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Pneumomediastino espontâneo: experiência adquirida com 18 pacientes nos últimos 12 anos

07/07/2017 | Fonte: Jornal Brasileiro de Pneumologia. [online]. 2017, vol.43, n.2, pp.101-105

O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, foi caracterizar clinicamente todos os pacientes com pneumomediastino espontâneo (PME) admitidos em uma enfermaria de pneumologia para adultos em Lisboa, Portugal. Foi realizado um estudo descritivo retrospectivo no qual foram analisados todos os pacientes adultos (? 18 anos de idade) com diagnóstico de PME entre janeiro de 2004 e setembro de 2015. Pelo menos um fator predisponente foi identificado na maioria (isto é, em 88,9%) dos 18 pacientes que apresentaram PME durante o período de estudo. No tocante a fatores precipitantes, crises de tosse ocorreram em 50,0% dos pacientes. Outros fatores precipitantes foram um aumento repentino do consumo de tabaco, uso de drogas inalatórias, inalação ocupacional de vapores de vernizes, exercício intenso e vômitos. As queixas mais comuns foram dispneia (em 83,3%) e dor torácica (em 77,8%). Outras queixas foram tosse, cervicalgia, disfagia e odinofagia. Constatou-se a presença de enfisema subcutâneo na maioria dos pacientes. O diagnóstico de PME baseou-se na radiografia de tórax em 61,1% dos pacientes. Os pesquisadores concluíram que, embora seja uma doença rara, o PME deve ser levado em conta no diagnóstico diferencial de dor torácica e dispneia. O PME pode surgir sem um evento desencadeante e sem achados conclusivos na radiografia de tórax, que é geralmente suficiente para o diagnóstico. Autores: Dionisio, Patrícia et al.
Efeito da ventilação não invasiva domiciliar com terapia de oxigênio versus terapia de oxigênio isolada na readmissão ou morte hospitalar após exacerbação aguda da DPOC: um ensaio clínico randomizado

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Efeito da ventilação não invasiva domiciliar com terapia de oxigênio versus terapia de oxigênio isolada na readmissão ou morte hospitalar após exacerbação aguda da DPOC: um ensaio clínico randomizado

03/07/2017 | Fonte: JAMA. 2017 May 21. [Epub ahead of print]

A literatura apresenta resultados limitados acerca das implicações clínicas após exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que requerem ventilação não invasiva aguda (VNI). Além disso, os tratamentos para prevenção da readmissão e morte hospitalar são escassos. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of American Medical Association,foi avaliar o efeito da ventilação não invasiva domiciliar, associada à terapia de oxigênio, no tempo de readmissão ou morte de pacientes com hipercapnia persistente após exacerbação aguda da DPOC. Trata-se de um estudo clínico randomizado realizado em 13 centros do Reino Unido entre 2010 e 2015. Foram incluídos pacientes com hipercapnia persistente (Paco2 > 53 mmHg) entre 2 a 4 semanas após o controle da acidemia respiratória. Foram excluídos do estudo os pacientes apresentando obesidade (índice de massa corporal [IMC] > 35), síndrome da apneia obstrutiva do sono ou outras causas de insuficiência respiratória. Foram considerados elegíveis cerca de 124 pacientes entre os 2.021 selecionados. O resultado da randomização alocou cerca de 59 pacientes para a terapia de oxigênio isolada (média da taxa de fluxo de oxigênio, 1,0 L/min [intervalo interquartil {IQR}, 0,5-2,0 L/min]) e 57 pacientes para a terapia de oxigênio com ventilação não invasiva (mediana da taxa de fluxo de oxigênio, 1,0 L/min [IQR, 0,5-1,5 L/min]). A média das configurações do ventilador doméstico foi: pressão inspiratória de 24 (IQR, 22-26) cm H2O, pressão positiva expiratória de 4 (IQR, 4-5) cm H2O e frequência de 14 (IQR, 14 -16) respirações/minuto. Dentre os principais resultados e medidas incluem-se, o tempo de readmissão ou morte dentro de 12 meses, ajustado para o número de admissões anteriores da DPOC, o uso prévio de oxigênio a longo prazo, idade e IMC. Foram randomizados cerca de 116 pacientes. Destes, 53% eram do sexo feminino, com valores médios [Desvio Padrão] para a idade de 67 [10] anos, IMC de 21,6 [IQR, 18,2-26,1], volume expiratório forçado no primeiro segundo de 0,6 L [0,2 L], e Paco2 de 59 [7] mmHg. No entanto, apenas 64 pacientes completaram o período de 12 meses do estudo, sendo 28 no grupo que recebeu apenas terapia de oxigênio e 36 no grupo que recebeu terapia de oxigênio com ventilação não invasiva. Os resultados mostraram que o tempo médio de readmissão ou morte foi de 4,3 meses (IQR, 1,3-13,8 meses) no grupo de terapia de oxigênio com ventilação não invasiva versus 1,4 meses (IQR, 0,5-3,9 meses) no grupo que recebeu apenas terapia de oxigênio, taxa de risco ajustada de 0,49 (IC 95%, 0,31-0,77; P = 0,002). O risco de 12 meses de readmissão ou morte foi de 63,4% no grupo que recebeu terapia de oxigênio com ventilação não invasiva e de 80,4% no grupo que recebeu apenas a terapia de oxigênio, redução absoluta do risco de 17,0% (IC 95%, 0,1% -34,0%). Aos 12 meses, 16 pacientes haviam morrido no grupo que recebeu terapia de oxigênio com ventilação não invasiva versus 19 no grupo que recebeu apenas a terapia de oxigênio. Os pesquisadores concluíram que em pacientes com hipercapnia persistente, após exacerbação aguda da DPOC, a adição de ventilação não invasiva à terapia de oxigênio domiciliar prolongou o tempo de readmissão ou morte dentro de 12 meses. Autores: Murphy PB, Rehal S, Arbane G, Bourke S, Calverley PMA, Crook AM, Dowson L, Duffy N, Gibson GJ, Hughes PD, Hurst JR, Lewis KE,Mukherjee R, Nickol A, Oscroft N, Patout M, Pepperell J, Smith I, Stradling JR, Wedzicha JA, Polkey MI, Elliott MW, Hart N.
Avaliação do tempo para tratamento e mortalidade durante o cuidado de emergência orientado para sepse

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Avaliação do tempo para tratamento e mortalidade durante o cuidado de emergência orientado para sepse

03/07/2017 | Fonte: New England Journal of Medicine. 2017 May 21. [Epub ahead of print]

Recentemente, os hospitais do estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, passaram a seguir protocolos mais rigorosos de identificação precoce e tratamento da sepse. No entanto, ainda faltam evidências quanto à eficácia destes procedimentos na melhora dos resultados nos pacientes. Neste estudo, publicado no New England Journal of Medicine, os pesquisadores avaliaram dados de pacientes com diagnóstico de sepse e choque séptico do Departamento de Saúde do Estado de Nova York entre 1º de abril de 2014 e 30 de junho de 2016. O protocolo para tratamento da sepse foi iniciado dentro de 6 h após a chegada do paciente ao serviço de emergência. Este protocolo foi composto por um conjunto de itens que compreendiam 3 horas de procedimentos, tais como hemoculturas, administração de antibióticos de amplo espectro e medição de lactato. O tempo total para a conclusão de todos os procedimentos não excedeu 12 horas. Foram utilizados modelos multiníveis, a fim de avaliar as associações entre o tempo até a conclusão do protocolo de 3 horas e a mortalidade ajustada pelo risco. Também foi avaliado o tempo de administração de antibióticos e a conclusão de uma dose inicial de fluido intravenoso. Os resultados indicaram que dentre 49.331 pacientes de 149 hospitais, um total de 40.696 (82,5%) concluiu todos os procedimentos em 3 horas. A mediana do tempo até a conclusão de todo o protocolo estipulado para 3 horas foi de 1,30 horas (intervalo interquartil, 0,65 a 2,35). A mediana de tempo até a administração de antibióticos foi de 0,95 horas (intervalo interquartil, 0,35 a 1,95) enquanto que a mediana do tempo para a conclusão do fluido intravenoso foi de 2,56 horas (intervalo interquartil, 1,33 a 4,20). Entre os pacientes que concluíram os procedimentos em 12 horas, os resultados mostraram uma associação entre um tempo maior para a conclusão do protocolo e maior mortalidade intra-hospitalar ajustada ao risco (odds ratio, 1,04 por hora, intervalo de confiança [IC] 95% 1,02 a 1,05; P Os pesquisadores concluíram que houve uma menor mortalidade intra-hospitalar quando os procedimentos de 3 h para tratamento da sepse foram finalizados de forma mais rápida, bem como a administração rápida de antibióticos. Segundo os autores, não houve influência do tempo sobre a mortalidade considerando a conclusão rápida de uma dose inicial de fluido intravenoso. Autores: Seymour CW, Gesten F, Prescott HC, Friedrich ME, Iwashyna TJ, Phillips GS, Lemeshow S, Osborn T, Terry KM, Levy MM.
Recorrência de tuberculose em município prioritário do estado de São Paulo

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Recorrência de tuberculose em município prioritário do estado de São Paulo

26/06/2017 | Fonte: Jornal Brasileiro de Pneumologia. [online]. 2017, vol.43, n.2, pp.106-112

O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, foi descrever os casos de recorrência de tuberculose (RTB) e identificar possíveis preditores segundo a classificação RTB recente ou tardia. Foi realizado um estudo epidemiológico observacional analítico retrospectivo a partir de uma coorte de 963 casos novos de tuberculose pulmonar notificados e tratados no Programa de Controle de Tuberculose de Carapicuíba (SP). O período de estudo foi de 2000 a 2010. Todos os casos novos de tuberculose pulmonar que completaram com sucesso o tratamento (com ou sem cura confirmada) foram selecionados e seguidos até 31 de dezembro de 2012. Dos 963 casos, RTB ocorreu em 47 (4,88%). O tempo médio transcorrido até o segundo episódio foi de 36,12 meses. Dos 47 casos de RTB, 16 (34,04%) ocorreram em até 18 meses da alta do primeiro tratamento (RTB recente), e 31 (65,96%) ocorreram após 18 meses (RTB tardia). Entre as variáveis investigadas, somente houve diferenças significativas entre os grupos RTB recente e tardia em relação ao ganho de peso na alta do primeiro tratamento (1,78 kg vs. 5,31 kg; p 3 vs. > 3 anos de estudo; p Os pesquisadores concluíram que abaixa escolaridade pode indicar uma menor adesão ao tratamento, dificultando a esterilização dos bacilos e facilitando sua sobrevivência em forma dormente, o que mascara a efetividade do tratamento. A ausência ou um reduzido aumento de peso na alta do tratamento poderá servir como um marcador biológico que pode ser utilizado pelos serviços de saúde que realizam o tratamento de tuberculose. Autores: Vieira, Amadeu Antonio; Leite, Danila Torres e Adreoni, Solange.
Melhorando o conforto de pessoas idosas em situação de terminalidade de vida: um ensaio controlado randomizado em cluster

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Melhorando o conforto de pessoas idosas em situação de terminalidade de vida: um ensaio controlado randomizado em cluster

30/06/2017 | Fonte: Lancet. 2017 May 16. pii: S0140-6736(17)31265-5

Estudos demonstram que pelo menos 50% das pessoas idosas morre em contextos hospitalares agudos. Porém, a qualidade dos cuidados em situação de terminalidade de vida precisa ser melhorada. O objetivo deste estudo, publicado no Lancet, foi investigar a eficácia do programa CAREFuL (Care Programme for the Last Days of Life) para melhorar o conforto e a qualidade dos cuidados de idosos em situação de terminalidade de vida. Trata-se de um ensaio controlado e randomizado realizado em salas geriátricas de dez hospitais da Região Flamenga, Bélgica, entre 1 de outubro de 2012 e 31 de março de 2015. Os hospitais foram distribuídos aleatoriamente para a implementação do programa CAREFuL (grupo CAREFuL) ou para receberam cuidados padrão (grupo controle). O vendamento do estudo foi aplicado somente aos pacientes e familiares, de modo que os funcionários do hospital envolvidos no estudo tinham acesso à randomização. O programa CAREFuL incluiu um guia de cuidados, treinamento, documentação de suporte e um guia de implementação. Foram considerados como resultados primários: o conforto em situação de terminalidade de vida, medido pelo CAD-EOLD (Dementia-Comfort in Dying) e o controle de sintomas medido através do SM-EOLD (End-of-Life in Dementia-Symptom Management). As avaliações foram realizadas por enfermeiros e cuidadores familiares. As análises foram por intenção de tratar. Foram avaliados cerca de 451 (11%) de 4.241 leitos de dez hospitais, sendo que 5 hospitais foram atribuídos aleatoriamente à prática de cuidados de saúde padrão e 5 ao programa CAREFuL, alcançando o total de 118 pacientes no grupo controle e 164 no grupo CAREFUL. As análises foram feitas por enfermeiros em 132 (80%) de 164 pacientes no grupo CAREFuL e 109 (92%) de 118 no grupo controle, enquanto que cuidadores familiares avaliaram 48 (29%) pacientes no grupo CAREFuL e 23 (19%) no grupo controle. Os resultados mostraram melhora estatisticamente significativa com a implementação do programa CAREFuL em comparação com o grupo controle nas avaliações feitas por enfermeiros (diferença de média ajustada na linha de base de CAD-EOLD 4,30, IC 95% 2,07-6,53; p Os pesquisadores concluíram que a implementação do CAREFuL pode melhorar os cuidados durante os últimos dias de vida de pacientes em enfermarias geriátricas. Os autores salientam, entretanto, que é necessário o monitoramento contínuo do programa a fim de melhor garantir a consistência dos achados deste estudo. Autores: Beernaert K, Smets T, Cohen J, Verhofstede R, Costantini M, Eecloo K, Van Den Noortgate N, Deliens L.
Um Modelo Multivariado para Predição de Doença Coronariana Obstrutiva em Pacientes com Dor Torácica Aguda: Desenvolvimento e Validação

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Um Modelo Multivariado para Predição de Doença Coronariana Obstrutiva em Pacientes com Dor Torácica Aguda: Desenvolvimento e Validação

14/06/2017 | Fonte: Arquivos Brasileiros de Cardiologia. [online]. 2017, vol.108, n.4, pp.304-314

Atualmente, não existe um modelo multivariado validado para predizer a probabilidade de doença coronariana obstrutiva em pacientes com dor torácica aguda. O objetivo deste estudo, publicado no Arquivos Brasileiros de Cardiologia, foi desenvolver e validar um modelo multivariado para predizer doença arterial coronariana (DAC) com base em variáveis avaliadas à admissão na unidade coronariana (UC) devido a dor torácica aguda. Foram estudados um total de 470 pacientes, 370 utilizados como amostra de derivação e os subsequentes 100 pacientes como amostra de validação. Como padrão de referência, a angiografia foi necessária para descartar DAC (estenose ? 70%), enquanto a angiografia ou um teste não invasivo negativo foi utilizado para confirmar a doença. Foram testadas como preditoras 13 variáveis basais relacionadas à história médica, 14 características de desconforto torácico e oito variáveis relacionadas ao exame físico ou testes laboratoriais. A prevalência de DAC foi de 48%. Por regressão logística, seis variáveis permaneceram como preditoras independentes de DAC: idade, gênero masculino, alívio com nitrato, sinais de insuficiência cardíaca, e eletrocardiograma e troponina positivos. A área sob a curva (area under the curve, AUC) deste modelo final foi de 0,80 (intervalo de confiança de 95% [IC95%] = 0,75 - 0,84) na amostra de derivação e 0,86 (IC95% = 0,79 - 0,93) na amostra de validação. O teste de Hosmer-Lemeshow indicou uma boa calibração em ambas as amostras (p = 0,98 e p = 0,23, respectivamente). Em comparação com o modelo básico contendo eletrocardiograma e troponina, o modelo completo ofereceu um incremento na AUC de 0,07 tanto na amostra de derivação (p = 0,0002) quanto na de validação (p = 0,039). A melhoria na discriminação integrada foi de 0,09 nas amostras de derivação (p Os pesquisadores concluíram que omodelo multivariado foi derivado e validado como uma ferramenta acurada para estimar a probabilidade pré-teste de DAC em pacientes com dor torácica aguda. Autores: Correia, Luis Cláudio Lemos et al.
Menor prevalência e maior gravidade da asma em clima quente e seco

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Menor prevalência e maior gravidade da asma em clima quente e seco

26/05/2017 | Fonte: Jornal de Pediatria. (Rio J.) [online]. 2017, vol.93, n.2, pp.148-155

O objetivo deste estudo, publicado no Jornal de Pediatria, foi estimar a prevalência, a gravidade e os fatores associados à asma em adolescentes que vivem em uma região de baixa umidade relativa do ar. Foi realizado um estudo transversal em adolescentes de 13 e 14 anos do semiárido brasileiro. Os participantes responderam ao questionárioInternational Study of Asthma and Allergies in Childhood(Isaac). As variáveis explanatórias do estudo foram sexo, renda familiar, escolaridade da mãe, fumante na residência, antecedente de asma nos genitores, antecedentes de rinite alérgica, dermatite atópica e nível de atividade física. A análise de regressão de Poisson foi usada para avaliar a associação entre a asma e as variáveis explanatórias. Participaram da pesquisa 1.591 adolescentes, 49,7% do sexo masculino. As prevalências para asma em atividade, asma grave e diagnóstico médico de asma foram de 14%, 10,4% e 17,8%, respectivamente. Adolescentes asmáticos faltaram mais às aulas do que seus pares (33 vs. 22 aulas/ano; p Os pesquisadores concluíram que em um ambiente de baixa umidade foram observadas menor prevalência, mas maior gravidade da asma do que aquelas relatadas em outras cidades brasileiras. O clima seco talvez possa dificultar o controle da doença e isso pode ter contribuído para o maior absenteísmo escolar nos doentes. A associação entre rinite alérgica, dermatite atópica e antecedentes de asma nos genitores sugere que a atopia é importante fator de risco para a asma nesta população. Autores: Correia Junior, Marco Aurélio de Valois; Sarinho, Emanuel Sávio Cavalcanti; Rizzo, José Angelo e Sarinho, Silvia Wanick.
Percentis personalizados e não personalizados do peso ao nascer e predição da mortinatalidade, mortalidade e morbidade infantil: um estudo de coorte de 979.912 gestações únicas a termo na Escócia

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Percentis personalizados e não personalizados do peso ao nascer e predição da mortinatalidade, mortalidade e morbidade infantil: um estudo de coorte de 979.912 gestações únicas a termo na Escócia

09/05/2017 | Fonte: PLoS Medicine. 2017 Jan 31;14(1):e1002228

As evidências quanto à eficácia do uso de gráficos de percentis personalizados na predição do risco de mortinatalidade e mortalidade infantil a termo, ainda não é consistente na literatura e carece de mais investigações. O objetivo deste estudo, publicado no PLoS Medicine, foi predizer o risco de mortinatalidade de fetos, a partir da análise dos limiares de peso ao nascer em que houve aumento da mortalidade e da morbidade, em associação à habilidade preditiva de percentis não personalizados (considerando idade gestacional e gênero) e parcialmente personalizados (considerando também a estatura materna e paridade). Trata-se de um estudo com base populacional, empregando o método de linkage probabilístico que incluiu dados de 979.912 gestações únicas a termo na Escócia, Reino Unido, entre 1992 e 2010. As situações consideradas para o estudo foram: percentis não personalizados e percentis parcialmente personalizados do peso ao nascer. Foram apontadas como desfechos primários as seguintes variáveis: morte infantil, mortinatalidade, mortalidade global (infante e natimorto), índice de Apgar Os resultados demonstraram que o percentil ?25º do peso ao nascer foi associado ao maior risco para todos os resultados de mortalidade e morbidade. Para a as variáveis mortinatalidade, índice de Apgar baixo e admissão na unidade neonatal, o risco também aumentou a partir do percentil 85º. Foram encontrados resultados semelhantes na análise da personalização dos percentis do peso ao nascer. Os percentis parcialmente personalizados não melhoraram a discriminação da mortalidade (AUROC 0,61 [IC 95% 0,60, 0,62]) em comparação com os percentis não personalizados (AUROC 0,62 [IC 95% 0,60, 0,63]), e ainda, esteve ligeiramente abaixo do esperado na reclassificação de gestações para diferentes categorias de risco quanto aos resultados adversos fatais e não fatais (IRL -0,027 [IC 95% -0,039, -0,016], p Os pesquisadores concluíram que em gestações a termo, o peso ao nascer permanece fortemente associado ao risco de mortinatalidade, morbidade e morte neonatal, tendo em vista que a personalização parcial do percentil do peso ao nascer não melhora o desempenho da predição. Segundo os autores, é importante considerar o parto precoce ou um maior acompanhamento daqueles com peso predito de nascimento com percentis ?25º ou ?85º, a fim de reduzir os resultados adversos. Contudo é necessária a replicação desta análise em modelos de predição totalmente personalizados e que levem em consideração a etnia. Autores: Iliodromiti S, Mackay DF, Smith GC, Pell JP, Sattar N, Lawlor DA, Nelson SM.

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