, exploratório, de abordagem quantitativa, realizado entre setembro de 2014 e maio de 2015 no setor de neurocirurgia e na unidade de terapia intensiva de um hospital de médio porte. A casuística foi constituída por 28 pacientes no pré-operatório de craniotomia eletiva para o tratamento de aneurisma cerebral não roto. Utilizaram-se os testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e Exato de Fisher e adotou-se nível de significância de 5%. Demonstrou-se que 78,6% dos pacientes eram do gênero feminino com média de idade de 46,7 anos. A cefaleia pulsátil de localização frontal e intensidade moderada foi a dor mais prevalente. Náuseas e vômitos também estiveram presentes, assim como a dor no globo ocular. A dor piorou com o esforço físico e balanço da cabeça. Houve diferença estatisticamente significativa para as variáveis: recorrência da dor e dor em globo ocular. Os pesquisadores concluíram que este estudo esclarece os principais itens a serem investigados na avaliação da cefaleia do paciente com aneurisma cerebral e suas características a fim de facilitar o diagnóstico precoce e a melhora antecipada na recuperação neurológica. Autores: Menezes, Míriam Geisa Virgens et al.

Versão reduzida da Depression Anxiety Stress Scale-21: ela é válida para a população brasileira adolescente?

30/03/2017 | Fonte: Einstein (São Paulo). [online]. 2016, vol.14, n.4, pp.486-493

O objetivo deste estudo, publicado no periódico Einstein (São Paulo), foi avaliar a reprodutibilidade interdias, a concordância e a validade do construto da versão reduzida daDepression Anxiety Stress Scale-21aplicada a adolescentes. A amostra foi composta por adolescentes de ambos os sexos, com idades entre 10 e 19 anos, recrutados de escolas e centros esportivos. A validade de construto foi realizada por análise fatorial exploratória, e a confiabilidade foi calculada para cada construto, por meio de coeficiente de correlação intraclasse, erro padrão de medida e mudança mínima detectável. A análise fatorial combinando os itens correspondentes a ansiedade e estresse em um único fator, e depressão em um segundo fator apresentou melhor adequação de todos os 21 itens, com cargas fatoriais mais altas em seus respectivos construtos. Os valores de reprodutibilidade para a depressão foram coeficiente de correlação intraclasse com 0,86, erros padrão de medida com 0,80 e mudança mínima detectável com 2,22 e, para a ansiedade/estresse, foram coeficiente de correlação intraclasse com 0,82, erro padrão de medida com 1,80 e mudança mínima detectável com 4,99. Os pesquisadores concluíram que aversão reduzida daDepression Anxiety Stress Scale-21apresentou excelentes valores de confiabilidade e também uma forte consistência interna. O modelo de dois fatores com a condensação dos construtos ansiedade e estresse em um único fator foi o mais aceitável para a população adolescente. Autores: Silva, Hítalo Andrade da et al.

Capacidade de produção de força de preensão isométrica máxima em mulheres com artrite reumatoide: um estudo piloto

18/12/2015 | Fonte: Fisioterapia e Pesquisa; [online]. 2015, vol.22, n.1, pp. 11-16

O objetivo deste estudo foi verificar a capacidade de produção de força de preensão manual máxima (FPMmax) em mulheres com artrite reumatoide (AR) e sua relação com a atividade da doença. Foram selecionadas nove mulheres com AR e dez mulheres saudáveis. Foram registrados dados demográficos de ambos os grupos, além de características clínicas das mulheres com AR. A determinação do nível da atividade da doença foi conduzida pelo protocolo Disease Activity Score (DAS-28) por meio da Proteína C-Reativa (PCR). Para aquisição da FPMmax, foi utilizado o dinamômetro do tipo extensômetro. Os resultados demonstraram diferença significativa da FPMmax entre as participantes (Artrite e Controle: 129,41±52,10 e 192,46±38,98 N). Em relação à dominância, as mulheres com AR não apresentaram diferença significativa na FPMmax. Os resultados obtidos da FPMmax para a mão dominante evidenciaram uma forte relação linear com a PCR (r=0,751). Também se constatou uma moderada relação não linear da FPMmax para a mão dominante e não-dominante com o número de articulações dolorosas e edemaciadas. Assim, fica evidente que mulheres com AR apresentam redução na capacidade de produzir a FPMmax ndependente da dominância, além do que este estudo demonstrou a relação direta que existe entre a FPMmax e o nível de atividade da doença. Palavras-chave: Artrite Reumatoide; Dinamômetro de Força Muscular; Proteína C-Reativa. Autores: IOP, Rodrigo da Rosa et al.

Efeito da estimulação contralateral nas medidas de reflectância acústica

11/12/2015 | Fonte: Brazilian Journal of Otorhinolaryngology; [online]. 2015, vol.81, n.5, pp. 466-472

Introdução: A reflectância acústica é citada como uma importante ferramenta na avaliação das afecções da orelha média, sendo um método considerado vantajoso em relação à timpanometria. Tem havido crescente interesse no estudo da estimulação acústica contralateral e seu efeito na ativação da via eferente auditiva. Estudos têm demonstrado que a introdução de estímulo simultâneo na orelha contralateral gera mudanças no padrão de respostas auditivas. Objetivo: Verificar a influência da estimulação contralateral nas medidas de reflectância acústica. Método: Estudo de casos de 30 sujeitos com audição normal, de os gêneros entre 18 a 30 anos. Foi realizado o teste e reteste de reflectância acústica no intervalo de frequência de 200 a 6000 Hz. O procedimento foi repetido com a presença simultânea de ruído branco contralateral à 30 dBNS. Resultados: A análise entre as condições de teste, reteste e teste com ruído contralateral apresentou diferença estatística na frequência de 2 kHz (p = 0,011 em teste e p = 0,002 em reteste) em orelha direita. Conclusão: A ativação da via auditiva eferente por meio da estimulação acústica contralateral produz mudanças nos padrões de respostas da reflectância acústica, aumentando a reflexão do som e, modificando a transferência de energia sonora da orelha média. Palavras-chave: Audição; Orelha média; Reflexo acústico; Testes Auditivos. Autores: PICHELLI, Tathiany Silva; SOARES, Jordana Costa; CIBIN, Bruna Carla e CARVALLO, Renata Mota Mamede.

Estimativa da função renal na população de 18 a 59 anos: Um estudo de base populacional

20/11/2015 | Fonte: Jornal Brasileiro de Nefrologia; [online]. 2015, vol.37, n.2, pp. 185-191

Introdução: O aumento das doenças crônico-degenerativas projetou a doença renal crônica (DRC) como um dos maiores desafios à saúde pública deste século. Objetivos: Estimar a função renal a partir de cálculos da taxa de filtração glomerular pela fórmula CKD-EPI em adultos de uma amostra populacional em Tubarão (SC) e identificar fatores associados com a taxa de filtração glomerular (TFG). Métodos: Estudo transversal de base populacional de adultos realizado no período de novembro de 2011 a março de 2012. Foram avaliados 371 indivíduos por amostragem aleatória simples. Foram coletados dados sociodemográficos, antropométricos, e clínicos, além de exames laboratoriais. Para se verificar associação entre as variáveis, foi aplicado o teste de qui-quadrado de Pearson e comparação entre as médias pelo teste t-Student, o nível de significância adotado foi de 95%. Resultados: Foram estudados 371 adultos, sendo 63,8% mulheres e 86,3% brancos, a média de idade foi de 40,4 anos (DP ± 12,3). Do total, 76,8% tinha TFG normal, 21,8% discreta diminuição, 1,1% moderada diminuição e 0,3% grave diminuição da TFG. Verificou-se diferença significativa relacionada à idade e obesidade, sendo que quanto maior a idade ou quanto maior o índice de massa corporal, menor a TFG dos participantes. Indivíduos com hipertensão arterial sistêmica apresentaram tendência à queda da TFG em relação aos não hipertensos (p Conclusão: O presente estudo concluiu que a maior parte dos indivíduos estudados tinha TFG normal e que apenas 1,4% (IC 95% = 0,3 - 2,4) tinha disfunção de grau moderado ou superior. Palavras-chave: taxa de filtração glomerular; creatinina; insuficiência renal; testes de função renal. Autores: SCHAEFER, João Carlos Fantini et al.

Avaliação da fadiga utilizando a Escala de Identificação e Consequências da Fadiga em pacientes com câncer de pulmão

11/10/2017 | Fonte: J. bras. pneumol. [online]. 2017, vol.43, n.3, pp.169-175.

O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, foi avaliar as propriedades da Escala de Identificação e Consequências da Fadiga (EICF) em pacientes com câncer de pulmão (CP), analisando a intensidade da fadiga e fatores associados. Foi realizado um estudo transversal com pacientes com CP, atendidos em um hospital-escola no Brasil, que preencheram a EICF. Pacientes com doenças cardíacas crônicas (DCC) e controles saudáveis, pareados por idade e sexo, também preencheram a escala. Inicialmente, uma versão brasileira da escala foi aplicada a 50 pacientes com CP por dois entrevistadores independentes; para testar a reprodutibilidade, ela foi reaplicada aos mesmos pacientes. No momento basal, os pacientes com CP realizaram espirometria e teste de caminhada de seis minutos, bem como preencheram a Epworth Sleepiness Scale (ESS), Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS), Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Health Survey (SF-36) e Fatigue Severity Scale (FSS). O estado inflamatório foi avaliado pelos níveis de proteína C reativa (PCR) no sangue. Para validar a EICF, avaliamos as correlações entre as pontuações na mesma e essas variáveis. A amostra foi composta por 50 pacientes em cada grupo (CP, DCC e controle). No grupo CP, os coeficientes de correlação intraclasse para confiabilidade intra e interobservador para as variáveis resumidas da EICF variaram de 0,94 a 0,76 e de 0,94 a 0,79, respectivamente. A EICF apresentou excelente consistência interna, e as disposições gráficas de Bland-Altman demonstraram boa confiabilidade teste-reteste. A EICF apresentou correlações significativas com as pontuações na FSS, HADS e SF-36, bem como com os níveis de PCR. As médias das pontuações na EICF do grupo CP diferiram significativamente das dos grupos DCC e controle. Os pesquisadores concluíram que a EICF é um instrumento válido e confiável para a avaliação de pacientes com CP, nos quais depressão, qualidade de vida e níveis de PCR parecem estar significativamente associados à fadiga. Uma resenha de: Avaliação da fadiga utilizando a Escala de Identificação e Consequências da Fadiga em pacientes com câncer de pulmão https://goo.gl/mWboji http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S180637132017000300169&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

Uso da ultrassonografia endoanal como avaliação complementar para a detecção de lesão do esfíncter anal após parto vaginal

11/10/2017 | Fonte: J. Coloproctol. (Rio J.) [online]. 2017, vol.37, n.3, pp.225-231.

A lesão de esfíncter anal após o parto é o fator principal na patogênese da incontinência fecal. Observa-se uma lesão clínica óbvia e específica ao esfíncter no canal anal em 3% dos partos vaginais. Em muitas mulheres não se percebe uma laceração nítida e específica, mas houve lesão nos músculos esfinctéricos do canal anal. A finalidade desse estudo, publicado no Journal of Coloproctology (Rio de Janeiro), foi investigar a frequência de lesão oculta de esfíncter no canal anal em seguida ao parto vaginal por meio da ultrassonografia endoanal. Cinquenta mulheres primíparas foram avaliadas no período de 27-33 semanas de gestação e também a 6 semanas e 6 meses após o parto vaginal por meio de questionário, exame e ultrassonografia endoanal. Foram anotados a idade das pacientes, a duração do parto, o efeito da anestesia epidural, episiotomias e peso do bebê ao nascer; também foram registrados os resultados da ultrassonografia endoanal. Antes do parto, todas as gestantes foram submetidas a um exame de manometria; e 5 mães com lesão esfinctérica também passaram por esse procedimento a 6 meses e 3 anos após o parto. Cinco (10%) pacientes, com média de idade = 29,4 ± 6,5 anos, peso médio do bebê ao nascer = 3874 ± 287 gramas e duração média do parto = 11,6 ± 1,51 horas, apresentavam sinais de lesão esfinctérica ao exame por ultrassonografia endoanal. Seis meses após o parto, as lesões persistiam. Também foram observadas diferenças significativas entre a manometria anal antes do parto e a 6 meses e 3 anos após o parto (p = 0,006 para média de pressão de contração) nas cinco mães. Os pesquisadores concluíram que a ultrassonografia endoanal pode ser um bom instrumento de triagem para a detecção precoce de lesões do esfíncter anal no pós-parto. Contudo, é importante que sejam realizados novos estudos prospectivos e de custobenefício, para que essa técnica possa ser proposta como padrão terapêutico. Uma resenha de: Uso da ultrassonografia endoanal como avaliação complementar para a detecção de lesão do esfíncter anal após parto vaginal Autores: Izadpanah, Ahmad et al.

A hipertrofia da adenoide afeta a gravidade da doença em crianças com rinite alérgica?

16/10/2017 | Fonte: Fonte: Eur Arch Otorhinolaryngol. 2017 Jan;274(1):209-213.

O objetivo deste estudo, publicado no European Archives of Otorhinolaryngology, foi avaliar a presença de hipertrofia adenoideana (HA) em crianças com rinite alérgica (RA) e a associação da gravidade da HA e dos achados clínico-laboratoriais de ensaios retrospectivos, transversais e não randômicos. O estudo incluiu 566 crianças sendo tratadas e acompanhadas para rinite alérgica. Realizou-se um teste cutâneo para os mesmos alérgenos em todos os pacientes. O tecido adenoide foi analisado por um especialista em otorrinolaringologia e o diagnóstico foi confirmado com base na história do paciente, exame físico endoscópico e radiologia. A hipertrofia adenoide foi detectada em 118 (21,2%) das crianças com RA. As crianças com e sem HA não diferiram estatisticamente e significativamente por sexo, idade, presença de atopia na família e exposição à fumaça (p>0,05). A comparação dos grupos para a duração da RA demonstrou uma frequência significativamente maior de rinite persistente em pacientes com HA (p0,05). Por outro lado, a sensibilidade à Alternaria alternata foi significativamente mais frequente em pacientes com RA e HA (p = 0,032). Os pesquisadores concluíram que a presença de HA aumentou a gravidade e a duração da doença. Houve relação negativa entre HA e asma em crianças com RA. Segundo os pesquisadores, a HA é mais comum entre as crianças com sensibilidade ao mofo. A HA deve ser considerada e investigada particularmente em crianças não asmáticas com congestionamento nasal pronunciado e sensibilidade à Alternaria alternata. Uma resenha de: Does adenoid hypertrophy affect disease severity in children with allergic rhinitis? Autores: Dogru M, Evcimik MF, Calim OF.

Antígeno leucocitário humano HLADRB1 é determinante de susceptibilidade para a doença do refluxo

16/10/2017 | Fonte: Fonte: Arq. Gastroenterol. [online]. 2017, vol.54, n.1, pp.41-45

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) caracteriza-se por diversos sintomas. Há evidências de um componente genético para a doença de refluxo suportado pela agregação familiar desta doença. O objetivo deste estudo, publicado nos Arquivos de Gastroenterologia, foi investigar se certos genes de antígeno de leucócito humano HLA-DRB1 são associados à DRGE. Pacientes e indivíduos controles foram recrutados prospectivamente do centro GIT no Al-Kindy Hospital (Bagdá-Iraque) entre de 2014 janeiro e julho de 2016. Sessenta pacientes muçulmanos árabes iraquianos com uma história de azia e dispepsia foram comparados com 100 indivíduos controles. Todos os pacientes do estudo e grupos de controle foram submetidos a exames de endoscopia gastrointestinal alta e seus soros foram analisados para anticorpos CagA imunoglobulina G (IgG) para H. pylori. Genotipagem HLA-DRB1 foram feitas para ambos os grupos. Um total de 60 pacientes com gastrite erosiva; GERD (grau II e III) foram avaliados, em conjunto com 100 controles. Houve aumento significativo de infecção pelo H. pylori (P=0,0001) em pacientes com DRGE em relação ao grupo controle. O HLA-DRB1* 15:01 aumentou significativamente em pacientes com DRGE em comparação com o grupo controle e houve uma maior frequência de HLADRB1* 11:01 no grupo controle em comparação com o grupo de pacientes com DRGE. Os pesquisadores concluíram que há uma associação entre HLA-DRB1* 15:01 em pacientes com DRGE positivos para a infecção por H. pylori. Uma resenha de: Antígeno leucocitário humano HLADRB1 é determinante de susceptibilidade para a doença do refluxo Autores: MAHDI, Batool Mutar; HASAN, Riyadh Mohamad e SALIH, Wafaa Hazim.

A infecção por ‘Helicobacter pylori’ é um fator de risco independente para neoplasia colorretal precoce e avançada

16/10/2017 | Fonte: Fonte: Helicobacter. 2017 Jun;22(3).

O papel do Helicobacter pylori (H. pylori) no desenvolvimento de neoplasia colorretal permanece controverso. O objetivo deste estudo, publicado no periódico Helicobacter, foi examinar a associação entre a infecção por H. pylori com a neoplasia colorretal em uma grande amostra de participantes saudáveis submetidos à colonoscopia. Realizou-se um estudo transversal com 8.916 homens, que participaram de um exame regular de saúde, que incluiu um teste de anticorpos de imunoglobulina G específico para H. pylori e a colonoscopia, para avaliar a associação entre H. pylori e a neoplasia colorretal. As análises multivariadas ajustadas para idade, índice de massa corporal, tabagismo, consumo de álcool, exercício regular, uso regular de aspirina e histórico familiar de câncer colorretal mostraram que o odds ratio (OR) (intervalo de confiança de 95% [IC]) para qualquer adenoma e neoplasia avançada foi de 1,32 (1,07-1,61) e 1,90 (1,053,56) em participantes com infecção por H. pylori e sem infecção por H. pylori, respectivamente. A associação persistiu após o ajuste adicional para marcadores inflamatórios ou variáveis metabólicas, incluindo glicemia de jejum, triglicérides, colesterol de lipoproteína de alta densidade e colesterol de lipoproteína de baixa densidade. Em relação à localização, foi confinada uma associação positiva a casos com adenomas proximais e foi observada de forma semelhante em todos os subgrupos avaliados. Os pesquisadores concluíram que neste estudo de larga escala, cuidadosamente controlado por fatores de confusão, envolvendo participantes assintomáticos sem história de colonoscopia, a infecção por H. pylori foi significativamente associada ao risco de qualquer adenoma colorretal e neoplasia colorretal avançada. De acordo com os pesquisadores, são necessários estudos prospectivos para determinar se a erradicação do H. pylori pode reduzir esse risco. Uma resenha de: Helicobacter pylori infection is an independent risk factor of early and advanced colorectal neoplasm Autores: Kim TJ, Kim ER, Chang DK, Kim YH, Baek SY, Kim K, Hong SN.

Níveis não seletivos de quimiocinas nas secreções nasais de pacientes com rinite perene não alérgica e alérgica

16/10/2017 | Fonte: Fonte: Int Forum Allergy Rhinol. 2016 Apr;6(4):392-7.

Tem sido relatado um aumento da produção de vários quimioatratantes, responsáveis por orientar o processo inflamatório eosinofílico, na rinite crônica. O objetivo deste estudo, publicado no International Forum of Allergy & Rhinology, foi avaliar os níveis de monócito quimioatratante proteína-1 (MCP-1), MCP-3 e RANTES (Regulador da Ativação Normal da Expressão e Secreção de Células T) na secreção nasal, bem como correlacionar esses níveis com sintomas nasais e graus de eosinofilia em pacientes com rinite não alérgica com síndrome de eosinofilia (RNASE) e rinite alérgica perene (RAP). Um total de 42 pacientes foram recrutados para este estudo transversal, sendo 14 com RAP, 14 com RNASE e 14 indivíduos saudáveis como controles. As concentrações de MCP-1, MCP-3 e RANTES nas secreções nasais foram medidas utilizando ensaio imunoenzimático (ELISA). As contagens de eosinófilos foram realizadas por porcentagem de contagens diferenciais de granulócitos durante o exame citológico da mucosa nasal raspada do corneto inferior. Os pacientes com rinite foram classificados de acordo com a pontuação dos sintomas nasais. Foram encontradas concentrações significativamente maiores de MCP-1 (p <0,0001), MCP-3 (p = 0,018) e RANTES (p <0,0001) no fluido nasal de pacientes com RNASE em comparação aos pacientes com RAP. Em pacientes com RAP, foi encontrada correlação positiva entre os níveis de RANTES e a pontuação dos sintomas nasais e contagens de eosinófilos. Em pacientes com RNASE, as concentrações de MCP-1 e RANTES foram associadas com a pontuação dos sintomas nasais e porcentagem de eosinófilos. Os pesquisadores concluíram que a RNASE é caracterizada por maior grau de inflamação eosinofílica do que a RAP e que a RANTES correlaciona-se bem com o nível de inflamação eosinofílica em ambas as doenças. Segundo os pesquisadores, a medição dos níveis de quimiocina em secreções nasais pode ser útil na avaliação do grau de inflamação nasal crônica. Uma resenha de: Nonselective chemokine levels in nasal secretions of patients with perennial nonallergic and allergic rhinitis. Autores: Peric A, Sotirovic J, Špadijer-Mirkovic C, Matkovic-Jožin S, Peric AV, Vojvodic D.

Memória e desempenho multitarefa durante a inflamação alérgica aguda na rinite alérgica sazonal

16/10/2017 | Fonte: Fonte: Clin Exp Allergy. 2017 Apr;47(4):479-487.

Em pesquisas anteriores, pacientes com rinite alérgica sazonal (RAS) apresentaram menor desempenho escolar e laboral durante períodos de inflamação alérgica aguda, apoiando a ideia de um impacto da RAS sobre as funções cognitivas. Contudo, os domínios cognitivos específicos, particularmente os vulneráveis aos processos inflamatórios, não são claros. O objetivo deste estudo, publicado no Clinical and Experimental Allegy, foi investigar a influência da RAS na memória e no desempenho multitarefa, como dois domínios cognitivos potencialmente vulneráveis essenciais ao funcionamento da vida diária. Pacientes com RAS não medicados (n = 41) e controles saudáveis não alérgicos (n = 42) realizaram um paradigma de dupla tarefa e um teste verbal de aprendizagem e memória, durante e também fora, dos períodos sintomáticos de alergia (pólen vs estação sem pólen). Os fatores relacionados com a doença (por exemplo, a gravidade dos sintomas, duração dos sintomas, duração da doença) e a qualidade de vida relacionada com a alergia foram avaliados como potenciais influências do desempenho cognitivo. Durante o período de alergia sintomática, os pacientes mostraram (a) menor desempenho na aprendizagem baseada na lista de palavras (P=0,028) e (b) um abrandamento geral na velocidade de processamento (P<0,001) e uma mudança na estratégia de processamento (P<0,001) em multitarefa. No entanto, parâmetros típicos indicando custos específicos multitarefa não foram afetados. Uma associação negativa significativa foi encontrada entre o desempenho de aprendizado e a duração da doença (r = -0,451, P=0,004), enquanto a severidade dos sintomas (r = 0,326; P=0,037) e a qualidade de vida (r = 0,379; P=0,015) foram positivamente associados com a estratégia multitarefa. Os pesquisadores concluíram que a RAS tem um impacto diferenciado e complexo sobre as funções cognitivas, o que deve ser considerado no tratamento dos sintomas. Os pesquisadores também chamam a atenção para a importância de selecionar medidas sensíveis e interpretar cuidadosamente os resultados cognitivos. SP, 15/03/2017; Alterado em 13/07 Uma resenha de: Memory and multitasking performance during acute allergic inflammation in seasonal allergic rhinitis Autores: Trikojat K, Buske-Kirschbaum A, Plessow F, Schmitt J, Fischer R.

Distúrbios do sono em crianças latino-americanas com asma e/ou rinite alérgica e controles normais

16/10/2017 | Fonte: Fonte: Allergol Immunopathol (Madr). 2017 Mar - Apr;45(2):145-151.

A asma e/ou rinite alérgica está associada com distúrbios do sono. A finalidade desse estudo, publicado no periódico Allergologia et Immunopathologia, foi avaliar os distúrbios de sono em crianças latino-americanas (4 a 10 anos) de nove países com asma persistente (A) e/ ou rinite alérgica (RA) e controles normais (C). Pais de 454 crianças C e 700 crianças A e/ou RA foram acompanhados em clínicas de referência em alergia e responderam ao Questionário de Hábitos de Sono das Crianças (CSHQ), um questionário retrospectivo de uma semana composto por 33 questões com sete subescalas (resistência à hora de dormir, duração do sono, ansiedade do sono, despertares noturnos, parassonias, distúrbios respiratórios do sono e sonolência diurna). A escala total CSHQ e as subescalas foram comparadas entre grupos C e A+RA, A (n= 285) vs. RA (n= 390), e entre A controlados (AC, n=103) vs. parcialmente controlados/não controlados A (NC, n=182). A comparação entre C e A+RA não mostrou nenhuma diferença significativa em relação à idade (6,7 anos vs. 7 anos, respectivamente), Índice de Massa Corporal e escala total CSHQ (53,3 vs. 63,2, respectivamente) e as subescalas foram significantemente maiores no grupo A+RA. As comparações entre grupos A e RA, com exceção da ansiedade do sono, mostraram valores significativamente maiores para escala total CSHQ (66,9 vs. 61,0, respectivamente) e subescalas de grupo A. O grupo NC mostrou valores significativamente maiores para escala total e subescalas CSHQ em comparação a AC (71,1 vs. 59,4, respectivamente). Os pesquisadores concluíram que as crianças latino-americanas com asma e/ou rinite alérgica mostraram distúrbios de sono identificados pelo CSHQ quando comparadas aos controles normais. Apesar do tratamento, a asma causa prejuízos no sono, especialmente quando não está controlada. Uma resenha de: Sleep disorders in Latin-American children with asthma and/or allergic rhinitis and normal controls Autores: Urrutia-Pereira M, Solé D, Chong Neto HJ, Acosta V, Cepeda AM, ÁlvarezCastelló M, Almendarez CF, Lozano-Saenz J, Sisul-Alvariza JC, Rosario NA, Castillo AJ, Valentin-Rostan M, Badellino H, Castro-Almarales RL, González-León M, Sanchez-Silot C, Avalos MM, Fernandez C, Berroa F, De la Cruz MM, Sarni RO.

Especificidade e reprodutibilidade de biomarcadores nasais em pacientes com rinite alérgica após exposição de alérgenos em câmara de exposição

16/10/2017 | Fonte: Sem fonte

A rinite alérgica é uma doença inflamatória que causa influxo celular e liberação de mediadores no nariz. Essas mudanças inflamatórias podem ser utilizadas como biomarcadores nasais para avaliar a eficácia de novos tratamentos antialérgicos. O objetivo deste estudo, publicado na Annals of Allergy, Asthma & Immunology, foi avaliar a especificidade e reprodutibilidade dos biomarcadores nasais em pacientes com rinite alérgica depois de exposição ao pólen em uma câmara de exposição. O estudo foi realizado em um monocentro piloto, com 15 pacientes com rinite alérgica e 19 pessoas saudáveis, submetidas ao pólen de Dactylis glomerata durante 2 a 4 horas em uma câmara de exposição, com intervalo de 21 dias. Antes do desafio e depois de 2 e 22 horas, foi realizada uma lavagem nasal e as secreções nasais foram coletadas em um filtro de papel para determinar um amplo painel de células e mediadores. Além disso, foram mensuradas as pontuações de sintomas nasais totais, fluxo nasal e óxido nítrico nasal. Os resultados apontaram que a exposição ao pólen aumentou significativamente a quantidade de eosinófilos, interleucina (IL) 5, IL-6, IL-13 e os níveis de proteína inflamatória de macrófago 1beta em pacientes alérgicos, mas não em indivíduos saudáveis. O efeito pode ser reproduzido para os eosinófilos, IL-5, IL-6 e níveis de proteína inflamatória de macrófago 1beta depois de uma segunda exposição ao alérgeno. Em contraste, os níveis de IL-13 foram mais elevados e os níveis de eotaxina aumentaram depois de repetir o desafio com alérgenos. Não houve correlação entre a pontuação de sintoma nasal totais e níveis elevados de células ou de citocina. Os níveis de óxido nítrico nasal não foram especificamente elevados nos pacientes com alergia ou nos controles saudáveis. Os pesquisadores concluíram que um subgrupo de biomarcadores celulares e solúveis de lavados nasais e secreções revelaram ter especificidade e reprodutibilidade em pacientes com rinite alérgica. Estes podem ser utilizados para medir a eficácia imunológica de tratamentos antialérgicos em câmaras de exposição a alérgenos. Os efeitos remanescentes atribuíveis à preparação devem ser considerados no projeto dos estudos cruzados. SP, 21/04/2017; Alterado em 13/07 Uma resenha de: Specificity and reproducibility of nasal biomarkers in patients with allergic rhinitis after allergen challenge chamber exposure Autores: Badorrek P, Müller M, Koch W, Hohlfeld JM, Krug N.

Teste de Controle da Asma e Rinite Alérgica em Crianças (Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test for Children - CARATKids): Validação no Brasil e valores de corte

16/10/2017 | Fonte: Fonte: Ann Allergy Asthma Immunol. 2017 May;118(5):551-556.e2.

O CARATKids avalia o controle da asma e da rinite alérgica em crianças menores de 12 anos. O objetivo do estudo, publicado na Annals of Allergy, Asthma & Immunology, foi validar uma versão brasileira do “CARATKids” e definir os valores de corte na identificação da doença incontrolada. Foram estudadas crianças entre 6 e 12 anos com asma e rinite alérgica (n=102). Foram obtidos o CARATKids, childhood Asthma Control Test (cACT), Escore Total de Sintomas Nasais (ETSN) e Escala Visual Análoga (EAV) no início do estudo e após 4 a 6 semanas. A consistência interna, confiabilidade teste-reteste, responsividade e validade da versão brasileira do CARATKids foram asseguradas de acordo com o “Consensus-based Standards for the Selection of Health Measurements Instruments checklist”. A diferença mínima clinicamente importante (DMCI) foi avaliada utilizando métodos de distribuição e fixação. As correlações Spearman foram utilizados para comparar as pontuações CARATKids com medidas externas de controle. A análise da curva característica de operação do receptor foi realizada para estabelecer os valores de corte. 50 crianças completaram ambas as visitas. A Cronbach alfa e o coeficiente de correlação intraclasse do CARATKids foram 0,81 e 0,85, respectivamente. O índice de responsividade de Guyatt foi -1,34, e a mudança interior em pacientes clinicamente instáveis (n= 31) foi significativa (P=0,02). Em relação à validade transversal e longitudinal, os coeficientes de correlação variaram de 0,58 a 0,77 (P<0,001) e 0,30 a 0,57 (P<0,05), respectivamente. O DMCI estimado para CARATKids foi de 3. O corte ideal (sensibilidade e especificidade) para excluir doenças não controladas e controladas foi 3 ou menos (97% e 67%) e 6 ou mais (56% e 96%), respectivamente. Os pesquisadores concluíram que o CARATKids é uma ferramenta confiável e válida para avaliar o controle da asma e rinite alérgica em crianças brasileiras. Uma pontuação de 6 ou mais no CARATKids identifica uma doença não controlada, e uma pontuação de 3 ou menos exclui uma doença não controlada. SP, 21/04/2017; Alterado em 13/07 Uma resenha de: Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test for Children (CARATKids): Validation in Brazil and cutoff values Autores: Amaral R, Carneiro AC, Wandalsen G, Fonseca JA, Sole D.

Impacto dos sintomas autorrelatados de asma e rinite alérgica sobre distúrbios respiratórios e do sono em idosos que realizaram polissonografia

17/10/2017 | Fonte: Fonte: PLoS One. 2017 Feb 28;12(2):e0173075.

Distúrbios respiratórios do sono e distúrbios do sono são frequentemente relatados na literatura em associação com a rinite alérgica e asma. No entanto, os estudos populacionais sobre esta questão em idosos ainda são muito raros. O objetivo deste estudo, publicado no PLoS One, foi investigar o impacto da rinite e da asma autorrelatadas na apneia e na qualidade do sono utilizando polissonografia em uma população coreana idosa. Um total de 348 pacientes idosos foram aleatoriamente selecionados entre uma amostra de indivíduos que realizaram o exame de polissonografia de uma noite. Os pacientes selecionados foram submetidos a avaliações antropométricas e clínicas. Simultaneamente, a prevalência e a comorbidade de asma e rinite alérgica, bem como a qualidade subjetiva do sono, foram avaliadas por meio de um questionário autorrelatado. Os resultados demonstraram que o diagnóstico de rinite alérgica foi significativamente mais prevalente em indivíduos com distúrbios respiratórios do sono. Os pacientes com diagnóstico de rinite alérgica apresentaram maior índice médio de dessaturação de oxigênio e duração da apneia. Os índices referentes à eficiência do sono mostraram que indivíduos com tratamento recente de rinite alérgica ou asma tiveram a qualidade do sono afetada. Além disso, os pacientes que haviam recebido tratamento de rinite alérgica nos últimos 12 meses acordavam mais frequentemente após o início do sono, apresentando uma menor eficiência do sono. De modo semelhante, os pacientes que receberam tratamento de asma nos últimos 12 meses mostraram uma eficiência de sono significativamente menor do que outros pacientes. Os pesquisadores concluíram que um histórico de rinite alérgica está associado ao aumento do risco de distúrbios respiratórios do sono em idosos. Segundo os autores, os distúrbios do sono e a diminuição da eficiência do sono foram encontrados nos indivíduos que haviam recebido tratamento recente de rinite alérgica ou asma. Os médicos devem estar cientes do alto risco dos distúrbios do sono em pacientes idosos com doenças respiratórias alérgicas. SP, 30/03/2017; Alterado em 13/07 Uma resenha de: Impact of self-reported symptoms of allergic rhinitis and asthma on sleep disordered breathing and sleep disturbances in the elderly with polysomnography study Autores: Kim SH, Won HK, Moon SD, Kim BK, Chang YS, Kim KW, Yoon IY.

Efeitos do consumo de probióticos sobre as bifidobactérias intestinais de pacientes celíacos

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Arq. Gastroenterol. [online]. 2017, vol.54, n.2, pp.85-90.

Indivíduos saudáveis apresentam uma concentração de bifidobactérias fecais significativamente maior em comparação a pacientes celíacos. Apesar de haver benefícios potenciais no uso de probióticos na doença celíaca, estes têm sido pouco explorados como uma terapia adjuvante. Este estudo, publicado nos Arquivos de Gastroenterologia, objetivou a comparação do pH e concentração fecal de bifidobactérias entre pacientes celíacos e indivíduos saudáveis antes e após o consumo diário de 100 g de iogurte contendo probiótico por um período de 30 dias. Foram analisadas fezes de 17 pessoas saudáveis e 14 pacientes celíacos, tendo sido realizada a coprocultura para o isolamento e quantificação de bifidobactérias fecais. Além disso, o método de Gram foi empregado na análise microscópica das colônias, enquanto a identificação do gênero Bifidobacterium foi feita através da determinação da enzima frutose-6-fosfato fosfocetolase. O pH fecal foi medido usando um pHmetro calibrado. A concentração de bifidobactérias fecais antes do consumo do iogurte probiótico foi significativamente maior em indivíduos saudáveis (2.3x108±6.3x107 UFC/g) quando comparada aos celíacos (1.0x107±1.7x107 CFU/g). Por outro lado, o pH fecal de ambos os grupos não apresentou diferença significativa. Após o consumo diário de iogurte contendo probiótico, ambos os grupos tiveram um aumento significativo na concentração de bifidobactérias fecais, entretanto indivíduos saudáveis apresentaram concentrações de bifidobactérias significativamente maiores (14.7x108±0.2x108 UFC/g) do que o grupo celíaco (0.76x108±0.1x108 UFC/g). Os valores de pH obtidos de ambos os grupos não foram significativamente diferentes, sendo de 7.28±0.518 para os pacientes celíacos e de 7.07±0.570 para os indivíduos saudáveis após o consumo do probiótico. Os pesquisadores concluíram que a suplementação com probiótico aumentou significativamente o número de bifidobactérias nas fezes dos pacientes celíacos apesar de não ter sido suficiente para alcançar a concentração encontrada em indivíduos saudáveis antes do consumo de probióticos. Uma resenha de: Efeitos do consumo de probióticos sobre as bifidobactérias intestinais de pacientes celíacos Autores: Martinello, Flávia; Roman, Camila Fontana e Souza, Paula Alves de.

Técnica molecular para detecção e identificação de Helicobacter pylori em espécimes clínicas: comparação com o método clássico de diagnóstico

17/10/2017 | Fonte: Fonte: J. Bras. Patol. Med. Lab. [online]. 2017, vol.53, n.1, pp.13-19.

Helicobacter pylori é uma bactéria encontrada nas células epiteliais do trato gastrointestinal humano. Sua infecção relaciona-se com diferentes patologias, como gastrite crônica, úlcera péptica, linfoma gástrico e adenocarcinoma. A infecção por Helicobacter pylori está presente em mais da metade da população mundial. Este estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, objetivou detectar a presença de H. pylori e comparar os métodos diagnósticos do teste rápido de urease (TRU) e reação em cadeia da polimerase (PCR). No estudo, realizado entre abril e julho de 2015, três biópsias foram coletadas de cada paciente. Duas foram usadas para realizar PCR e uma, para TRU. Oitenta e cinco amostras foram coletadas dos pacientes por meio de endoscopia, sendo 56 (65,88%) mulheres e 29 (34,11%) homens. Do total dos indivíduos sujeitos ao TRU, 15 (17,64%) foram positivos e 70 (82,35%), negativos. Na PCR, na detecção do gene 16S ácido ribonucleico ribossômico (rRNA) de H. pylori, 66 (77,64%) apresentaram resultados positivos e 19 (22,35%), negativos. Para a análise da presença do gene UreA em todas as amostras, resultados positivos foram encontrados em 70 (82,35%) e negativos em 15 (17,64%). De acordo com os resultados, o TRU e o teste molecular apresentaram diferenças estatísticas. Os pesquisadores concluíram que a PCR é um método útil na rotina laboratorial para detectar H. pylori em tecido de estômago devido à sua alta sensibilidade e especificidade, mas é necessária maior atenção na análise e na padronização. Uma resenha de: Técnica molecular para detecção e identificação de Helicobacter pylori em espécimes clínicas: comparação com o método clássico de diagnóstico Autores: Nevoa, Jéssica C. et al.

Precisão diagnóstica do teste respiratório da urease na infecção por Helicobacter pylori em crianças com dispepsia em comparação com a histopatologia

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Arq. Gastroenterol. [online]. 2016, vol.53, n.2, pp.108-112

A infecção por Helicobacter pylori, bacilo gram negativo, tem estreita associação com gastrite antral crônica. O objetivo deste estudo, publicado nos Arquivos de Gastroenterologia, foi avaliar a precisão do teste respiratório da urease (UBT) com isótopos de carbono 13 em comparação com a histopatologia do antro gástrico para detecção da infecção por H. pylori em crianças com dispepsia. Foi realizado um estudo transversal realizado no laboratório especializado no Centro de Pesquisa Gastroenterológica de Shiraz e do Hospital de Nemazee, Iran, durante um período de 12 meses. Este estudo investigou a sensibilidade, a especificidade e valores preditivos positivos e negativos da UBT em comparação com testes baseados em biópsia. Incluímos uma seleção consecutiva de 60 crianças que preencheram os critérios de Roma III para dispepsia. Todas as crianças foram encaminhadas para a realização de UBT com isótopos de carbono 13 (C13) assim como endoscopia. Biópsias foram tiradas do antro do estômago e duodeno. O diagnóstico patológico era considerado o teste padrão. A idade média dos participantes foi de 10.1±2.6 (intervalo de 7 a 17 anos). Do total de 60 pacientes, 28 (46,7%) tiveram resultados positivos UBT e 32 (53,3%) tiveram resultados negativos de UBT. Dezesseis (57,1%) de 28 pacientes que tiveram UBT positiva foram H. pylori positivo e 12 (42,9%) foram negativos. A sensibilidade e especificidade do C13-UBT para detecção da infecção por H. pylori foi de 76,2% e 69,2%, respectivamente. Os pesquisadores concluíram que a sensibilidade e especificidade do C13-UBT para detecção da infecção por H. pylori foi de 76,2% e 69,2%, respectivamente. Recomenda-se outro estudo multicêntrico de nosso país. Uma resenha de: Precisão diagnóstica do teste respiratório da urease na infecção por Helicobacter pylori em crianças com dispepsia em comparação com a histopatologia Autores: Honar, Naser et al.

A combinação dos índices PI-RADS (prostate imaging reporting and data system) e dados de PSA (antígeno prostático específico) na predição dos resultados de biópsia naïve da próstata em pacientes com suspeita de câncer de próstata

17/10/2017 | Fonte: Fonte: British Journal of Urology International. 2017 Feb;119(2):225-233

O objetivo deste estudo, publicado no British Journal of Urology International, foi investigar o valor de predição dos índices PI-RADS para a ressonância magnética multiparamétrica da próstata (mpMRI) na detecção do câncer de próstata, bem como parâmetros clássicos, tais como o nível de PSA, volume da próstata e densidade do PSA na predição do resultado da biópsia naïve em pacientes com suspeita de câncer de próstata. Para a realização deste estudo, os autores analisaram retrospectivamente, os dados de pacientes submetidos à mpMRI, com primeira biópsia da próstata realizada entre julho de 2010 e abril de 2014. As biópsias da próstata foram realizadas transperinealmente guiada por ultrassonografia transretal. No total 14 núcleos foram biopsiados como uma biópsia sistemática em todos os pacientes. Foram adicionadas duas imagens segmentadas da biópsia, orientadas por fusão cognitiva, para cada lesão em pacientes que apresentaram lesões suspeitas ou equívocas em mpMRI. A descrição dos resultados da ressonância magnética foi realizada por meio do sistema de pontuação PI-RADS versão 2.0 (PI-RADS v2). Foram realizadas análises univariadas e multivariadas para determinar preditores significativos de câncer de próstata e câncer de próstata clinicamente significativo. Foram analisados dados de 288 pacientes cujas características descritivas incluíram: idade de 69 anos, nível de PSA de 7,5 ng/mL, volume da próstata de 28,7 mL e densidade de PSA de 0,26 ng/mL/mL. Os resultados da biópsia foram benignos em 129 (45%) dos pacientes e clinicamente insignificantes em 18 (6%), além de 141 (49%) com câncer de próstata clinicamente significativo. A análise multivariada revelou que o índice PI-RADS v2 e a densidade de PSA foram preditores independentes para o câncer de próstata e câncer de próstata clinicamente significativo. Houve associação com taxas maiores de detecção de câncer de próstata clinicamente significativo (76-97%) quando o índice de PI-RADS v2 e a densidade de PSA foram combinados, ou seja, um índice de PI-RADS v2 de =4 e densidade de PSA =0,15 ng/mL/mL, ou índice de PI-RADS v2 de 3 e densidade de PSA =0,30 ng/mL/mL. Entre os pacientes com resultados negativos de biópsia, 22% foram posteriormente diagnosticados como câncer de próstata. Por outro lado, um índice PI-RADS v2 de =3 e densidade de PSA <0,15 ng/mL/mL não foram associados ao câncer de próstata clinicamente significativo e não houve detecção adicional de câncer de próstata em biópsias adicionais. Os pesquisadores concluíram que uma combinação do índice PI-RADS v2 e densidade de PSA pode ajudar no processo de tomada de decisão antes da realização de biópsia da próstata e na estratégia de acompanhamento em pacientes com biopsia naïve. Segundo os autores, pacientes com índice de PI-RADS v2 =3 e densidade de PSA <0,15 ng/mL/mL podem evitar biópsias desnecessárias. Uma resenha de: Combination of prostate imaging reporting and data system (PI-RADS) score and prostate-specific antigen (PSA) density predicts biopsy outcome in prostate biopsy naïve patients. Autores: Washino S, Okochi T, Saito K, Konishi T, Hirai M, Kobayashi Y, Miyagawa T.

Triagem do câncer de mama com tomossíntese mamária digital

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Breast Cancer. 2017 Jan;24(1):32-41

O objetivo deste estudo, publicado no Breast Cancer, foi realizar uma revisão acerca dos resultados de estudos que comparam a mamografia digital (MD) e a tomossíntese mamária digital (TMD) na triagem do câncer de mama. Segundo o pesquisador, evidências indicam um aumento considerável na utilização da TMD em todo o mundo. Embora estudos clínicos experimentais de relevância confirmem o potencial da TMD para o rastreamento do câncer de mama, a maioria dos resultados é baseada em estudos retrospectivos com amostras populacionais relativamente pequenas, limitando, de certa forma, as conclusões individuais sobre o procedimento. Segundo o autor, diversos estudos retrospectivos e três estudos prospectivos sobre tomossíntese no rastreamento do câncer de mama foram publicados até o momento, e confirmam o grande potencial da TMD. Os estudos retrospectivos realizados nos EUA mostraram uma diminuição significativa na taxa de recuperação utilizando a TMD como complemento da mamografia. A maioria desses estudos também mostrou um aumento na taxa de detecção do câncer e, segundo o autor, os resultados não significativos em alguns estudos podem ser explicados pela falta de poder estatístico, haja visto o universo amostral reduzido. Todos os três ensaios europeus prospectivos mostraram um aumento significativo na taxa de detecção de câncer. O pesquisador concluiu que os estudos retrospectivos e prospectivos de triagem que compararam a MD e a TMD demonstraram que a tomossíntese possui um grande potencial para melhorar a triagem do câncer de mama. Segundo o autor, a TMD consegue superar as limitações da mamografia convencional podendo ser considerada uma ferramenta importante para o futuro próximo da triagem do câncer de mama. Uma resenha de: Breast cancer screening with digital breast tomosynthesis. Autor: Skaane P.

Carcinoma ductal invasor: relação de características anatomopatológicas com a presença de metástases axilares em 220 casos

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões. [online]. 2017, vol.44, n.2, pp.163-170

O objetivo deste estudo, publicado na Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, foi analisar a relação das características anatomopatológicas com o comprometimento axilar em casos de carcinoma ductal invasor. Foi realizado um estudo transversal de 220 pacientes com câncer de mama, submetidas à mastectomia radical ou quadrantectomia com esvaziamento axilar, oriundos do Serviço de Mastologia da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, Ceará, Brasil. Os tumores foram submetidos a processamento histológico e, em seguida, foram determinados os graus histológico (GH), tubular (GT), nuclear (GN), índice mitótico (IM) pela classificação de Scarff-Bloom-Richadson, verificada a presença de invasão angiolinfática (IA) e mensurado o maior diâmetro do tumor (DT). Tais variáveis foram correlacionadas com a presença de metástases axilares. A média de idade das pacientes foi 56,81 anos ± 13,28. O tamanho do tumor variou de 0,13 a 22 cm, com média de 2,23cm ± 2,79. Os GH3, GT3 e GN3 prevaleceram: n=107 (48,6%), n=160 (72,7%) e n=107 (48,6%), respectivamente. Os índices mitóticos 1, 2 e 3 apresentaram distribuição homogênea: n=82 (37,2%), n=68 (31%) e n=70 (31,8%), respectivamente. Não foi evidenciada relação do GH, GT e GN com a ocorrência de metástases axilares (p=0,07; p=0,22 e p=0,21). Índices mitóticos 2 e 3 apresentaram relação com a ocorrência de metástases axilares (p=0,03). Tumores maiores do que 2cm e casos com invasão angiolinfática apresentaram maior índice de metástases axilares (p=0,0003 e p<0,0001). O pesquisador concluiu que índices mitóticos elevados, tumores com diâmetro maior do que 2cm e presença de invasão angiolinfática apresentaram isoladamente relação com a ocorrência de metástases axilares. Uma resenha de: Carcinoma ductal invasor: relação de características anatomopatológicas com a presença de metástases axilares em 220 casos Autor: Aquino, Ranniere Gurgel Furtado de et al.

Montreal Cognitive Assessment (MoCA) no rastreio de comprometimento cognitivo leve (CCL) em pacientes com doença renal

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Jornal Brasileiro de Nefrologia. [online]. 2016, vol.38, n.1, pp.31-41

Indivíduos com doença renal crônica (DRC) têm grande risco de desenvolver comprometimento cognitivo (CC), inicialmente leve (CCL), passível de identificação, mas ainda subdiagnosticado e subtratado. O Montreal Cognitive Assessment (MoCA) vem sendo indicado para rastreio de CCL na DRC. O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Nefrologia, foi avaliar o CCL em indivíduos com DRC pré-dialítica. O estudo foi realizado em 72 indivíduos, não idosos, com DRC nos estágios pré-dialíticos. A avaliação neuropsicológica incluiu: o teste de cognição global MoCA; o teste do relógio (TDR); o Digit Span ordem direta (DOD) e inversa (DOI); o teste de fluência verbal (FV), fonêmica (FAS) e semântica (animais); o punho-borda-mão (PBM); e de memória 10 figuras. A média de idade dos participantes foi de 56,74 ± 7,63 anos, com predominância de homens (55,6%), com escolaridade > 4 anos (84,3%), a maioria com DRC 1, 2 e 3a e 3b (67,6%), de causa hipertensiva (93,1%) e diabética (52,1%). O CC (MoCA < 24) foi observado em 73,6% dos usuários. Não encontramos associação das variáveis demográficas e clínicas com CC, mas tendência de associação com a idade (p = 0,07), com a escolaridade (p = 0,06) e com o DM (0,06). Os testes de função executiva, TDR, DOI e PBM, isoladamente, apresentaram boa sensibilidade e valor preditivo negativo comparados ao MoCA para a identificação de CC e, em conjunto, foram capazes de predizer o resultado do MoCA. Os pesquisadores concluíram que o CCL é frequente em usuários não idosos com DRC pré-dialítica. O TDR, DOI e PBM associados são equivalentes ao MoCA na identificação do CC nessa população, sugerindo comprometimento de funções executivas. Uma resenha de: Montreal Cognitive Assessment (MoCA) no rastreio de comprometimento cognitivo leve (CCL) em pacientes com doença renal crônica (DRC) pré-dialítica Autores: Paraizo, Marilise de Andrade et al.

Controle da depressão em idosos: uma revisão

17/10/2017 | Fonte: Fonte: JAMA. 2017 May 23;317(20):2114-2122.

Conforme o presente estudo publicado na JAMA, dentre os principais transtornos psiquiátricos na idade adulta a depressão se destaca, sobretudo, entre os idosos, afetando a saúde e a qualidade de vida. A incidência do transtorno depressivo maior em adultos com 55 anos ou mais é de aproximadamente 2% com concomitante aumento da prevalência com o avançar da idade. Além disso, 10% a 15% dos idosos apresentam sintomas depressivos clinicamente significativos, mesmo na ausência do transtorno depressivo maior. Os sintomas da depressão parecem ser semelhantes entre populações de adultos jovens e idosos. No entanto, idosos tendem a apresentar diversos outros transtornos médicos simultâneos, além de deficiência cognitiva. Nesse sentido, a depressão em idosos pode não ser diagnosticada corretamente impossibilitando o tratamento adequado. Embora o uso de antidepressivos seja a opção de tratamento mais analisada, estudos confirmam a eficácia de estratégias alternativas, tais como a psicoterapia, terapia com exercícios e terapia eletroconvulsiva. Isso é particularmente importante para minimizar os efeitos adversos dos antidepressivos em idosos, devido a múltiplas comorbidades médicas e interações medicamentosas. A psicoterapia é recomendada para pacientes com depressão de gravidade leve a moderada. Muitos pacientes idosos precisam das mesmas doses de medicação antidepressiva que são usadas para pacientes mais jovens, no entanto, evidências de alta qualidade não sugerem o uso do tratamento farmacológico da depressão em pacientes com demência. Ferramentas válidas e confiáveis de triagem (STOPP/START) podem auxiliar os médicos a evitarem medicamentos potencialmente inadequados, subtratamento ou erros de omissões em pessoas idosas. Estudos demonstram que o uso de antidepressivos pode ser diminuído progressivamente, porém a completa descontinuação aumenta os riscos de recaída ou recorrência de depressão. Os pesquisadores concluem que o transtorno depressivo maior em idosos é comum e pode ser efetivamente tratado com antidepressivos e terapia eletroconvulsiva. Segundo os autores, as terapias psicológicas e o exercício também podem ser eficazes para depressão leve-moderada, para pacientes que preferem tratamento não farmacológico ou para pacientes que são muito frágeis para tratamentos medicamentosos. Uma resenha de: Management of Depression in Older Adults: A Review Autores: Kok RM, Reynolds CF 3rd.

Efeitos do ozônio na dor e na incapacidade em pacientes com síndrome dolorosa pós-laminectomia

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Revista da Associação Médica Brasileira. [online]. 2017, vol.63, n.4, pp.355-360

A dor lombar é um dos distúrbios dolorosos de maior prevalência. Existem diversas etiologias e, na presença de déficits neurológicos ou síndromes compressivas, pode ser indicada cirurgia. Entretanto, em até 40% dos casos os pacientes podem evoluir com piora da dor e síndrome dolorosa pós-laminectomia (SDPL), que se constitui em uma importante causa de dor crônica com grande morbidade e incapacidade. Nas últimas duas décadas, o ozônio tem se mostrado uma nova opção terapêutica para a SDPL em virtude das suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. O objetivo deste estudo, publicado na Revista da Associação Médica Brasileira, foi avaliar o efeito da ozonioterapia na dor e na incapacidade de pacientes com SDPL. Foram selecionados 19 pacientes, submetidos a epiduroscopia e aplicação de ozônio. Os pacientes foram avaliados no pré-operatório e 21 dias após o procedimento, por meio de Escala Visual Analógica, Inventário Breve de Dor, Questionário Roland-Morris de Incapacidade, Oswestry Disability Scale, Inventário de Sintomas de Dor Neuropática e Questionário de Dor Neuropática. Os pacientes apresentaram redução significante nos escores das escalas de avaliação de dor; porém, essa redução não foi observada na avaliação da incapacidade funcional. Os pesquisadores concluíram que os dados obtidos sugerem que a ozonioterapia epidural pode ser uma opção de manejo da SDPL na diminuição da intensidade da dor. Uma resenha de: Effects of ozone on the pain and disability in patients with failed back surgery syndrome Autores: Barbosa, Danilo Costa et al.

Medidas relatadas pelos pacientes sobre qualidade de vida e capacidade funcional em capsulite adesiva

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Revista da Associação Médica Brasileira. [online]. 2017, vol.63, n.4, pp.347-354

O objetivo deste estudo, publicado na Revista da Associação Médica Brasileira, foi avaliar as medidas relatadas pelos pacientes sobre qualidade de vida e capacidade funcional em capsulite adesiva antes e após tratamento com bloqueios do nervo supraescapular; analisar a influência das variáveis clínicas e sociodemográficas em ambos os desfechos e a correlação entre os respectivos instrumentos. Foi realizado um estudo clínico prospectivo foi realizado em pacientes com capsulite adesiva. Os critérios de inclusão foram o diagnóstico clínico de capsulite adesiva e realização de exames de imagem do ombro. Os instrumentos WHOQOL-BREF e DASH foram aplicados antes e após o tratamento. Utilizou-se o escore de Constant com ponto de corte em 55 para a interrupção do tratamento. As médias dos valores foram comparadas pelos testes t-pareado e Wilcoxon. Na análise de correlação foi utilizado o coeficiente de Pearson ou de Spearman. Foi realizada análise de regressão linear múltipla utilizando como preditoras as variáveis com p<0,20 na análise univariada e como desfechos os domínios do WHOQOL e o DASH. O nível de significância foi de 5%. Foram avaliados 43 pacientes. A comparação entre as médias dos valores do WHOQOL-BREF e DASH antes e após os bloqueios apresentou um p<0,05. Houve correlação negativa entre o DASH e os domínios físico, psicológico e ambiental do WHOQOL-BREF. Os pacientes mais velhos e com maior grau de escolaridade influenciaram a melhora da qualidade de vida e capacidade funcional dos pacientes. Os pesquisadores concluíram que a melhora da capsulite adesiva com o tratamento implica melhora da qualidade de vida e capacidade funcional. Quanto maior a capacidade funcional do ombro, melhor a qualidade de vida dos pacientes. A faixa etária e o grau de escolaridade são as variáveis que mais influenciam a melhora da qualidade de vida e capacidade funcional. Uma resenha de: Medidas Patient-reported measures of quality of life and functional capacity in adhesive capsulitis Autores: Fernandes, Marcos Rassi.

Polineuropatia periférica em pacientes obesos graves com síndrome metabólica sem diabetes: associação com baixo HDL-colesterol

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Revista da Associação Médica Brasileira. [online]. 2017, vol.63, n.4, pp.324-331

O objetivo deste estudo, publicado na Revista da Associação Médica Brasileira, foi avaliar a prevalência da polineuropatia periférica (PNP) em indivíduos obesos graus II e III com síndrome metabólica (Ob-II,III,SM) sem diabetes e buscar possíveis fatores associados. Em um estudo transversal, realizado em indivíduos Ob-II,III,SM e sem diagnóstico de diabetes, o Instrumento de Screening de Michigan (MNSI) foi utilizado para avaliar a presença de PNP. Um total de 24 de 218 pacientes Ob-II,III,SM e sem diabetes tinham PNP. Quando observamos as associações com PNP em uma análise univariada, níveis séricos de LDL-colesterol (p=0.046) estiveram significativamente associados e houve também uma tendência à associação com níveis séricos de triglicerídeos (p=0.118) e baixo HDL-colesterol (p=0.057). Em uma análise de regressão de Poisson, quando as três possíveis associações foram incluídas, baixo HDL-colesterol (p=0.047) manteve-se independentemente associado. Os pesquisadores concluíram que em pacientes Ob-II,III,SM, mas sem diabetes, a PNP definida pelo MNSI tem uma prevalência elevada e está associada a baixos níveis de HDL-colesterol. Para diagnóstico dessa complicação, recomenda-se realizar o exame neurológico desses pacientes. Uma resenha de: Peripheral polyneuropathy in severely obese patients with metabolic syndrome but without diabetes: Association with low HDL-cholesterol Autores: Nienov, Otto Henrique; Matte, Luciana; Dias, Lisiane Stefani e Schmid, Helena.

Resultado funcional após reparo artroscópico da tríplice instabilidade do ombro

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Revista Brasileira de Ortopedia. [online]. 2017, vol.52, n.2, pp.182-188

O objetivo deste estudo, publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, foi avaliar os resultados funcionais dos pacientes submetidos a reparo artroscópico da tríplice lesão labral do ombro. Foi realizado um estudo analítico retrospectivo de pacientes com tríplice lesão labral do ombro, submetidos a tratamento artroscópico de março de 2005 a dezembro de 2014. Foram incluídos pacientes com pelo menos um ano de seguimento pós-operatório. Nove pacientes foram avaliados. A média foi de 32,3 anos e o lado dominante foi afetado em cinco pacientes. Os pacientes foram avaliados funcionalmente por meio da amplitude de movimento em elevação, rotação externa com o braço junto ao corpo e com o braço em abdução de 90°, rotação interna e por meio do escore de Carter-Rowe. O grau de satisfação foi avaliado no fim do seguimento. Três pacientes tiveram menos de cinco episódios de instabilidade, quatro entre cinco e dez e dois mais de dez. Sete pacientes tiveram teste de O'Brien positivo para lesão do lábio superior de anterior para posterior (Slap, do inglês superior labrum anterior to posterior lesion) e apreensão em abdução e rotação externa positiva; apenas um apresentou apreensão em adução e rotação interna. Três pacientes persistiram com teste de O'Brien positivo e um com apreensão em abdução e rotação externa no fim do seguimento. A amplitude de movimento esteve completa em todos os casos na última avaliação. A média do escore de Carter-Rowe aumentou de 40 no pré-operatório para 90 (p = 0,008). Os pesquisadores concluíram que o reparo artroscópico da tríplice lesão labral permite restaurar a estabilidade da articulação glenoumeral e alcança excelentes resultados funcionais. Uma resenha de: Resultado funcional após reparo artroscópico da tríplice instabilidade do ombro Autores: Godinho, Glaydson Gomes et al.

Osteotomias posteriores de três colunas para tratamento de cifose dorsal rígida - Série de casos

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Revista Brasileira de Ortopedia. [online]. 2017, vol.52, n.2, pp.189-196

O objetivo deste estudo, publicado na Revista Brasileira de Ortopedia, foi avaliar os resultados e as complicações de uma série de pacientes submetidos a osteotomias das três colunas por abordagem posterior para correção de casos complexos de deformidade cifótica dorsal rígida. Foi realizada uma revisão dos prontuários e das imagens de 15 casos consecutivos de osteotomias de subtração pedicular, osteotomias osso-disco-osso ou vertebrectomias posteriores totais, com registro das etiologias, tipo e nível de osteotomia, extensão da fixação, complicações e medidas pré- e pós-cirúrgicas das curvas sagitais e dos parâmetros pélvicos. Foram feitas seis osteotomias de subtração pedicular, uma em duas vértebras adjacentes e duas osso-disco-osso e sete vertebrectomias posteriores totais, duas em duas vértebras adjacentes. As médias de correção foram de 39,3° para a cifose angular e 33,9° para a cifose dorsal total. As correções foram semelhantes, independentemente do tipo de osteotomia usado, do segmento espinhal operado ou da abordagem em um ou dois níveis, mas isso pode ser efeito da amostra. Ocorreram oito complicações em seis pacientes (40% dos casos), duas clínicas, cinco cirúgicas precoces e uma cirúrgica tardia (mais de 90 dias após a cirurgia). Houve três reoperações com menos de um ano da cirurgia inicial e um caso de paraparesia mantida. As complicações clínicas foram resolvidas sem sequelas maiores. Não houve perda de correção significativa durante o segmento, exceto em dois casos de falha mecânica maior por fratura de segmento juncional. Os pesquisadores concluíram que embora sejam procedimentos complexos, agressivos e sujeitos a complicações, as osteotomias com ressecção das três colunas são altamente eficazes na correção das deformidades cifóticas rígidas e seguras o bastante para justificar seu uso em casos selecionados. Uma resenha de: Osteotomias posteriores de três colunas para tratamento de cifose dorsal rígida - Série de casos Autores: Simoes, Marcelo Simoni; Abreu, Ernani Vianna de e Winkler, Bruno Costamilan.

Instrumento para avaliação comportamental da dor em pacientes críticos: um estudo de validação em 28 países

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Pain. 2017 May;158(5):811-821

Muitos pacientes críticos adultos estão impossibilitados de avaliar a sensação de dor através de autorrelato. O objetivo deste estudo, publicado no periódico Pain, foi validar um instrumento para avaliação comportamental da dor (BPAT, do inglês Behavior Pain Assessment Tool) por meios de 8 itens, em pacientes internados em 192 unidades de terapia intensiva de 28 países. Foram incluídos para análise um total de 4.812 procedimentos em 3.851 pacientes. Dois avaliadores diferentes, sobretudo médicos e enfermeiros, aplicaram o BPAT para a avaliação da percepção de dor do paciente, antes e durante os procedimentos. Os pacientes capazes de realizar o autorrelato de dor categorizavam a intensidade e a carga atribuída à dor em escores de 0 a 10. A concordância das observações comportamentais variou de moderada (0,43-0,60) à excelente (> 0,60) com base nos coeficientes de kappa. Os resultados das análises de regressão logística de vários níveis dos efeitos mistos revelaram maior probabilidade de comportamentos de dor durante o procedimento em pacientes menos sedados, o que segundo os autores, demonstra a capacidade discriminante do BPAT. Com relação à validação dos critérios, houve correlação positiva moderada entre os escores médios de BPAT e os escores de intensidade (r = 0,54) e carga atribuída à dor (r = 0,49) (P 3,5, classificando os pacientes com ou sem níveis severos (=8) de intensidade e carga atribuída à dor. Os valores de sensibilidade e especificidade deste ponto de corte variou de 61,8% a 75,1%. Os pesquisadores concluíram que o instrumento BPAT foi considerado confiável e válido, contudo, a viabilidade para o uso na prática e o efeito de sua implementação clínica sobre a dor do paciente, bem como sobre os resultados de pacientes em unidades de terapia intensiva, precisam de mais investigações. Uma resenha de: The Behavior Pain Assessment Tool for critically ill adults: a validation study in 28 countries. Autores: Gélinas C, Puntillo KA, Levin P, Azoulay E.

Avaliação das dietas DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) e dieta ocidental no risco de gota em homens: estudo prospectivo de coorte

17/10/2017 | Fonte: Fonte: BMJ. 2017 May 9;357:j1794

O objetivo deste estudo, publicado no periódico British Medical Journal, foi investigar prospectivamente a relação entre a dieta ocidental e a abordagem dietética para hipertensão “DASH” no risco de gota (hiperuricemia) em homens. Trata-se de um estudo prospectivo que avaliou cerca de 44.444 homens sem histórico de gota, pertencentes à coorte Health Professionals Follow-up Study. O padrão alimentar foi avaliado por questionários dietéticos validados, e cada participante foi classificado dentro de um de dois padrões de dieta, DASH ou ocidental. A classificação para a dieta DASH teve como base a alta ingestão de frutas, vegetais, nozes, legumes, produtos lácteos com baixo teor de gordura, grãos integrais e baixa ingestão de sódio, bebidas açucaradas e carnes vermelhas processadas. A classificação dentro da dieta ocidental teve como base a alta ingestão de carnes vermelhas e embutidos, batatas fritas, grãos refinados, doces e sobremesas. Foi considerado como resultado primário o risco de gota incidente, com base nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia, ajustando-se para possíveis fatores de confusão, incluindo idade, índice de massa corporal, hipertensão, uso de diuréticos e consumo de álcool. Os resultados confirmaram cerca de 1731 casos de gota incidente durante 26 anos de seguimento. O menor risco de gota esteve associado ao padrão alimentar da dieta DASH (risco relativo ajustado para quintos extremos 0,68, intervalo de confiança de 95% 0,57 a 0,80, valor de P para tendência <0,001). Por outro lado, o padrão alimentar da dieta ocidental teve associação com o um risco aumentado de gota (1,42, 1,16 a 1,74, P = 0,005). Os pesquisadores concluíram que a dieta DASH esteve associada a um menor risco de gota, sugerindo que o efeito da dieta na redução do ácido úrico em indivíduos com hiperuricemia converge para um menor risco de gota. Por outro lado, a dieta ocidental esteve associada a um maior risco de gota. Os autores concluem, ainda, que a dieta DASH se revela uma abordagem alimentar preventiva importante para homens em risco de gota. Uma resenha de: The Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) diet, Western diet, and risk of gout in men: prospective cohort study Autores: Rai SK, Fung TT, Lu N, Keller SF, Curhan GC, Choi HK.

Alterações no potencial funcional do microbioma intestinal após suplementação probiótica durante o tratamento do Helicobacter pylori

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Helicobacter. 2016 Dec;21(6):493-503.

A suplementação probiótica é utilizada para aliviar os efeitos secundários associados à terapia com antibióticos para a infecção por Helicobacter pylori. Vários estudos descreveram os efeitos da administração de probióticos na microbiota intestinal durante a antibioticoterapia. No entanto, a maioria destes estudos tem focado em bactérias específicas, proporcionando assim informações limitadas sobre os papéis funcionais da microbiota alterada. O objetivo deste estudo, publicado no Helicobacter, foi examinar o impacto da suplementação probiótica na estrutura e na dinâmica funcional da microbiota intestinal durante a erradicação do H. pylori, utilizando uma análise de sequencias metagenômicas inteiras. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: o grupo de antibióticos, que recebeu apenas antibióticos e o grupo de probióticos, que recebeu antibióticos com suplementação probiótica. Os perfis estruturais e funcionais da microbiota intestinal foram analisados utilizando DNA metagenômico extraído das fezes durante o tratamento pelo sistema Illumina MiSeq. As alterações globais da microbiota, como revelado pelo sequenciamento do metagênero inteiro, foram semelhantes aos resultados anteriores da análise genética do rRNA 16S. A mudança proporcional nas famílias de genes funcionais foi maior no grupo de antibióticos do que no grupo de probióticos. Em particular, a proporção de genes relacionados com o metabolismo de compostos seleno foi reduzida no grupo de probióticos, enquanto que os genes associados com o metabolismo de açúcares nucleotídicos foram aumentados. Os pesquisadores concluíram que as alterações funcionais da microbiota intestinal podem estar relacionadas à redução da irritação intestinal e à manutenção da diversidade bacteriana observada após a antibioticoterapia com suplementação probiótica. Espera-se que os potenciais papéis benéficos da microbiota intestinal alterada após a suplementação probiótica sejam uma redução dos efeitos colaterais, como a irritação intestinal e resistência a antibióticos. Uma resenha de: Changes in the Functional Potential of the Gut Microbiome Following Probiotic Supplementation during Helicobacter Pylori Treatment Autores: Oh B, Kim JW, Kim BS.

Rinite alérgica e alergia são fatores de risco para otite média com efusão: uma meta-análise

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Allergol Immunopathol (Madr). 2017 Jan - Feb;45(1):25-32.

O objetivo deste estudo, publicado no Allergologia et Immunopathologia, foi revisar sistematicamente as associações entre rinite alérgica ou alergia e otite média com efusão, por referência aos dados publicados. Trata-se de uma meta-análise de estudos caso-controle, para o qual, foram pesquisadas cinco bases de dados (Pubmed, Highwire, Medline, Wanfang e China National Knowledge Infrastructure) para estudos relevantes na língua inglesa e publicados antes de 12 de novembro de 2015. Foram selecionados estudos com grupos experimentais e de controle claramente definidos, nos quais, os grupos experimentais apresentaram otite média com efusão em conjunto com rinite alérgica ou alergia. Realizou-se uma meta-análise sobre os dados dos estudos transversais e de caso-controle, utilizando modelos de efeitos fixos ou aleatórios (dependendo da heterogeneidade). Foi utilizado o software Manager 5.3. Sete estudos preencheram os critérios de inclusão. A prevalência de rinite alérgica em pacientes com otite média com efusão e nos grupos controle diferiu significativamente em três estudos (P <0,00001), assim como a prevalência de alergia (em seis estudos, P = 0,003). Os pesquisadores concluíram que a rinite alérgica e a alergia parecem ser fatores de risco para otite média com efusão. Uma resenha de: Allergic rhinitis and allergy are risk factors for otitis media with effusion: A meta-analysis Autores: Cheng X, Sheng H, Ma R, Gao Z, Han Z, Chi F, Cong N, Wang J, Liu X, Luo X, Yu J, Ra Y.

Combinação de bifidobactérias (B longum BB536, B infantis M-63, B breve M16V) no tratamento de crianças com rinite alérgica sazonal e asma intermitente

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Ital J Pediatr. 2017 Mar 7;43(1):25.

Tanto a rinite alérgica como a asma alérgica têm como causa uma reação inflamatória significativa mediada por IgE. Nesse sentido, especula-se que os probióticos podem exercer atividades anti-inflamatórias e imunomoduladoras de grande importância para estes casos. O objetivo deste estudo, publicado no Italian Journal of Pediatrics, foi investigar o efeito de uma mistura de bifidobactérias no alívio de sintomas nasais e, consequentemente, na qualidade de vida de crianças com rinite alérgica e asma intermitente por alergia ao pólen. Trata-se de um estudo randomizado, duplo cego e controlado com placebo que investigou cerca de 40 crianças, sendo que destas, 18 eram meninos com idade média de 9 ± 2,2 anos. Os participantes foram aleatoriamente randomizados para o grupo de intervenção (tratamento com probióticos) ou para o grupo controle (placebo), nos quais deveriam ingerir um sachê/dia da substância correspondente a cada grupo durante 4 semanas. A avaliação da rinite alérgica e da qualidade de vida foi realizada no início do estudo e após o tratamento. O uso de medicamentos de resgate, tais como xarope de cetirizina e spray de salbutamol, também foi permitido e registrado para controle do estudo. Os resultados mostraram que as crianças tratadas com a combinação de probióticos obtiveram melhora significativa dos sintomas de rinite alérgica (p<0,005) e da qualidade de vida (p<0,001). O grupo placebo, entretanto, apresentou piora de ambos os parâmetros (rinite alérgica [p<0,005]; qualidade de vida [p<0,001]). A análise intergrupos identificou que a combinação probiótica foi significativamente superior ao placebo para todos os parâmetros analisados. Os pesquisadores concluíram que uma mistura de bifidobactérias foi capaz de melhorar significativamente os sintomas de rinite alérgica e, consequentemente, a qualidade de vida em crianças com rinite alérgica e asma intermitente induzida por pólen. Uma resenha de: Bifidobacterium mixture (B longum BB536, B infantis M-63, B breve M-16V) treatment in children with seasonal allergic rhinitis and intermittent asthma Autores: Del Giudice MM, Indolfi C, Capasso M, Maiello N, Decimo F, Ciprandi G.

Prevalência do Helicobacter pylori há dez anos comparada com a atual em pacientes submetidos à endoscopia digestiva alta

17/10/2017 | Fonte: Fonte: ABCD, arq. bras. cir. dig. [online]. 2016, vol.29, n.3, pp.151-154.

Helicobacter pylori vem sendo amplamente estudado desde 1982 estimando-se que 50% da população mundial esteja afetada. A literatura carece de estudos que mostrem a mudança de sua prevalência em uma mesma população ao longo do tempo. O objetivo deste estudo, publicado no Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva, foi comparar a prevalência do H.pylori no intervalo de 10 anos em população que realizou endoscopia digestiva alta no mesmo serviço de endoscopia. Foi realizado um estudo observacional, retrospectivo e transversal, comparando a prevalência de H. pylori em duas amostras com intervalo de 10 anos (2004 e 2014) que realizaram endoscopia digestiva alta com biópsias e teste da urease para a pesquisa de H. pylori Foram estudados pacientes em três meses consecutivos de 2004, comparados aos de três meses consecutivos de 2014. O número total de pacientes avaliados foi 2536, sendo 1406 em 2004 e 1130 em 2014. Constatou-se resultado positivo para H.pylori em 17% da amostra como um todo. Houve queda significativa da prevalência de H.pylori de 19,3% em 2004 para 14,1% em 2014 (p<0,005). Os pesquisadores concluíram que houve redução de 5,2% da prevalência de H. pylori comparando-se dois períodos de três meses consecutivos com intervalo de 10 anos em duas amostras populacionais equivalentes. Uma resenha de: Prevalência do Helicobacter pylori há dez anos comparada com a atual em pacientes submetidos à endoscopia digestiva alta Autores: Frugis, Sandra et al.

Alterações inflamatórias associadas ao Helicobacter pylori na bolsa gástrica de bypass em y-de-roux

17/10/2017 | Fonte: Fonte: ABCD, arq. bras. cir. dig. [online]. 2016, vol.29, suppl.1, pp.31-34.

Helicobacter pylori é responsável por várias doenças gastrointestinais. Com o aumento de cirurgia bariátrica no país, há poucos estudos sobre a prevalência desta bactéria em obesos com indicação cirúrgica e o seu papel no surgimento de lesões inflamatórias no pós-operatório. O objetivo deste estudo, publicado no Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva, foi identificar a incidência de lesões inflamatórias no estômago pós-cirurgia bariátrica e correlacionar com a infecção por H. pylori. Foi realizado um estudo prospectivo com dois grupos de pacientes. Em ambos os grupos foi verificada a prevalência do H. pylori no pré-operatório através de histopatologia, mas em apenas um dos grupos, nos casos de H. pylori positivo realizou-se o tratamento com antibioticoterapia e inibidor de bomba de próton com realização de nova endoscopia no 6° e 12° mês pós-operatório. Foram avaliados 216 pacientes, com as seguintes características: sexo feminino (68,1%), faixa etária entre 30-40 anos, com 31,9% e 31%, respectivamente. De acordo com o IMC, 17,6% apresentavam obesidade moderada, 82,4% obesidade severa/mórbida e 9,7% superobesidade. Nos pacientes submetidos à endoscopia, a positividade do H. pylori se manifestou em 40,7%, sendo responsável pela atividade inflamatória na mucosa gástrica (p<0,001). No pós-operatório, investigou-se a mucosa gástrica através de endoscopia e histopatologia no 6° e 12° mês, que demonstrou normalidade no neorreservatorio gástrico em 84% dos pacientes, e a incidência de H. pylori foi 11% aos seis meses e 16% aos 12 meses, sendo a presença de processo inflamatório relacionado com a infecção pela bactéria (p<0,001). Os pesquisadores concluíram que o H. pylori apresenta prevalência similar tanto em obesos que irão submeter-se à cirurgia bariátrica quanto à população em geral; há baixa incidência dele no 6° e 12° mês após a operação e isto deve-se provavelmente à sua erradicação quando detectado no pré-operatório; quando presente a doença inflamatória no neorreservatório gástrico possui relação direta com a infecção por H. pylori. Uma resenha de: Alterações inflamatórias associadas ao Helicobacter pylori na bolsa gástrica de bypass em y-de-roux Autores: Chaves, Luiz Claudio Lopes et al.

A videoendoscopia convencional pode identificar as gastrites por Helicobacter pylori?

17/10/2017 | Fonte: Fonte: ABCD, arq. bras. cir. dig. [online]. 2016, vol.29, n.2, pp.73-76.

Estudos com tecnologias mais recentes como endoscopia com magnificação e cromoscopia mostraram que vários aspectos endoscópicos estão claramente associados à infecção por Helicobacter pylori. A descrição de padrões diferenciados de enantema no corpo gástrico através da magnificação de imagens reavivou o interesse na identificação desses padrões pela endoscopia convencional. O objetivo deste estudo, publicado no Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva, foi validar os padrões morfológicos de mucosa gástrica usando videogastroendoscopia convencional relacionados à gastrite por infecção por Helicobacter pylori, permitindo previsibilidade do seu diagnóstico e o direcionamento de biópsias. Foi realizado um estudo prospectivo de 339 pacientes consecutivos com análise das imagens de videogastroendoscopia obtidas, gravadas e armazenadas em banco de dados. Estas imagens foram estudadas com relação à presença ou não do Helicobacter pylori diagnosticado por teste rápido de urease e/ou por pesquisa direta por estudo anatomopatológico. Foram estudados: a) aspecto normal da mucosa; b) nodularidade da mucosa; c) enantema inespecífico difuso de antro e corpo; d) enantema em mosaico ou salpicado; e) enantema em estrias ou faixas; f) erosões elevadas; g) erosões planas; h) pólipos de glândulas fúndicas. Os principais critérios de exclusão foram o uso de medicamentos, tratamento prévio de HP e outras entidades que pudessem interferir nos resultados. Aplicando os critérios de exclusão, incluíram-se 170 dos 339 pacientes sendo 52 (30,58%) positivos para Helicobacter pylori e 118 negativos. No grupo positivo os achados que mais se associaram com a infecção foram: nodularidade no antro (26,92%); presença de erosões elevadas (15,38%) e mucosa em mosaico no corpo (21,15%). No grupo negativo o aspecto normal da mucosa foi de 66,94%; enantema em estrias ou faixas em 9,32%; erosões planas em 11,86%; e pólipos de glândulas fúndicas 11,86%. Os pesquisadores concluíram que os achados endoscópicos são úteis na previsibilidade de localização e direcionamento de biópsias na pesquisa do HP. A mais representativa forma de gastrite por HP foi o achado de nodularidade na mucosa antral. As erosões elevadas e mucosa em mosaico no corpo são SP, 28/04/2017; Alterado em 13/07 sugestivas, mas não específicas da infecção. As demais formas não foram conclusivas da presença do HP. Uma resenha de: A videoendoscopia convencional pode identificar as gastrites por Helicobacter pylori? Autores: Gomes, Alexandre et al.

Polimorfismo 4G/5G no gene do inibidor do ativador de plasminogênio do tipo 1 como fator de risco para o desenvolvimento de sintomas de rinite alérgica em pacientes com asma

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Eur Arch Otorhinolaryngol. 2017 Jun;274(6):2613-2619.

O inibidor do ativador do plasminogênio do tipo 1 (PAI-1) é uma glicoproteína. A sua função fisiológica mais bem documentada é a participação na remodelação do tecido após processos inflamatórios. O objetivo deste estudo, publicado no European Archives of Otorhinolaryngology, foi avaliar a frequência do polimorfismo do gene PAI-1 (4G/5G) em pacientes com disfunção ventilatória pulmonar na asma e rinite alérgica. Neste estudo, foram incluídos cerca de 145 pacientes adultos diagnosticados com asma crônica e que apresentavam todos os parâmetros de diagnóstico clinicamente relevantes, bem como marcadores laboratoriais de pO2, IgE e eosinófilos em escarro e cotonete nasal. O DNA genômico foi isolado e os genótipos do polimorfismo de PAI1 4G/5G e ABO foram determinados utilizando PCR em tempo real e PCR-SSP. Os dados foram testados para normalidade estatística (teste de Kolmogorov-Smirnov) e avaliados para mediana, intervalos interquartis, testes de ?2 e Mann-Whitney U. Os resultados mostraram que os pacientes com sintomas de rinite alérgica foram significativamente mais jovens e apresentaram níveis cerca de 4 vezes maiores de IgE (P=0,001), pO2 (P=0,002) e PFE (P=0,036), em comparação com aqueles que não apresentavam sintomas. Em pacientes com rinite alérgica, o genótipo PAI 4G/4G é significativamente mais comum em relação ao genótipo 5G/5G (28,1% vs. 16,1%, P=0,017), assim como os portadores do genótipo 4G/5G. Entretanto, não houve diferença estatisticamente significativa na incidência de rinite alérgica nos portadores de nenhum genótipo ABO. A frequência do genótipo PAI 4G/4G é significativamente maior em pacientes com rinite alérgica. Os pesquisadores concluíram que indivíduos com asma e portadores de pelo menos um alelo 4G possuem maior risco de desenvolver sintomas de rinite alérgica. Uma resenha de: Polymorphism 4G/5G of the plasminogen activator inhibitor 1 gene as a risk factor for the development of allergic rhinitis symptoms in patients with asthma Autores: Lampalo M, Jukic I, Bingulac-Popovic J, Marunica I, Petlevski R, Pavlisa G, Popovic-Grle S.

Correlação inversa do ligante solúvel de morte celular programada 1 (sPD-L1) com contagem de eosinófilos e severidade clínica em pacientes com rinite alérgica

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Allergol Int. 2017 Apr;66(2):326-331.

A atividade das células T é determinada por meio de sinais co- estimuladores/inibitórios. O ligante de morte celular programada 1 (PD-L1) é um membro desta família de moléculas de co-sinalização. Embora o PD-L1, em forma solúvel presente no soro humano (sPD-L1), também esteja presente em pacientes com alguns tipos de distúrbios autoimunes, ainda há poucos estudos sobre as funções do sPD-L1 em doenças alérgicas. O objetivo deste estudo, publicado no Allergology International, foi avaliar a associação entre os níveis de sPD-L1 com contagem de eosinófilos e com a severidade da doença em pacientes com rinite alérgica. Foram selecionados para este estudo um total de 90 pacientes com rinite alérgica. A severidade da doença foi classificada como leve, moderada e grave tendo como base a classificação modificada ARIA (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma). Foram realizadas coletas de amostras de sangue para análise de sPDL-1 e contagem de eosinófilos. As análises foram realizadas por um analisador hematológico através de um kit ELISA comercial. Os resultados mostraram a seguinte divisão dos pacientes quanto à severidade da rinite alérgica; leve: 13 pacientes (14,44%), moderada: 31 pacientes (34,44%) e grave: 46 pacientes (51,12%). Os níveis médios de sPD-L1 e contagem de eosinófilos foram, respectivamente, de 18,38 ± 14,42 ng/ml e de 422,43 ± 262,26 células/µl. Houve correlação inversa estatisticamente significativa entre os níveis de sPD-L1 e a contagem de eosinófilos (r = -0,364, P<0,001) e entre os níveis de sPD-L1 e a severidade da rinite alérgica (r = -0,384, P<0,001). Os pesquisadores concluíram que a sPD-L1 pode ser útil, enquanto marcador, na determinação da gravidade da rinite alérgica. Os autores também apontam que a sPD-L1 pode ter um papel inibitório no desenvolvimento da rinite alérgica, de modo que sua modulação pode ser considerada como uma abordagem terapêutica acessória importante para a redução da progressão da doença. Uma resenha de: Inverse correlation of soluble programmed cell death-1 ligand-1 (sPD-L1) with eosinophil count and clinical severity in allergic rhinitis patients Autores: Nasiri Kalmarzi R, Fattahi N, Kaviani Z, Ataee P, Mansouri M, Moradi G, Yousefzade A, Abbassi JM.

Efeitos da suplementação com probióticos em pacientes com diabetes mellitus tipo 2: Uma meta-análise de ensaios randomizados

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Med Clin (Barc). 2017 Apr 21;148(8):362-370.

O objetivo deste estudo, publicado no Medicina Clinica, foi investigar os efeitos da suplementação de probióticos sobre o controle glicêmico e o metabolismo lipídico em pacientes com diabetes do tipo 2. Para a realização desta meta-análise, foram realizadas buscas em 5 bases de dados por ensaios clínicos randomizados até março de 2016, e que abordaram a relação de probióticos ou simbióticos no tratamento do diabetes do tipo 2. Após a adequação nos critérios de elegibilidade e seleção do estudo, a avaliação da qualidade e a extração dos dados foram realizadas por 2 autores independentes. O nível de evidência foi avaliado pela aplicação do sistema GRADE e a análise estatística foi avaliada pelo software STATA. Foram incluídos 12 ensaios clínicos randomizados que envolveram no total 770 participantes. Os resultados da meta-análise mostraram efeitos significativos da suplementação com probióticos nos seguintes parâmetros: redução da glicemia de jejum em -11,27mg/dL (IC 95% -21,76 a -0,79; P<0,001); redução da concentração sérica de insulina em -2,36µU/mL (IC 95% -4,01 a -0,72; P=0,005), porém não houve redução significativa na HbA1c (-0,19%; IC 95%: -0,49 a 0,12; P=0,23). Também foi observado um efeito estatisticamente significativo dos probióticos na redução do índice HOMA-IR dos pacientes com diabetes do tipo 2 (-1,05; IC 95%: -1,52 a -0,59; P<0,001), porém, sem efeito sobre o índice QUICKI (0,00; IC 95%: -0,00 a 0,01; P=0,27). Os resultados também confirmaram o efeito significativo da suplementação com probióticos sobre o perfil lipídico, a saber: redução do colesterol total (-8,49mg/dL, IC 95% -15,24 a -1,73, P=0,014) e dos triglicerídeos (-23,66mg/dl; IC 95%: -40,26 a 7,05, P<0,001), bem como elevação do HDL-c (3,92 mg/dL, IC 95% 2,14 a 5,7; P<0,01). No entanto, não houve alteração significativa no LDL-c (-0,84mg/dL, IC 95%: -5,84 a 4,17, P=0,75). A análise de subgrupos foi realizada considerando a concentração sérica de insulina e triglicerídeos, cuja heterogeneidade foi considerada alta. Os resultados mostraram que várias espécies de probióticos apresentaram maior efeito na redução da concentração sérica de insulina (-3,32 µU/mL, IC 95%: -5,89 a 0,75, P=0,001) e triglicerídeos (-25,94mg/dL, IC 95%: -65,33 a 13,44; P<0,001). No entanto, a redução dos níveis de triglicerídeos em -24,47mg/dL (IC 95%: -40,15 a 8,78; P = 0,001) apenas foi significativa quando a duração da suplementação com probióticos foi igual ou superior a 8 semanas, haja vista a ausência de efeitos nos níveis de triglicerídeos quando a suplementação foi realizada em períodos inferiores a 8 semanas (-4,31mg/dL, IC 95%: 37,69 a 29,06; P = 0,8). De acordo com o sistema GRADE, todas as evidências foram consideradas em níveis moderados e baixos. SP, 05/05/2017; Alterado em 13/07 Os pesquisadores concluíram que os probióticos podem melhorar o controle glicêmico e o metabolismo lipídico, agindo como um tipo de bioterapêutica potencial no controle do diabetes do tipo 2. Uma resenha de: Effects of probiotics supplement in patients with type 2 diabetes mellitus: A meta-analysis of randomized trials Autores: Hu YM, Zhou F, Yuan Y, Xu YC.

Escala visual analógica (EVA): instrumentos de medição para a documentação de sintomas e controle terapêutico em casos de rinite alérgica nos cuidados de saúde diários: Posição da Sociedade Alemã de Alergologia (AeDA) e da Sociedade Alemã de Alergia e Imunologia Clínica (DGAKI), seção ENT, em conjunto com o Grupo de Trabalho sobre Imunologia Clínica, Alergologia e Medicina Ambiental da Sociedade Alemã de Otorrinolaringologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço (DGHNOKHC)

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Allergo J Int. 2017;26(1):16-24.

As escalas visuais analógicas (EVA) são instrumentos de medição psicométrica preparadas para documentar as características individuais da gravidade dos sintomas relacionados com a doença em cada paciente. A principal finalidade na aplicação da EVA, entretanto, é a obtenção de uma classificação rápida, estatisticamente mensurável e reprodutível da gravidade dos sintomas e do controle da doença. O monitoramento do curso de uma doença crônica, como a rinite alérgica, se beneficia grandemente das informações obtidas na utilização da EVA. Mais especificamente, a EVA tem sido utilizada para avaliar a eficácia do tratamento da rinite alérgica, tanto na doença intermitente como persistente. O objetivo deste estudo, publicado no Allergo Journal International, foi analisar detalhadamente o desenvolvimento histórico da EVA e seus princípios metodológicos específicos. Em particular, o foco é abordar aspectos de aplicação prática na rotina diária, bem como discutir criticamente as vantagens e desvantagens dos métodos individuais. Os autores argumentam que as EVAs são bem validadas para a avaliação dos sintomas da rinite alérgica e se correlacionam bem com os seguintes parâmetros: a) ARIA (allergic rhinitis and its impact on asthma); b) classificação de gravidade/severidade; c) rTNSS e d) RQLQ. Os pesquisadores apontam vários estudos que investigaram tratamentos para rinite alérgica utilizando a EVA como parâmetro de avaliação. Nesse sentido, os autores argumentam que o uso de novas tecnologias de comunicação (sobretudo em tempo real), como aplicativos para smartphones, pode ser um adjuvante importante na utilização da EVA de forma relativamente simples e altamente eficaz para a avaliação e controle de doenças. Os autores destacam, por fim, o desenvolvimento recente pela MASK Rhinitis, de um software (disponível em 15 idiomas diferentes) que incorporou a EVA em um aplicativo para smartphone chamado “diário da alergia”, (do inglês, Allergy Diary) para auxiliar na avaliação e no controle da rinite alérgica. O aplicativo também colabora em decisões diretas do tratamento como parte de um sistema de sustentação de decisão clínica da rinite alérgica (CDSS). SP, 05/05/2017; Alterado em 13/07 Uma resenha de: Visual analogue scales (VAS): Measuring instruments for the documentation of symptoms and therapy monitoring in cases of allergic rhinitis in everyday health care: Position Paper of the German Society of Allergology (AeDA) and the German Society of Allergy and Clinical Immunology (DGAKI), ENT Section, in collaboration with the working group on Clinical Immunology, Allergology and Environmental Medicine of the German Society of Otorhinolaryngology, Head and Neck Surgery (DGHNOKHC) Autores: Klimek L, Bergmann KC, Biedermann T, Bousquet J, Hellings P, Jung K, Merk H, Olze H, Schlenter W, Stock P, Ring J, Wagenmann M, Wehrmann W, Mösges R, Pfaar O.

Mecanismos potenciais ligando probióticos a diabetes: uma revisão narrativa da literatura

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Sao Paulo Med. J. [online]. 2017, vol.135, n.2, pp.169-178.

Alguns estudos têm sugerido ampla gama de possíveis mecanismos, pelos quais os probióticos podem desempenhar um papel na prevenção e tratamento do diabetes. No entanto, os mecanismos subjacentes não são totalmente compreendidos. Neste estudo, publicado no Sao Paulo Medical Journal, foram revisados os possíveis mecanismos sugeridos para o efeito dos probióticos na diabetes. Foi realizada uma revisão narrativa conduzida no Food Security Research Centro de Isfahan. Foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados eletrônicas MEDLINE (PubMed), Cochrane Library, Web of Science e Google scholar até outubro de 2016. A busca inicial resultou em 1.214 artigos. Após a remoção de duplicatas, foram pesquisados 704 títulos e resumos. Finalmente, de 83 artigos completos revisados para elegibilidade, 30 foram incluídos na análise final. Os mecanismos antidiabéticos relatados dos probióticos abrangem efeitos intraluminais e diretos na mucosa e microbiota intestinal (n = 13), efeitos anti-inflamatórios e imunomoduladores (n = 10), efeitos antioxidativos (n = 5), efeitos sobre o estresse de retículo endoplasmático (RE) e expressão de genes envolvidos na homeostase da glicose e resistência à insulina (n = 6), com alguns estudos apontando para mais de um mecanismo. Os pesquisadores concluíram que estes resultados podem lançar alguma luz sobre os probióticos como uma nova abordagem no controle do diabetes, no entanto, mais estudos em humanos são justificados para elucidar e confirmar o papel potencial dos probióticos na prevenção e tratamento do diabetes. Além disso, deverá ser determinado se a eficácia dos probióticos na prevenção e tratamento do diabetes é dependente da cepa dos microrganismos. Uma resenha de: Mecanismos potenciais ligando probióticos a diabetes: uma revisão narrativa da literatura Autores: Miraghajani, Maryam et al.

Efeito de 2 anos de tratamento, com imunoterapia sublingual de pólen de grama, na resposta nasal ao desafio do alérgeno em seguimento de 3 anos, entre pacientes com rinite alérgica sazonal moderada a grave: O ensaio clínico randomizado GRASS.

17/10/2017 | Fonte: Fonte: JAMA. 2017 Feb 14;317(6):615-625.

Estudos indicam há eficácia tanto da imunoterapia sublingual como da subcutânea para o tratamento da rinite alérgica sazonal. Ambas as terapias mostraram resultados importantes na melhora dos sintomas por até 2 anos após a interrupção do tratamento contínuo de 3 anos. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of American Medical Association, foi investigar os efeitos de 2 anos de tratamento com a imunoterapia sublingual com pólen de grama, em comparação com placebo, na melhora da resposta nasal ao desafio do alérgeno no seguimento de 3 anos. Trata-se de um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, de 3 grupos paralelos e de centro único, realizado no Imperial College London entre março de 2011 e fevereiro de 2015. Foram selecionados cerca de 106 pacientes adultos com rinite alérgica sazonal, de moderada à grave, com influência nas atividades diárias ou no sono dos pacientes. Os pacientes foram aleatoriamente randomizados para receberem um dos seguintes tratamentos: a) 2 anos de imunoterapia sublingual (n = 36, comprimidos diários contendo 15 µg de alérgeno principal Phleum p 5 e injeções mensais de placebo), b) imunoterapia subcutânea (n = 36, injeções mensais contendo 20 µg de Phleum p 5 e comprimidos diários de placebo) ou c) combinações duplas de substâncias placebo (n = 34). O desafio do alérgeno nasal foi realizado antes do tratamento, aos 1 e 2 anos de tratamento, e aos 3 anos (1 ano após a descontinuação do tratamento). Foram realizados registros dos escores totais de sintomas nasais (TNSS; intervalo: 0 [melhor] para 12 [pior]) entre 0 e 10 horas após o desafio. A diferença mínima clinicamente importante para a mudança no TNSS intraindivíduo foi 1,08. Foi considerado como resultado primário a comparação entre o resultado TNSS, imunoterapia sublingual e placebo ao final do seguimento de 3 anos. A imunoterapia subcutânea foi incluída como um controle positivo, de modo que não foi realizada comparação da imunoterapia sublingual com a imunoterapia subcutânea. Os resultados mostraram que 92 pacientes dentre o total de 106 randomizados (idade média, 33,5 anos, 34 mulheres [32,1%]), completaram o estudo aos 3 anos. Na população de intenção de tratar, a pontuação média de TNSS para o grupo de imunoterapia sublingual foi de 6,36 (IC 95%, 5,76 a 6,96) no pré-tratamento e de 4,73 (IC 95%, 3,97 a 5,48) aos 3 anos. Para o grupo placebo, entretanto, o escore foi de SP, 05/06/2017; Alterado em 13/07 6,06 (IC 95%, 5,23 a 6,88) no pré-tratamento e de 4,81 (IC 95%, 3,97 a 5,65) aos 3 anos. A diferença entre grupos (ajustada para a linha de base) foi de -0,18 (IC 95%, 1,25 a 0,90; [P = 0,75]). Os pesquisadores concluíram que 2 anos de imunoterapia sublingual com pólen de grama não foi superior ao placebo na melhora da resposta nasal ao desafio do alérgeno no seguimento de 3 anos, entre pacientes com rinite alérgica sazonal de moderada à grave. Uma resenha de: Effect of 2 Years of Treatment With Sublingual Grass Pollen Immunotherapy on Nasal Response to Allergen Challenge at 3 Years Among Patients With Moderate to Severe Seasonal Allergic Rhinitis: The GRASS Randomized Clinical Trial. Autores: Scadding GW, Calderon MA, Shamji MH, Eifan AO, Penagos M, Dumitru F, Sever ML, Bahnson HT, Lawson K, Harris KM, Plough AG, Panza JL, Qin T, Lim N, Tchao NK, Togias A, Durham SR; Immune Tolerance Network GRASS Study Team.

Associação entre supressão ácida gástrica e infecção recorrente por clostridium difficile: uma revisão sistemática e meta-análise

17/10/2017 | Fonte: Fonte: JAMA Intern Med. 2017 Jun 1;177(6):784-791.

A literatura apresenta dados de estudos que observaram a associação entre a supressão ácida gástrica e o risco aumentado de infecção primária por Clostridium difficile (CDI), no entanto ainda não está completamente esclarecido qual é o risco de CDI recorrente entre pacientes que tomam medicamentos supressores do ácido gástrico. O objetivo deste estudo, publicado no JAMA Internal Medicine, foi avaliar por meio de uma revisão sistemática e meta-análise, a relação entre supressores do ácido gástrico e a CDI recorrente. Para a realização deste estudo, foram realizadas pesquisas nas seguintes bases de dados: MEDLINE, EMBASE, Cochrane Central Register, Cochrane Database e Web of Science utilizando as seguintes palavras-chave: Clostridium difficile, pseudomembranous colitis, proton pump inhibitor, and histamine H2 blocker. A busca abordou estudos publicados entre 1 de janeiro de 1995 e 30 de setembro de 2015, que avaliaram a associação entre a exposição a supressores do ácido gástrico e a CDI recorrente. Foram adotados como critérios de inclusão: estudos de caso-controle, estudos de coorte e ensaios clínicos que incluíram pacientes com CDI que receberam ou não terapia de supressão do ácido gástrico e que foram avaliados quanto a CDI recorrente, sem restrição do ambiente de estudo (internado ou ambulatorial). A qualidade metodológica dos estudos incluídos foi avaliada pela escala de Newcastle-Ottawa. Nesta escala, os estudos caso-controle e coorte foram pontuados de acordo com a seleção, comparabilidade e apuração do resultado de interesse. Os dados foram extraídos por 2 pesquisadores de forma independente. As análises estatísticas foram realizadas por meio de cálculos de odds ratio (OR) para um intervalo de confiança (IC) de 95% utilizando o modelo de efeitos aleatórios, além de análise do tamanho do efeito agrupado de estudos que relataram análises multivariadas. Foi considerado como resultado primário o risco recorrente de CDI e sua associação com uso de medicação supressora de ácido gástrico. A busca nas bases de dados retornou para a inclusão na meta-análise cerca de 16 estudos observacionais totalizando 7.703 pacientes com CDI, sendo que destes 1525 (19,8%) desenvolveram CDI recorrente. A taxa de CDI recorrente em pacientes com supressão de ácido gástrico foi de 22,1% (892 de 4.038 pacientes) comparada com 17,3% (633 de 3.665) em pacientes sem a supressão de ácido gástrico, o que indicou um risco aumentado pela meta-análise (OR: 1,52; IC 95%, 1,20-1,94; P<0,001). Os resultados indicaram uma heterogeneidade estatisticamente significativa entre os SP, 15/05/2017; Alterado em 13/07 estudos, com valor I2 de 64%. Quando análises de subgrupos de estudos foram ajustadas para idade e potenciais fatores de confusão, também se observou um risco aumentado de CDI recorrente com o uso de medicação ácido-supressora (OR: 1,38; IC 95%, 1,08-1,76; P=0,02). Os pesquisadores concluíram que tendo como base a meta-análises de estudos observacionais, pacientes que recebem supressores de ácido gástrico podem estar em risco aumentado de CDI recorrente. Segundo os autores, estes dados devem ser interpretados com cautela, haja vista as divergências metodológicas no desenho observacional dos estudos individuais, porém é razoável propor uma reavaliação da necessidade desses medicamentos em pacientes com CDI. Uma resenha de: Association of Gastric Acid Suppression With Recurrent Clostridium difficile Infection: A Systematic Review and Meta-analysis Autores: Tariq R, Singh S, Gupta A, Pardi DS, Khanna S.

Efeito da imunoterapia sublingual sobre a atividade plaquetária em crianças com rinite alérgica

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Braz. j. otorhinolaryngol. [online]. 2017, vol.83, n.2, pp.190-194.

O papel da ativação de plaquetas na inflamação alérgica recebeu atenção crescente. A imunoterapia sublingual para rinite alérgica pode modificar o processo imunológico a um alérgeno, em vez de tratar os sintomas simplesmente. O objetivo deste estudo, publicado no Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, foi explorar o papel da ativação plaquetária durante a imunoterapia sublingual em crianças com rinite alérgica. Quarenta e duas crianças com rinite alérgica sensibilizadas por ácaros de poeira domiciliar (APD) foram inscritas e receberam extrato de alérgeno de APD para imunoterapia sublingual ou placebo. O soro de diferentes pontos no tempo durante o tratamento foi recolhido e usado para a detecção de fator 4 plaquetário e concentração de beta-tromboglobulina por ensaio imunoenzimático. Os dados mostraram uma diminuição da expressão de fator 4 plaquetário e proteína beta-tromboglobulina após imunoterapia sublingual de um ano. Além disso, a diminuição dos escores de sintomas e o fator 4 plaquetário sérico e concentrações de proteína beta-tromboglobulina foram relacionados de maneira positiva. Os pesquisadores concluíram que durante a imunoterapia sublingual, a ativação plaquetária foi inibida significativamente. Os resultados podem indicar que a inibição da ativação de plaquetas dentro da circulação sistêmica é um mecanismo importante durante a imunoterapia sublingual. Uma resenha de: Efeito da imunoterapia sublingual sobre a atividade plaquetária em crianças com rinite alérgica Autores: Chen, Yanqiu; Zhou, Lifeng e Yang, Yan.

A rinite alérgica, a dermatite atópica e a asma estão associadas a diferenças no desempenho escolar entre adolescentes coreanos

17/10/2017 | Fonte: Fonte: PLoS One. 2017 Feb 16;12(2):e0171394.

Vários estudos têm relatado relações negativas entre doenças alérgicas e desempenho escolar, mas não têm considerado simultaneamente várias doenças alérgicas, incluindo rinite alérgica, asma e dermatite atópica, e apenas examinaram um número limitado de participantes. O presente estudo, publicado na revista PLOS One, investigou as associações entre rinite alérgica, asma e dermatite atópica com o desempenho escolar em uma grande população coreana adolescente representativa. Um total de 299.695 alunos do 7º ao 12º ano participou da Pesquisa Digital sobre Comportamento de Risco Juvenil da Coréia (KYRBWS) entre 2009 e 2013. O histórico de rinite alérgica, asma e dermatite atópica e o número de ausências escolares devido a essas doenças nos 12 meses anteriores por parte dos sujeitos, foram examinados e comparados. O desempenho escolar foi classificado em 5 níveis. As relações entre distúrbios alérgicos e desempenho escolar foram analisadas por regressão logística múltipla com amostragem complexa e ajustadas em relação à duração do sono, dias de atividade física, índices de massa corporal (IMCs), regiões de residência, níveis econômicos, níveis de escolaridade dos pais, níveis de estresse, tabagismo e uso de álcool dos indivíduos. Foi realizada uma análise de subgrupos dos grupos econômicos. A rinite alérgica foi positivamente correlacionada com o melhor desempenho escolar de uma forma dose-dependente (razão de probabilidades ajustada, AOR, [intervalo de confiança (IC) de 95%] = 1,50 [1,43-1,56 > 1,33 [1,28-1,38] > 1,17 [1,13-1,22] > 1,09 [1,05-1,14] para os graus A > B > C > D, P < 0,001). Asma foi correlacionada negativamente com melhor desempenho escolar (AOR [IC 95%] = 0,74 [0,66-0,83], 0,87 [0,79-0,96], 0,83 [0,75-0,91], 0,93 [0,85-1,02] para o desempenho A, B, C e D, respectivamente, P < 0,001). A dermatite atópica não foi correlacionada de forma significativa com o desempenho escolar. A análise de subgrupos dos níveis econômicos dos alunos revelou associações entre doenças alérgicas e o desempenho escolar. Em comparação com outros distúrbios alérgicos, o grupo de asma teve mais ausências escolares devido aos seus sintomas (P < 0,001). Os pesquisadores encontraram resultados que mostraram que o desempenho escolar foi positivamente correlacionado com rinite alérgica e negativamente correlacionado com asma em adolescentes coreanos, mesmo após o ajuste para outras variáveis. O grupo de asma teve um número maior de dias de ausência escolar, o que presumivelmente contribui para o mau desempenho escolar desses alunos. SP, 22/05/2017; Alterado em 13/07 Uma resenha de: Allergic rhinitis, atopic dermatitis, and asthma are associated with differences in school performance among Korean adolescents Autores: Kim SY, Kim MS, Park B, Kim JH, Choi HG.

Estudo da eficácia de terapias probióticas, prebióticas e simbióticas em reduzir complicações pós-operatórias: revisão sistemática e meta-análise em rede

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Clin Infect Dis. 2017 May 15;64(suppl_2):S153-S160.

Terapias com foco específico em microbiomas têm sido extensivamente utilizadas, tanto no pré quanto no pós-operatório, com o intuito de melhorar os resultados pósoperatórios. No entanto, ainda há questionamentos sobre a eficácia da relação entre o uso de probióticos, prebióticos e simbióticos e a redução de complicações pósoperatórias. O objetivo deste estudo, publicado no Clinical Infectious Diseases, foi elaborar uma revisão sistemática a fim de classificar a eficácia destas terapias em complicações pós-operatórias em pacientes cirúrgicos adultos. Foram realizadas buscas nas seguintes bases de dados: PubMed, Embase, Cochrane, Web of Science, Scopus e CINAHL plus. A pesquisa retornou 31 estudos publicados entre 2002 e 2015 que atendiam aos critérios de inclusão, e posteriormente foram avaliados quanto ao risco de viés e heterogeneidade. As meta-análises em rede foram realizadas usando uma modelagem de efeitos aleatórios para obter estimativas dos resultados do estudo, com estimativas das razões de risco (RR) para um intervalo de confiança (IC) de 95%. Os efeitos comparativos de todos os regimes (probióticos, prebióticos e simbióticos) foram classificados de acordo com a superfície sob a curva de classificação cumulativa (SUCRA). Os resultados dos estudos incluídos compõem um total de 2.952 pacientes. Os dados indicaram que, considerando pacientes cirúrgicos adultos, a terapia simbiótica obteve o melhor resultado de redução de infecção de sítio cirúrgico (RR = 0,28; IC 95%, 0,120,64). A terapia simbiótica foi também a que apresentou os melhores resultados para reduzir os seguintes parâmetros: a) pneumonia (RR = 0,28; IC 95%, 0,09-0,90), b) sepse (RR = 0,09; IC 95%, 0,01-0,94), c) internação hospitalar (média = 9,66 dias, IC 95%, 7,60-11,72) e d) duração da terapia com antibióticos (média = 5,61 dias, IC 95%, 3,19-8,02). Não houve resultado estatisticamente significativo para os dados de mortalidade. Os pesquisadores concluíram que há evidências consistentes da eficácia da terapia simbiótica na redução da infecção de sítio cirúrgico, pneumonia, sepse, internação hospitalar e uso de antibióticos. Os autores sugerem, ainda, o uso de simbióticos como uma terapia adjuvante para prevenir complicações pósoperatórias entre pacientes cirúrgicos adultos, reduzindo assim, o uso de antibióticos e a resistência a múltiplos fármacos. SP, 22/05/2017; Alterado em 13/07 Uma resenha de: Effectiveness of Probiotic, Prebiotic, and Synbiotic Therapies in Reducing Postoperative Complications: A Systematic Review and Network Metaanalysis. Autores: Kasatpibal N, Whitney JD, Saokaew S, Kengkla K, Heitkemper MM, Apisarnthanarak A.

Imunoterapia com alérgenos para o tratamento de rinite alérgica e/ou asma: uma revisão guarda-chuva

17/10/2017 | Fonte: Fonte: CMAJ Open. 2017 May 10;5(2):E373-E385.

A incidência de rinite alérgica e asma é uma preocupação constante para a saúde pública. Porém, os benefícios e danos da imunoterapia com alérgenos específicos no tratamento dessas condições não é bem estabelecido. O objetivo deste estudo, publicado no Canadian Medical Association Journal, foi elaborar uma revisão geral de análises sistemáticas que resumem a evidência atual dos benefícios e danos da imunoterapia subcutânea (SCIT) e da imunoterapia sublingual (SLIT). Foram realizadas buscas nas bases de dados MEDLINE, Embase, Cochrane Library e na literatura cinzenta entre 1 de janeiro de 2010 e 20 de novembro de 2016. Foram incluídas análises sistemáticas de ensaios controlados, randomizados ou estudos prospectivos controlados envolvendo crianças ou adultos com rinite alérgica ou asma. Os resultados foram resumidos de forma descritiva quanto aos benefícios e dados. Para a avaliação dos benefícios se considerou a pontuação isolada de sintomas, medicamentos e a pontuação combinação de sintomas-medicamentos, qualidade de vida específica da doença e aderência. A avaliação dos danos compreendeu: anafilaxia, morte, reações locais e sistêmicas. Após a busca na literatura e revisão dos critérios de inclusão foram analisadas 23 revisões sistemáticas. Os resultados mostraram que tanto a SCIT como a SLIT foram mais eficazes do que o placebo para a maioria dos resultados, sendo que a SCIT foi melhor do que a SLIT para os resultados de medicação e sintomas. Não houve diferenças na qualidade de vida, contudo os dados foram limitados para essa comparação. A anafilaxia e a morte foram relatadas com pouca frequência e poucos estudos analisaram a relação entre benefícios e danos da imunoterapia em crianças. Os pesquisadores concluíram que a imunoterapia com alérgenos parece ser efetiva entre pacientes com rinite alérgica e asma. Segundo os autores, a segurança da imunoterapia com alérgenos não é estabelecida conclusivamente, embora sejam raros os casos de morte e a anafilaxia. Uma resenha de: Allergen immunotherapy for the treatment of allergic rhinitis and/or asthma: an umbrella review Autores: Elliott J, Kelly SE, Johnston A, Skidmore B, Gomes T, Wells GA.

Distúrbios obstrutivos nasais induzem falha no tratamento médico da rinite alérgica persistente pediátrica (estudo NODPAR)

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Pediatr Allergy Immunol. 2017 Mar;28(2):176-184

A rinite alérgica é atualmente a doença crônica pediátrica mais prevalente. Recentemente uma classificação de severidade modificada (m-ARIA) foi validada a fim de caracterizar melhor a doença em crianças. Quando o tratamento médico não é efetivo, a cirurgia para transtornos obstrutivos nasais tem sido recorrentemente considerada como uma opção terapêutica. O objetivo deste estudo, publicado no Pediatric Allergy and Immunology, foi avaliar a prevalência de transtornos obstrutivos nasais e sua influência na resposta ao tratamento médico em crianças com renite alérgica persistente. Neste estudo prospectivo, foram avaliados 130 pacientes pediátricos diagnosticados com rinite alérgica persistente (13,1 ± 2,8 anos, 31,5% meninas, 49% rinite grave). Os pacientes foram avaliados no departamento de otorrinolaringologia quanto à resposta (respondentes vs não respondentes) ao tratamento médico (esteróides intranasais e antihistamínicos ou antileucotrienos) através de questionamento direto e escala analógica visual de sintomas nasais. Os pacientes também foram diagnosticados quanto à presença de transtornos obstrutivos nasais (deformidade septal, aumento de conchas nasais e hiperplasia adenoidal), comorbidades, sintomas nasais, gravidade da rinite (critério m-ARIA modificado) e asma (critério do Consenso Internacional sobre Asma Pediátrica). Após 2 meses de tratamento, o grupo não respondente apresentou maior prevalência de deformidade septal obstrutiva e aumento severo da concha inferior quando comparado com o grupo respondente. A maior deformidade septal e os escores de aumento de cochas foram fortemente associados à resistência ao tratamento. A prevalência de renite alérgica persistente grave também foi maior no grupo não respondente. Os escores mais elevados de controle da asma foram associados com a probabilidade de melhora induzida pelo tratamento. Os pesquisadores concluíram que em pacientes pediátricos, diagnosticados com renite alérgica persistente, a resistência à terapêutica foi associada com transtornos obstrutivos nasais, principalmente a deformidade septal e aumento de conchas. Os pesquisadores ainda sugerem, que nesses pacientes, o exame otorrinolaringológico facilitaria um diagnóstico precoce de transtornos obstrutivos nasais para indicar potenciais cirurgias corretivas. SP, 07/04/2017; Alterado em 13/07 Título original: Nasal obstructive disorders induce medical treatment failure in paediatric persistent allergic rhinitis (The NODPAR Study) Autores: Mariño-Sánchez FS, Valls-Mateus M, Ruiz-Echevarría K, Alobid I, CardenasEscalante P, Jiménez-Feijoo R, Lozano-Blasco J, Giner-Muñoz MT, Rodríguez-Jorge J, Haag O, Plaza-Martin AM, Mullol J.

Eficácia do Senna ‘versus’ polietilenoglicol como terapia laxante em crianças com constipação relacionada à malformação anorretal

17/10/2017 | Fonte: Fonte: J Pediatr Surg. 2017 Jan;52(1):84-88.

Crianças com malformações anorretais corrigidas são amplamente acometidas (aproximadamente 80%) por constipação associada à dilatação retal e a hipomotilidade. Os laxantes osmóticos são rotineiramente utilizados para constipação idiopática. O Senna é um laxante estimulante que produz contrações melhorando a motilidade do cólon sem afetar a consistência das fezes. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of Pediatric Surgery, foi avaliar a eficácia do Senna versus o polietilenoglicol para o tratamento da constipação em crianças com malformação anorretal. Trata-se de um ensaio clínico randomizado e controlado (incluindo um período de washout), no qual foram selecionadas crianças com malformações anorretais corrigidas, apresentando continência fecal e constipação. O tamanho da amostra foi calculado para as proporções (n=28) de acordo com os dados disponíveis para o Senna. A eficácia da terapia laxante foi avaliada por meio de três variáveis: 1) evacuação diária, 2) sujidade fecal e 3) raio-x abdominal "limpo". A análise dos dados incluiu a estatística descritiva e um teste exato de Fisher para a variável de resultado (eficácia). A finalização do estudo ocorreu precocemente tendo em visa os resultados claros quanto aos benefícios do Senna durante uma análise preliminar (p=0,026). As variáveis de idade e presença de megarreto apresentaram distribuição estatística normal e a dose diária máxima do Senna (senosídeos A e B) foi de 38,7 mg, enquanto que a de polietilenoglicol foi de 17 g, não havendo efeitos adversos para nenhum dos laxantes. Os pesquisadores concluíram que a terapia com o Senna pode ser uma opção efetiva no tratamento da constipação de crianças com malformações anorretais corrigidas, tendo em vista que a estimulação de ondas de propulsão do conteúdo colônico pode levar à evacuação de fezes sem modificação de sua consistência, influenciando a continência fecal. Título original: Effectiveness of senna vs polyethylene glycol as laxative therapy in children with constipation related to anorectal malformation. Autores: Santos-Jasso KA, Arredondo-García JL, Maza-Vallejos J, Lezama-Del Valle P.

A intervenção precoce melhora as respostas clínicas à imunoterapia para ácaros de poeira doméstica em pacientes com rinite alérgica

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Int Arch Allergy Immunol. 2016;171(3-4):234-240.

A imunoterapia com alérgenos (ITA) é o único tratamento causal para a alergia respiratória. Tendo em vista o alto custo e a longa duração da ITA, os estudos que investigam a disponibilidade de marcadores que consigam predizer os indivíduos respondentes ao tratamento, assume grande relevância clínica. O objetivo deste estudo, publicado no International Archives of Allergy and Immunology, foi investigar parâmetros clínicos correlacionados com a eficácia da ITA em pacientes com rinite alérgica. Trata-se de um estudo prospectivo, não randomizado e aberto. Foram selecionados 284 pacientes com rinite alérgica e que receberam ITA subcutânea com ácaros de poeira doméstica. Os pacientes foram registrados no estudo entre janeiro de 2011 a dezembro de 2015, e foram seguidos consecutivamente por 3 anos. Foram coletados dados demográficos, história clínica, exames laboratoriais (níveis específicos e totais de IgE), escore dos sintomas, medicação concomitante e reações adversas durante a ITA. O critério utilizado para considerar o paciente como respondente foi redução em mais de 30% na pontuação da escala visual analógica (avaliando os sintomas globais) em comparação com a medicação base e concomitante antes da ITA. Foram analisados um total de 251 pacientes, tendo em vista que 33 pacientes deixaram o estudo. Cerca de 175 (69,7%) pacientes analisados foram respondentes e apresentaram escores basais de sintomas mais elevados do que o grupo de pacientes não respondentes à ITA (7,5 vs. 6,9). Houve uma correlação significativamente negativa entre a duração dos sintomas de rinite alérgica e a resposta clínica à ITA, no entanto, para as reações locais a correlação foi positiva. Outras variáveis, como história familiar de atopia, história combinada de asma e os níveis específicos e totais de IgE não apresentaram correlações com a ITA. Os pesquisadores concluíram que a intervenção precoce com ITA ajuda a melhorar a eficácia do tratamento da rinite alérgica. Segundo os autores, as reações locais conseguem predizer, com certo sucesso, os pacientes respondentes à ITA, de modo que pacientes altamente sintomáticos para a rinite alérgica tendem a apresentar respostas clínicas melhores à ITA. Uma resenha de: Early Intervention Improves Clinical Responses to House Dust Mite Immunotherapy in Allergic Rhinitis Patients. Autores: Qi S, Chen H, Huang N, Li W, Liu G, Wang Y, Hu L, Wang X, Zhang W, Zhu R.

Uso do questionário de Controle de Asma e Rinite Alérgica (CARATkids) em crianças e adolescentes

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Pediatr Allergy Immunol. 2017 Mar;28(2):185-190.

A rinite alérgica e a asma são doenças comuns e estreitamente relacionadas. Recentemente, foi desenvolvido um questionário para a população portuguesa intitulado "Controle da Rinite Alérgica e da Asma" (CARATkids), que avalia o controle de ambas as doenças em crianças. O objetivo deste estudo, publicado no Pediatric Allergy and Immunology, foi validar o questionário CARATkids em crianças holandesas e, pela primeira vez, em adolescentes, bem como estabelecer a diferença mínima clinicamente importante. Trata-se de um estudo prospectivo observacional realizado em ambulatório. Após a tradução dos CARATkids do Português para o Holandês, pacientes (6-18 anos) com asma ou asma e rinite alérgica preencheram por 3 vezes os questionários CARATkids, Teste de Controle de Asma e a escala visual analógica. O questionário CARATkids foi avaliado quanto às características basais, a pontuação média, a consistência interna, a confiabilidade teste-reteste, a validade transversal e longitudinal, as propriedades discriminativas, a responsividade e a diferença mínima clinicamente importante. Foram incluídos 111 pacientes, sendo que 86% e 79% destes completaram os questionários na segunda e na terceira visitas, respectivamente. Todas as crianças tinham asma e 85% tinham conjuntamente asma e rinite alérgica. A consistência interna foi considerada boa com todas as correções a priori esperadas e encontradas. As pontuações do questionário CARATkids foram mais elevadas em pacientes com asma não controlada e em pacientes com rinite moderadamente severa, em comparação a pacientes com melhor controle. Os pacientes com controle variável da asma tiveram escores significativamente maiores durante períodos de asma descontrolada. O índice de responsividade de Guyatt foi considerado bom e a diferença mínima clinicamente importante foi de 2,8. Os pesquisadores concluíram que o questionário CARATkids é uma ferramenta confiável e válida para avaliar a rinite alérgica e o controle da asma entre crianças holandesas, além disso, o questionário também pode ser utilizado em adolescentes. Uma resenha de: Use of the Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test (CARATkids) in children and adolescents: Validation in Dutch Autores: Emons JA, Flokstra BM, de Jong C, van der Molen T, Brand HK, Arends NJ, Amaral R, Fonseca JA, Gerth van Wijk R.

Distúrbios do sono em crianças com rinite alérgica persistente moderada a severa

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Braz J Otorhinolaryngol. 2017 Feb 27.

A rinite alérgica está associada a complicações severas, incluindo os distúrbios do sono. O Questionário de Hábitos no Sono em Crianças foi recentemente traduzido e validado para o português para a avaliação dos distúrbios do sono em crianças. O objetivo deste estudo, publicado no Brazilian journal of Otorhinolaryngology, foi avaliar os distúrbios de sono em crianças com rinite alérgica persistente moderada a severa e correlacionar os resultados com marcadores de doença severa. Foram avaliadas 167 crianças de 4 a 10 anos, 112 com rinite alérgica e 55 controles. Os pais/responsáveis das crianças responderam o Questionário de Hábitos no Sono em Crianças, consistindo de 33 questões divididas em 8 subescalas, as quais referem à semana anterior. Os pacientes com rinite foram também avaliados considerando o escore de sintomas nasais e extra-nasais relativos à semana anterior e o pico de fluxo nasal inspiratório. Não houve diferenças significativas entre os grupos de diferentes idades. Todos os pacientes com rinite foram tratados com corticosteroides tópicos nasais. O total do Questionário de Hábitos no Sono em Crianças foram significativamente maior entre crianças com rinite do que os controles (mediana 48 vs. 43, p<0,001). Os valores significantemente maiores foram também observados para as subescalas parassonia (9 vs. 8), distúrbios respiratórios (4 vs. 3) e sonolência diurna (14 vs. 12). Entre os pacientes com rinite, nenhuma correlação significativa foi observada entre o total do escore do Questionário de Hábitos no Sono em Crianças e variáveis de atividade da doença, mas foram observadas correlações moderadas na subescala de dificuldade respiratória vs. escore de sintoma nasal (r=0,32) e versus escore de sintoma extranasal (r= 0,32). Os pesquisadores concluíram que as crianças com rinite alérgica persistente moderada a severa, mesmo quando submetidas ao tratamento regular, tem uma maior frequência de distúrbios do sono do que os controles, particularmente envolvendo distúrbios de respiração noturnos, sonolência diurna e parassonias. A intensidade dos distúrbios do sono encontrados em algumas subescalas foi correlacionada com marcadores objetivos da severidade da rinite alérgica. Uma resenha de: Sleep disorders in children with moderate to severe persistent allergic rhinitis Autores: Loekmanwidjaja J, Carneiro AC, Nishinaka ML, Munhoes DA, Benezoli G, Wandalsen GF, Solé D.

Resultados de 5 anos de imunoterapia com o produto “SQ grass SLIT-tablet” no estudo GAP (Grazax Asthma Prevention) em crianças com alergia a grama

17/10/2017 | Fonte: Fonte: J Allergy Clin Imunol. 2017 Jul 6. pii: S0091-6749(17)31088-6

Diversos estudos demonstram resultados positivos sobre a eficácia da imunoterapia na modulação da resposta à exposição ao alérgeno, sobretudo em relação à rinoconjuntivite alérgica e asma alérgica. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology, foi investigar o efeito do comprimido SQ grass SLIT-tablet em comparação com placebo no risco de desenvolvimento da asma. Trata-se de um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. O período de realização do estudo compreendeu 3 anos de tratamento e 2 anos de seguimento. Foram avaliadas cerca de 812 crianças entre 5 e 12 anos com histórico clinicamente relevante de rinoconjuntivite alérgica à grama, porém sem diagnóstico prévio ou sinais de asma. Os resultados não encontraram diferença no tempo para o aparecimento da asma, definido por critérios pré-especificados baseados no comprometimento reversível da função pulmonar (endpoint primário). Os resultados também mostraram uma redução significativa no risco de sintomas de asma ou uso de medicação para asma em decorrência do tratamento com SQ grass SLIT-tablet (odds ratio = 0,66, p <0,036). A redução deste risco foi observada nos seguintes momentos: imediatamente após o estudo, durante o seguimento pós-tratamento de 2 anos e durante o período completo de 5 anos. Além disso, houve uma redução de 22-30% dos sintomas de rinoconjuntivite (p <0,005 para todos os 5 anos) e uma redução significativa no uso de farmacoterapia para rinoconjuntivite alérgica (diferença relativa de 27% para o placebo, p <0,001). Houve, ainda, uma redução nos valores do teste cutâneo de reatividade ao pólen da grama, IgE total e IgE específica em comparação com o placebo. Os pesquisadores concluíram que o tratamento com SQ grass SLIT-tablet reduziu o risco de desenvolvimento de sintomas de asma e o uso de medicação para asma. Os autores ressaltam, ainda, o efeito clínico positivo a longo prazo sobre sintomas de rinoconjuntivite e uso de medicação, embora não tenha havido efeito sobre o tempo de início da asma. Título original: Results from the 5-year SQ grass SLIT-tablet asthma prevention (GAP) trial in children with grass pollen allergy Autores: Erkka Valovirta, Thomas Houmann Petersen, Teresa Piotrowska et al.

Ocorrência de carcinoma metacrônico basocelular: um modelo prognóstico

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Br J Dermatol. 2017 Jun 30. doi: 10.1111/bjd.15771

Estudos sugerem que aproximadamente 33% dos pacientes com um primeiro carcinoma basocelular (BCC) desenvolverão BCCs subsequentes (metacrônico). O objetivo deste estudo, publicado no British Journal of Dermatology, foi investigar o efeito prognóstico do número de diagnósticos prévios de BCC a fim de elaborar um modelo de predição para avaliação do risco de BCCs metacrônico e informar a tomada de decisão individualizada na vigilância. Foram incluídos neste estudo os participantes com ascendência do noroeste europeu, pertencentes a um estudo de coorte prospectivo (Estudo de Rotterdam). Após o relacionamento da coorte com os dados do Registro Holandês de Patologia (PALGA), foram incluídos cerca de 1.077 pacientes com BCC. As características do paciente, estilo de vida e do tumor foram consideradas como preditores candidatos para BCCs metacrônicos O modelo prognóstico foi desenvolvido com análise de regressão para explicar o risco de morte concorrente. Também foi utilizado o modelo de bootstrap para corrigir a correlação intrapaciente e otimismo (estatística C) no desempenho preditivo. Os resultados mostraram que 293, 122, 58 e 36 pacientes apresentaram, respectivamente, 2, 3, 4 e 5 ocorrências de BCC. Os tempos médios de seguimento foram de 3,0, 2,1, 1,7 e 1,8 anos após o BCC anterior, respectivamente. Os resultados indicaram, ainda, um maior risco de um novo diagnóstico de BCC para pacientes com mais BCCs metacrônicos. Outro fator preditivo forte para BCCs metacrônicos foi a presença de mais de 1 BCC no diagnóstico. A capacidade discriminativa do modelo foi razoável com o índice C corrigido do otimismo de 0,70 aos 3 anos. Os pesquisadores concluíram que o número de diagnósticos prévios de BCC foi um forte fator prognóstico e deve ser considerado na análise do risco de BCCs metacrônicos. Segundo os autores, os pacientes com alto risco de um novo BCC podem ser identificados quando o número diagnóstico prévio de BCC é combinado com outras características em um modelo prognóstico. Título original: Occurrence of metachronous basal cell carcinomas: a prognostic model Autores: Smedinga H, Verkouteren JAC, Steyerberg EW, Hofman A, Nijsten T, Vergouwe Y.

Efeito do dilatador nasal externo em atletas adolescentes com e sem rinite alérgica

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2017 Jun;97:127-134

A manutenção da integridade das vias aéreas, em participar a cavidade nasal, é fundamental para a captação de oxigênio durante a realização do exercício físico. O objetivo deste estudo, publicado no International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, foi investigar o efeito do dilatador nasal externo em atletas adolescentes saudáveis e naqueles com diagnóstico de rinite alérgica. Trata-se de um ensaio clínico com desenho duplo-cego e crossover. Atletas adolescentes saudáveis e com rinite alérgica foram aleatoriamente submetidos à realização de um teste cardiorrespiratório máximo em duas oportunidades, utilizando um dilatador nasal externo ou um instrumento semelhante, porém sem efeito dilatador (placebo). Foram avaliados os valores previstos para o fluxo inspiratório nasal de pico (PNIF%) e resistência nasal (NR) além da percepção subjetiva do esforço durante o teste máximo. Foram incluídos no estudo cerca de 65 adolescentes, sendo que 30 destes tinham rinite alérgica. Os resultados mostraram que tanto os participantes saudáveis como aqueles com rinite alérgica, apresentaram melhoras estatisticamente significativas decorrentes do dilatador nasal externo nos valores de pico do fluxo inspiratório nasal (% previsto), resistência nasal, consumo máximo de oxigênio (VO2max.) e percepção subjetiva do esforço. Os pesquisadores concluíram que o dilatador nasal externo reduz a resistência nasal, melhora o consumo máximo de oxigênio e a percepção subjetiva do esforço após um teste cardiorrespiratório máximo tanto em adolescentes saudáveis como naqueles com rinite alérgica. Título original: Effect of the external nasal dilator on adolescent athletes with and without allergic rhinitis Autores: Dinardi RR, de Andrade CR, da Cunha Ibiapina C.

A importância da pressão retal elevada sobre a musculatura anal em pacientes constipados: implicações para a terapia de biofeedback

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Neurogastroenterol Motil. 2017 Mar;29(3).

Um subconjunto de pacientes com constipação crônica exibe uma pressão retal manométrica relativamente elevada sobre a musculatura do ânus. Nesse sentido, os autores do presente estudo, publicado no Neurogastroenterology and Motility, tiveram como objetivo investigar se esses pacientes representam um fenótipo único de distúrbio defecatório funcional e os efeitos do tratamento com biofeedback anorretal. Dos 138 pacientes consecutivos com constipação crônica e sintomas de distúrbio defecatório funcional, selecionados para a realização deste estudo, 19 pacientes foram definidos como tendo pressão retal elevada, com base em um corte estatisticamente derivado de pressão de 78 mmHg. Este subconjunto, por sua vez, foi comparado com os pacientes restantes em relação à descrição clínica inicial, perfil fisiológico e ao desfecho do biofeedback anorretal. Os resultados mostraram que não houve diferença entre os grupos (com e sem pressão retal elevada) quanto ao escore de constipação, impacto da disfunção intestinal na qualidade de vida e a satisfação com os hábitos intestinais. Cerca de 84% dos pacientes do grupo de pressão retal elevada expeliram com sucesso o balão retal e 95% apresentaram contração analógica paradoxal da musculatura do ânus (P <0,05 em comparação com os demais pacientes). Cerca de 89% dos pacientes com pressão retal elevada reduziram a pressão retal à valores normais após o biofeedback anorretal. Os resultados do tratamento com biofeedback apresentaram melhoras significativas e em magnitude semelhante em ambos os grupos. Segundo os pesquisadores, os resultados do presente estudo permitiram identificar um subgrupo de pacientes com sintomas dissinérgicos, caracterizados por uma pressão retal elevada, mas sem utilizar os critérios diagnósticos de Roma II para constipação funcional. Segundo os autores, embora estes pacientes apresentassem algumas diferenças fisiológicas em relação aos pacientes com pressão retal baixa, a carga do distúrbio foi semelhante. Os autores destacam ainda, que esses pacientes podem responder favoravelmente ao biofeedback anorretal. Uma resenha de: The importance of a high rectal pressure on strain in constipated patients: implications for biofeedback therapy Autores: Mazor Y, Hansen R, Prott G, Kellow J, Malcolm A.

O padrão de sensibilização difere de acordo com a multimorbidade da asma e rinite em adultos: o estudo EGEA

17/10/2017 | Fonte: Fonte: Clin Exp Allergy. 2017 Apr;47(4):520-529.

Padrões diferenciados de sensibilização (Mono/polissensibilização) implicam em diferentes fenótipos alérgicos mediados por IgE em crianças. É bem conhecida a relação entre a sensibilização alérgica, asma e rinite alérgica, no entanto as associações entre o padrão de sensibilização e, particularmente, a polissensibilização com asma e rinite permanece pouco estudada em adultos. O objetivo deste estudo, publicado no Clinical and Experimental Allergy, foi investigar como o padrão de sensibilização alérgica se associa com a asma e rinite, e sua multimorbidade. Para a realização deste estudo, foram selecionados cerca de 1199 adultos do estudo EGEA, com os seguintes dados disponíveis: extensa caracterização fenotípica, testes cutâneos para 10 alérgenos, IgE total e eosinófilos sanguíneos. Os participantes foram classificados em 6 grupos com base em respostas obtidas por questionário. Os grupos formados foram: 1) assintomáticos (sem asma, sem rinite), 2) rinite não alérgica isolada, 3) rinite alérgica isolada, 4) asma isolada, 5) asma+rinite não alérgica e 6) asma+rinite alérgica. A mono- e a polissensibilização foram definidas por um teste cutâneo positivo para um ou mais de um alérgeno, respectivamente. Os resultados mostraram que a maioria dos participantes assintomáticos e aqueles com rinite não alérgica isolada não foram sensibilizados (cerca de 72%) e cerca de 12% foram polissensibilizados. Além disso, entre 32% e 43% dos participantes com rinite alérgica isolada, asma isolada e asma+rinite não alérgica não foram sensibilizados, enquanto que 37% e 46% foram polissensibilizados. Os resultados também indicaram que 65% dos participantes com asma+rinite alérgica foram polissensibilizados e que o nível de IgE total seguiu uma tendência semelhante à da sensibilização alérgica. Os eosinófilos, por sua vez, foram aumentados na asma, especialmente quando associada à rinite. Os sintomas nasais foram mais graves e o eczema mais comum em participantes com asma e rinite alérgica do que em outros grupos. Os pesquisadores concluíram que a sensibilização alérgica e, particularmente, as taxas de polissensibilização diferem amplamente de acordo com o estado de asma e rinite. Segundo os autores, os resultados demonstram a importância de levar em consideração a multimorbidade entre asma e rinite e que a sensibilização alérgica não é uma variável dicotômica. Uma resenha de: The sensitization pattern differs according to rhinitis and asthma multimorbidity in adults: the EGEA study Autores: Burte E, Bousquet J, Siroux V, Just J, Jacquemin B, Nadif R.

Há necessidade de realizar testes para identificar vírus respiratórios específicos em crianças?

17/10/2017 | Fonte: Fonte: JAMA Pediatr. 2017 Jul 3. [Epub ahead of print]

Grande parte das infecções virais do trato respiratório pode ser diagnosticada clinicamente, no entanto os clínicos eventualmente realizam testes para distinguir o vírus ofensivo em específico. Nesse sentido, a variedade, disponibilidade e sofisticação dos tipos de testes para identificação do vírus do trato respiratório evoluíram substancialmente, porém a atitude e as discussões globais entre os clínicos sobre a utilidade e as indicações específicas para o teste, podem não ter acompanhado esses progressos clínico-metodológicos. O objetivo dos autores deste estudo, publicado no JAMA Pediatrics, foi sintetizar os argumentos que corroboram a utilização de testes para infecções virais respiratórias em crianças com base em uma revisão das evidências. Os autores apresentam possíveis considerações e limitações dos vários tipos de testes e sugerem algumas indicações clínicas em que o teste pode desempenhar um papel importante no gerenciamento clínico. Os autores apontam que o maior argumento e, possivelmente, o principal valor clínico do teste para infecções virais respiratórias em crianças seja a possibilidade da diferenciação entre infecções virais e bacterianas. De acordo com os autores, essa possibilidade é importante, sobretudo porque facilitaria a tomada de decisão clínica em relação a novas investigações e a necessidade de antibióticos. Porém, os autores destacam que as evidências não são fortes o suficiente para corroborar a prática, principalmente tendo em vista as dificuldades com a interpretação dos resultados de alguns testes, que incluem características diagnósticas bastante limitadas. Além disso, outros fatores colocam em dúvida a necessidade do teste, tais como a incerteza quanto ao resultado verdadeiro positivo e causalidade da doença, atraso no recebimento do resultado do teste, incidência de infecções bacterianas concorrentes ou a presença de múltiplos vírus. Os autores ressaltam ainda, que há exemplos de cenários clínicos em que os resultados dos testes de vírus respiratórios poderiam contribuir para decisões de gerenciamento clínico mais apropriado. Os pesquisadores concluíram que os testes para infecções virais respiratórias em crianças devem ser realizados com parcimônia. Os autores sugerem que o diagnóstico pode ser feito clinicamente em crianças saudáveis e imunocompetentes que apresentam sintomas virais típicos do trato respiratório. Por fim, os autores recomendam uma análise crítica dos clínicos sobre a solicitação automática de um teste que é incomum e caro, cujo resultado pode não contribuir para o tratamento da criança. Título original: Testing for Respiratory Viruses in Children: To Swab or Not to Swab Autores: Gill PJ, Richardson SE, Ostrow O, Friedman JN.

A ecogenicidade do trombo residual é associada ao risco de recorrência de trombose venosa profunda: um estudo de coorte

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Clin Appl Thromb Hemost. 2017 Jan 1 [Epub ahead of print]

A recidiva de trombose venosa profunda (TVP) é uma complicação tardia relativamente comum da doença, no entanto poucos marcadores conseguem predizer e estratificar os pacientes em longo prazo após o evento trombótico. Nesse sentido, a precisão da trombose venosa residual (TVR) ainda é controversa, possivelmente devido à falta de uma metodologia padronizada. O objetivo deste estudo, publicado no Clinical and Applied Thrombosis Hemostasis, foi avaliar a precisão da ecogenicidade da TVR como marcador preditivo da recidiva da TVP. Foram selecionados para este estudo prospectivo pacientes com histórico de TVP nos últimos 33 meses. A presença de TVR foi avaliada por ultrassom e a ecogenicidade foi determinada pela escala de cinza média (GSM). Também foram realizadas coletas de amostras de sangue para análises de dímero-D. O seguimento teve duração de 28 meses e o endpoint primário foi a recorrência da TVP. A recorrência da TVP foi, posteriormente, confirmada ou excluída por ultrassom ao longo do seguimento. Um total de 56 pacientes foram incluídos no estudo, sendo que 10 apresentaram recorrência de TVP durante o seguimento. Os resultados para dímero-D acima de 630 ng/mL atribuíram maior risco de recorrência com valor preditivo negativo de 94%. A ausência de TVR foi um marcador protetor para recorrência com valor preditivo negativo de 100%. Além disso, a presença de TVR hipoecogênica, determinada por valores de GSM abaixo de 24, predisse positivamente 75% das recorrências da TVP. Os pesquisadores concluíram que a TVR persistente e, em particular, a presença de trombos hipoecogênicos (GSM <24) são marcadores preditivos do risco de recorrência da TVP. Segundo os autores, a ecogenicidade da TVR, por análise de GSM, poderia representar uma nova estratégia para a avaliação do risco de recidiva em pacientes com TVP. Título original: Residual Vein Thrombosis Echogenicity Is Associated to the Risk of DVT Recurrence: A Cohort Study Autores: Mazetto BM, Orsi FLA, Silveira SAF, Bittar LF, Flores-Nascimento MMC, Zapponi KCS, Colella MP, de Paula EV, Annichino-Bizzacchi JM.

Associação entre cirurgia bariátrica e risco de doenças infecciosas: estudo de série de casos

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Clin Infect Dis. 2017 Jun 16. doi: 10.1093/cid/cix541

Diversas evidências na literatura apontam a obesidade como um fator de risco para doenças infecciosas, no entanto ainda não há informações sobre a associação entre a cirurgia bariátrica e o risco de doenças infecciosas em adultos obesos. Neste estudo, publicado no Clinical Infectious Diseases, os autores analisaram informações do banco de dados de pacientes hospitalizados e do Departamento Estadual de Emergência da Califórnia, Flórida e Nebraska nos EUA, entre 2005 e 2011. Os autores analisaram os dados de pacientes adultos obesos submetidos à cirurgia bariátrica para redução de peso. Foram considerados como resultados primários a visita ao departamento de emergência ou hospitalização por infecção cutânea e de tecido mole, infecção respiratória, infecção intra-abdominal ou infecção do trato urinário. Foram analisados os dados de 56.277 adultos obesos submetidos à cirurgia bariátrica, em comparação com os períodos pré-cirúrgicos (13 a 24 meses). Os resultados mostraram que o risco de visita ao departamento de emergência ou hospitalização no período pós-operatório entre 0 e 12 meses diminuiu significativamente tanto para infecção cutânea e de tecido mole (aOR 0,85 [95 % IC 0.76-0.95]) como para infecção respiratória (aOR 0,82 [IC 95%: 0,75-0,90]) e manteve-se significativamente baixa no período pós-operatório de 13-24 meses (aOR 0,77 [IC 95%: 0,68-0,86] e 0,75 [ IC 95%: 0,68-0,82], respectivamente). Por outro lado, houve um aumento significativo do risco de infecção intra-abdominal (aOR 2,09 [IC 95% 1,78-2,46] e infecção do trato urinário (aOR 1,93 [IC 95% 1,74-2,15]) no período pós-operatório de 0 a 12 meses, e se manteve alto no período pós-operatório de 13 a 24 meses (aOR 1,29 [IC 95% 1,091,54] e aOR 1,31 [IC 95% 1,17-1,47], respectivamente). Os pesquisadores concluíram que houve um padrão divergente para o risco de quatro doenças infecciosas comuns após a cirurgia bariátrica, sendo que o risco por infecção cutânea e de tecido mole e infecção respiratória diminuiram após a cirurgia bariátrica, enquanto que a infecção intra-abdominal e do trato urinário aumentaram. Título original: Association of bariatric surgery with risk of infectious diseases: A selfcontrolled case series analysis Autores: Goto T, Hirayama A, Faridi MK, Camargo CA Jr, Hasegawa K.

Risco de resultados adversos para a gravidez em decorrência de cirurgia não obstétrica durante o período gestacional: estimativas de um estudo de coorte retrospectivo de 6,5 milhões de gestações

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Ann Surg. 2017 Aug;266(2):260-266

Estima-se que durante 1-2% das gestações há a ocorrência de alguma cirurgia não obstétrica. Contudo, as informações quanto aos riscos para a mãe ou para a gravidez devido a estes procedimentos ainda não foram completamente descritas. O objetivo deste estudo, publicado no Annals of Surgery, foi elaborar estimativas acerca do risco de resultado adverso para as mulheres submetidas à cirurgia não obstétrica durante a gravidez, em comparação àquelas que não realizaram nenhum procedimento cirúrgico durante a gestação. Para a realização deste estudo, os autores analisaram dados administrativos hospitalares entre 1º de abril de 2002 e 31 de março de 2012. Foram incluídas e analisadas informações de mulheres em período gestacional com admissões em maternidade para a realização de alguma cirurgia não obstétrica. Foram utilizados modelos de regressão logística para determinar o risco relativo ajustado, o risco atribuível e a relação do número de procedimentos cirúrgicos não obstétricos considerados prejudiciais para a ocorrência de resultados adversos ao nascimento. Foram identificadas um total de 6.486.280 gestações. Destas, houve registro de cirurgia não obstétrica em 47.628. Os resultados mostraram uma associação entre a cirurgia não obstétrica durante a gravidez e o risco aumentado de resultado adverso, no entanto, o risco atribuível foi relativamente baixo. Foram, ainda, calculadas as seguintes estimativas de associação: a) 1 morte fetal adicional para cada 287 procedimentos cirúrgicos; b) 1 parto pré-termo adicional para cada 31 cirurgias; c) 1 bebê adicional de baixo peso ao nascer para cada 39 cirurgias; d) 1 cesariana adicional para cada 25 cirurgias; e) 1 estadia de internação prolongada adicional para cada 50 cirurgias. Os pesquisadores concluíram que o risco associado à cirurgia não obstétrica é relativamente baixo, o que segundo os autores, confirma a segurança dos procedimentos cirúrgicos durante a gravidez. Os autores destacam ainda, que os achados do presente estudo fornecem evidências de referência para discussão com a paciente sobre a avaliação do risco. Título original: The Risk of Adverse Pregnancy Outcomes Following Nonobstetric Surgery During Pregnancy: Estimates From a Retrospective Cohort Study of 6.5 Million Pregnancies Autores: Balinskaite V, Bottle A, Sodhi V, Rivers A, Bennett PR, Brett SJ, Aylin P.

Associação entre trombose venosa residual e aterosclerose subclínica: um estudo transversal

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Thromb Res. 2017 Jun 29;157:16-19

Embora a literatura contemple muitos estudos com resultados isolados sobre o tromboembolismo venoso e eventos arteriais, a associação entre distúrbios trombóticos venosos e arteriais ainda não está completamente esclarecida. O objetivo deste estudo, publicado no Thrombosis Research, foi investigar a relação entre trombose venosa residual e a aterosclerose subclínica em uma coorte de pacientes com trombose venosa profunda proximal não provocada (ou associada a fatores de risco fracos). Trata-se de um estudo transversal e multicêntrico que avaliou pacientes consecutivos, com mais de 40 anos e sem distúrbios ateroscleróticos. Foram realizadas analises (por 2 avaliadores independentes) de ultrassom do sistema venoso de membros inferiores e das artérias carótidas, aproximadamente três meses após um episódio de trombose venosa profunda proximal. A presença de trombose venosa residual foi definida como a incompressibilidade de pelo menos 4 mm da veia femoral, poplítea ou ambas, e a aterosclerose subclínica como aumento superior a > 0,9 mm do complexo médiointimal (IMT) e/ou placas carotídeas. Foram avaliados um total de 252 pacientes com idade média de 67 anos, sendo que 53% eram homens. Destes, cerca de 77% apresentaram trombose venosa profunda proximal não provocada, e a presença de trombose venosa residual foi encontrada em 139 (55,2%) pacientes. Os resultados mostraram um aumento de IMT em 76 (54,7%) pacientes com trombose venosa residual e em 35 (31,0%) pacientes sem o mesmo diagnóstico (p <0,001). Além disso, pelo menos uma placa carotídea foi encontrada em 80 (57,6%) pacientes com trombose venosa residual e em 36 (31,9%) pacientes sem o diagnóstico (p <0,001). Após o ajuste das características da linha de base, o odds ratio da aterosclerose subclínica (aumento de IMT e/ou placas carotídeas) foi de 2,8 (IC 95%, 1,6 a 4,7). Os pesquisadores concluíram que há uma associação entre a trombose venosa residual e uma maior prevalência de aterosclerose subclínica em pacientes com um episódio de trombose venosa profunda proximal não provocada ou desencadeada por fatores de risco fracos, o que segundo os autores, pode ter implicações para o prognóstico do paciente. Título original: An association between residual vein thrombosis and subclinical atherosclerosis: Cross-sectional study Autores: Prandoni P, Ciammaichella M, Mumoli N, Zanatta N, Visonà A, Avruscio G, Camporese G, Bucherini E, Bova C, Imberti D, Benedetti R, Rossetto V, Noventa F, Milan M; Veritas Investigators.

Anormalidades na fibrinólise no momento da admissão estão associadas à trombose venosa profunda, mortalidade e incapacidade funcional em uma população de trauma pediátrico

18/10/2017 | Fonte: Fonte: J Trauma Acute Care Surg. 2017 Jan;82(1):27-34

Diversos estudos demonstram a associação entre anormalidades na fibrinólise e o aumento da mortalidade em adultos com traumas. Existem prognósticos alvos potenciais (hiperfibrinólise, HF; inibição da fibrinólise, IF) para o tratamento em pacientes adultos, mas esses distúrbios não são bem descritos em pacientes de trauma pediátrico. Trata-se de um ensaio prospectivo, que foi publicado no periódico Journal of Trauma and Acute Care Surgery, que contou com a participação de indivíduos entre 0 e 18 anos, admitidos para tromboelastografia, no período entre 1º de junho de 2015 e 31 de julho de 2016. A IF foi definida como LY30 (taxa de lise de 30 minutos após amplitude máxima) de 0,8% ou menos e a HF foi definida como LY30 de 3,0% ou superior. Foram consideradas variáveis de interesse para o estudo os dados demográficos, sinais vitais e valores laboratoriais na admissão, lesões, incidência de tromboembolismo venoso, morte e incapacidade funcional. O índice de Youden determinou a definição ótima de IF, seguidos da realização dos testes de Wilcoxon rank-sum, Kruskal-Wallis e Fisher. Foram incluídos no estudo cerca de 133 pacientes com idade média de 10 anos (intervalo interquartil [IQR], 5-13 anos), sendo que 5,4% eram do gênero masculino, com pontuação média de gravidade da lesão de 17 (IQR, 10-26); e 68% tinham mecanismo de trauma contuso. A análise de Youden definiu IF como LY30 de 0,8 ou menos. Na admissão, cerca de 38,3% (n = 51) dos pacientes apresentaram IF, 19,6% (n = 26) tiveram HF e outros 42,1% (n = 56) não apresentaram nenhum destes quadros. Os resultados indicaram uma taxa de mortalidade de 9,0% (n = 12) e incidência de trombose venosa profunda de 10,7% (n = 13/121). Houve associação da IF e da HF com a mortalidade (p = 0,014 e p = 0,021) e transfusão de sangue (p = 0,001 e p <0,001), assim como da IF com a incapacidade funcional (p <0,001) e a trombose venosa profunda (p = 0,002). Levando em consideração o mecanismo, o trauma contuso foi associado à IF e o trauma penetrante foi associado à HF (p = 0,011). Tanto IF (p = 0,001) quanto HF (p = 0,036) foram associados a uma elevada taxa internacional normalizada. No entanto, não houve diferença significativa entre LY30 entre os grupos etários. Os pesquisadores concluíram que crianças demonstram altas taxas de IF e HF após o trauma, com associação destes fatores a piores resultados. Segundo os autores, a IF é um indicador de prognóstico particularmente pior, que representa uma maior porcentagem de óbito, incapacidade funcional e transfusão sanguínea, além de desenvolvimento posterior de estado hipercoagulável. Os SP, 25/07/2017 autores sugerem ainda, que a incorporação de tromboelastografias aos protocolos pediátricos de cuidados traumáticos devem ser consideradas para contribuir com informações prognósticas e clínicas importantes. Título original: Abnormalities in fibrinolysis at the time of admission are associated with deep vein thrombosis, mortality, and disability in a pediatric trauma population. Autores: Leeper CM, Neal MD, McKenna C, Sperry JL, Gaines BA.

Efeito do controle de antibióticos sobre a incidência de infecção e colonização por bactérias resistentes a antibióticos e infecção por Clostridium difficile: uma revisão sistemática e meta-análise

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Lancet Infect Dis. 2017 Jun 16. pii: S1473-3099(17)30325-0

Evidências sugerem resultados positivos tanto na redução do uso de antibióticos como nos custos hospitalares em decorrência de programas de controle e uso racional de antibióticos. Nesse sentido, o objetivo dos autores no presente estudo, publicado no The Lancet. Infectious Diseases, foi investigar as evidências do efeito do controle de antibióticos sobre a incidência de infecções e colonização por bactérias resistentes aos antibióticos. Para esta revisão sistemática e meta-análise, foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, the Cochrane Database of Systematic Reviews, the Cochrane Central Register of Controlled Trials, e Web of Science. Foram incluídos estudos publicados entre 1º de janeiro de 1960 a 31 de maio de 2016, que analisaram o efeito de programas de controle de antibióticos sobre a incidência de infecção e colonização por bactérias resistentes a antibióticos e infecções por Clostridium difficile em pacientes hospitalizados. Dois pesquisadores extraíram e avaliaram os dados de forma independente e atestaram a elegibilidade das evidências. Foram excluídos todos os estudos envolvendo instalações para cuidados prolongados. Foram considerados como resultados primários os índices de incidência (IRs) das infecções alvo e colonização por 1000 pacientes-dias antes e após a implantação do programa de controle de antibióticos. As meta-análises foram feitas com modelos de efeito aleatório e a heterogeneidade foi calculada com o método I2. O resultado da busca retornou o total de 32 estudos que atenderam aos critérios de inclusão, compreendendo 9.056.241 pacientes-dias e 159 estimativas de IRs. Os resultados mostraram que os programas de controle de antibióticos reduziram a incidência de infecções e colonização por bactérias Gram-negativas resistentes a múltiplos fármacos (redução de 51%; IR 0,49, IC 95%; 35-0,68; p <0,0001), bactérias Gram-negativas produtoras de beta-lactamase de espectro estendido (48%; 0,52, 0,27-0,98; p = 0,0428) e Staphylococcus aureus resistente à meticillina (37%; 0,63, 0,45-0,88; p = 0,0065), bem como a incidência de infecções por Clostridium difficile (32%; 0,68, 0,53-0,88; p = 0,0029). Os resultados também indicaram uma melhor eficácia dos programas de controle de antibióticos quando associados a outras medidas de controle de infecção (IR 0,69, 0,54-0,88; p = 0,0030), especialmente às intervenções de higiene das mãos (0,34, 0,21-0,54; P < 0,0001), do que quando implantado sozinho. No entanto, o programa de controle de antibióticos não afetou os IRs de enterococos resistentes à vancomicina e bactérias Gram-negativas resistentes à quinolonas e aminoglicosídeos. Também foi detectada uma heterogeneidade SP, 25/07/2017 significativa entre os estudos, o que foi parcialmente explicado pelos tipos de intervenções e padrões de co-resistência da bactéria alvo. Os pesquisadores concluíram que os programas de controle de antibióticos reduzem significativamente a incidência de infecções e colonização por bactérias resistentes aos antibióticos e infecções por Clostridium difficile em pacientes hospitalizados. Segundo os autores, esses resultados fornecem às partes interessadas e aos gestores públicos evidências para a implantação de intervenções de controle de antibióticos para reduzir a carga de infecções por bactérias resistentes aos antibióticos. Título original: Effect of antibiotic stewardship on the incidence of infection and colonisation with antibiotic-resistant bacteria and Clostridium difficile infection: a systematic review and meta-analysis. Autores: Baur D, Gladstone BP, Burkert F, Carrara E, Foschi F, Döbele S, Tacconelli E.

Tratamento multiprofissional da hipertensão arterial sistêmica em pacientes muito idosos

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Arquivos Brasileiros de Cardiologia. [online]. 2017, vol.108, n.1, pp.53-59

Indivíduos com mais de 80 anos, denominados muito idosos, são encontrados com uma frequência crescente com o envelhecimento da população mundial. Não há estudos com essa população avaliando a intervenção multidisciplinar no tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) e algumas comorbidades associadas. O objetivo deste estudo, publicado no Arquivos Brasileiros de Cardiologia, foi avaliar o efeito do tratamento multiprofissional em hipertensos muito idosos acompanhados em serviço especializado. Foi realizado um estudo de coorte longitudinal retrospectivo em serviço multidisciplinar para o tratamento de HAS do centro-oeste brasileiro. Incluídos pacientes com 80 anos ou mais em junho de 2015. Coletados dados da primeira (V1) e última consulta (Vf). Avaliadas variáveis antropométricas, pressão arterial (PA), função renal, medicamentos em uso, hábitos de vida, comorbidades e eventos cardiovasculares, comparando V1 com Vf. Foram considerados controlados os valores de PA inferiores a 140 mmHg para pressão sistólica e inferiores a 90 mmHg para a pressão diastólica. Análise estatística realizada com software SPSSR versão 21.0. Considerados significativos valores de p<0,05. Analisados 71 pacientes, com tempo médio de seguimento de 15,22 anos, 26,8% sexo masculino e idade média em V1 de 69,2 anos e, em Vf, de 84,53 anos. Houve uma redução significativa nos valores médios de PA sistólica (157,3 x 142,1 mmHg; p<0,001) e diastólica (95,1 x 77,8 mmHg; p<0,001), com aumento nas taxas de controle da PA entre V1 e Vf (36,6 x 83,1%; p<0,001). O número de drogas antihipertensivas se elevou (1,49 x 2,85; p<0,001), com incremento no uso de inibidores de ECA (22,5 x 46,5%; p=0,004), bloqueadores do receptor de angiotensina (4,2 x 35,2%; p<0,001) e bloqueadores dos canais de cálcio (18,3 x 67,6%; p<0,001). Houve uma redução nos valores de colesterol total (217,9 x 191 mg/dl; p<0,001) e LDL colesterol (139,6 x 119,0 mg/dl; p<0,001) e piora da taxa de filtração glomerular (62,5 x 45,4 ml/min; p<0,001). Os pesquisadores concluíram que a intervenção multiprofissional em pacientes hipertensos muito idosos reduziu os valores de PA e aumentou a taxa de controle da mesma, com uma otimização do tratamento medicamentoso. Uma resenha de: Tratamento Multiprofissional da Hipertensão Arterial Sistêmica em Pacientes Muito Idosos Autores: Jardim, Luciana Muniz Sanches Siqueira Veiga et al.

A cetoacidose diabética no diagnóstico do diabetes tipo 1 prediz um mau controle glicêmico de longo prazo

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Diabetes Care. 2017 Jun 30. pii: dc170558

Neste estudo, publicado no Diabetes Care, os autores tiveram como intuito investigar a hipótese de que a cetoacidose diabética (DKA) no diagnóstico de diabetes tipo 1 em crianças consegue predizer um mau controle glicêmico de longo prazo, independente dos fatores de risco estabelecidos. Trata-se de um estudo de coorte prospectivo realizado em 3.364 indivíduos residentes no Colorado, EUA, entre 1998-2012. Os indivíduos foram diagnosticados com diabetes tipo 1 antes dos 18 anos de idade e monitorados por até 15 anos. Dentre o total de participantes, cerca de 1.297 (39%) apresentaram DKA no diagnóstico (glicemia >250 mg/dL e pH venoso <7,3 ou bicarbonato <15 mEq/L). A gravidade da DKA foi classificada entre leve/moderada (pH 7,10 - 7,29 ou bicarbonato 5-14 mEq/L) e grave (pH <7,10 ou bicarbonato <5 mEq/L). Foram também realizadas análises dos níveis de HbA1c (2,8 vezes/ano - média de 20 HbA1c por paciente). O efeito da DKA sobre os níveis de HbA1c a longo prazo foi ajustado para idade, raça/etnia, sexo, história familiar de diabetes, seguro saúde e uso de bomba de insulina e, posteriormente, analisado por um modelo misto linear. Os resultados mostraram que a DKA no diagnóstico conseguiu predizer níveis persistentemente elevados de HbA1c. A HbA1c esteve cerca de 1,4% (15,3 mmol/mol) e 0,9% (9,8 mmol/mol) maior nas crianças com DKA grave e leve/moderada (P <0,0001), respectivamente, em comparação às crianças sem o diagnóstico de DKA. Esses efeitos, no entanto, foram independentes dos fatores “minorias étnicas” ou “falta de seguro saúde” no diagnóstico que, por sua vez, indicaram um aumento de 0,5% (5,5 mmol/mol; P <0,0001) e 0,2% (2,2 mmol/mol; P <0,0001) na HbA1c, respectivamente. Os resultados também mostraram que o uso de bomba de insulina ou o fato de ter um pai ou irmão com diabetes tipo 1 predisseram valores de HbA1c de longo prazo mais baixos, respectivamente, 0,4% (4,4 mmol/mol; P <0,0001) e 0,2% (2,2 mmol/mol; P = 0,01). Os pesquisadores concluíram que a DKA no diagnóstico de diabetes tipo 1 em crianças prediz um mau controle glicêmico em longo prazo, independente de fatores demográficos e socioeconômicos. Título original: Diabetic Ketoacidosis at Diagnosis of Type 1 Diabetes Predicts Poor Long-term Glycemic Control. Autores: Duca LM, Wang B, Rewers M, Rewers A.

A restrição calórica prolongada suprime o desejo intenso geral e específico por alimentos: uma revisão sistemática e uma meta-análise

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Obes Rev. 2017 May 30. [Epub ahead of print]

A literatura apresenta resultados controversos da restrição calórica, durante pelo menos 12 semanas, sobre o desejo intenso de alimentos, de modo que há relatos tanto sobre a redução bem como o aumento da ânsia por alimentos associados à restrição. Nesse sentido, o objetivo dos autores neste estudo, publicado no Obesity Reviews, foi abordar essa divergência de resultados em uma revisão sistemática e meta-análise. Foram realizadas buscas na literatura por estudos conduzidos em indivíduos obesos, nos quais foram realizadas intervenções de restrição calórica por pelo menos 12 semanas, e que verificaram a ingestão de alimentos pré e pós-intervenção. Foram analisados estudos que utilizaram, principalmente, o questionário de desejos intensos por comida (Food Craving Inventary), além de outros estudos cujos métodos comparáveis foram convertidos em uma escala similar. As análises tiveram como base estudos com duração >12 semanas, mas próximos de 16 semanas para estudos com múltiplos acompanhamentos. Foram aplicadas meta-análises de efeitos aleatórios DerSimonian-Laird usando o pacote 'metafor' em software r. Os resultados mostraram que houve reduções nos efeitos agrupados nos desejos de alimentos em geral (-0,246 [-0,490, -0,001]), bem como nos desejos específicos a doces (-0,410 [-0,626, -0,194]), alimentos com alto teor de gordura (-0,190 [-0,343, 0,037]), amido (-0,288 [-0,517, -0,058]) e fast food (-0,340 [-0,633, -0,048]). Os resultados também indicaram uma heterogeneidade entre os estudos. Dentre os fatores que explicam a heterogeneidade estão inclusos o peso corporal na linha de base, tipo de intervenção, duração, tamanho da amostra e porcentagem de mulheres. Os pesquisadores concluíram que houve uma associação entre a redução do desejo intenso por alimentos e a restrição calórica. Segundo os autores, os resultados do presente estudo minimiza a preocupação dos profissionais de saúde em relação ao aumento do desejo intenso por alimentos em pacientes submetidos a intervenções de restrição calórica. Título original: Extended calorie restriction suppresses overall and specific food cravings: a systematic review and a meta-analysis Autores: Kahathuduwa CN, Binks M, Martin CK, Dawson JA.

Comparação de algoritmos de aprendizagem de máquina para construir um modelo preditivo para detecção de diabetes não diagnosticada - ELSA-Brasil: estudo de acurácia

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Sao Paulo Med. J. [online]. 2017, vol.135, n.3, pp.234-246.

Diabetes tipo 2 é uma doença crônica associada a graves complicações de saúde, causando grande impacto na saúde global. O objetivo deste estudo, publicado no Sao Paulo Medical Journal, foi desenvolver e validar modelos preditivos para detectar diabetes não diagnosticada utilizando dados do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) e comparar o desempenho de diferentes algoritmos de aprendizagem de máquina. Foi realizada uma comparação de algoritmos de aprendizagem de máquina para o desenvolvimento de modelos preditivos utilizando dados do ELSA-Brasil. Após selecionar 27 variáveis candidatas a partir da literatura, modelos foram construídos e validados em 4 etapas sequenciais: (i) afinação de parâmetros com validação cruzada (10-fold cross-validation); (ii) seleção automática de variáveis utilizando seleção progressiva, estratégia “wrapper” com quatro algoritmos de aprendizagem de máquina distintos e validação cruzada para avaliar cada subconjunto de variáveis; (iii) estimação de erros dos parâmetros dos modelos com validação cruzada; e (iv) teste de generalização em um conjunto de dados independente. Os modelos foram criados com os seguintes algoritmos de aprendizagem de máquina: regressão logística, redes neurais artificiais, naïve Bayes, K vizinhos mais próximos e floresta aleatória. Os melhores modelos foram criados utilizando redes neurais artificiais e regressão logística alcançando, respectivamente, 75,24% e 74,98% de média de área sob a curva na etapa de estimação de erros e 74,17% e 74,41% na etapa de teste de generalização. Os pesquisadores concluíram que a maioria dos modelos preditivos produziu resultados semelhantes e demonstrou a viabilidade de identificar aqueles com maior probabilidade de ter diabetes não diagnosticada com dados clínicos facilmente obtidos. Título original: Comparação de algoritmos de aprendizagem de máquina para construir um modelo preditivo para detecção de diabetes não diagnosticada - ELSABrasil: estudo de acurácia Autores: Olivera, André Rodrigues et al.

Padrão lipídico discordante e placa aterosclerótica carotídea. Importância do colesterol remanescente

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Arq. Bras. Cardiol. [online]. 2017, vol.108, n.6, pp.526-532

Indivíduos com níveis de não HDL-C excedendo em 30 mg/dl aqueles de LDL-C (discordância lipídica) ou com altos níveis de colesterol remanescente poderiam ter maior risco cardiovascular residual. O objetivo deste estudo, publicado no Arquivos Brasileiros de Cardiologia, foi determinar a prevalência de discordância lipídica em uma população de prevenção primária e analisar as variáveis clínicas com ela associadas; e investigar a associação de discordância lipídica e colesterol remanescente calculado com a presença de placa carotídea. Pacientes de prevenção primária sem diabetes ou sem terapia hipolipemiante foram incluídos. Independentemente do nível de LDL-C, definiu-se “discordância lipídica” como um valor de não HDL-C excedendo em 30 mg/dl aquele de LDL-C. Calculou-se o colesterol remanescente como colesterol total menos HDL-C menos LDL-C na presença de triglicerídeos < 4,0 mmol/l. Usou-se ultrassom para avaliar a presença de placa carotídea. Modelos de regressão logística múltipla foram construídos. Este estudo incluiu 772 pacientes (idade média, 52 ± 11 anos; 66% mulheres). A prevalência de discordância lipídica foi de 34%. Sexo masculino e índice de massa corporal mostraram associação independente com padrão lipídico discordante. A prevalência de placa carotídea foi maior em indivíduos com discordância lipídica (40,2% vs. 29,2; p = 0,002). A análise multivariada mostrou associação do padrão lipídico discordante com maior probabilidade de placa carotídea (OR: 1,58; IC95%: 1,08-2,34; p = 0,02). Da mesma forma, identificou-se uma significativa associação entre colesterol remanescente calculado e placa carotídea. Os pesquisadores concluíram que discordância lipídica e presença de nível mais alto de colesterol remanescente calculado acham-se associados com aterosclerose subclínica. Nossos achados podem ser usados para aprimorar a avaliação de risco cardiovascular residual. Título original: Padrão Lipídico Discordante e Placa Aterosclerótica Carotídea. Importância do Colesterol Remanescente Autores: Masson, Walter; Lobo, Martín; Molinero, Graciela e Siniawski, Daniel.

Detecção de câncer de próstata e calcificações prostáticas por imagens de ressonância magnética avançada

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Asian J Androl. 2017 Jul-Aug;19(4):439-443

Diversos estudos apontam uma elevada incidência de câncer de próstata e calcificações prostáticas entre homens idosos. Portanto, o objetivo deste estudo, publicado no Asian Journal of Andrology, foi avaliar as capacidades de diagnóstico da imagem ponderada em suscetibilidade na detecção de câncer de próstata e calcificações prostáticas. Para a realização deste estudo, foram incluídos cerca de 156 homens, dos quais 34 apresentavam câncer de próstata e 122 tinham hiperplasia benigna da próstata. Todos os pacientes realizaram procedimentos de tomografia computadorizada, ressonância magnética convencional, imagem ponderada por difusão e imagem ponderada em suscetibilidade. Foram detectadas 130 calcificações prostáticas em 87 pacientes. As sensibilidades e especificidades da imagem de ressonância magnética convencional foram calculadas, assim como o coeficiente de difusão aparente e imagens de fase filtrada em susceptibilidade na detecção de câncer de próstata e calcificações prostáticas. O teste qui-quadrado foi usado para comparar as diferenças nas sensibilidades e especificidades entre as técnicas. As análises indicaram uma superioridade na sensibilidade e especificidade das imagens de fase filtrada em susceptibilidade para a detecção de câncer de próstata em relação à imagem de ressonância magnética convencional e do coeficiente de difusão aparente (P <0,05). Além disso, a sensibilidade e a especificidade das imagens de fase filtrada em susceptibilidade na detecção de calcificações prostáticas foram comparáveis à da tomografia computadorizada e maiores do que a ressonância magnética convencional e o coeficiente de difusão aparente (P <0,05). Os pesquisadores concluíram que a imagem ponderada em suscetibilidade é mais sensível e específica do que a imagem de ressonância magnética convencional, imagem ponderada por difusão e tomografia computadorizada na detecção de câncer de próstata. Segundo os autores, a imagem ponderada em suscetibilidade pode identificar calcificações prostáticas similares à tomografia computadorizada, além de ser muito melhor do que a imagem convencional de ressonância magnética e a imagem ponderada por difusão. Título original: Detecting prostate cancer and prostatic calcifications using advanced magnetic resonance imaging Autores: Dou S, Bai Y, Shandil A, Ding D, Shi D, Haacke EM, Wang M.

Curva de aprendizagem na interpretação da ressonância magnética da próstata: aprendizagem autodirigida versus feedback contínuo

18/10/2017 | Fonte: Fonte: AJR Am J Roentgenol. 2017 Mar;208(3):W92-W100

O objetivo deste estudo, publicado no American Journal of Roentgenology, foi investigar o comportamento da aprendizagem autodirigida e do feedback contínuo na curva de aprendizado para a detecção de tumores por radiologistas incipientes da ressonância magnética (RM) da próstata. Para a realização deste estudo, os autores selecionaram um total de 124 exames de ressonância prostática com tumor detectável. Os exames foram classificados como positivos (n = 52; lesão única com nódulo PI-RADS categoria 3 ou lesão maior apresentando escore de Gleason > 7 em biópsia guiada por RM); ou negativos (n = 72; PI-RADS categoria 2 ou lesões menores ou negativas). Os exames foram divididos em quatro lotes de tamanho igual, cada um contendo números correspondentes de exames positivos e negativos. Em seguida, 6 residentes do segundo ano de radiologia examinaram os dados para localizar os tumores. Três dos 6 residentes receberam feedback após cada exame mostrando a solução do caso anterior. A curva de aprendizagem (precisão ao longo do tempo) foi avaliada pelo critério de informação Akaike (AIC). Também foram realizadas análises de regressão logística e ANOVA com modelo misto. Os resultados mostraram que houve uma melhora inicial rápida com a curva de aprendizado para ambos os tipos de leitores (com e sem feedback), que por sua vez, diminuiu após 40 exames (alteração na AIC > 0,2%). A precisão melhorou de 58,1% (lote 1) para 71,0-75,3% (lotes 2-4) entre os leitores sem feedback e de 58,1% para 72,0-77,4% para os leitores com feedback (p = 0,027-0,046), porém, não houve diferença na extensão da melhoria (P = 0,800). A especificidade melhorou de 53,7% para 68,5-81,5% e de 55,6% para 74,1-81,5% (p = 0,006-0,010) entre os leitores sem e com feedback, respectivamente, no entanto também não houve diferença na extensão de melhoria (p = 0,891). Por outro lado, a sensibilidade melhorou de 59,0-61,5% (lotes 1-2) para 71,8-76,9% (lotes 3-4) entre os leitores com feedback (p = 0,052), contudo não houve melhora entre aqueles sem feedback (p = 0,602). A sensibilidade para os tumores da zona de transição apresentou variações significativamente maiores (p = 0,024) para os leitores com feedback, embora a sensibilidade para os tumores da zona periférica não tenha melhorado em nenhum dos grupos (p > 0,3). A confiança do leitor aumentou apenas entre aqueles com feedback (p < 0,001). Os pesquisadores concluíram que a curva de aprendizado na detecção do tumor da próstata refletiu, em grande parte, na aprendizagem autodirigida, sendo que o feedback contínuo teve um efeito menor. Segundo os autores, os resultados do presente estudo sugerem a necessidade de importante cautela na interpretação clínica da RM da próstata por radiologistas iniciantes. Título original: The Learning Curve in Prostate MRI Interpretation: Self-Directed Learning Versus Continual Reader Feedback Autores: Rosenkrantz AB, Ayoola A, Hoffman D, Khasgiwala A, Prabhu V, Smereka P, Somberg M, Taneja SS.

Comportamento sedentário no ambiente de trabalho e risco de câncer de mama

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Acta Oncol. 2017 Jan;56(1):75-80

A literatura apresenta dados consistentes da associação entre a prática de atividade física e o risco reduzido de desenvolvimento de câncer de mama. No entanto, evidências recentes sugerem que o comportamento sedentário pode ser um fator de risco independente do nível de atividade física. O objetivo do presente estudo, publicado no Acta Oncologica, foi analisar a associação entre o sedentarismo em ambiente de trabalho e o risco de câncer de mama em mulheres pré e pós-menopáusicas. Trata-se de um estudo de coorte prospectivo que analisou por meio de questionários, os dados sobre o histórico de trabalho de 29.524 mulheres entre 1990 e 1992. As participantes foram classificadas como tendo: 1) ocupações sedentárias apenas; 2) ocupações mistas ou 3) ocupações não sedentárias apenas. A associação entre sedentarismo no ambiente de trabalho e incidência de câncer de mama foi analisada pela regressão de Cox, ajustada por fatores de risco conhecidos e participação em esportes competitivos. Os resultados mostraram um risco significativamente elevado de câncer de mama nas mulheres com história de sedentarismo no trabalho (HR ajustada 1,20, IC 95% 1,05, 1,37) em comparação com aquelas com ocupação laboral mista ou não sedentária. A associação foi mais forte entre as mulheres com menos de 55 anos (HR ajustada 1,54, IC 95% 1,20, 1,96), enquanto nenhuma associação foi observada em mulheres com 55 anos ou mais. O ajuste para a participação em esportes competitivos não alterou a associação. Os pesquisadores concluíram que houve uma associação entre o sedentarismo no ambiente de trabalho e o aumento do risco de câncer de mama, especialmente em mulheres com idade inferior a 55 anos. Segundo os autores, este pode ser um fator de risco modificável ao planejar pausas específicas durante o trabalho, no entanto mais estudos são necessários para elucidar se essa estratégia reduziria o risco de câncer de mama. Título original: Occupational sedentariness and breast cancer risk Autores: Johnsson A, Broberg P, Johnsson A, Tornberg ÅB, Olsson H.

Prevalência e fatores de risco para neuropatia diabética periférica em jovens com diabetes tipo 1 e tipo 2: estudo SEARCH for Diabetes in Youth

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Diabetes Care. 2017 Jul 3. pii: dc170179

O objetivo deste estudo, publicado no Diabetes Care, foi investigar tanto a prevalência quanto os fatores de risco para a neuropatia diabética periférica em jovens com diabetes tipo 1 (T1D) e diabetes tipo 2 (T2D) pertencentes ao estudo SEARCH for Diabetes in Youth. Foram avaliados cerca de 1.992 jovens com diagnóstico de neuropatia diabética (avaliado pelo MNSI - Michigan Neuropathy Screening Instrument), sendo que 1.734 apresentavam diabetes tipo 1 (idade 18 ± 4 anos, duração do diabetes 7,2 ± 1,2 anos e HbA1c 9,1 ± 1,9%) e 258 jovens tinham diabetes tipo 2 (idade 22,0 ± 3,5 anos, duração do diabetes 7,9 ± 2 anos e HbA1c 9,4 ± 2,3%). Foram incluídos os participantes do estudo SEARCH que tinham duração do diabetes igual ou superior a 5 anos. A neuropatia diabética periférica foi caracterizada a partir de um escore MNSI > 2. O controle glicêmico foi estimado com base na área sob a curva da HbA1c. Os resultados indicaram uma prevalência de neuropatia diabética periférica em 7% dos jovens com diabetes tipo 1 e em 22% dos jovens com diabetes tipo 2. Os fatores de risco para neuropatia diabética periférica naqueles com diabetes tipo 1 foram: idade mais avançada, maior duração do diabetes, tabagismo, aumento da pressão arterial diastólica, obesidade, aumento do colesterol LDL e triglicerídeos, e menor colesterol HDL (HDL-c). Nos jovens com diabetes tipo 2, os fatores de risco foram idade avançada, sexo masculino, maior duração do diabetes, tabagismo e menor HDL-c. Os resultados também mostraram um pior controle glicêmico nos pacientes com neuropatia diabética periférica em comparação com aqueles sem o diagnóstico de neuropatia que apresentavam diabetes tipo 1 (odds ratio 1,53 [IC 95% 1,24; 1,88]), mas não para aqueles com diabetes tipo 2 (1,05 [0,7; 1,56]). Os pesquisadores concluíram que a alta taxa de neuropatia diabética periférica entre os jovens com diabetes é motivo de preocupação e sugerem a necessidade da realização de uma triagem precoce e melhor gerenciamento de fatores de risco. Segundo os autores, as intervenções em jovens com controle glicêmico ruim e quadro de dislipidemia podem prevenir ou atrasar as complicações neuropáticas debilitantes. Título original: Prevalence of and Risk Factors for Diabetic Peripheral Neuropathy in Youth With Type 1 and Type 2 Diabetes: SEARCH for Diabetes in Youth Study Autores: Jaiswal M, Divers J, Dabelea D, Isom S, Bell RA, Martin CL, Pettitt DJ, Saydah S, Pihoker C, Standiford DA, Dolan LM, Marcovina S, Linder B, Liese AD, Pop-Busui R, Feldman EL.

A obesidade durante a gestação afeta as concentrações de esteroides sexuais conforme o gênero do feto

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Int J Obes (Lond). 2017 Jul 5. doi: 10.1038/ijo.2017.159

A literatura ainda não apresenta dados consistentes sobre o efeito da obesidade materna, em relação ao gênero do feto, sobre o metabolismo dos hormônios esteroides sexuais durante a gestação. Nesse sentido, o objetivo deste estudo, publicado no International Journal of Obesity, foi avaliar as concentrações de esteroides sexuais e a expressão de enzimas esteroidogênicas em células placentárias de mulheres grávidas obesas ou não, com gravidez não patológica, bem como a influência do gênero fetal nesses parâmetros. Foram selecionadas para participar do estudo um total de 35 mulheres com peso corporal considerado normal (IMC 20-24,9 kg/m2 - controles) e 36 mulheres com IMC entre 30-36 kg/m2 (obesas). Foi coletada uma amostra de sangue em jejum no primeiro e no terceiro trimestre de gestação para avaliar os seguintes parâmetros: a) progesterona, b) desidroepiandrosterona (DHEA), c) sulfato de DHEA (DHEAS), d) androstenediona, e) testosterona e estradiol por LC-MS/MS, f) estrona por RIA. Analises de PCR e Western Blot foram realizadas em amostras placentárias de um subgrupo de mulheres para avaliação do RNAm placentário e da expressão proteica de enzimas esteroidogênicas. As comparações foram feitas principalmente entre controles e obesas e, em seguida, separadamente de acordo com o gênero fetal. Os resultados mostraram menores concentrações de progesterona sérica e maior concentração de testosterona nas mulheres obesas no primeiro e no terceiro trimestres de gestação (P <0,05, respectivamente). Com relação ao sexo fetal, os níveis de progesterona foram mais baixos nas gestantes obesas com fetos do sexo masculino no primeiro trimestre e com fetos femininos no terceiro trimestre (P <0,05, respectivamente). A testosterona, por sua vez, foi maior em mulheres obesas com fetos masculinos em comparação com mulheres controle com fetos masculinos (P <0,05). A expressão da proteína placentária P450scc foi maior nas mulheres obesas comparadas ao grupo controle (P <0,05). A aromatase P450 foi maior em mulheres obesas com fetos femininos (P = 0,009) e menor em mulheres obesas com fetos masculinos, em relação às mulheres controle (P = 0,026). Os pesquisadores concluíram que a obesidade em gestações não patológicas altera as concentrações séricas de progesterona e testosterona dependendo do gênero fetal. De acordo com os autores, essas mudanças podem ser atribuídas a adaptações placentárias relacionadas ao gênero, pois a expressão de aromatase P450 é diferente em placentas de fetos femininos e masculinos. Título original: Obesity during pregnancy affects sex steroid concentrations depending on fetal gender Autores: Maliqueo M, Cruz G, Espina C, Contreras I, García M, Echiburú B, Crisosto N.

Redução do risco de morte súbita na insuficiência cardíaca

18/10/2017 | Fonte: Fonte: N Engl J Med. 2017 Jul 6;377(1):41-51

Evidências recentes sugerem que houve mudanças ao longo do tempo no risco de morte súbita em pacientes com insuficiência cardíaca sintomática e fração de ejeção reduzida. Tais mudanças, por sua vez, teriam como principal fator a admissão e administração de certos medicamentos, como por exemplo, inibidores da enzima conversora da angiotensina, bloqueadores dos receptores da angiotensina, betabloqueadores e antagonistas dos receptores de mineralcorticoides. O objetivo deste estudo, publicado no The New England Journal of Medicine, foi investigar, em detalhes, a relação entre a introdução destes medicamentos e a redução no risco de morte súbita em pacientes com insuficiência cardíaca. Para a realização deste estudo, foram analisados os dados de 40.195 pacientes registrados em algum dos 12 ensaios clínicos abordados neste estudo, no período de 1995 a 2014. Foram incluídos os pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida e excluídos aqueles com cardioversor desfibrilador implantável. Foram realizadas análises de regressão multivariada ponderadas e modelos de regressão de Cox para avaliar tendências nas taxas de morte súbita ao longo do tempo e as razões de risco ajustada para morte súbita em cada grupo experimental. As taxas de incidência cumulativa de morte súbita foram avaliadas em diferentes pontos do tempo, após a randomização e de acordo com o período entre o diagnóstico de insuficiência cardíaca e a randomização. Os resultados indicaram relatos de morte súbita em 3.583 pacientes, destes a maioria eram homens e mais velhos do que os pacientes sem evento de morte súbita. Para esta mesma comparação, os pacientes que tiveram morte súbita apresentaram, ainda, uma causa isquêmica de insuficiência cardíaca e pior função cardíaca. As análises mostraram queda de 44% na taxa de morte súbita (P = 0,03). A incidência cumulativa de morte súbita aos 90 dias após a randomização foi de 2,4% no primeiro ensaio clínico e de 1,0% no ensaio mais recente. A taxa de morte súbita não foi maior entre os pacientes com diagnóstico recente de insuficiência cardíaca comparada àqueles com diagnóstico mais antigo. Os pesquisadores concluíram que houve uma redução substancial nas taxas de morte súbita ao longo do tempo entre os pacientes ambulatoriais com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida. Segundo os autores, estes resultados corroboram o benefício cumulativo baseados em evidências sobre a ação de medicamentos sobre esta causa de morte. Título original: Declining Risk of Sudden Death in Heart Failure Autores: Shen L, Jhund PS, Petrie MC, Claggett BL, Barlera S, Cleland JGF, Dargie HJ, Granger CB, Kjekshus J, Køber L, Latini R, Maggioni AP, Packer M, Pitt B, Solomon SD, Swedberg K, Tavazzi L, Wikstrand J, Zannad F, Zile MR, McMurray JJV.

Dosagem pós-operatória precoce de paratormônio e prognóstico, após paratireoidectoma total por hiperparatireoidismo secundário

18/10/2017 | Fonte: Fonte: J. Bras. Nefrol. [online]. 2017, vol.39, n.2, pp.135-140

Em pacientes renais crônicos dialíticos submetidos à paratireoidectomia total com autoenxerto, existe a possibilidade de uma glândula paratireoide hiperplásica residual. O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Nefrologia, foi verificar se a medida pós-operatória precoce do hormônio da paratireoide (PTH) após paratireoidectomia total com autoenxerto é útil para indicar uma glândula paratireoide residual ou supranumerária hiperplásica em pacientes dialíticos. Em uma coorte prospectiva de pacientes em diálise submetidos a paratireoidectomia foi medido o PTH até uma semana após à operação. O valor absoluto e o decréscimo relativo foram analisados de acordo com o desfecho clínico de controle satisfatório do hiperparatireoidismo ou persistência. Em 51 casos, o PTH preoperatório variou entre 425 e 6.964pg/mL (mediana 2.103pg/mL). No pós-operatório, o PTH foi indetectável em 28 casos (54,9%). Em 8 indivíduos (15,7%), o PTH foi menor que 16pg/mL, em 10 (19,6%) os valores de PTH estiveram entre 16 e 87pg/mL e em 5 (9.8%), o PTH foi superior a 87pg/mL. O PTH indetectável foi mais comum em pacientes com valor de PTH pré-operatório abaixo da mediana do PTH dos casos (p = 0,0002). Houve correlação significativa entre o PTH pré-operatório e o PTH pós-operatório precoce (Spearman R = 0,42, p = 0,002). Um decréscimo relativo superior a 95% associou-se a desfecho clínico satisfatório. O decréscimo relativo inferior a 80% associou-se à doença persistente, apesar de hipocalcemia inicial. Os pesquisadores concluíram que a dosagem do PTH nos primeiros dias após à paratireoidectomia em pacientes dialíticos pode sugerir bom desfecho clínico quando há um decréscimo de pelo menos 95% em relação ao valor pré-operatório. O decréscimo inferior a 80% é indicativo de tecido paratireóideo residual com persistência do hiperparatireoidismo e uma reintervenção precoce pode ser considerada. Título original: Dosagem pós-operatória precoce de paratormônio e prognóstico, após paratireoidectoma total por hiperparatireoidismo secundário Autores: Nascimento Junior, Climério Pereira do et al.

Benefício Cardiovascular Esperado pela Redução do Colesterol Plasmático com ou sem Metas de LDL-C em Indivíduos Saudáveis de Risco Cardiovascular mais Elevado

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Arq. Bras. Cardiol. [online]. 2017, vol.108, n.6, pp.518-525

Há controvérsias sobre se o controle do colesterol plasmático deve ou não se basear em metas de concentração de colesterol LDL (LDL-c). O objetivo deste estudo, publicado no Arquivos Brasileiros de Cardiologia, foi comparar o impacto estimado de diferentes estratégias hipolipemiantes, baseadas ou não em metas de LDL-c, sobre o risco de eventos cardiovasculares maiores em uma população de risco cardiovascular mais elevado. Foram incluídos indivíduos consecutivamente submetidos a uma avaliação rotineira de saúde em um único centro e que apresentavam um risco em 10 anos de doença cardiovascular aterosclerótica (DCVAS) > 7,5% (“pooled cohort equations”, ACC/AHA, 2013). Para cada indivíduo, foram simuladas duas estratégias baseadas em meta de LDL-c (< 100 mg/dL [Emeta-100] ou < 70 mg/dL [Emeta-70]) e duas estratégias baseadas em redução percentual do LDL-c (30% [E30%] ou 50% [E50%]). Em 1.897 indivíduos (57 ± 7 anos, 96% homens, risco em 10 anos de DCVAS 13,7 ± 7,1%), o LDL-c seria reduzido de 141 ± 33 mg/dL para 99 ± 23 mg/dL na E30%, 71 ± 16 mg/dL na E50%, 98 ± 9 mg/dL na Emeta-100 e 70 ± 2 mg/dL na Emeta-70. O risco em 10 anos de DCVAS seria reduzido para 8,8 ± 4,8% na E50% e para 8,9 ± 5,2 na Emeta-70. O número de eventos cardiovasculares maiores prevenidos em 10 anos por 1.000 indivíduos seria de 32 na E30%, 31 na Emeta-100, 49 na E50% e 48 na Emeta-70. Em comparação com a Emeta-70, a E50% evitaria mais eventos no tercil inferior de LDL-c e menos eventos no tercil superior de LDL-c. Os pesquisadores concluíram que as abordagens hipolipemiantes mais agressivas simuladas neste estudo, com base em meta de LDL-c ou redução percentual, podem potencialmente prevenir cerca de 50% mais eventos cardiovasculares graves na população em comparação com os tratamentos menos intensivos. Os níveis basais de LDL-c determinam qual estratégia (baseada ou não em meta de LDL-c) é mais apropriada para cada indivíduo. Título original: Benefício Cardiovascular Esperado pela Redução do Colesterol Plasmático com ou sem Metas de LDL-C em Indivíduos Saudáveis de Risco Cardiovascular mais Elevado Autores: Cesena, Fernando Henpin Yue et al.

Validação clínica de teste diagnóstico para vaginite

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Obstet Gynecol. 2017 Jul;130(1):181-189

O diagnóstico da vaginite pode ser apresentado como vaginose bacteriana, candidíase vulvovaginal, tricomoníase ou coinfecção. Um novo teste molecular analisa o microbioma vaginal e organismos que causam estas três infecções comuns. O objetivo do estudo, publicado no Obstetrics and Gynecology, foi analisar a precisão clínica de um teste molecular para análises de amostras provenientes do procedimento de esfregaço vaginal realizado pelas pacientes (autocoletado) ou pelo médico. Foram considerados como resultados primários e secundários a comparação entre o teste molecular com métodos de referência para as três causas mais comuns de vaginite, e ainda a comparação da amostra coletada pelo clínico e pelas pacientes. Trata-se de um estudo transversal que investigou mulheres em dez centros clínicos que apresentaram sintomas de vaginite entre maio e setembro de 2015. Foram coletadas amostras por meio de esfregaço vaginal realizado tanto pela paciente quanto pelo médico. As amostras foram, posteriormente, comparadas entre si e entre amostras de referência. Amostras de 1.740 pacientes foram analisadas por um teste molecular e por outros seis testes de referência, a saber: os métodos de referência para a vaginose bacteriana foram a pontuação de Nugent e os critérios de Amsel; os métodos de referência para a infecção por Candida foram o isolamento em meios de cultura cromogênicos cultivadas em agar sabouraud e sequenciamento. Os métodos de referência para a tricomoníase foram exame a fresco e cultura. Considerando as amostras de referência coletadas pelo clínico, os resultados mostraram que a vaginose bacteriana foi diagnosticada em 56,5%, a candidíase vaginal em 32,8%, a tricomoníase em 8%. Em 24% das amostras não foi encontrada nenhuma das três infecções e a taxa de coinfecção foi de 20%. Os resultados de sensibilidade e especificidade do teste molecular, respectivamente, foram os seguintes: vaginose bacteriana: 90,5% (95% de intervalo de confiança (IC) 88,3-92,2%) e 85,8% (IC 95%: 83,0-88,3%); Candida: 90,9% (95% IC 88,1-93,1%) e 94,1% (95% IC 92,6-95,4%); Candida glabrata: 75,9% (95% IC 57,9-87,8%) e 99,7% (95% IC 99,3-99,9%); tricomaníase: 93,1% (IC 95% 87,4-96,3%) e 99,3% (95% IC 98,7-99,6%). Os resultados para as amostras autocoletadas foram semelhantes aos das amostras coletadas pelo clínico. Os pesquisadores concluíram que o teste molecular para análise de amostras de esfregaços vaginais coletados por médicos ou pacientes pode diagnosticar com precisão as causas mais comuns de vaginite por bactérias, fungos e protozoários. Segundo os autores, as mulheres e seus médicos que procuram um diagnóstico preciso e seleção adequada de tratamento eficaz para os sintomas de vaginite podem se beneficiar deste teste molecular. Título original: Clinical Validation of a Test for the Diagnosis of Vaginitis Autores: Gaydos CA, Beqaj S, Schwebke JR, Lebed J, Smith B, Davis TE, Fife KH, Nyirjesy P, Spurrell T, Furgerson D, Coleman J, Paradis S, Cooper CK.

Alterações ventilatórias durante o uso de trocadores de calor e umidade em pacientes submetidos à ventilação mecânica com pressão de suporte e ajustes nos parâmetros ventilatórios para compensar estas possíveis alterações: estudo de intervenção autocontrolado em humanos

18/10/2017 | Fonte: Fonte: Rev. bras. ter. intensiva [online]. 2017, vol.29, n.2, pp.163-170

O objetivo do estudo, publicado na Revista Brasileira de Terapia Intensiva, foi avaliar as possíveis alterações do volume corrente, volume-minuto e frequência respiratória causadas pela utilização de trocadores de calor e umidade em pacientes submetidos à ventilação mecânica na modalidade pressão de suporte, e quantificar a variação da pressão de suporte necessária para compensar o efeito causado pelo trocador de calor e umidade. Os pacientes sob ventilação mecânica invasiva na modalidade pressão de suporte foram avaliados utilizando umidificadores aquecidos e trocadores de calor e umidade. Caso o volume encontrado com uso de trocadores de calor e umidade fosse menor que o achado com o umidificador aquecido, iniciava-se o aumento da pressão de suporte, perante o uso de trocadores de calor e umidade, até ser encontrado um valor de pressão de suporte que possibilitasse ao paciente gerar um valor próximo do volume corrente inicial com umidificador aquecido. A análise foi realizada por meio do teste t pareado, e os valores de incremento foram expressos em porcentagem de aumento necessário. Foram avaliados 26 pacientes. O uso de trocadores de calor e umidade aumentou a frequência respiratória, e reduziu o volume corrente e o volume-minuto, quando comparados com o uso do umidificador aquecido. Com o uso de trocadores de calor e umidade, os pacientes precisaram de um incremento de 38,13% na pressão de suporte para manter os volumes prévios. Os pesquisadores concluíram que trocador de calor e umidade alterou os parâmetros de volume corrente, volume-minuto e frequência respiratória, sendo necessário um aumento da pressão de suporte para compensar estas alterações. Título original: Alterações ventilatórias durante o uso de trocadores de calor e umidade em pacientes submetidos à ventilação mecânica com pressão de suporte e ajustes nos parâmetros ventilatórios para compensar estas possíveis alterações: estudo de intervenção autocontrolado em humanos Autores: Lucato, Jeanette Janaina Jaber et al.

Associação entre qualidade subjetiva do sono e risco futuro de quedas em idosos: resultados do estudo LOHAS

19/10/2017 | Fonte: Fonte: J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2017 Jun 17. [Epub ahead of print]

Diversos estudos demonstram uma associação entre a privação do sono e o aumento nas taxas de morbidade e mortalidade em idosos. No entanto, a relação longitudinal entre a qualidade subjetiva do sono e o risco de queda nos idosos ainda não está completamente esclarecida. Para a realização deste estudo, que foi publicado no periódico Journal of Gerontology. Series A, Biological Sciences and Medical Sciences, foram analisados os dados de 1.071 idosos com idade igual ou superior a 65 anos (média de 71 anos de idade) pertencentes ao ensaio LOHAS (Locomotive Syndrome and Health Outcome in Aizu Cohort Study). A qualidade subjetiva do sono foi avaliada com base no Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). A ocorrência de quedas (caracterizada como evento de pelo menos uma queda) durante o ano subsequente foi verificada por um questionário autorrelatado. Os resultados mostraram um índice global médio PSQI de 4,3 (desvio padrão, 3,2), com classificação fraca (PSQI > 5) da qualidade do sono em 28,9% dos participantes. A ocorrência de pelo menos uma queda no ano seguinte à avaliação do sono foi registrada em 210 participantes (19,6%). A análise multivariada revelou que houve uma chance significativamente maior de queda durante o período de seguimento de um ano entre os participantes com menor qualidade subjetiva do sono [odds ratio ajustado (AOR) = 1,50 para cada aumento de três pontos no escore PSQI global; intervalo de confiança de 95% (IC) = 1,20, 1,89]. Os resultados também mostraram que os participantes no quartil superior do índice PSQI global (PSQI> 5) tiveram um aumento significativo da probabilidade de experimentar quedas, em comparação com aqueles no quartil inferior (PSQI < 2; AOR = 2,14; IC 95% = 1,09, 4,22). Esta associação foi similarmente significativa nas análises de subgrupos, considerando homens e mulheres idosos não usuários de medicação para o sono, e aqueles sem história de quedas na linha de base. Os pesquisadores concluíram que a qualidade de sono classificada como fraca pelo PSQI, está associada longitudinalmente com um maior risco de quedas em idosos. Título original: Association between subjective sleep quality and future risk of falls in older people: results from LOHAS Autores: Takada S, Yamamoto Y, Shimizu S, Kimachi M, Ikenoue T, Fukuma S, Onishi Y, Takegami M, Yamazaki S, Ono R, Sekiguchi M, Otani K,Kikuchi S, Konno SI, Fukuhara S.

Proteína C-reativa aumentada prevê a incidência, duração e gravidade do delirium após cirurgia não cardíaca

19/10/2017 | Fonte: Fonte: Journal of the American Geriatrics Society. 2017 May 26. [Epub ahead of print]

Neste estudo, publicado no Journal of the American Geriatrics Society, os autores tiveram como objetivo investigar as associações entre a proteína C-reativa (CRP) medida no pré e no segundo dia do pós-operatório com a incidência, duração e gravidade do delirium. Trata-se de um estudo prospectivo de coorte, realizado em 2 centros médicos acadêmicos. Foram incluídos cerca de 560 adultos com 70 anos ou mais submetidos a uma cirurgia não cardíaca. A dosagem de CRP foi realizada utilizando ensaios imunoenzimáticos, enquanto que o delirium foi avaliado pelo método CAM (Confusion Assessment Method). A duração do delirium foi medida com base no número de dias hospitalares com delirium e a gravidade do delirium foi definida como a soma dos escores CAM-Severity (CAM-S) em todos os dias pós-operatórios no hospital. Foram adotados modelos lineares generalizados para determinar as associações independentes entre CRP (pré e pós-operatório separadamente) e incidência, duração e gravidade do delirium. Também foram objetos de avaliação a duração hospitalar prolongada (LOS, >5 dias) e a possibilidade de alta. Os resultados mostraram que o delirium pós-operatório ocorreu em 24% dos participantes, sendo que 12% tiveram 2 ou mais dias de delirium. A média ± desvio padrão da soma dos escores CAMS foi de 9,3 ± 11,4. Após o ajuste para idade, gênero, tipo de cirurgia, via de anestesia, comorbidades médicas e complicações infecciosas pós-operatórias, os resultados mostraram que os pacientes com valores de CRP no pré-operatório =3 mg/L tiveram 1,5 mais risco de delirium (IC 95%: 1,1-2,1). Aqueles com CRP 235,73 mg/L) foram 1,5 vezes mais propensos a desenvolver delirium (IC 95%: 1,0-2,4). Aqueles no quartil mais baixo (<127,53 mg/L) tiveram cerca de 0,2 mais dias de delirium (P <0,05) e delirium mais severo (4,5 pontos CAM-S maiores, P <0,001). Os pesquisadores concluíram que a alta CRP pré e pós-operatória foram independentemente associadas com a incidência, duração e gravidade do delirium. Segundo os autores, a CRP pode ser útil para identificar indivíduos que estão em risco de desenvolver delirium. Uma resenha de: High C-Reactive Protein Predicts Delirium Incidence, Duration, and Feature Severity After Major Noncardiac Surgery Autores: Vasunilashorn SM, Dillon ST, Inouye SK, Ngo LH, Fong TG, Jones RN, Travison TG, Schmitt EM, Alsop DC, Freedman SD, Arnold SE, Metzger ED, Libermann TA, Marcantonio ER.

Novidade

Treinamento físico proporciona melhora da sensibilidade insulínica, sem alterar o controle glicêmico

04/07/2006 | Fonte: Diabetes Care 2006;29:1471-1477.

Pesquisadores ligados ao Karolinska University Hospital and Karolinska Instituet, da Suécia, publicaram, recentemente, no Diabetes Care, um estudo em que procuraram avaliar os efeitos do treinamento físico e da acarbose sobre o controle glicêmico, a sensibilidade insulínica e o fenótipo em pacientes portadores de diabetes tipo 2 leve. Sessenta e dois pacientes portadores de diabetes tipo 2 foram randomicamente distribuídos para treinamento físico combinado ou não à acarbose, por doze semanas, ou ao tratamento apenas com acarbose, sem serem submetidos a treinamento físico. O controle glicêmico foi determinado pelos níveis de HbA1c e sensibilidade insulínica (valor M) por clamp euglicêmico-hiperinsulinêmico, e pela distribuição regional de gordura, avaliada por tomografia computadorizada e por absorptiometria dual com raios-X. O desempenho físico foi determinado em função da captação máxima de oxigênio (VO2max). Todas as investigações foram realizadas antes e após a intervenção clínica. Quarenta e oito pacientes completaram o estudo. Treinamento físico proporcionou melhora do valor M em 92% (p = 0,017) e diminuição da gordura total e em tronco (p = 0,002 e 0,001, respectivamente) e da pressão arterial sistólica (p = 0,01), porém não exerceu qualquer efeito significativo sobre VO2max ou sobre os níveis de HbA1c. A combinação de treinamento físico e acarbose diminuiu significativamente a glicemia plasmática de jejum, a HbA1c, os níveis de lípides e a pressão diastólica, e aumentou a VO2max, enquanto que os efeitos sobre o valor M e sobre a composição corpórea foram comparáveis aos obtidos com treinamento físico isoladamente. O tratamento exclusivo com acarbose não apresentou efeito significativo sobre o valor M ou sobre HbA1c, porém proporcionou diminuição da pressão arterial sistólica (p = 0,001) e diastólica (p = 0,001) e dos níveis de pró-insulina ao jejum (p = 0,009). Análises de regressão logística revelaram que a adição de acarbose ao tratamento com treinamento físico proporciona melhora do controle glicêmico. Os pesquisadores concluíram que, em pacientes portadores de diabetes tipo 2 leve, o treinamento físico proporciona melhora da sensibilidade insulínica, sem exercer qualquer efeito sobre o controle glicêmico. Este, por sua vez, é melhorado significativamente com a adição de acarbose ao esquema terapêutico com treinamento físico, assim como os fatores de risco cardiovasculares.

Novidade

Alterações do tratamento do diabetes e da prática obstétrica nos últimos 40 anos resultaram em melhora importante dos desfechos ao nascimento de filhos de mães portadoras de diabetes

04/07/2006 | Fonte: Obstetrics & Gynecology 2006;107:1297-1302.

Pesquisadores publicaram, recentemente, no Obstetrics & Gynecology, um estudo em que examinaram as alterações da mortalidade perinatal e do peso ao nascimento de recém-nascidos de mães portadoras de diabetes tipo 1 pré-gestacional nos últimos 40 anos em uma única clínica obstétrica de um hospital-escola inglês. Foi realizada uma revisão retrospectiva de casos portadores de diabetes antenatal em uma clínica obstétrica da Royal Infirmary of Edinburgh e do Simpson Memorial Maternity Pavilion, em Edinburgh, na Escócia. Peso ao nascimento, peso padronizado ao nascimento e a mortalidade perinatal foram obtidos de 643 recém-nascidos que nasceram após 28 semanas de gestação, cujas mães eram portadoras de diabetes tipo 1 pré-gestacional, entre 1960 e 1999. Houve melhora dramática da taxa de mortalidade perinatal, que se reduziu de 225 (por 1000 nascimentos após 28 semanas de gestação) nos anos 60 para 102 nos anos 70, 21 nos anos 80 e 10 nos anos 90 (P Portanto, os pesquisadores concluíram que as alterações no tratamento do diabetes e na prática obstétrica nos últimos 40 anos resultaram em melhora importante dos desfechos ao nascimento de filhos de mães portadoras de diabetes, sem redução do aumento do crescimento fetal.

Novidade

Doença microvascular em diabetes tipo 2 associa-se a velocidades de fluxo sangüíneo cerebral reduzidas e resistência aumentada em artérias cerebrais médias

04/07/2006 | Fonte: Diabetes Care 2006;29:1529-1534.

Diabetes aumenta o risco de doença cerebromicrovascular, possivelmente através de seus efeitos sobre a regulação do fluxo sangüíneo. Pesquisadores publicaram, recentemente, no Diabetes Care, um estudo em que procuraram avaliar os efeitos do diabetes tipo 2 sobre as velocidades de fluxo sangüíneo nas artérias cerebrais médias, determinando a relação entre as hiperintensidades da substância branca à ressonância magnética e as velocidades de fluxo sangüíneos. Foram medidas as velocidades de fluxo sangüíneo em 28 pacientes portadores de diabetes tipo 2 e em 22 indivíduos controle (idade = 62,3 + 7,2 anos) através de ultrassom-Doppler transcraniano durante situação basal, em hiperventilação e à reinalação de CO2. As hiperintensidades da substância branca foram graduadas, e seus volumes foram quantificados em imagens recuperadas por inversão do fluido de atenuação em ressonância nuclear magnética de 3,0 Tesla. O grupo de pacientes portadores de diabetes apresentou diminuição dos valores médios de velocidade de fluxo sangüíneo e aumento da resistência cerebrovascular durante situação basal, à hipo e hipercapnia (p 2 (p = 0,05). O volume de hiperintensidade da substância branca correlacionou-se negativamente às velocidades de fluxo sangüíneo basal (p 2 = 0,86; p Os pesquisadores concluíram que, em diabetes tipo 2, a doença microvascular associa-se à redução das velocidades de fluxo sangüíneo cerebral e resistência aumentada nas artérias cerebrais médias, e inflamação.

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