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Uma noite sem dormir já pode elevar o risco de Alzheimer

17/08/2018 | Fonte: https://www.medicalnewstoday.com/articles/321463.php

Mesmo uma única noite sem dormir pode levar ao acumulo de proteínas no cérebro que estão relacionadas com o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Esta foi a conclusão que chegou um estudo publicado no periódico científico Proceedings of the National Academies of Sciences. Segundo a pesquisa, as pessoas privadas de sono experimentam um aumento imediato e significativo da proteína beta-amiloide, uma substância que se aglomera entre os neurônios para formar placas que prejudicam a capacidade do cérebro de funcionar. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem publicada no portal Medical News Today, explicaram que eles certamente conseguiram demostrar que até mesmo a privação de sono de apenas uma noite já pode aumentar os níveis de beta-amiloides prejudiciais. Estudos anteriores com camundongos e humanos já haviam descoberto ligações potenciais entre pouco sono e acúmulo de beta-amiloide no cérebro. No entanto, muitos dos estudos em humanos basearam-se em autorrelatos da qualidade do sono. No estudo em questão, os pesquisadores criaram um experimento que testou com mais precisão os efeitos da privação de sono nos níveis de beta-amiloide em humanos. Para isso, eles recrutaram 20 pessoas saudáveis, sem histórico de distúrbios cerebrais, e fizeram com que elas passassem duas noites no laboratório. Sendo uma em que elas pudessem ter ‘uma boa noite de sono’ e outra em que ‘não dormissem’. Na manhã após as duas noites, os participantes foram submetidos a exames cerebrais para avaliar seus níveis de beta-amiloide. Os pesquisadores descobriram que a privação de sono esteve associada a um aumento significativo da beta-amiloide no cérebro, quando comparado a ‘uma boa noite de sono’. Eles especulam que é possível que o sono ajude a remover os resíduos do cérebro, que incluem a beta-amiloide. Além disso, os aumentos beta-amiloides foram observados em regiões do cérebro importantes para a memória e o pensamento. Estes locais incluíram o hipocampo, relacionado à memória, e o tálamo, que é um importante centro de transmissão de informações sensoriais para o cérebro. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29632177 β-Amyloid accumulation in the human brain after one night of sleep deprivation

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Especialistas analisam os prós e contras do consumo de bebidas de baixa caloria

16/08/2018 | Fonte: https://www.reuters.com/article/us-low-cal-beverages-heart/experts-weigh-pros-and-cons-of-low-calorie-sweetened-drinks-idUSKBN1KU1ZW

Bebidas adoçadas de baixas calorias, como refrigerantes diet que utilizam aspartame ou estévia em sua composição, podem parecer bons substitutos para os refrigerantes e sucos de frutas com açúcar. Entretanto, de acordo com o Comitê de Nutrição do American Heart Association, os especialistas ainda não estão certos sobre os efeitos dessas bebidas a longo prazo. O Comitê divulgou em um artigo publicado no periódico Circulation, que atualmente nos EUA, 32% e 19% das bebidas consumidas por adultos e crianças, respectivamente, contem adoçantes de baixa caloria. Os membros do Comitê, ouvidos em uma reportagem do portal Reuters, explicaram que há tempos os especialistas vêm enfatizando o impacto negativo do consumo de bebidas adoçadas com açúcar, mas atualmente eles estão recebendo muitos questionamentos sobre o uso de adoçantes de baixa caloria. A recomendação do American Heart Association é para que se evite um consumo superior a 100 calorias, ou 25 gramas, proveniente de açúcar por dia para as mulheres, e 150 calorias, ou 37,5 gramas, por dia para os homens. Essa quantidade equivale a cerca de seis e nove colheres de chá, respectivamente. Para as crianças e adolescentes entre 2 e 18 anos, se recomenda um consumo inferior a 25 gramas por dia. Para as crianças menores de 2 anos não se recomenda nenhuma adição de açúcar em sua alimentação. Uma lata de refrigerante de 350 ml, por exemplo, contém cerca de 39 gramas de açúcar. O Comitê analisou as evidências sobre os efeitos do consumo regular de seis tipos de adoçante de alta intensidade e baixa caloria aprovados pela FDA (Food and Drug Administration): sacarina, aspartame, acessulfame-K, sucralose, neotame e advantame. Também foram analisados a estévia e o extrato de fruta monge. Esses adoçantes contêm pouca ou nenhuma caloria, o que os torna uma opção atraente no controle do ganho de peso, diabetes e problemas cardíacos. Os especialistas debateram a respeito da inconsistência dos estudos disponíveis sobre se as bebidas adoçadas com essas opções de baixa caloria realmente auxiliam no controle do peso ao longo do tempo. Alguns estudos descobriram, por exemplo, que as pessoas que passam a consumir essas bebidas acabam compensando ingerindo mais calorias de outras fontes. O comitê também observou que o consumo de bebidas açucaradas está diminuindo, representando um bom sinal, ao mesmo tempo que a demanda da população por opções de baixo teor de açúcar está aumentando. As empresas de bebidas estão realizando esforços para reduzir o conteúdo de açúcar, especialmente à medida que novos rótulos com a composição e valores nutricionais sobre os produtos são implementados, exigindo informações sobre o açúcar adicionado. A recomendação do comitê é que as crianças podem fazer o uso prolongado de bebidas açucaradas de baixa caloria, com exceção daquelas com diabetes. Para os adultos que tentam abandonar o hábito de consumir bebidas adoçadas com açúcar, a mudança para as bebidas de baixa caloria é benéfica. Entretanto, a substituição para a água, incluindo versões com sabor e carbonatadas sem açúcar, seria uma melhor opção. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000000569 Low-Calorie Sweetened Beverages and Cardiometabolic Health: A Science Advisory From the American Heart Association

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Uso de dispositivos digitais durante o tempo em família podem exacerbar maus comportamentos

15/08/2018 | Fonte: https://www.springer.com/gp/about-springer/media/research-news/all-english-research-news/digital-devices-during-family-time-could-exacerbate-bad-behavior/15838792

Uma recente pesquisa, publicada no periódico científico Pediatric Research, revelou que os pais que passam muito tempo em seus telefones ou assistindo televisão durante as atividades familiares, como refeições, brincadeiras e horas de dormir, podem trazer consequências ao relacionamento de longo prazo com seus filhos. Os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem publicada no portal Springer, disseram que a “tecnoferência” (interrupções nas interações face-a-face por causa de dispositivos tecnológicos) pode levar as crianças a mostrar mais frustração, hiperatividade, choramingo, mau-humor ou birras. A pesquisa examinou o papel e o impacto que os dispositivos digitais desempenham na paternidade e no comportamento infantil. Estudos recentes estimam que os pais usem televisão, computadores, tablets e smartphones, em média, por nove horas por dia. Um terço desse tempo é gasto em smartphones, que, devido à sua portabilidade, são usados com frequência durante as atividades familiares, como refeições, brincadeiras e até na hora de dormir, todos eles momentos importantes envolvidos na formação do bem-estar social de uma criança. Pesquisas mostram que quando os pais estão utilizando seus dispositivos, eles conversam menos com seus filhos e são mais hostis quando seus filhos tentam chamar a sua atenção. No estudo em questão, 172 casais com um filho de 5 anos de idade ou mais jovens, responderam a questionários on-line como parte de um projeto de pesquisa sobre paternidade e relações familiares. Os participantes indicaram quantas vezes por dia interromperam suas conversas ou atividades com seus filhos devido ao uso de dispositivos. Os pais avaliavam o comportamento internalizante de seu filho, como a frequência com que ficavam de mau humor ou a facilidade com que seus sentimentos eram feridos, bem como seu comportamento de externalização, como a facilidade em ficar irritado ou frustrado. Os pais também informaram sobre seus próprios níveis de estresse e depressão, o apoio que recebiam de seus parceiros e o uso de dispositivos por seus filhos. Em quase todos os casos, um dispositivo ou mais interferiu nas interações entre pais e filhos em algum momento do dia. O uso de dispositivos tecnológicos pode servir de refúgio para os pais que têm de lidar com um comportamento infantil difícil. Entretanto, os resultados da pesquisa mostraram que essa tática apresentou desvantagens. O uso dos dispositivos priva os pais da oportunidade de fornecer apoio emocional significativo e um feedback positivo aos seus filhos, o que faz com que as crianças apresentem comportamentos ainda mais problemáticos, como fazer birra ou ficar de mau humor. Por sua vez, isso aumentou os níveis de estresse dos pais, levando a mais interrupções com a tecnologia, formado um círculo vicioso. Os autores do estudo explicam que, os resultados da pesquisa apoiam a ideia de que a tecnoferência dos pais e o comportamento de externalização da criança são transacionais e influenciam uns aos outros ao longo do tempo. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29895837 Technoference: longitudinal associations between parent technology use, parenting stress, and child behavior problems

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Programa criado por brasileiros ajuda no diagnóstico da esquizofrenia e transtorno bipolar

14/08/2018 | Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45138098

Pesquisadores brasileiros comprovaram que os relatos sobre os sonhos realizados pelos pacientes podem ser uma maneira mais assertiva de diagnosticar doenças mentais, como esquizofrenia e transtorno bipolar. Com base nesses achados, os pesquisadores desenvolveram um programa de computador para realizar a tarefa. Segundo os autores do estudo, ouvidos em uma reportagem do portal da BBC Brasil, os sonhos podem revelar a estrutura mental das pessoas, e a partir deles é possível identificar transtornos psicóticos em pacientes. O processo para o diagnóstico de doenças mentais tem processos distintos de outras especialidades médicas, já que na grande maioria dos casos não pode se valer, por exemplo, de exames laboratoriais ou de imagem. Os psiquiatras tradicionalmente realizam os diagnósticos por meio de questionários, somados à sua experiência para interpretar as respostas do paciente examinado. Essa experiência é adquirida após muitos anos de treinamento, e consegue identificar através do comportamento e história do paciente os sinais e sintomas de distúrbios mentais. Essa forma de exame, segundo os autores do estudo, depende muito da avaliação subjetiva do profissional, que em muitos casos necessita de um longo período de observação e contato. Os pesquisadores desenvolveram uma maneira de medir, por meio de um programa de computador, determinados sintomas, normalmente detectados de modo pouco quantitativo em um exame do estado mental. Desta forma, criaram um método que auxilia o psiquiatra a realizar um diagnóstico menos subjetivo e mais preciso. O sistema desenvolvido utiliza grafos, que são diagramas onde cada palavra é representada por um nó e a sucessão temporal delas por arestas, criando uma representação gráfica da fala do paciente. Através da representação resultante, é possível medir diversos sintomas, como logorreia, alogia, fuga de ideias e “salada de palavras". Os autores testaram o método, gravando relatos sobre os dias e sonhos de 60 pacientes, atendidos em um ambulatório de psiquiatria. Os pacientes foram divididos em três grupos: pacientes com diagnóstico de esquizofrenia; pacientes com diagnóstico de bipolaridade; e grupo controle com pessoas sem distúrbios mentais. Os relatos dos pacientes foram inseridos no programa para serem transformados em grafos. Os relatos sobre o dia entre os participantes dos três grupos não apresentaram diferenças significativas. Quando relataram os sonhos, as diferenças apareceram, e foram bem evidentes nos grupos com pacientes esquizofrênicos e bipolares. Entre os pacientes esquizofrênicos, os grafos resultantes apresentam menos ligações do que os demais. Foi constatada a presença de falas de forma lacônica e com pouca digressão, devido à conectividade e quantidade de arestas dos seus grafos serem menores em comparação às dos pacientes bipolares, que, por sua vez, apresentaram um sintoma oposto, a logorreia. De acordo com os autores, os relatos sobre os sonhos são mais difíceis de serem elaborados, provocando uma maior incerteza e necessidade de evocar memórias mais profundas. Esses fatores de complexidade, tornam os sonhos mais úteis para o diagnóstico psiquiátrico, já que as pessoas com danos cognitivos os contam de maneira muito simplificada e pouco conectada. Os pesquisadores alertam que apesar dos bons resultados apresentados no estudo, a técnica não substitui o trabalho tradicional dos psiquiatras. O sistema deve ser utilizado como um complemento ao diagnóstico clínico psiquiátrico. Tenha acesso ao estudo científico realizado: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30017778Speech structure links the neural and socio-behavioural correlates of psychotic disorders

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