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Taxas de detecção do câncer de próstata através de biópsia da próstata guiada por imagem de ressonância magnética relacionada ao escore PI-RADS (Prostate Imaging Reporting and Data System)

03/07/2017 | Fonte: World Journal of Urology. 2017 Feb;35(2):207-212

Recentemente estudos demonstraram um aumento tanto na taxa de detecção, como no significado clínico, de tumores diagnosticados com o auxílio da imagem de ressonância magnética multiparamétrica e biópsia de próstata guiada por imagem de ressonância magnética em pacientes com suspeita de câncer de próstata. O objetivo deste estudo, publicado no World Journal of Urology, foi investigar as taxas de detecção do câncer de próstata por meio de biópsia da próstata guiada por imagem de ressonância magnética em relação ao escore PI-RADS (Prostate Imaging Reporting and Data System). Para a realização deste estudo, os autores utilizaram dados de pacientes do Haga Teaching Hospital entre janeiro de 2013 e janeiro de 2015. Foram incluídos nas análises todos os pacientes (155) com lesões suspeitas de câncer, em imagens de ressonância magnética multiparamétrica da próstata (3-Tesla), que foram submetidos à biópsia de próstata guiada por imagem de ressonância magnética. Os resultados mostraram que em 100 dos 155 (65%) homens, a biópsia de próstata guiada por ressonância magnética foi positiva para o câncer de próstata. Nenhuma biópsia de lesões da categoria 2 no sistema PI-RADS foi positiva. Por outro lado, as lesões das categorias 3, 4 e 5 no PI-RADS foram positivas em 10%, 77% e 89%, respectivamente. A maioria dos cânceres detectados (63%) apresentaram escore de Gleason > 7. Este valor, no entanto, aumenta para 75% para lesões positivas na categoria 5 no PI-RADS. Os pesquisadores concluíram que a biópsia da próstata guiada por imagem de ressonância magnética possui alta taxa de detecção do câncer de próstata em homens com lesões suspeitas de câncer em imagens de ressonância magnética multiparamétrica da próstata. Segundo os autores, o aumento desta taxa (65%) é correspondente ao escore PI-RADS (81% nas lesões 4 e 5 no PI-RADS). Autores: Osses DF, van Asten JJ, Kieft GJ, Tijsterman JD.
Recorrência de tuberculose em município prioritário do estado de São Paulo

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Recorrência de tuberculose em município prioritário do estado de São Paulo

26/06/2017 | Fonte: Jornal Brasileiro de Pneumologia. [online]. 2017, vol.43, n.2, pp.106-112

O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, foi descrever os casos de recorrência de tuberculose (RTB) e identificar possíveis preditores segundo a classificação RTB recente ou tardia. Foi realizado um estudo epidemiológico observacional analítico retrospectivo a partir de uma coorte de 963 casos novos de tuberculose pulmonar notificados e tratados no Programa de Controle de Tuberculose de Carapicuíba (SP). O período de estudo foi de 2000 a 2010. Todos os casos novos de tuberculose pulmonar que completaram com sucesso o tratamento (com ou sem cura confirmada) foram selecionados e seguidos até 31 de dezembro de 2012. Dos 963 casos, RTB ocorreu em 47 (4,88%). O tempo médio transcorrido até o segundo episódio foi de 36,12 meses. Dos 47 casos de RTB, 16 (34,04%) ocorreram em até 18 meses da alta do primeiro tratamento (RTB recente), e 31 (65,96%) ocorreram após 18 meses (RTB tardia). Entre as variáveis investigadas, somente houve diferenças significativas entre os grupos RTB recente e tardia em relação ao ganho de peso na alta do primeiro tratamento (1,78 kg vs. 5,31 kg; p 3 vs. > 3 anos de estudo; p Os pesquisadores concluíram que abaixa escolaridade pode indicar uma menor adesão ao tratamento, dificultando a esterilização dos bacilos e facilitando sua sobrevivência em forma dormente, o que mascara a efetividade do tratamento. A ausência ou um reduzido aumento de peso na alta do tratamento poderá servir como um marcador biológico que pode ser utilizado pelos serviços de saúde que realizam o tratamento de tuberculose. Autores: Vieira, Amadeu Antonio; Leite, Danila Torres e Adreoni, Solange.
Menor prevalência e maior gravidade da asma em clima quente e seco

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Menor prevalência e maior gravidade da asma em clima quente e seco

26/05/2017 | Fonte: Jornal de Pediatria. (Rio J.) [online]. 2017, vol.93, n.2, pp.148-155

O objetivo deste estudo, publicado no Jornal de Pediatria, foi estimar a prevalência, a gravidade e os fatores associados à asma em adolescentes que vivem em uma região de baixa umidade relativa do ar. Foi realizado um estudo transversal em adolescentes de 13 e 14 anos do semiárido brasileiro. Os participantes responderam ao questionárioInternational Study of Asthma and Allergies in Childhood(Isaac). As variáveis explanatórias do estudo foram sexo, renda familiar, escolaridade da mãe, fumante na residência, antecedente de asma nos genitores, antecedentes de rinite alérgica, dermatite atópica e nível de atividade física. A análise de regressão de Poisson foi usada para avaliar a associação entre a asma e as variáveis explanatórias. Participaram da pesquisa 1.591 adolescentes, 49,7% do sexo masculino. As prevalências para asma em atividade, asma grave e diagnóstico médico de asma foram de 14%, 10,4% e 17,8%, respectivamente. Adolescentes asmáticos faltaram mais às aulas do que seus pares (33 vs. 22 aulas/ano; p Os pesquisadores concluíram que em um ambiente de baixa umidade foram observadas menor prevalência, mas maior gravidade da asma do que aquelas relatadas em outras cidades brasileiras. O clima seco talvez possa dificultar o controle da doença e isso pode ter contribuído para o maior absenteísmo escolar nos doentes. A associação entre rinite alérgica, dermatite atópica e antecedentes de asma nos genitores sugere que a atopia é importante fator de risco para a asma nesta população. Autores: Correia Junior, Marco Aurélio de Valois; Sarinho, Emanuel Sávio Cavalcanti; Rizzo, José Angelo e Sarinho, Silvia Wanick.
Estudo comparativo e randomizado do plasma rico em plaquetas na alopecia androgenética masculina

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Estudo comparativo e randomizado do plasma rico em plaquetas na alopecia androgenética masculina

03/05/2017 | Fonte: Surgical and Cosmetic Dermatology. Volume 8 Número 4

A alopecia androgenética masculina, tem grande prevalência e provoca grande desconforto nos portadores. O plasma rico em plaquetas gera um ambiente propício atuando de modo a criar um microambiente adequado para a reparação de tecidos e possivelmente prolonga a fase anágena dos folículos pilosos. O objetivo deste estudo, publicado no Surgical and Cosmetic Dermatology, foi avaliar a segurança, eficácia e viabilidade do uso do plasma rico em plaquetas para o tratamento da alopecia androgenética masculina. Foram selecionados 8 pacientes masculinos com alopecia androgenética. Os participantes tiveram o lado do couro cabeludo randomizado para receberem plasma rico em plaquetas ou placebo. Foram realizadas 3 aplicações mensais: de um lado do couro cabeludo com placebo e do outro com plasma rico em plaquetas. Os pacientes que receberam o tratamento perceberam algum grau de melhora principalmente no que se refere à queda. Os resultados foram obtidos através da análise dermatoscópica que foi avaliada pelo software 'trichoscale'. Observamos um incremento de fios anágenos, com redução de fios telógenos e de fios velus e aumento de fios terminais. Os resultados foram estatisticamente relevantes quanto à redução dos fios velus e aumento de fios terminais. Os pesquisadores observaramneste estudo uma melhora clínica observada por fotos além de resultados positivos documentados por análise com 'trichoscale'. Houve relevância estatística nos dados obtidos principalmente após o primeiro mês de tratamento. Autores: Camila Carneiro Marques; Denise Steiner; Gabriela Momente Miquelin; Mariana Morais Tavares Colferai; Eduardo Figueiredo Gatti
Redução na força muscular e capacidade funcional em pacientes fisicamente inativos com lúpus eritematoso sistêmico de início juvenil, apesar de doença muito leve

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Redução na força muscular e capacidade funcional em pacientes fisicamente inativos com lúpus eritematoso sistêmico de início juvenil, apesar de doença muito leve

27/03/2017 | Fonte: Revista Brasileira de Reumatologia. [online]. 2016, vol.56, n.6, pp.509-514

O objetivo deste estudo, publicado na Revista Brasileira de Reumatologia, foi comparar a força muscular (ou seja, a força muscular dos membros superiores e inferiores) e a capacidade funcional de pacientes fisicamente inativos com lúpus eritematoso sistêmico de início juvenil (LESJ) com controles saudáveis (CTRL). Foi realizado um estudo transversal cuja amostra foi composta por 19 pacientes com LESJ (entre 9 e 18 anos) e 15 CTRL pareados por idade, sexo, índice de massa corporal (IMC) e nível de atividade física (avaliada através do uso de acelerômetros). A força dos membros superiores e inferiores foi avaliada pelo teste de uma repetição máxima (1-RM). A força isométrica foi avaliada através do uso de um dinamômetro. A capacidade funcional foi avaliada pelo Timed-stands test (TST) e Timed-up-and-go test (TUG). Quando comparados com os CTRL, os pacientes com LESJ apresentaram menor força em 1-RM noLeg presse supino (p = 0,026 e p = 0,008, respectivamente) e uma tendência a menor força de preensão manual (p = 0,052). Os pacientes com LESJ apresentaram menores escores no TST (p = 0,036) e uma tendência a maior pontuação no TUG (p = 0,070), quando comparados com o grupo CTRL. Os pesquisadores concluíram que os pacientes com LESJ, fisicamente inativos, com doença muito leve mostraram redução na força muscular e capacidade funcional quando comparados com controles saudáveis pareados por níveis de atividade física. Esses achados sugerem que pacientes com LESJ podem apresentar mais efeitos deletérios por manter um estilo de vida fisicamente inativo do que controles saudáveis. Além disso, alguns efeitos “residuais” subclínicos da doença ou do tratamento farmacológico parecem afetar pacientes com LESJ, mesmo com uma doença bem controlada. Uma resenha de:Redução na força muscular e capacidade funcional em pacientes fisicamente inativos com lúpus eritematoso sistêmico de início juvenil, apesar de doença muito leve Autores:PINTO, Ana Jéssica et al. Fonte:
Melhorando o conforto de pessoas idosas em situação de terminalidade de vida: um ensaio controlado randomizado em cluster

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Melhorando o conforto de pessoas idosas em situação de terminalidade de vida: um ensaio controlado randomizado em cluster

30/06/2017 | Fonte: Lancet. 2017 May 16. pii: S0140-6736(17)31265-5

Estudos demonstram que pelo menos 50% das pessoas idosas morre em contextos hospitalares agudos. Porém, a qualidade dos cuidados em situação de terminalidade de vida precisa ser melhorada. O objetivo deste estudo, publicado no Lancet, foi investigar a eficácia do programa CAREFuL (Care Programme for the Last Days of Life) para melhorar o conforto e a qualidade dos cuidados de idosos em situação de terminalidade de vida. Trata-se de um ensaio controlado e randomizado realizado em salas geriátricas de dez hospitais da Região Flamenga, Bélgica, entre 1 de outubro de 2012 e 31 de março de 2015. Os hospitais foram distribuídos aleatoriamente para a implementação do programa CAREFuL (grupo CAREFuL) ou para receberam cuidados padrão (grupo controle). O vendamento do estudo foi aplicado somente aos pacientes e familiares, de modo que os funcionários do hospital envolvidos no estudo tinham acesso à randomização. O programa CAREFuL incluiu um guia de cuidados, treinamento, documentação de suporte e um guia de implementação. Foram considerados como resultados primários: o conforto em situação de terminalidade de vida, medido pelo CAD-EOLD (Dementia-Comfort in Dying) e o controle de sintomas medido através do SM-EOLD (End-of-Life in Dementia-Symptom Management). As avaliações foram realizadas por enfermeiros e cuidadores familiares. As análises foram por intenção de tratar. Foram avaliados cerca de 451 (11%) de 4.241 leitos de dez hospitais, sendo que 5 hospitais foram atribuídos aleatoriamente à prática de cuidados de saúde padrão e 5 ao programa CAREFuL, alcançando o total de 118 pacientes no grupo controle e 164 no grupo CAREFUL. As análises foram feitas por enfermeiros em 132 (80%) de 164 pacientes no grupo CAREFuL e 109 (92%) de 118 no grupo controle, enquanto que cuidadores familiares avaliaram 48 (29%) pacientes no grupo CAREFuL e 23 (19%) no grupo controle. Os resultados mostraram melhora estatisticamente significativa com a implementação do programa CAREFuL em comparação com o grupo controle nas avaliações feitas por enfermeiros (diferença de média ajustada na linha de base de CAD-EOLD 4,30, IC 95% 2,07-6,53; p Os pesquisadores concluíram que a implementação do CAREFuL pode melhorar os cuidados durante os últimos dias de vida de pacientes em enfermarias geriátricas. Os autores salientam, entretanto, que é necessário o monitoramento contínuo do programa a fim de melhor garantir a consistência dos achados deste estudo. Autores: Beernaert K, Smets T, Cohen J, Verhofstede R, Costantini M, Eecloo K, Van Den Noortgate N, Deliens L.
Diferenciação histopatológica entre psoríase palmar e eczema de mão: uma revisão retrospectiva de 96 casos

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Diferenciação histopatológica entre psoríase palmar e eczema de mão: uma revisão retrospectiva de 96 casos

27/04/2017 | Fonte: Journal of the American Academy of Dermatology. 2017 Feb 9. pii: S0190-9622(17)30012-9

As diferenças histopatológicas entre a psoríase palmar (PP), eczema de mãos (EM) e a dermatite hiperceratósica das mãos (DHM) ainda não estão completamente esclarecidas na literatura. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of the American Academy of Dermatology, foi melhorar a identificação das diferenças entre PP, EM e DHM dentro de uma base histopatológica. Os autores analisaram retrospectivamente secções histológicas coradas com hematoxilina-eosina obtidas de 96 pacientes com diagnóstico de PP, EM ou DHM. Os pacientes foram divididos em 4 subgrupos: PP (n = 16, grupo A), EM sem dermatite atópica ou numular (n = 41, grupo B), EM com dermatite atópica ou numular (n = 14, grupo C) e DHM (n = 25, grupo D). Os principais resultados demonstram que a perda da camada granular (grupo A 62,5%, grupo B 24,4%, grupo C 0%) foi mais consistente para o diagnóstico de PP (P=0,047) do que EM (P=0,002). Por outro lado, a hiperplasia epidérmica psoriasiforme (grupo B 36,6%, grupo C 35,7%, grupo D 72,0%) favoreceu o diagnóstico de DHM (P=0,01) sobre a EM (p=0,043). De acordo com os autores, as limitações deste estudo incluem; sua natureza retrospectiva e o pequeno tamanho da amostra. Os pesquisadores concluíram que existe uma diferença significativa na espessura da camada granular entre a PP e o EM, o que pode ser útil na diferenciação entre estas duas condições, porém, não houve diferença entre a PP e a DHM. Autores: Park JY, Cho EB, Park EJ, Park HR, Kim KH, Kim KJ.
Pneumomediastino espontâneo: experiência adquirida com 18 pacientes nos últimos 12 anos

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Pneumomediastino espontâneo: experiência adquirida com 18 pacientes nos últimos 12 anos

07/07/2017 | Fonte: Jornal Brasileiro de Pneumologia. [online]. 2017, vol.43, n.2, pp.101-105

O objetivo deste estudo, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, foi caracterizar clinicamente todos os pacientes com pneumomediastino espontâneo (PME) admitidos em uma enfermaria de pneumologia para adultos em Lisboa, Portugal. Foi realizado um estudo descritivo retrospectivo no qual foram analisados todos os pacientes adultos (? 18 anos de idade) com diagnóstico de PME entre janeiro de 2004 e setembro de 2015. Pelo menos um fator predisponente foi identificado na maioria (isto é, em 88,9%) dos 18 pacientes que apresentaram PME durante o período de estudo. No tocante a fatores precipitantes, crises de tosse ocorreram em 50,0% dos pacientes. Outros fatores precipitantes foram um aumento repentino do consumo de tabaco, uso de drogas inalatórias, inalação ocupacional de vapores de vernizes, exercício intenso e vômitos. As queixas mais comuns foram dispneia (em 83,3%) e dor torácica (em 77,8%). Outras queixas foram tosse, cervicalgia, disfagia e odinofagia. Constatou-se a presença de enfisema subcutâneo na maioria dos pacientes. O diagnóstico de PME baseou-se na radiografia de tórax em 61,1% dos pacientes. Os pesquisadores concluíram que, embora seja uma doença rara, o PME deve ser levado em conta no diagnóstico diferencial de dor torácica e dispneia. O PME pode surgir sem um evento desencadeante e sem achados conclusivos na radiografia de tórax, que é geralmente suficiente para o diagnóstico. Autores: Dionisio, Patrícia et al.
Efeito da ventilação não invasiva domiciliar com terapia de oxigênio versus terapia de oxigênio isolada na readmissão ou morte hospitalar após exacerbação aguda da DPOC: um ensaio clínico randomizado

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Efeito da ventilação não invasiva domiciliar com terapia de oxigênio versus terapia de oxigênio isolada na readmissão ou morte hospitalar após exacerbação aguda da DPOC: um ensaio clínico randomizado

03/07/2017 | Fonte: JAMA. 2017 May 21. [Epub ahead of print]

A literatura apresenta resultados limitados acerca das implicações clínicas após exacerbações da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) que requerem ventilação não invasiva aguda (VNI). Além disso, os tratamentos para prevenção da readmissão e morte hospitalar são escassos. O objetivo deste estudo, publicado no Journal of American Medical Association,foi avaliar o efeito da ventilação não invasiva domiciliar, associada à terapia de oxigênio, no tempo de readmissão ou morte de pacientes com hipercapnia persistente após exacerbação aguda da DPOC. Trata-se de um estudo clínico randomizado realizado em 13 centros do Reino Unido entre 2010 e 2015. Foram incluídos pacientes com hipercapnia persistente (Paco2 > 53 mmHg) entre 2 a 4 semanas após o controle da acidemia respiratória. Foram excluídos do estudo os pacientes apresentando obesidade (índice de massa corporal [IMC] > 35), síndrome da apneia obstrutiva do sono ou outras causas de insuficiência respiratória. Foram considerados elegíveis cerca de 124 pacientes entre os 2.021 selecionados. O resultado da randomização alocou cerca de 59 pacientes para a terapia de oxigênio isolada (média da taxa de fluxo de oxigênio, 1,0 L/min [intervalo interquartil {IQR}, 0,5-2,0 L/min]) e 57 pacientes para a terapia de oxigênio com ventilação não invasiva (mediana da taxa de fluxo de oxigênio, 1,0 L/min [IQR, 0,5-1,5 L/min]). A média das configurações do ventilador doméstico foi: pressão inspiratória de 24 (IQR, 22-26) cm H2O, pressão positiva expiratória de 4 (IQR, 4-5) cm H2O e frequência de 14 (IQR, 14 -16) respirações/minuto. Dentre os principais resultados e medidas incluem-se, o tempo de readmissão ou morte dentro de 12 meses, ajustado para o número de admissões anteriores da DPOC, o uso prévio de oxigênio a longo prazo, idade e IMC. Foram randomizados cerca de 116 pacientes. Destes, 53% eram do sexo feminino, com valores médios [Desvio Padrão] para a idade de 67 [10] anos, IMC de 21,6 [IQR, 18,2-26,1], volume expiratório forçado no primeiro segundo de 0,6 L [0,2 L], e Paco2 de 59 [7] mmHg. No entanto, apenas 64 pacientes completaram o período de 12 meses do estudo, sendo 28 no grupo que recebeu apenas terapia de oxigênio e 36 no grupo que recebeu terapia de oxigênio com ventilação não invasiva. Os resultados mostraram que o tempo médio de readmissão ou morte foi de 4,3 meses (IQR, 1,3-13,8 meses) no grupo de terapia de oxigênio com ventilação não invasiva versus 1,4 meses (IQR, 0,5-3,9 meses) no grupo que recebeu apenas terapia de oxigênio, taxa de risco ajustada de 0,49 (IC 95%, 0,31-0,77; P = 0,002). O risco de 12 meses de readmissão ou morte foi de 63,4% no grupo que recebeu terapia de oxigênio com ventilação não invasiva e de 80,4% no grupo que recebeu apenas a terapia de oxigênio, redução absoluta do risco de 17,0% (IC 95%, 0,1% -34,0%). Aos 12 meses, 16 pacientes haviam morrido no grupo que recebeu terapia de oxigênio com ventilação não invasiva versus 19 no grupo que recebeu apenas a terapia de oxigênio. Os pesquisadores concluíram que em pacientes com hipercapnia persistente, após exacerbação aguda da DPOC, a adição de ventilação não invasiva à terapia de oxigênio domiciliar prolongou o tempo de readmissão ou morte dentro de 12 meses. Autores: Murphy PB, Rehal S, Arbane G, Bourke S, Calverley PMA, Crook AM, Dowson L, Duffy N, Gibson GJ, Hughes PD, Hurst JR, Lewis KE,Mukherjee R, Nickol A, Oscroft N, Patout M, Pepperell J, Smith I, Stradling JR, Wedzicha JA, Polkey MI, Elliott MW, Hart N.

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